Lonely Girl
12 Capítulo 12
A gente passa por tantas coisas ruins, que quando chega a parte boa até desconfiamos.
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Quando chegamos no parque o amigo da Karin já estava nos esperando. Devo dizer que o amigo da namorada do Sasuke era bem bonito. O cabelo dele era escuro e os seus olhos também eram escuros, agradeci mentalmente por Karin ter escolhido bem.
–– Gostou Sakura? – ela sussurrou para mim.
–– O que posso dizer...
–– Nem precisa. – eu começava a simpatizar com Karin, apesar do fato dela namorar o meu melhor amigo que eu amava. – Sakura esse aqui é o meu amigo Sai.
–– Muito prazer. – ele me cumprimentou.
–– Prazer. – sorri de volta.
–– Então vamos, né? – Sasuke disse puxando Karin pra dentro do parque.
–– Oi pra você também Sasuke.
–– Oi.
(...)
Karin e Sasuke foram para um lado do parque deixando Sai e eu sozinhos. Conversamos bastante entre um brinquedo e outro, apesar de ser amigo da Karin ele era bem simpático.
Apesar dessa vez Karin ter me tratado bem eu ainda era desconfiada com ela, aquela primeira impressão havia sido forte, e eu não podia deixar de pensar que Sai poderia ser um plano dela.
–– Você e o Sasuke são muito amigos, não é? – ele perguntou-me na fila para comprar algodão-doce.
–– Sim, ele é como um irmão. – mentira. – E você e a Karin?
–– É amiga, mas não vejo como irmã. A algum tempo a gente já até ficou. – apenas dei um sorriso sem graça. – Você e o Sasuke não?
–– Claro que não. – me fingi de ofendida. Eu começava a ficar boa nessa coisa de mentir. – Por que acha isso?
–– Bem então ele é muito idiota, porque se você fosse minha amiga... – ele me olhou nos olhos e foi se aproximando, mas eu me afastei.
–– É nossa vez. – mudei de assunto.
(...)
Já era noite e o parque só começava a lotar ainda mais, Sai e eu estávamos sentados em um banco conversando quando Sasuke e Karin chegaram.
–– Se divertiram? – Karin perguntou com segundas intenções.
–– Muito. – Sai respondeu olhando para mim. – Não é Sakura?
–– Sim. – respondi também. Sei o que parecia, mas nem me importei.
–– Vamos na Casa mal-assombrada antes de irmos embora. – Sasuke puxou Karin. – Vocês também.
–– Sim senhor. – eu brinquei, ele me lançou um olhar de repreensão.
Ficamos um bom tempo na fila pra comprar ingresso e entrar no brinquedo. Assim que entramos Karin grudou no braço do Sasuke. Os primeiros metros tinham uma pouca iluminação, mas depois tudo ficou escuro eu não conseguia ver um palmo na minha frente.
–– Sasuke... – ouvi Karin praticamente gritar. – Cadê você? Alguém?
Eu a chamei, mas ela não escutou. Comecei a caminhar beirando a parede. Era só um brinquedo, mas mesmo assim eu sentia medo. Não sei como, mas todos nos havíamos nos separado. Depois de caminhar mais um pouco me deparei com uma garota me encarando a meia luz do lugar.
–– Mamãe? – ela me encarou. Meu coração ia sair pela boca. – Mamãe é má. – lembrei de tudo que é filme de terror que eu já tinha visto em minha vida. Dei alguns passos para trás e comecei a correr, novamente a luz fraca desapareceu e tudo ficou escuro.
Eu já havia parado de correr quando esbarrei em alguém. Fiquei com medo que fosse alguma das ‘surpresas’ daquele lugar, mas não era, era apenas mais um visitante.
–– Desculpe.
–– Finalmente te achei Sakura. – era Sai, senti-me aliviada.
–– Ainda bem, acabei de levar um susto. – ele sorriu.
–– Vamos achar a saída.
Fomos andando lado a lado. Senti alguém segurar minha mão e me puxar com forçar para algum lugar me colocando contra a parede.
–– Sai? – arrisquei.
Senti o corpo da pessoa prender o meu contra a parede, tentei soltar-me, mas a pessoa segurou meus pulsos a cima da minha cabeça. Meu coração disparou mais do que o susto de agora a pouco, um frio subiu por minha espinha. Debati-me quando senti os lábios de alguém sobre os meus com certa urgência. Por mais que eu lutasse menos eu conseguia sair dali.
Eu não sabia se era Sai me beijando, ou até mesmo Sasuke. Pelo medo eu não conseguia identificar se era os lábios de Sasuke. Resolvi me acalmar, foi quando pude sentir aquele perfume, o perfume dele, Sasuke. Tentei me soltar mais uma vez, mais uma vez ele me pressionou contra a parede.
Ele parou de me beijar tapando minha boca com uma das mãos. Minha respiração estava acelerada, eu podia sentir meu coração pulando pra fora do meu peito. Eu estava confusa, a namorada dele estava ali em algum lugar e ele me beijava assim. A cada dia ele me deixava mais confusa.
Ele me soltou, mas eu não me movi, minhas pernas não me obedeciam. Continuei ali tentando respirar, senti que eu ia cair quando ele me segurou e me beijou de novo. Dessa vez eu não lutei, eu deixei que ele me beijasse, mesmo sabendo que era errado. Eu precisava ter certeza que era ele, meio que sem pensar eu mordi os lábios dele até sentir o gosto de ferro. Ele se afastou de mim, o que me deu chances para correr. A adrenalina já fazia efeito, o que me fez ter forças para correr. Vi uma luz, corri rápido até lá e a atravessei respirando o ar da noite, eu havia conseguido sair dali.
(...)
–– Viu o Sasuke? – Karin me perguntou do lado de fora.
–– Não, me perdi dele lá dentro.
–– Vamos esperar no carro, ele nos acha lá. – Sai nos deu a ideia.
Sentei-me em um banco enquanto Karin e Sai estavam conversando, eu estava perdida no meu mundo. Pensando no que havia acabado de acontecer. Senti um desespero me invadir com a possibilidade de não ser Sasuke, qualquer um podia ter aquele perfume. Eu poderia ter acabado de beijar um estranho. Comecei a ficar apavorada, tive vontade de olhar a boca de todos os meninos do parque.
–– Finalmente. – escutei Karin gritar. – Onde você estava?
–– Encontrei um amigo na saída, foi mal. – ele passou a mão no cabelo. – Então vamos?
–– A Sakura pode ir com o Sao.
–– Não. – Sasuke disse calmo. – A mãe dela me mata. – ele tinha razão. – Vai ficar parada ai Sakura? Nós estamos indo.
–– Ah... To indo.
Despedi-me de Sai e entrei no carro esperando Karin e Sasuke. No caminho para casa eu estava totalmente absorta em pensamentos enquanto os dois conversavam. Finalmente me toquei que eu tinha que olhar os lábios de Sasuke, de jeito disfarçado olhei pelo retrovisor, eu não vi nada. Fiquei desesperada, não era o Sasuke.
–– Tudo bem Sakura? – ele viu minha cara totalmente branca pelo retrovissor.
–– T-Tá sim...
Sasuke deixou Karin em casa primeiro, enquanto ele a acompanhava até a porta da casa eu continuava presa no meu mundo de gritar ‘NÃO PODE SER’.
–– Sakura vem pra frente. – ele disse assim que entrou no carro. – Que aconteceu? Você ta aérea.
–– Nada. – desci do carro e fui pro banco do passageiro.
–– Gostou do passeio?
–– Sim. – forcei um sorriso.
Assim que Sasuke parou o carro na frente de minha casa agradeci por já ser um pouco tarde, assim não teria todas os fofoqueiros na porta, mas não duvido nada se estiverem espiando pela janela de suas casas.
–– Tchau Sasuke. – dei um beijo em seu rosto, quando estava voltando para a minha posição inicial eu vi. O canto do lábio dele estava machucado. – O que aconteceu com a sua boca?
–– Karin é selvagem as vezes. – ele disse me olhando nos olhos, como se soubesse que eu sabia o que realmente tinha acontecido.
–– Ah... Toma cuidado.
–– Pode deixar. Da próxima vez eu a seguro direito. – ele estava claramente me desafiando.
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