Lonely Girl
8 Capítulo 8
Pessoas cometem erros, mas isso não signfica que devemos deixar de ama-lás.
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–– Vem Sakura. – ele me ajudava a descer do carro.
Assim que desci fiquei estática, ele não podia ter me levado para aquele hospital. O hospital em que estávamos era simplesmente o melhor da cidade, eu não poderia pagar aquele hospital.
–– Sasuke eu não posso pagar esse hospital, me leva para um hospital público.
–– Claro que não. Eu te trouxe aqui porque eu vou pagar. – ele fez cara de óbvio.
–– Não posso aceitar.
–– Deixa de besteira, nós somos... – ele não continuou.
–– Amigos? – completei.
–– Acho que eu não devo mais ser isso para você.
–– Não devia. Mais mesmo depois de tudo eu te considero meu amigo ainda. – um sorriso se abriu no rosto dele.
–– Então não reclama. – ele me apoiou nele, me levando para dentro do hospital.
–– Mas Sasuke...
–– Nada de ‘mas’.
(...)
Eu estava sentada em uma maca em um dos quartos, aquele hospital tinha um ambiente muito diferente dos hospitais públicos. Tudo estava bem decorado e harmonioso.
O médico já havia me atendido, eu não havia quebrado o pé só havia tido uma torção grave no tornozelo, o que me deixaria andando de muletas por algumas semanas. Colocaram-me uma bota ortopédica já que não era o caso de fratura, agradeci mentalmente por não ter que usar um gesso. Sasuke e eu mentimos que eu havia caído e torcido o pé, o médico desconfiou um pouco mais não questionou.
–– Bem... – o médico entrou no quarto acompanhado por Sasuke. – Você não pode fazer muito esforço para não piorar isso, daqui umas três semanas deve estar recuperada.
–– Doutor pode me dar um atestado? – Sasuke perguntou ao médico.
–– Claro, vou pegar um atestado pra sua namorada. – minha face ficou rubra instantaneamente.
–– Na verdade ela é minha amiga. – Sasuke o corrigiu.
–– Ah desculpe. Eu vou buscar o atestado. – ele saiu do quarto deixando-nos a sós.
Sasuke sentou-se na maca ao meu lado olhando-me intensamente, quando os olhos dele estavam sobre mim eu sentia como se uma descarga elétrica atravessasse todo o meu corpo, também sentia toda a minha pele queimar como brasa.
–– O que foi? – perguntei sem graça.
–– Tem certeza que não quer contar a verdade? – ele segurou minha mão.
–– Sim, é melhor assim. – abaixei a cabeça.
–– Se você quer assim. – senti os dedos dele acariciar a minha mão, aquilo me tirou o ar. – Está se sentindo melhor?
–– Sim. Obrigada Sasuke, por tudo. – ele passou a mão no meu cabelo.
–– Aqui está o atestado. – Sasuke deu um pulo pra longe de mim. – Eu atrapalhei?
–– É... N-ão! – eu gaguejei.
–– Bem o atestado está aqui. – ele entregou nas mãos do Sasuke. – Você já pode ir para casa.
–– Obrigada doutor. – Sasuke me ajudou a descer da maca e depois me entregou duas muletas daquelas curtas que apóia no cotovelo.
Consegui ir caminhando para o carro, mas meu tornozelo ainda doía mesmo imobilizado. Sasuke me levou para casa, assim que ele parou o carro metade da rua ficou olhando. Todos comentavam do carro, do Sasuke, o que estávamos fazendo juntos e porque eu estava com a perna imobilizada. Simplesmente todos ali eram fofoqueiros.
–– O QUE ACOTNECEU? – minha mãe veio correndo, eu havia esquecido que ela estava de folga.
–– Calma mãe. – sentei-me em uma cadeira. – Eu caí e torci o tornozelo, o Sasuke me levou para o hospital.
–– Foi isso mesmo tia. – ele deu um sorriso. – Não foi nada grave, só torceu o tornozelo mesmo.
–– Você é muito desastrada filha, por sorte o Sasuke estava por lá pra te ajudar.
–– Eu peguei um atestado pra ela, vou deixar no colégio. O médico disse que era pra ela não ir pro colégio. – na verdade ele não disse isso, mas ele adivinhou muito bem que eu não poderia ir assim. Já era difícil com duas pernas boas, imagina com uma ruim? – Eu vou trazer os exercícios pra ela todo dia também.
–– Muito obrigada Sasuke por cuidar dela. – minha mãe sempre gostou do Sasuke, desde o dia que eu os apresentei.
“–– Esse bolo está muito bom. – Sasuke dizia enquanto comia o segundo pedaço de bolo de chocolate da minha mãe. – Minha mãe também gosta de cozinhar, se eu falar desse bolo ela vai querer vir aqui pra aprender como faz.
–– Eu ensino ela sim, a gente podia marcar um dia. – minha mãe respondeu.
–– Claro, eu falo pra ela. – ele terminou de comer o bolo.
–– Bem que a Sakura me falou que você era bonito.
–– Mãee!! – eu não sabia onde enfiar a cabeça. Sasuke apenas sorriu.”
–– Bem eu tenho que ir agora, mas eu volto amanhã. – ele me deu um beijo na testa. Minha mãe o acompanhou até o portão.
(...)
Minha mãe me encheu de perguntas de como aquilo tinha acontecido, eu disse que o chão da escola estava molhado e eu tinha escorregado e batido com tudo no chão. Precisei fingir bem pra que ela acreditasse, por fim ela me deixou no meu quarto em paz.
Coloquei um travesseiro em baixo da minha perna imobilizada e outros travesseiros pra me apoiar de forma que eu ficasse meio que sentada na cama. Aquela posição me relaxou, peguei um livro e comecei a ler, eu queria esquecer certas cenas que insistiam em voltar a minha mente. Acabei adormecendo com o livro no meu colo.
(...)
–– Eu vou pedir mais uns dias de folga. – minha mãe andava pelo quarto. – Não posso te deixar aqui sozinha.
–– Não mãe, eu vou ficar bem. – eu disse pela milésima vez. – Vão acabar te demitindo assim, pode ir trabalhar sossegada. Eu sei me cuidar.
–– A Última vez que você falou isso acabou com a perna quase quebrada.
–– Tenso ¬¬. – ela saiu do quarto com o celular na mão.
Peguei o meu livro de novo enquanto ela falava não sei com quem no celular, nem me importei, ela teria que ir trabalhar mesmo.
Depois de conseguir tomar banho coloquei um short e uma blusa de alças meio folgada e deitei-me na cama.
–– Oi Sakura. – Sasuke entrou no meu quarto assim que eu tinha acabado de deitar. – Trouxe seus deveres de casa.
–– O que está fazendo aqui há essa hora? – olhei no relógio, ainda eram 13h00min. – Você costuma vir no final da tarde.
–– Que recepção ein sua chata. – ele se fingiu de ofendido. – Mas eu vim mais cedo porque sua mãe pediu pra eu ficar com você.
–– Não acredito que minha mãe fez isso.
–– Fiz sim. – só falar nela ela aparece. – Não ia te deixar aqui só com a perna desse jeito. – ela arrumou o uniforme. – Agora eu vou indo trabalhar, cuida do meu bebê Sasuke.
–– Pode deixar eu vou cuidar do bebê. – ele apertou minhas bochechas. Que mico minha mãe me fazendo passar.
Sasuke foi com minha mãe até o portão. Não acredito que minha mãe tinha ligado pro Sasuke pra incomodá-lo comigo. Mais o pior não é isso, o pior é que eu vou ficar aqui com o Sasuke, sozinha.
–– Voltei bebê. – ele fez voz de criança.
–– Para com isso Sasuke. – fingi ficar emburrada. – Pega água pra mim.
–– Que maldade, eu não sou seu escravo.
–– É sim. Vai logo escravo. – eu brinquei com ele. – To brincando Sasuke.
–– Eu sei sua boba. – ele sentou na cama.
–– AAII MINHA PERNAA ME MACHUCOU. – ele deu um pulo da cama com uma cara de espantado que me fez rir muito. – Sua cara de espantado Sasuke, nossa muito hilária. – eu não conseguia parar de rir.
–– Engraçadinha. Você quer rir é? – ele começou a me fazer cócegas me fazendo rir ainda mais.
–– Para Sasuke, para. – eu mal conseguia falar de tanto rir.
–– Então me beija que eu paro. – automaticamente ele parou de me fazer cócegas e eu parei de rir, ficou aquele clima tenso. – To te zuando Sakura. – ele começou a rir. – Vou pegar a sua água.
Eu já estava acostumada com as piadinhas e brincadeirinhas do Sasuke, por isso eu nem ficava mais tão eufórica quando ele dizia essas coisas, mas eu não podia deixar de sentir certa emoção.
Sasuke estava demorando a voltar então fui ver se ele estava fazendo um poço pra pegar água. Peguei a muleta e fui até a cozinha, quando cheguei lá Sasuke estava no celular.
–– Hoje não da Karin. – ele estava falando com ela, minhas pernas ficaram fracas, mas eu me segurei e continuei o caminho. – Espera. – ele tapou o celular. – Ai caramba a água.
–– Pode continuar, eu pego. – fui até o bebedor e coloquei um copo de água.
–– Sei que já faz tempo. – ele foi até a porta da cozinha, o que não era muito longe para eu escutar. – To na mesma situação sua, mas agora não dá. Hoje não dá. – ele suspirou. – Aff Karin deixa de ser criança. – ele revirou os olhos.
Meio distraída acabei derramando água na minha blusa, isso que da ficar prestando atenção na conversa alheia.
–– Droga. – sacudi a minha blusa.
Fiz sinal para o Sasuke de que estava voltando para o quarto, era melhor dar privacidade pra ele conversar com a namorada. Por mais que eu tentasse às vezes eu esquecia que ele tinha uma namorada.
Encostei a porta do quarto e fui até uma gaveta pegar uma blusa seca, coloquei a muleta encostada na cama e fiquei de pé apoiada mais no pé esquerdo que não estava imobilizado. Coloquei o cabelo pro lado e comecei a tirar a minha blusa com certa dificuldade.
–– Sakura... – ele não continuou a sua frase, ficou parado na porta me encarando. Fiquei estática o olhando também. Foram os cinco segundos mais demorados da minha vida. Ele me olhando e eu sem reação. Finalmente me toquei que estava só de sutiã e puxei o lençol da cama me tapando. – Desculpa! Eu devia ter batido na porta.
–– Devia mesmo. – meu rosto estava em brasas. – Pode se virar de costa pra eu por a blusa?
–– Ah ta. – ele virou de costa e eu coloquei a minha blusa seca rapidinho.
–– Pronto. – sentei-me na cama. – Era a sua namorada? – mudei de assunto.
–– Era... – ele se sentou também. – Reclamando por que já faz um tempo que a gente não se vê e não namora um pouco.
–– Ah... – varias coisas passaram por minha cabeça. – Acho que é culpa minha. Mais se você quiser ir lá agora você pode ir, sério, eu vou ficar bem aqui.
–– Não vou te deixar aqui sozinha, eu prometi pra sua mãe que ia ficar com você.
–– Minha mãe tinha que te pedir pra vir aqui. – cruzei os braços.
–– Ih não gosta da minha presença é?
–– Não é isso, é que eu não queria te incomodar.
–– Você não me incomoda. – ele começou a rir. – Amanhã eu quero que você passe o dia na minha casa.
–– Sua casa? – ele nunca tinha me levado na casa dele ou falado da vida dele. – Acho que minha mãe não vai deixar.
–– Amanhã eu venho te buscar com a minha mãe. – droga ele é esperto.
Eu não queria ir a casa dele, deve ser aquelas casa de gente super rica, vou ficar fora do contexto lá.
– Eu falo com a sua mãe hoje.
–– Tem certeza que é boa ideia?
–– Sim, já ta na hora de conhecer minha casa. E também minha mãe fica me enchendo pra te conhecer. – nós rimos. – Eu venho amanhã cedo, já que é sábado.
–– Ta okay, você que manda. – encostei-me à cama colocando a perna em um travesseiro. – Agora me passa o meu dever de casa, por favor.
–– Mandona. – ele disse brincando.
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