Lonely Girl
3 Capítulo 3
Você começa dizendo: “eu não vou me apaixonar por ele”, e termina dizendo: “eu te amo”. É sempre assim.
*
Sasuke e eu nos tornamos amigos, ele era a unica pessoa com quem eu podia conversar naquela escola, acabei descobrindo que ele tinha uma namorada, Karin, eu nunca a tinha conhecido pessoalmente, mas ele sempre falava dela. Era obvio que ele a amava, sempre rindo quando pronunciava o nome dela e eu via uma coisa diferente nos olhos dele, isso me deixava muito mal.
Passei o final de semana inteiro dentro de casa sem ter nada para fazer, fiquei mexendo no computador. Na tarde de domingo estava no Messenger quando Sasuke ficou online, nem falei com ele, mas ele veio falar comigo.
Sasuke:
Sakura saiu muito?
Sakura:
Não!
Sasuke:
Tudo bem?
Sakura:
Tudo ótimo.
Sasuke:
Hmmm... Não parece. Que aconteceu?
Sakura:
Nada.
Sasuke:
Amanhã conversamos melhor, eu vou jantar com a Karin, vamos fazer 6 meses de namoro :)
Sakura:
Parabéns. Divirta-se.
Sasuke:
Pode deixar ;)
Desliguei o computador e me deitei na cama olhando para o teto. Sentia o meu coração apertado e um nó na garganta, queria chorar e foi o que eu fiz, chorei, parecia até a única coisa que eu sabia fazer, a quem eu estava tentando enganar? EU estava apaixonada pelo Sasuke. Esse último mês eu tentando negar para mim mesma, mas não posso mais me enganar, estou apaixonada por ele.
O que vou fazer agora? Sasuke tem namorada e nunca vai olhar para mim, pra ele eu sou só uma distração, algo pra fazer no tempo livre quando ele não tem nada pra fazer. Isso é tão verdade que ele não me conta quase nada da vida dele, ele sabe muito mais de mim do que eu sei dele.
O que eu tenho que fazer é me conformar apenas com a amizade dele e tentar não estragar tudo, no momento ele é uma das poucas coisas que tenho. Vou me conformar apenas em estar perto dele.
Na manhã de segunda acordei um lixo, tomei um banho coloquei a roupa do uniforme e me despedi da minha mãe que estava indo para o trabalho. Cheguei à escola e fui para a minha sala como de costume tentando não incomodar ninguém e nem me meter em problemas.
Sentei-me na minha carteira e fiquei olhando par ao quadro rabiscado, na minha mente só se passava uma coisa, como agir quando eu visse o Sasuke agora que eu sabia que estava apaixonada por ele? Aquilo me deu um nó no estomago, e de súbito me veio uma ansiedade imensa. Aquela sensação era horrível, parecia que meu estomago estava dando mil voltas e sairia pela boca a qualquer momento.
Saí da sala e fui para os fundos da escola. Conhecia muito bem aquela sensação, era uma simples palavra, PAIXÃO. Só o que me faltava agora pra completar minha vida, amor não correspondido.
–– Sakura? – era a voz dele, agora ferrou. – Tudo bem com você?
–– Tudo ótimo. – me virei lentamente para ele, minhas mãos suaram frio quando eu vi o rosto dele, dessa vez eu o olhava com outros olhos, tive medo que ele percebesse.
–– Vai matar o primeiro horário? – ele se sentou perto de onde eu estava.
–– Não. O professor faltou. – sentei-me também.
–– Você está com cara de doente. – ele me analisou o que me fez corar. – Mais, mudando de assunto. Ontem foi muito bom.
–– Sério? Como foi? – eu fingi empolgação, eu tinha que ser realista, mesmo que ouvir aquela historia fosse me machucar muito.
–– Eu levei a Karin para jantar no restaurante preferido dela, depois nos demos uma volta na orla e... – ele não quis terminar, mas eu sabia o que ele ia disser.
–– Ah...! Que legal, não é? – vai Sakura você consegue ser melhor do que isso. – Então, como ela é? Você nunca me fala muito de você.
–– Ah ela é muito bonita. Não tem muito que dizer, só amo ela. – amo, esse palavra me cortou por dentro.
–– Eu pensei que quando se ama você não consegue parar de descrever o ser amado... – eu meio que disse isso pra mim, mas ele escutou.
–– Cada um com sua opinião. – bem feito para eu aprender a parar de falar besteira.
–– Sei lá Sasuke, não tenho muita experiência nisso. Você deve estar certo mesmo. – ele me olhou de modo estranho. – O que foi?
–– Você nunca beijou?
–– Isso já, né Sasuke! Mas eu nunca namorei sério ninguém, só fiquei com alguns meninos mesmo, mas já faz um tempo.
–– Mesmo assim... – ele passou o olhar por mim. O que me deixou constrangida, mas ao mesmo tempo me deixou arrepiada.
–– Não desvia do assunto, o foco aqui é você.
–– O que você quer saber dona Sakura?
–– Eu quero saber por que você entrou naquele carro depois que me deixou em casa na sexta? – vi a face de Sasuke ficar pálida.
–– Carro? É...
–– Sasuke o que você quer me esconder?
–– Nada Sakura, eu só acho que é melhor eu te contar isso mais tarde.
–– Se você esta dizendo, vou confiar em você. – eu disse um pouco contra a minha vontade.
–– Obrigado. – ele me abraçou de lado, queria ficar assim com ele pra sempre. – Prometo que nesse fim de semana eu te conto tudo.
–– Se você não quiser não precisa. – claro que precisa, ele pode ser um traficante, bandido ou um assassino. – Na verdade precisa sim. Que eu saiba você pode ser um psicopata e querer me matar.
–– Esse é meu plano, eu vou entrar no seu quarto a noite quando você inocentemente abrir a porta pra mim. Ai eu vou te estuprar e te matar.
–– Não podia só me matar? – eu disse brincando.
–– Ai fica sem a melhor parte. – eu corei intensamente na hora, ele percebeu o que disse e também ficou meio sem graça, mas depois começou a sorrir. – Sua cara ficou hilária Sakura.
–– Engraçadinho, além de querer me matar quer me fazer ficar com você, nojo! – nojo? Uhum, eu mesma me enganando. Mas ele não precisa saber, não é?
–– Nojo é? – Sasuke segurou nos meus pulsos me fazendo virar para ele. – Se eu te beijar agora você não vai sentir nojo.
Meu coração disparou me vi em uma situação de pânico, ele havia ficado louco? Sasuke foi se aproximando lentamente, a respiração dele batia contra minha face. Eu estava espantada com o que ele viria a fazer, os lábios dele se aproximaram dos meus, eu não conseguia respirar. Foi ai que ele desviou e me deu um beijo no rosto, o que me aliviou e me deixou frustrada ao mesmo tempo. Ele começou a rir. Aquilo havia sido importante só para mim?
–– Eu sabia – ele disse. Tive vontade de correr, será que ele havia descoberto os meus sentimentos?
–– Sabia de que? – controlei o pânico em minhas palavras.
–– Que você ia morrer de vergonha. – ele começou a rir descontroladamente. O som da risada dele era tão harmônico, o jeito que seus dentes perfeitos ficavam a mostra. Sinto-me tão boba. – Mais não tem nojo de mim!
–– Quase vomitei. – brinquei com ele.
(...)
–– Alô? – atendi ao telefone enquanto minha mãe terminava o jantar.
–– Amiga! – Ino praticamente gritou no meu ouvido. – Vai fazer o que?
–– Estava indo jantar.
–– A não cancela, vamos sair.
–– Tenho que falar com a minha mãe não sei se ela vai me deixar sair agora. Vou falar com ela, espera. – deixei o telefone em cima da mesa e fui falar com minha mãe que estava na cozinha. – Mãe!
–– Eu ouvi, a casa é pequena.
–– Posso ir?
–– Não sei, e depois como você volta pra casa?
–– Eu peço pra Ino me deixar, aqui o namorado vai ta com ela. – ela fez uma cara de pensativa e depois suspirou. – Posso?
–– Tudo bem pode ir, mas volta 12h00min, sabe que eu não durmo até você chegar. – dei um abraço nela.
–– Valeu. – corri até o telefone. – Ela me deixoueu ir, mas você vai ter que me trazer em casa.
–– Fechado, se arruma que eu e o Gaara vamos passar ai.
Tomei um banho e fui escolher uma roupa, queria ficar bem bonita, há tempos que eu não me arrumava para sair com os amigos. Peguei uma calça jeans skiny preta, uma sandália de salto, uma blusa básica com uma jaquetinha. Fiz uma maquiagem preta e soltei o cabelo, havia ficado bom eu não tinha perdido o meu talento pra me arrumar.
–– E ai Sakura! – Gaara me cumprimentou assim que entrei no carro.
–– Oi Gaara. – Ino usava um vestido preto e sandálias de salto, e Gaara usava um jeans e uma blusa social. – Vamos aonde?
–– Nós vamos a um restaurante e depois em uma boate. – ela disse arrumando o cabelo no retrovisor.
–– Não posso passar da meia noite, condições da minha mãe.
–– Ainda é cedo, vai dar tempo.
Gaara, o namorado de Ino, tinha uma boa condição não era super rico, mas tinha um bom dinheiro. Nós iríamos a um restaurante chique da cidade, eu não queria ir, mas ele disse que era por conta dele, então por fim aceitei.
Quando chegamos ao restaurante havia vários carros estacionados na porta um mais chique que o outro, todos os carros de luxo, isso me deixou constrangida. De uma hora pra outra me senti mal vestida, mesmo estando ótima. Esse ambiente refinado me deixava muito mais tímida.
Um dos garçons nos levou até a nossa mesa. O restaurante era muito bonito, tinha uma decoração oriental, as paredes eram pintadas de preto e vermelho, o que dava um ar luxuoso ao ambiente. As pessoas que ali estavam sentadas eram todas de aparência elegantes, as mulheres usavam roupas finas e os homens não ficavam atrás, senti-me totalmente deslocada.
–– Acho que eu devia ter me arrumado mais. – Ino disse em tom cômico.
–– Idem. – Gaara riu.
–– Relaxem meninas, nós vamos comer e vamos dançar em uma boate.
–– Só me falta dizer que vamos ao Lotus. – Lotus era uma das melhores boates da cidade.
–– Vamos sim. – Gaara disse de forma engraçada.
–– Ino sua... Como você me deixa vir assim?
–– Assim como? Você está ótima. – de fato eu estava, mas para esses lugares eu precisava estar melhor. – Deixa de besteira, vamos pedir logo isso e pronto.
Pedimos um combinado de lagostas que estava uma delicia e com um preço bem salgado também, mas Gaara quis pagar tudo. Ino é bem sortuda, namorado bonito, cavalheiro e rico até parece mentira. Depois de comermos Gaara pagou a conta e fomos para o Lotus. Já erram 09h30min teria algum tempo para me divertir ainda.
–– A caramba! – eu praguejei.
–– O que foi? – Ino perguntou virando-se para mim no banco de trás do carro.
–– Amanhã tenho que acordar cedo pra ir pra aula.
–– Mata aula.
–– Não, né!
–– Ainda vai ter um bom tempo para dormir quando chegar em casa, além disso é só hoje mesmo, você precisa se divertir.
–– É! Acho que tem razão. – olhei pela janela os carros que passavam, não pude deixar de pensar em Sasuke. Queria que ele estivesse comigo, mas provavelmente devia estar com a namorada, fazendo sabe-se lá o que.
(...)
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