Lonely Girl
15 Capítulo 15
Ame as pessoas, não as coisas. Use as coisas, não as pessoas.
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Finalmente o ano estava acabando. Eu finalmente terminaria o terceiro ano e poderia ir para uma faculdade, ficar longe de todas aquelas pessoas estúpidas do meu colégio. De fato eu pensei que não aguentaria que definharia a cada dia naquela maldita escola, mas ele estava lá por mim... Sasuke.
Os últimos meses tem sido ótimos. Mesmo eu tendo que suportar aquela escola, mas estando com ele tudo parece ter ficado bom. Eu não me importava mais com as piadinhas, com as humilhações, tudo porque ele estava comigo.
Minha mãe ficou feliz ao saber que estávamos namorando, ela achava Sasuke um bom garoto, e o fato de sermos amigos ajudava muito mais. Os pais do Sasuke também gostaram da noticia. Fugaku era uma ótima pessoa, e acho que ele simpatizou comigo desde o primeiro dia.
Havia tempos que eu não via Karin, fiquei sabendo que ela havia viajado para a França para descansar.
Todos os finais de semana Fugaku e Mikoto convidavam minha mãe e eu para almoçarmos em sua casa, era uma tradição deles, diziam que eram bom quando estávamos unidos. Foi em um desses dias que sem querer eu escutei uma conversa entre Fugaku e Mikoto..
–– Você precisa contar Fugaku! – Mikoto dizia entre lágrimas enquanto conversava com Fugaku no escritório. Como a porta estava apenas encostada não pude deixar de ouvir enquanto passava. – Ele precisa saber.
–– Não posso contar isso para o Sasuke, sabe como ele vai ficar.
–– Vai ser pior se ele não souber...
–– O que quer que eu faça? Que eu conte para o meu filho que estou morrendo?! – nesse momento eu me assustei e acabei derrubando um vaso de flores o que me delatou.
–– Sakura? – eu não consegui correr depois de ter ouvido essa noticia. Mikoto veio até a porta e a abriu me vendo ali estática com lagrimas no rosto, os dois me fizeram entrar no escritório e fecharam a porta.
–– Me desculpe, eu estava passando e acabei escutando.
–– Querida tem que prometer que não vai contar nada ao Sasuke.
–– Mas, ele precisa saber. Isso... Não podem fazer isso com ele, como ele vai se sentir... – Fugaku já era praticamente parte de minha família, saber aquela noticia também havia me afetado. – O que você tem?
–– É complicado Sakura. – Fugaku disse simplesmente. Eu não quis questionar. – Você tem que prometer que não vai falar nada ao Sasuke.
–– Mas...
–– Por favor, eu direi, só não estou pronto ainda.
–– Tudo bem, eu não direi nada. – eu suspirei e limpei as lagrimas. – A formatura é amanhã não quero que ele fique mal.
–– Isso mesmo. – Mikoto tentou nos animar. – Vai ficar tudo bem, vai dar tudo certo.
Quando as pessoas dizem que vai dar tudo certo as coisas nunca dão certo, isso me fez sentir que meu coração doía, era angustiante saber que o pai de Sasuke estava morrendo e eu nada poderia fazer.
(...)
–– Ficou perfeito filha. – minha mãe me ajudava a dar os últimos retoques para a formatura. – O que foi?
–– Nada! – eu menti. – Finalmente acabou. – eu suspirei.
–– Então vamos? Os Uchihas já estão ai.
Sasuke estava simplesmente lindo, mas do que já era, as vezes eu me sentia um nada ao lado dele. Me perguntava como ele foi olhar para mim?
–– Você está linda. – ele sussurrou para mim no carro.
–– Obrigada. – abracei-o pelo braço apoiando minha cabeça em seu ombro. – Parece que vai chover. – olhei pela janela vendo o tempo fechar.
–– Pode ser melhor para a minha surpresa.
–– Que surpresa? – eu disse curiosa.
–– É surpresa. – eu adorava a cara de óbvio dele.
(...)
–– Parabéns aos formandos. – a Diretora terminou o seus discurso. Nem eu mesmo acreditava que eu havia conseguido agüentar tudo aquilo. – Por ordem de chamada venham receber os seus diplomas.
Depois de receber os diplomas fomos para uma pequena cerimônia entre os formandos. As garotas me olhavam com inveja pelo fato de eu estar com Sasuke, enquanto dançávamos era como se nada estivesse a nossa volta, só ele e eu no meio do salão.
–– Quero falar com você Uchiha. – Sasori puxou Sasuke pelo braço nos fazendo parar de dançar.
–– O que você quer? – os dois se mediram com o olhar.
–– Quer que eu fale aqui mesmo? – ele tinha um tom de ameaça. – Na frente dela? – tive a impressão de que eu não sabia de algo.
–– Tudo bem. – Sasori saiu de perto de nós. – Eu já volto meu amor.
–– Sasuke o que esta acontecendo? – segurei em sua mão.
–– Não é nada, eu já volto. – ele me deu um beijo na testa e se afastou do salão.
Quando as pessoas dizem que não é nada, é porque sempre é algo. Por isso eu resolvi seguir Sasuke e ver o que estava acontecendo. Enquanto ele ia passando pelas pessoas seguindo Sasori. Os dois param no corredor próximo a diretoria, consegui ficar escondida sem que me vissem.
–– Você ganhou! – Sasori disse para Sasuke que sorriu sarcástico. – Mais não totalmente.
–– Eu consegui não foi? – eu não entendia sobre o que eles falavam. – Eu disse que conseguiria ficar com ela, eu consegui. – ele não podia estar falando do que eu pensava. – Fui mais esperto do que você, achou que assustando ela e querendo a força ia conseguir? Eu te falei.
Lágrimas desceram por minha face, eles estavam falando de mim. Então esse tempo todo Sasuke havia feito uma aposta, e com o Sasori. Senti como se meu coração fosse arrancado do meu peito lentamente, da forma mais dolorosa possível, e Sasuke era quem o estava arrancado.
–– Você só não ganhou totalmente porque ainda não a levou para a cama.
–– Isso é questão de tempo. – quem era aquele monstro que estava no lugar do Sasuke? Eu não posso ter me enganado tanto assim.
–– Realmente você foi melhor nessa. Nem acredito que você ganhou de novo cara. – os dois eram amigos, era obvio pelo jeito que conversavam. Tudo não passou de uma farsa para brincar comigo. Até ele me odeia nessa escola, eu só queria saber o que eu havia feito para todos ali. – Vai chutar ela quando?
–– Não sei se vou chutar ela.
–– Ta apaixonado pela Lonely Girl? – ele falou como se fosse uma piada.
–– Talvez...
Tapei minha própria boca, eu estava a ponto de soluçar por causa do choro que eu prendia. Eu só havia sentido dor semelhante no dia que meu pai morreu, mas essa dor era diferente, parecia que estavam me abrindo e tirando meu coração, era difícil respirar.
–– Da próxima eu vou usar essa tática... Quem sabe na universidade. – como eu sentia nojo dos dois.
Eu não queria ficar mais nenhum minuto ali escutando aquela historia nojenta de como eu havia sido a pessoa mais idiota do mundo. Sai correndo pelo corredor, eles provavelmente escutaram o barulho do meu salto, mas eu não me importava eu só queria sair dali, eu só queria fazer aquela dor passar.
Saí da escola correndo no meio da chuva, eu não me importava se me achasse uma louca. Enquanto eu corria sentindo a chuva bater com forçar sobre o meu corpo eu sentia que tudo havia sido um sonho, mas eu sabia que o que eu tinha escutado era verdade. Doía tanto acreditar que o Sasuke, o Sasuke que eu amo, havia feito isso comigo. Havia me enganado daquela forma, havia fingindo que me amava só para ganhar uma aposta.
Minhas pernas doíam, meu pulmão ardia, meus olhos doíam pelo choro, mas eu não conseguia parar de correr. Se eu pudesse correr para sempre eu faria. Meu vestido pesava e a dor que eu sentia não passava.
Quando eu lembrava do Sasuke me beijando doía ainda mais, e eu me odiava ainda mais também por ter sido tão burra.
Eu não agüentava mais correr então parei apoiando-me nos meus joelhos enquanto eu buscava ar. Enquanto eu respirava olhando para o asfalto vi uma luz iluminar o mesmo. Uma luz forte veio em minha direção e escutei uma buzina e cheiro de pneu queimado, tentei me mover mais minhas pernas não obedeceram, talvez fosse isso que eu quisesse. Meu corpo foi arremessado com força, senti cada parte do meu corpo doer intensamente até que toquei o asfalto, meu corpo ficou mole e meus olhos pesaram, finalmente eu não sentia mais nada, só a dor física.
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