Lonely Girl

40 Capítulo 40 - ÚLTIMO CAPÍTULO


Sasuke e eu havíamos contado tudo sobre Ana e Madara para Brian, ele ficou chocado, eu até o vi chorar. Ele a amava de verdade e não conseguia entender por que ele havia feito isso com ele.


Acompanhamo-os até a casa deles para não deixar que ele acabasse fazendo qualquer besteira, mas, quando chegamos lá, encontramos o guarda-roupa vazio. Ana havia fugido e levado tudo o que era dela.


–– Ela foi embora. – Brian desceu as escadas, dando-nos a notícia. – Ela só deixou isso. – ele balançou o envelope.

–– O que é? – Sasuke perguntou.

–– Deixa eu ver. – ele abriu o envelope e começou a ler. – “Brian, eu não queria que fosse assim, mas eu tenho que te dizer que não te amei como você merecia. Tudo que você sabe sobre mim é mentira, a única coisa que é verdade é que me chamo Ana. À essa altura, você já deve saber que eu estava com Madara, que eu tinha um caso com ele, mas não porque eu gostasse, mas sim, porque ele podia me proporcionar a minha vingança.” – entreolhamo-nos, então Brian prosseguiu – “Quando eu era nova eu tive... Como se pode dizer... Vamos apenas dizer que eu era “namorada” do seu amigo. Sim, ele mesmo, Sasuke. Nós fugimos, mas ele me abandonou no hotel e voltou para o mundinho de conforto dele. Por isso eu queria me vingar, porque eu nunca o perdoei por fazer isso comigo. Mas tudo deu errado, e a culpa é dessa mosca morta da Sakura. Como já deve estar óbvio, eu não gosto de você, Sakura, eu fingi o tempo todo. Não tentem me procurar, porque vocês não vão me encontrar. Ass.: Ana.”


–– Como você explica isso, Sasuke? – eu questionei ainda confusa com toda aquela revelação.

–– Eu nunca imaginei que essa Ana era a Ana do colégio. – ele se sentou no sofá, atônito. – Ela mudou muito, não se parece em nada com aquela garota.

–– Como você pode ter feito isso com ela? – ele me olhou culpado.

–– Eu era jovem, foi antes de te conhecer. – eu tinha que admitir que, antes de mim, ele tinha um passado, com coisas que ele não gostava de lembrar.

–– O que vamos fazer? – Brian perguntou, eu podia ver a dor nos olhos dele. – Vamos atrás dela?

–– Não. – Sasuke disse rápido. – Acho que isso é o mínimo que eu posso fazer por ela, depois de tudo. – mesmo Ana tendo ajudado Madara, eu fiquei feliz por Sasuke ter dito aquilo, era uma prova que ele tinha mesmo mudado. – Tudo bem por você, Brian?

–– Sim, eu não quero mais lembrar dela. Quero que ela desapareça do meu mundo. – ele se sentou no sofá e abaixou a cabeça.

– Eu gostaria de ficar só.

–– Tudo bem. – eu disse indo até a saída acompanhada por Sasuke. – Qualquer coisa, nos ligue.


(...)


Um mês depois de todo o ocorrido, Sasuke e eu nos casamos de novo, foi uma cerimônia simples para os mais íntimos.


Minha mãe agora simpatizava com Sasuke, mas ainda tinha um pé atrás pelo o que ele tinha feito a mim na época do colégio. Mas eu pude ver que ela estava feliz por mim, ela viu como eu estava feliz com Sasuke e que ele tinha mudado.


Ino, Gaara e Kay – o filho deles – foram para o casamento. Ino estava tão feliz por eu ter finalmente me acertado com Sasuke, que ela quase me matou em um abraço. Kay estava tão lindo, eu amava o filho da minha amiga, o jeitinho que ele sorria e tentava pegar os dedos das pessoas era encantador. Assim que Sasuke o conheceu, eu vi algo no olhar dele que eu nunca tinha visto antes, era um olhar paterno. Eu não conhecia esse lado dele.


Mikoto tinha chegado na noite anterior ao casamento, ela, como sempre, estava animada e exibia um sorriso de orelha a orelha, quando foi fazer um brinde aos noivos. Quando a festa acabou, ela veio nos dizer que estava voltando para a casa e finalmente estar conformada com a morte do marido.


Brian, ao contrário do que eu pensei, superou Ana muito rápido. Na noite do casamento, ele estava com uma loira de parar o trânsito e parecia muito feliz com ela.


–– Ai, amiga, eu ‘tô tão feliz agora. – Ino dizia animada. Eu havia sentado um pouco na mesa dela, enquanto Sasuke conversava com a mãe.

–– Por quê? – eu quis saber.

–– Você e o Sasuke finalmente se acertaram de verdade. – Ino ainda tinha aquela animação da época do colegial.

–– Sim, eu também estou tão feliz. – o garçom colocou um prato de alguns salgados sobre a mesa, Ino tratou de pegar um.

–– Hmmm, que delícia. – ele saboreou um dos salgados. – Quer? – ela praticamente enfiou o prato de salgados na minha cara.

–– Credo, que nojo! – afastei a mão dela com os salgados, eu senti um cheiro estranho, que embrulhou o meu estômago. – Isso está estragado?

–– Não... – ela cheirou. – Está muito bom.

–– Está horrível, isso me deu enjoo. – Ino virou o rosto lentamente para mim, encarando-me com os olhos brilhando. – O que foi?

–– Sakura... Sakura... – ela parecia que ia pular.

–– Que foi, sua louca? – eu comecei a sorrir, mas aquele cheiro de salgado estava embrulhando o meu estômago.

–– Você ‘tá grávida? – eu tive um ataque de risos. – ‘Tá sim, Sakura, eu sei, foi assim que eu fiquei. Você ‘tá grávida.

–– Claro que não, eu só... – bem, isso não era uma loucura, Sasuke e eu não nos prevenimos, e essa vontade de vomitar... Será que eu estava grávida? – Não pode ser... Não, deve ser engano. – eu senti o sangue fugir do meu rosto, levantei-me da cadeira rápido, senti uma tontura em seguida, depois tudo ficou escuro...


(...)


Abri meus olhos lentamente, eu estava na minha cama – a cerimônia tinha ocorrido no jardim da nossa mansão – e ainda sentia um pouco de enjoo.


–– Está tudo bem, meu amor? – Sasuke veio até mim rapidamente. – Você desmaiou do nada.

–– Sim... – eu estava confusa. – Foi só um mal-estar.

–– Bom... Minha mãe e a sua acham melhor a gente não descer mais, além disso, a festa já esta quase acabando, é melhor você não se cansar mais. – ele disse de forma carinhosa.


Como será que ele reagiria se souber que ‘tô grávida? Bem, se é que eu estou grávida mesmo.


–– Sasuke... – eu o chamei. – Pode pegar um copo de água para mim?

–– Claro. – ele se levantou. – Eu já volto.


Peguei meu celular e disquei o número de Ino, torcendo para que ela ainda estivesse na minha casa.


–– Ino! – eu disse rápido, assim que ela atendeu.

–– Está tudo bem?

–– Sim. Eu preciso de um favor urgente.

–– O que foi?

–– Tem uma farmácia no outro quarteirão, preciso que me compre um desses...

–– Teste de gravidez? – ela completou.

–– Sim. Mas tem que ser para agora.

–– Deixa comigo. – ela desligou o telefone.


Fui até o meu closet e peguei uma camisola leve e confortável, mas que não deixava de ser bonita. Fui até o banheiro e tirei o vestido que eu usava, tomei um banho quente, enquanto colocava a cabeça no lugar. Quando saí do chuveiro, me encarei no espelho, meu corpo estava diferente mesmo... Comecei a ter uma crise...


–– Sakura! – Ino bateu na porta do banheiro.

–– Entra. – eu abri a porta do banheiro enrolada em uma toalha. – Cadê o Sasuke?

–– Ele está lá embaixo se despedindo dos convidados. – suspirei aliviada. – Toma logo isso, faz logo. – ela me entregou a caixa.

–– Eu queria ficar só. – ela revirou os olhos.

–– Certo, eu vou ficar ali fora.


Assim que ela saiu do banheiro, eu fiz o que estava indicado na embalagem. Esperei cinco minutos indicados, foram os cinco minutos mais longos da minha vida. Por fim, eu peguei o mostrador e encarei, haviam se formado duas linhas, o que era...Positivo.


–– É... – eu abri a porta encarando Ino.

–– E aí? – ela estava nervosa. Eu apenas fiz que sim com a cabeça. – AHHH!

–– Sua louca, para de gritar! – ela parou me encarando.

–– Deixa eu ver isso aqui. – ela tomou o mostrador da minha mão.

– AI MEU DEUS. É POSITIVO MESMO. EU QUERO SER A MADRINHA. AI, MEU DEUS!

–– Ser madrinha de quem? – Sasuke entrou no quarto. Tomei o mostrador da mão da Ino e me tranquei no banheiro. – O que foi, Sakura? – eu ouvi a voz dele do lado de fora.

–– Nada. – eu menti. – Só um minuto. – joguei o teste no cesto de lixo e abri a porta. – Ino querendo que eu seja madrinha do Thiago. – minhas mãos estavam suando frio.

–– Claro. – Ino tratou de dizer. – Mês que vem é o batizado. – ela sorriu amarelo. – Aproveitando, quero que você seja o padrinho, Sasuke, se não for problema para você.

–– Claro que não, eu vou adorar.

–– Bem, eu vou indo agora, Ricardo deve estar me procurando.


(...)


A casa estava silenciosa. Todos já haviam ido embora. Eu estava deitada na cama enquanto olhava para a TV, mas a verdade era que eu não prestava atenção em nada, tudo que eu tinha em mente era que uma vida estava crescendo dentro de mim.


–– Quer comer algo? – Sasuke saiu do banheiro secado os cabelos.

–– Sorvete. – eu disse rápido, na verdade, eu estava com muita vontade de sorvete.

–– Sorte sua que tem sorvete aqui. – ele disse sorrindo, em seguida saiu do quarto. – Pronto. – ele disse me entregando o sorvete.

–– Hm, está uma delícia. – eu disse colocando uma enorme colher na boca. – Divino. – eu saboreei.

–– É o seu preferido. – ele disse deitando-se ao meu lado e beijando o meu ombro, depois foi subindo os beijos até começar a beijar o meu pescoço. – Você está tão linda. – ele disse acariciando as minhas pernas. – Sabe, você vai me achar bobo... – ele sorriu. – Mas parece que você colocou silicone. – quando ele disse isso uma vontade enorme de vomitar tomou conta de mim, coloquei o pote de sorvete em cima do criado-mudo e corri para o banheiro. Eu mal tive tempo de chegar até a pia e vomitei todo o sorvete que eu tinha comido.


Escovei os meus dentes e me olhei no espelho. Sasuke estava batendo na porta do banheiro perguntando se eu estava bem.


–– O que aconteceu, Sakura? – ele tinha uma cara preocupada.

–– Sasuke, eu preciso te falar algo... – ele me encarou esperando que eu falasse. – Eu estou... – eu engoli a seco. – Grávida.

–– O-O quê? – ele gaguejou enquanto me encarava.

–– Eu fiz um tente... E deu positivo. – eu vi um sorriso surgir em seu rosto e, em seguida, ele me abraçou forte.

–– Desculpe, eu te machuquei? – ele estava todo preocupado.

–– Não. – eu disse rindo.

–– Eu sempre quis ter um filho. – eu estava tão feliz por ele estar agindo daquela forma. Ele me abraçou mais uma vez; não pude deixar de sorrir. Ele ficou de joelhos e colocou a cabeça na minha barriga, como se quisesse escutar algo.

–– Sasuke, acho que ainda não dá para você sentir nada aí. – ele levantou a cabeça e me olhou, sorrindo.

–– Eu sei, mas é bom saber que meu filho está aqui. – escutar ele dizer aquilo me fez chorar, quando eu vi as lágrimas já rolavam por minha face, eu me sentia tão feliz, eu sentia que, a qualquer momento, eu morreria de felicidade.

–– Não chore. – ele ficou de pé.

–– Eu te amo tanto... – eu disse em meio às lágrimas. – E agora tem o nosso bebê, eu também já o amo tanto.

–– Eu te amo, e você está me fazendo o homem mais feliz nesse momento.


Sasuke me carregou em seus braços até a cama, me colocou delicadamente sobre a mesma e, em seguida, colocou o edredom sobre mim, depois deitou-se ao meu lado me abraçando.


–– Se for um menino, que nome vamos dar? – eu sorri da pergunta dele.

–– Que tal Fugaku Uchiha? – eu o olhei e vi os olhos dele se encherem de lágrimas, que não chegaram a cair, então ele pousou os lábios sobre os meus lentamente.

–– Eu amei a sua ideia.

Notas finais
Nossa nem acredito que Lonely Girl acabou. Gostei muito de escrever essa fic... Enfim Tudo mesmo.
Queria agradecer muito mesmo a todas as leitoras que deixaram reviews, em especial as que recomendaram a fic.
Queria avisar também que estou escrevendo uma nova fic. Essa já é também diferente, estou variando os gêneros.
Bem, é isso! Obrigada por lerem a minha fic, e nunca terem me abandonado.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!