Lonely

47 Because that's what the world does to people


Notas iniciais
OLÁAAAAAAAAAAAA! Cheguei, eu tô um tanto melhor. Eu digo sobre eu estar doente, fui hospitalizada mas nada tão grave, o meu pé ainda está sob obsevação, logo logo irei fazer alguma cirurgia, mas emocionalmente eu tô acabada de novo. Eu queria tanto poder falar os motivos, todos os motivos para vocês, sério. Obrigada pelo o apoio, obrigada por tudo! Enfim, esse cap vai mostrar o plano da Effy e ela fugindo dessa prisão, UHU, LIBERDADE! Desculpem-me por não poupar cenas, é que eu acho melhor assim, nu e cru. Agradecimentos - ticy, moça que saudades, logo logo a fic vai tá atualizada e tendo capítulos inéditos como você tá esperando. Lariisilva, minha eterna leitora linda, me desculpem a demora, de verdade, eu não pretendia passar tanto tempo fora desse jeito, fiquei sem o notbook também mas enfim, e Cabot que é um leitor super fofo e novo, seja bem vindo. Vocês aqui vão ver o lado sombrio da Effy. Esse cap deu muito trabalho.

P.O.V Effy

Expliquei direito o plano para Cassie, ela parecia relutante mas ela queria sair tanto quanto eu. Ela não tinha muitas partes no plano mas ela estava com medo.

Eu de repente, notei que para chegar nesse Governador eu preciso chegar em seu coração e eu sei que ele me quer, então vou me fazer como uma distração e vou fazer o quê ter de fazer para voltar para casa. Veio Carl e Judith na minha mente, como eles deveriam estar? E Rick? Daryl? Carol? Beth? Hershel? Glenn? Maggie? Será que eles sentiam minha falta ou algo parecido? Era algo fútil de se pensar numa hora dessas, eu não queria pensar nisso. Eu queria eles bem, mas a preocupação era maior que tudo. Eu precisava sair dali e voltar para casa, se é que eu ainda sou bem vinda depois de tudo o quê eu fiz.

– Você está pensando neles – Cassie observou me interrompendo enquanto eu contava pela última vez o nosso plano de saída. De fuga.

– O quê? Você me escutou? Ou melhor... Você está se ouvindo quando fala, Cass? – Eu perguntei, eu estava meia sem reação pois o assunto paara mim naquele momento era delicado, se algo que eu não sabia fazer era lidar com a tal da saudades.

– Eu escutei, sei do plano, sei de cada detalhe... Mas você sente falta deles – Ela falou.

– Isso não é sobre sentir falta – Eu respondi tentando mudar o assunto mas sabia que ela ainda queria saber sobre mais, ela queria saber o motivo de eu mudar sempre de ideia, de história quando se trata da saudades, eu era uma garotinha mas não queria admitir... Que eu era igual, que eu sentia.

– Por que você apenas não admite? – Ela perguntou me parando de repente, eu tinha medo da minha resposta.

– Porque eu sou uma garota durona... E sabe por quê? Porque eu não quero que o mundo me ferre mais do que já estou ferrada... Porque é isso que o mundo faz com as pessoas boas, ele se aproveita e depois te ferra... E você perde tudo aquilo que você tinha, toda confiança... Tudo – Eu falei a verdade. Ela não me conhecia, mas eu acho que merecia a verdade de uma pessoa que ela nem ao menos conhece.

Ela virou a cabeça e ficou me olhando, ela não tinha reação. Eu não sabia o quê ela estava sentindo e aquilo era estranho, eu geralmente conhecia as pessoas mas agora... Agora eu não sei.

– Então, eu sou fraca – Ela falou enquanto uma lágrima caiu do seu rosto, ela não a secou, deixou apenas a lágrima cair, eu sabia que ela mudaria de agora em diante. Pois não queria ser fraca.

– Eu não quis dizer você! – Eu falei e ela limpou a lágrima.

– Eu sei, foi uma afirmação, está tudo bem... Eu sei que sou fraca – Ela falou, ainda não vi reação alguma em seu rosto, aquilo era algo diferente. – Eu me odeio! Eu ainda me odeio! – Ela falou e aquilo era algo ruim de se falar, de falar de você mesma.

– Não fale assim! – Eu insistir, eu sabia que aquela era a hora de colocar meu plano em ação. – Está na hora.

Eu não vou falhar! – Ela falou se levantando, secando as lágrimas e sendo uma grande mulher que eu sei que é.

– Eu sei que não vai – Falei e então a puxei para um abraço, mil coisas podem dar errado, eu podia ficar meia assustada sim, ela principalmente mas eu precisava nos proteger quando fazermos tudo o quê foi dito.

Logo ela quebrou o nosso abraço e saiu do seu quarto, me deixando só, ela foi fazer sua parte do plano. Dei um tempo e saí também, procurei com os olhos o Governador e não achei. Olhei para trás e pude ver ele conversando com uns homens, ele estava rindo, aquilo era um bom sinal. Ele notou que eu estava olhando, semicerrou os olhos e logo depois me lançou um sorriso. Coloquei um sorrisinho nos meus lábios, seria hoje que esse plano iria funcionar.

Ele não ligou muito para mim e então eu me sentei num banco da cidade e fiquei esperando a hora certa. Ele logo parou de falar com os homens e seguiu para o seu escritório – Que era ironicamente, sua casa. – Resolvi seguir atrás assim que ele fechou a porta, aquela era a hora certa. Eu estaria pronta para isso?

Rick vinha na minha cabeça toda a hora e isso me atrapalhava muito, mas eu precisava seguir com o plano, era minha família em jogo. Abri a porta e fechei ela atrás de mim, coloquei a minha maior cara de irônica pois aquilo era a hora. Ele me olhou um tanto atônito e arqueou as sobrancelhas mas ainda não levantou de sua cadeira, eu soltei um sorrisinho meio irônico. Era disso que eu precisava, cadê a Effy que eu conhecia? É, ela estava de volta.

Fui ao seu encontro e ele levantou as mãos meio assustado com os meus movimentos rápidos mas eu queria voltar para casa, então, aquilo seria minha hora. Subi em cima dele da cadeira ficando meio que sentada em seu colo e comecei a beijar ele, ele me respondeu instantaneamente, era isso que ele queria, eu sabia daquilo. Ele logo colocou as mãos nas minhas costas e descia as mãos dele, eu abria a sua camisa enquanto ele me beijava, eu tinha que admitir, era um beijo ardente mas estou aqui para fazer minha parte do plano. E

Ele logo se levantou comigo no colo e me imprensou na parede, eu tive sucesso em tirar a blusa dele e ele me colocou no chão enquanto me imprensava na parede e tirou minha camisa sem tirar os seus lábios dos meus, ele conseguiu tirar minha calça e me lançou um sorrisinho safado. Eu sentei ele na cadeira de novo e ele me deu um sorrisinho safado e colou seus lábios nos meus de novo, passando a mão no meu corpo. Eu logo olhei para o lado sem parar o beijo e peguei algo de ferro que tinha em suas coisas e bati na sua cabeça, ele logo desmaiou. Uma parte do meu plano estava feita. Eu pensei em Rick quando estava fazendo essas coisas, ele vai me odiar para sempre, mesmo sabendo dos reais motivos mas agora está feito, não posso desistir.

Fui até a porta e a tranquei, peguei as cordas que tinha escondido lá e fui até o Governador, o amarrar, amarrei também sua boca, ele iria gritar é claro.

Percebi que depois de tudo eu ainda tava apenas de lingerie, bufei com aquilo. Não acreditei que aquele idiota achava que teria uma chance comigo.

Me vesti novamente e agradeci por meu plano está dando certo até agora, depois de algum tempo, ele acordou ele estava confuso e raivoso.

– Então... Você quer brincar alguns jogos antes? – Eu perguntei irônica, lembrando de tudo que ele tinha feito comigo.

Flashback

“Eu aceitei ir com aquele idiota, eu estava calada e isso até me surpreendia, cheguei ao seu refúgio, era algo ruim, muito escuro, cheio de mulheres gritando e sendo usadas, pessoas boas fazendo coisas ruins, eu já devia estar acostumada com aquilo.

Ele me levou para uma sala igual que ele me levou junto com Daryl da última vez, ele me jogou e eu caí no chão, eu não estava em mim mesma, eu não me sentia mais em mim mesma.

– O quê você fez comigo? – Perguntei enquanto me faltava ar e eu via as coisas distorcidas.

– O quê eu faço com todos – Eu pude escutar ele respondendo e depois me lançando uma risada mórbida, era estranho aquilo.

Senti as suas mãos me puxando e senti ele pressionar meus lábios nos dele.

– ME DEIXE IR! – Eu gritei com ele tentando o empurrar mas não sentia mais, não sentia minha força.

– Não gracinha, você é minha agora – Ele respondeu, eu estremeci, Merle era o único que me chamava de graçinha, de repente, veio toda a raiva e então consegui o empurrar enquanto ele me beijava e consegui lhe dar um chute nas suas partes intimas, ele caiu no chão, se contorcendo de dor, eu pude ver porém minha vista estava embaçada, eu não me sentia bem. Acho que ele me drogou, eu via tudo tão embaçado, eu tentei manter meus olhos abertos e quando vi ele já estava em cima de mim de novo, ele puxava meu cabelo, eu virei meu rosto para ele não ver minha fraqueza, aquilo doía.

– Então... Você quer brincar alguns jogos antes? – Ele sussurrou em meu ouvido...”

Atualmente

O Governador riu morbidamente. Ele achava que poderia me intimidar com aquilo, mas eu seguiria com meu plano.

Você é fraca, garota – Ele murmurou baixo por causa das cordas e do pano em sua boca, se ele não tinha aquilo na boca ele estaria gritando numa hora dessas. Eu coloquei minha perna, mais necessariamente meu joelho em cima de suas partes intimas e amassei um pouco, não fui nenhum pouco gentil, vi ele fechar os olhos e gemer de dor. – Isso é tudo que você tem? – Ele perguntou.

– Eu estou apenas começando, babe – Eu falei e dessa vez fui eu que ri morbidamente. Cheguei perto de seu ouvido. – Isso é pelo o Merle – Eu sussurrei em memória do meu irmão mais velho. Lhe dei um soco na cara e ele virou a cara novamente rindo, aquilo não havia sido um soco muito grande, era algo que ele já estava acostumado. Ele ria do meu soco, fui até minha mochila que estava em cima da cama e puxei minha faca, ele ergueu as sobrancelhas novamente mas vi o medo em seus olhos. – Isso foi pela prisão e por todos lá dentro – Falei levantei os seus pulsos para cima e os cortei como ele fez comigo. Ele gemia de dor, o pano em sua boca abafava, mas eu gostava daquilo. De ver ele sofrer, ele gostou do que fez comigo, é claro que eu gostei do que estou fazendo com ele. – Isso agora, babe, é pelo o Rick – Sussurrei novamente em seu ouvido.

– Você não tem coragem – Ele falou entre gemidos, eu ri descaradamente e enfiei a faca em seu peito, o sangue saia, mas ele não morreria agora, demoraria, era um processo lento. Ele gemia e começou a falar que doía. – Você é fraca, garota, você é fraca! – Ele repetia com tamanho esforço e dor na sua voz.

Isso é por mim – Eu sussurrei e ele começou a repetir as palavras mais alto e eu sei que ele estava errado, com raiva, enfiei a faca em seu pescoço, sem o menor cuidado, sem a menor gentileza ou algo parecido. O sangue voou para minha cara e fiquei coberta dele, logo sai enfiei a faca na sua cabeça para eu não ter trabalho de matar ele depois de ser transformado. Limpei o sangue que foi despejado em mim e pensei logo na minha família. Uma lágrima saiu, mas eu a sequei pois eu não podia jogar. Não sou fraca. – Eu vou voltar para casa –Eu sussurrei para mim mesma orgulhosa. Peguei o bilhete que tinha escrito e coloquei em cima da mesa e voltei para o Governador, a situação dele estava horrível mas eu iria seguir com o plano para ninguém voltar mais para a prisão, com a faca eu tirei a cabeça do corpo do Governador. Admito que aquilo era nojento até para mim mas que todos ali ficassem avisados de se eles fossem atrás da prisão, esse seria o destino deles. Recolhi minhas coisas rapidamente e ouvi vozes, peguei minha mochila e fugi pela janela, andei rapidamente até o ponto de encontro com Cassie. – Você conseguiu? – Eu perguntei e ela me deu uma caixa de fósforo e apontou para o chão que estava cheio de gasolina, ela havia feito um traço do refúgio até ali, sorri e ela pulou o muro e eu acendi o fósforo e sorri em seguida, joguei ele no chão e pude ver o fogo indo fazer seu caminho, pulei o muro e matei alguns Walkers. Andamos um pouco, não havia muitos Walkers ali, Cassie tinha medo deles e se agarrou em mim, olhamos para trás e pude ver muitas pessoas fugindo e outras gritando de dor. Vi o lugar todos em chamas. E vi na porta do refúgio o braço direito do Governador, o tal do James.

– Você vai pagar, sua vadia! – Ele gritou.

– Experimente! – Eu gritei de volta puxando Cassie e corremos entrando na floresta de novo, ela havia pego para nós, comida para nós e para levarmos para a prisão, armas e mantimentos. – Estou voltando! – Eu sussurrei para mim mesma enquanto traçávamos o caminho mais certo para casa.

Notas finais
Amo vocês, eu tava morrendo de saudades.