Lonely
27 Do you know who i am?
Notas iniciais
P.O.V Effy
Acordei com uma dor forte na cabeça, e senti minhas mãos amarradas para trás, eu estava em uma pequena sala que parecia um inferno, estava calor. Estava sangrando, eu queria me mexer, mas apenas sentia o sangue escorrer da minha testa, eu havia sido abatida, logo me bateu uma dor imensa no coração, eu queria saber onde estava Daryl, eu olhava para todos os lugares daquela minúscula sala vasculhando eles com meus olhos que já ardiam quanto a claridade que vinha do sol cessando lá fora, e me dava mais um aperto por deixar Carl ir sozinho, e se ele havia chegado só. Eu sou bastante relutante, não podia mentir. Logo ouvia passos ecoando do lado de fora, e pessoas conversando e logo a porta se abriu logo trazendo todo a luz do sol lá de fora, fazendo eu fechar meus olhos ardendo devido a claridade, e logo quando me acostumei vi um homem, entrando e fechando a porta atrás dele, ele tinha um sorriso frio e detalhista, igual ao meu. Já o reconheci de cara, ele batia com as descrições.
– Ainda bem que acordou, Bela adormecida – Comentou em alto som, fiquei calada. – Não fizemos a honra de conversarmos – Falou ele se aproximando e resolveu ficar cara a cara comigo, logo apoiando as mãos nas “mãos” da cadeira, eu estava com minhas mãos amarradas para trás, ele me olhava profundamente. – Você sabe quem eu sou? – Perguntou frio com um sorriso mais calculista ainda.
– Eu sei quem você é, um tal de um Governador – Falei fria. – Mas a pergunta é... Você sabe quem eu sou? – Perguntei, ele riu saindo da sua posição, e voltando a dar voltas.
– Não, mas podemos nos conhecer – Falou.
– Isso depende de mim – Falei e ele riu mais alto. – Eu não quero falar com você.
– Eu estou com seu amigo, isso te chateia? – Perguntou.
– Eu não me importo – Falei convicta, precisava manter a pose para mostrar a ele que sou forte, e para tirar eu e Daryl dessa maldita armadilha e voltar logo para casa.
– Eu sei que não – Debochou o tal do Governador. E ele se aproximou. – Está assustada? – Perguntou.
– Não – Falei convicta novamente, e ele pareceu se chatear comigo pois eu estava sendo forte, e ele sorriu e balançou a cabeça e pude ver ele sussurrar um “vamos ver” mas precisava manter minha pose, então fiquei com minha cara debochada, e sentia o sangue escorrendo pela minha testa, aquilo me deixava agoniada. Logo escutei uns socos e chutes sendo distribuídos, e logo escutei uns sons de dor vindo da sala ao lado, e eu escutei a voz de Daryl estressado, meu coração batia mais forte, mas tive de manter a minha posição, mas meu coração diria que ele estava se machucando, que eles estavam batendo nele, esse Governador, ele irá ver.
– E agora? HUH? – Gritou comigo se aproximando voltando a posição cara a cara.
– Não, eu não estou com medo – Falei debochada como sempre mas meu medo de perder Daryl era grande, mas sabia que não podia fraquejar, ao menos não ali, eu conhecia o tipo de gente que eles eram, eu precisava entrar em seus jogos.
– Ele vai morrer – Falou convicto me dando um arrepio, eu queria tanto sair dali para ajudar meu irmão a sair daquela dor.
– Eu não me importo – Falei e ele me olhou confuso, e irritado pois não sabia mais em que me atingir – Olha, você é um idiota, resolveu pegar os elos mais fortes e colocar aqui, tudo o que eu quero fazer é pegar minhas coisas e dar o fora daqui, não importa o que – Falei e ele entendeu que eu estava disposta a fazer o que fosse para sair dali, e isso iria ser com Daryl. Ele riu descaradamente – O que você quer? – Perguntei séria.
– Agora estamos conversando? – Perguntou ele incrédulo.
– Acho que sim – Falei.
– Eu quero saber de tudo que há lá dentro, turnos, quantidades de armas, tudo – Falou ele me olhando no olho, e apoiado na cadeira.
– Não – Neguei.
– O que? – Ele me perguntou mais incrédulo.
– Eu disse não – Falei pausadamente, e pude ver o ódio em seus olhos, e ele puxou uma faca e a posicionou sobre meu pulso, ameaçando logo em seguida cortar, coloquei minha cara irônica.
– Me diga – Falou novamente.
– Não – Falei e logo vi ele fechar os olhos balançando logo em seguida, e levantando a faca para pegar impulso, e logo esfaqueou meu pulso fazendo eu soltar um grito involuntário, sentindo a dor me atingindo, mas logo rangi os dentes saindo grunhidos de dor, gritos querendo sair mas sendo tapados por minha boca fechada, eu fechava os olhos, e ele sorria prazeroso com tudo aquilo.
– ME DIGA! – Gritou.
– NÃO! – Gritei de volta e ele agora rasgou um pouco meu pulso pressionando a faca mais para baixo, e ele viu que eu não iria falar nada e me deixou lá, sangrando.
Apenas abaixei a cabeça olhando a profundidade do corte, mas estava saindo muito sangue, tentei não ligar para aquilo, me foquei em tirar Daryl dali, mas não em mim.
Logo depois o tal do Governador voltou, e trouxe Daryl junto com ele e pude ver a situação que meu melhor amigo estava, todo abatido, cheio de hematomas e seus olhos inchados, não de chorar mas si de socos, ele reclamava com o tal Governador, e o Governador fez ele se sentar na cadeira da minha frente, amarrando ele logo em seguida. Eu estava com a cadeira encostada na parede, e ele me olhava magoado e depois olhava para os meus cortes, o que me deixava tensa, tinha medo do que Daryl poderia dizer.
– Ok, eu trouxe esse seu amigo aqui, Effy – Falou ele e logo o encarei confusa pois em nenhum momento havia dito seu nome – Seu amigo me disse – Esclareceu e eu olhei meia aliviada – Ou você diz, ou ela morre – Falou para Daryl mas o olhei feio, e ele assentiu. – Ninguém vai falarnada? – Perguntou o Governador, ficamos calados, e ele se virou para mim, se apoiando de novo na cadeira me deixando cara a cara. E ele percebeu que eu não ia falar nada e logo me deu um tapa na cara, que eu tinha certeza que havia ficado vermelho o local pois ele despejou a raiva toda em mim, eu sentia aquilo. Logo meu rosto se virou diante o impacto, fazendo meu cabelo ir para meu rosto, e logo me virei para ele de novo, rindo.
– Eu não estou assustada! – Gritei.
E ele se revoltou, sabendo que não iria tirar nada de mim, e logo saiu, e ouvi barulhos de um caro saindo mais para longe. Virei para o lado e pude ver um prego, então resolvi enroscar a corda que segurava meu pulso para ver se rasgava, e estava dando certo.
– Daryl – Eu meio que gritava, pois o Governador havia ido embora mas iria voltar á procura da gente – Fique comigo, por favor – Pedi enquanto tentava tirar a corda, mas a ferida no meu pulso dificultava a situação. Logo depois de um tempo consegui me livrar dela, e logo me levantei indo para a cadeira de Daryl que tentava se manter acordado, e logo ele se levantou com uma grande dificuldade pois ele estava todo machucado, cortado, coloquei ele para se apoiar em mim, e vi minhas armas e a besta de Daryl no canto da parede – Que idiotas, pensei comigo mesma -, logo fui atrás da besta, a coloquei em meu ombro como Daryl faz, e peguei minhas armas, e posicionei uma faca para nos proteger dos Walkers que nos aguardava lá fora. Saímos e notei que era um lugar distante, não havia muitos Walkers, mas não era tão distante da prisão, eu a avistava daqui. Logo comecei a andar na floresta com Daryl novamente, abatendo uns Walkers e tentando pensar positivo sobre Carl, Judith, Rick e todos da prisão.
– Eu vou voltar! – Afirmei pensando alto.
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