Sabe porque as pessoas te criticam? Porque você tem algo que elas queriam muito ter.

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Não havia sido uma boa idéia ir para trás da escola, estava frio, mas era preferível isso a ficar junto com todo esse pessoal que me odeia. Essas garotas não desistem mesmo do Sasuke, mesmo ele dizendo que não, e as tratando tão friamente. É de se esperar que alguém como ele não se interesse por ninguém dessa escola, até hoje me pergunto como ele quis ser pelo menos meu amigo.


Levantei-me para ir para a sala de aula quando me deparo com uma surpresa de filme de terror, Sasori, Deidara e Dan estavam encostados no muro logo à frente olhando para mim com aqueles sorrisos debochados.


–– Pra que a pressa Sakura? – Sasori disse tapando a minha saída. – Por que você não nos faz companhia nesse resto de aula?
–– Eu preciso ir. – tentei desviar de Sasori, mas ele segurou em meu braço não me deixando passar. – Me solta.
–– Qual é Sakura, a gente vai se divertir muito. – ele me olhou de cima a baixo com aquele olhar de luxuria, me senti completamente nua sob aquele olhar.
–– Me deixa ir. – eu tentava não transparecer medo em minha voz, mas isso já estava difícil.
–– Deidara, Dan, segurem a belezinha. – cada um segurou em um dos meus braços, me debati com força tentando a todo custo me soltar. Nem que eu morresse, eu não deixaria ele me tocar.
–– Me solta, SOCORRO. – me desesperei. – Não me toca. – eu disse assim que ele passou a mão por meus cabelos.
–– Vamos ver o que o Uchiha achou de bom em você. – Sasori passou a mão pelo meu rosto enquanto os outros dois riam. – Tirem a blusa de frio dela.
–– NÃO, PARA. – meus olhos jorravam lágrimas sem parar, eu sentia tanto medo, me sentia indefesa. – POR FAVOR, NÃO. – o desespero tomou conta de mim.


Sasori puxou meu cabelo com força inclinando meu rosto para que pudesse me beijar mais fácil, quando os lábios deles estavam prestes a tocar os meus eu lhe dei uma joelhada que o fez cair. Tentei correr, mas Deidara me puxou pelo uniforme me atirando com força no chão, senti minha cabeça bater no chão meus olhos fecharam como se eu fosse desmaiar, mas eu aguentei. Se eu desmaiasse seria o fim para mim.


Senti Sasori me puxar pelo braço me erguendo do chão e me jogando contra a parede, meu corpo teria deslizado de volta para o chão se ele não tivesse me prendido a parede com o seu corpo. Senti uma ânsia de vomito por ele esta perto de mim.


–– Aposto que não fez jogo duro pro Uchiha. – ele segurou forte em meu cabelo. – Não adianta tentar fugir. Depois de mim é a vez deles Sakura. – Deidara e Dan riram.
–– Por favor, me mata. – eu já não tinha forçar, eu estava preste a desfalecer.
–– Quem sabe depois que a gente terminar com você.
–– Vê se não maltrata muito ela Sasori. – Deidara disse batendo no ombro do amigo. – Eu ainda quero provar também. – aquilo me deu nojo, eles falavam como se eu fosse um pedaço de carne.


Eu senti as mãos do Sasori tentar invadir a minha blusa, tentei lutar. Ele mandou que Deidara e Dan me segurassem para ficar mais fácil. Eu queria morrer, morrer era tudo o que eu queria no momento. Eu pedi, implorei a Deus para que eu morresse antes que eles me tocassem, eu preferia a morte me entregar a qualquer um deles.


–– SOLTEM ELA! – eu agradeci com todas as minhas forças por Sasuke ter aparecido, mas era três contra um. Talvez as coisas só ficassem piores.
–– Olha quem veio salvar a donzela. – Dan zombou. – Fala sério Sasuke, deixa de ser egoísta cara. Agora é nossa vez também.
–– Se você abrir a boca pra falar besteira... – Sasuke cerrou os punhos. – Soltem-na.
–– Cai fora Uchiha, a gente ta se divertindo. – Deidara e Dan me soltaram, meu corpo deslizou para o chão de imediato, eu não tinha forças e todo meu corpo tremia.
–– Como você ousa tocar nela? – a voz do Sasuke emanava raiva. – Eu vou te matar seu desgraçado.
–– Vamos acabar com ele e depois nos continuamos pessoal.


Sasori tentou socar Sasuke, mas levou um soco do mesmo. Eu nunca tinha visto Sasuke brigar, ele não era ruim, na verdade era muito bom. Dan empurrou Sasuke que bateu contra a parede e deslizou até o chão, em seguida Deidara o segurou em um braço acompanhado de Dan. Os dois imobilizaram Sasuke, segurando-o para que Sasori o socasse. Ele deu um soco no estomago de Sasuke o que o fez tossir.

–– Parem, o deixem em paz. – eu tentei ajudar, mas Sasori apenas me empurrou pra trás.
–– Fica fora disso Sakura. – Sasuke disse tossindo.
–– É Sakura fica fora disso. – Sasori repetiu com voz zombeteira. – Depois dele a gente vai ser só seu.


Nesse momento Sasuke pisou no pé de Deidara o que o fez solta-lo, em seguida ele lhe deu um soco com a mão livre. Deidara caiu no chão com a boca cheia de sangue. Sasori foi para cima de Sasuke, mas levou um chute que o fez cair no chão. Dan com medo soltou o braço de Sasuke.


–– Seu merda. – Sasori praguejou. – Quem vai te matar sou eu. – nesse momento eu o vi puxar um canivete do bolso, aquilo me apavorou. Sasuke recuou para trás enquanto Sasori apontava o canivete pra ele.
–– Pensa que vai me matar com isso? – Sasuke provocou.
–– Sasuke... – eu nunca pensei que viveria algo assim, meu coração devia estar a mais de mil por hora.
–– Você já era Uchiha.


Sasori correu na direção de Sasuke com o canivete, pronto para furá-lo. Eu nunca me perdoaria se algo acontecesse ao Sasuke por minha culpa, eu não poderia mais viver. Sasuke segurou na mão de Sasori tentando desviar, os dois travaram uma luta. Eu não podia simplesmente olhar, eu tinha que fazer algo.


Sem pensar direito eu pulei nas costa de Sasori tentando fazê-lo perder o equilíbrio, ele virou com força o que me fez perder as forças, fui arremessada no chão. Com o baque eu senti meu tornozelo doer fortemente, gritei de dor. Provavelmente eu havia quebrado algo.
Aproveitando a distração de Sasori, Sasuke o deu um soco com todas as forças o derrubando no chão. Sasuke pegou o canivete e apontou para Sasori.


–– Isso Sasuke, me mata. – ele provocou. – Derrama sangue na frente da sua namoradinha.
–– Eu não sou como você. – Sasuke abaixou o objeto pontiagudo. – Sai daqui. – ele disse cerrando os dentes com raiva. – Essa é a ultima vez que você toca nela, da próxima eu não vou ter pena de você.
–– Isso não vai ficar assim. – os três se levantaram mancando e sacudindo as roupas e saíram.

(...)


Meu tornozelo doía muito, era uma dor cortante eu tinha vontade de gritar. Sentei-me arrumando a minha blusa e limpando as lágrimas em meu rosto. Sasuke estava de pé, o rosto dele não estava muito machucado, só tinha um pequeno inchado logo abaixo do olho direito.


–– Sakura me desculpa. – ele veio em minha direção e se abaixou ao meu lado me apoiando nele.
–– Não tenho do que te desculpar. Tenho que agradecer. – o abracei com força, foi mais um impulso. – Se você não tivesse chegado... – eu não consegui continuar a frase.
–– Se eu não tivesse te deixado eu estaria aqui desde o começo. – ele enxugou minhas lágrimas. – Você está bem?
–– Meu tornozelo, está doendo. – ele pegou no meu tornozelo o que me fez gemer de dor.
–– Acho que não está quebrado. – ele foi até onde minha blusa de frio estava jogada e a pegou. – Eu vou te levar para o hospital.


Eu não tive tempo nem de pensar quando o senti me levantar do chão me pegando no colo, senti meu rosto arder, ele me apertou contra o seu peito, senti-me tão segura nos braços dele.


Saímos pelos fundos da escola para não chamar a atenção de ninguém, ele caminhou comigo em seus braços até um carro preto, o tal carro que as garotas falavam só podia ser esse, um porsche. A pintura preta reluzia com a luz fraca do sol que entrava pelas nuvens carregadas. Eu nunca pensei que andaria em um carro como esse.


Ele me colocou no chão para abrir a porta do carro. Sentei-me no banco do passageiro com a ajuda dele, meu tornozelo doía muito. Não demorou muito ele abriu a porta do lado do motorista e entrou.


–– O meu material. – lembrei-me de minhas coisas que ainda estavam na sala.
–– Fica ai dentro do carro, eu vou pegar. – ele fechou a porta e depois a abriu novamente. – Trava a porta.
–– Okay.


Não demorou muito ele voltou e colocou os meus matérias e os dele no banco de trás do carro, entrando no mesmo em seguida.


–– Eles não ti fizeram nada, não é? – ele disse apertando o volante com força.
–– Não. Você chegou a tempo. – eu agradeci mentalmente.


Sasuke não respondeu nada, apenas pisou fundo no acelerador. Aquele carro não andava, praticamente voava sobre o asfalto.


–– Sasuke você precisa me prometer que não vai contar isso para ninguém. – eu disse o olhando.
–– Como não? Olha o seu estado, eles precisam pagar.
–– Sasuke eu não quero fazer a minha mãe passar por isso, ela não pode saber. Prometa-me que não vai contar.
–– Eu não sei...
–– Por favor.
–– Tudo bem, eu não vou contar. – ele suspirou. – Mais como vai explicar a sua perna?
–– Eu vou dizer que caí. – ele freou o carro no semáforo.
–– E enquanto a isso? – ele apontou para as marcas roxas em meu braço. – Vai dizer o que?
–– Que foi por causa da queda. – olhei para os meus braços, tinha alguns pontos roxos ali.
–– Aquele filho da mãe. – ele praguejou enquanto acelerava o carro.