Londons Sin

31 .Chapter Thirty One.


Gerard e Lauren encontravam-se em uma parte do jardim mais afastada dos, ainda, muitos convidados.

- Estou tão feliz. Às vezes não acredito que estou vivendo isto tudo, Gerard.

- Sinto o mesmo, Lauren. Conhecer você foi uma das melhores coisas que já me aconteceu na vida. Não vejo a hora se me ver casado com você. Poder vê-la todos os dias, todas as horas. Beijá-la. Tocá-la. Amá-la. — Gerard a apertou ainda mais contra si.

- Quero muito que isso aconteça, Gerard. Muito mesmo.

- Acontecerá, meu amor. Amanhã virei vê-la um pouco mais tarde.

- Mas... Por quê?

- Preciso resolver alguns problemas...

- Compreendo... — Lauren abaixou a cabeça. Gerard a levantou com o indicador.

- Mas eu virei!

Lauren forçou um sorriso.

- Nos casaremos mesmo dentro de um mês?

- Se dependesse de mim, nos casaríamos hoje mesmo! — Lauren riu. — Ainda temos os preparativos e a festa tão falada pelas famílias. São as únicas coisas que me impedem de desposá-la ainda hoje.

- Gerard Way e suas palavras bem trabalhadas...

- O engraçado é que elas só saem trabalhadas quando estou com você... — cortejou, enquanto beijava-lhe levemente os lábios.

- Bom saber que sou sua inspiração...

- É e sempre será...

Assim dizendo, capturou-lhe os lábios para um beijo mais íntimo.

- Não quero falar o que não me diz respeito, Madeline. Entenda.

- Se não lhe diz respeito, não se intrometa nos meus sentimentos para com o Frank.

- É impossível não me intrometer. Não a quero ver sofrer...

- Não sofrerei.

- Sim, Madeline, sofrerá. E eu, sofrerei junto.

- Por que isso agora, Scott...

- Você nunca percebeu, Madeline. Primeiro, por viver grudada em Matt, depois, por toda a paixão que sente por Frank...

- Seja mais claro, Scott...

- Você nunca percebeu que sou apaixonado por você?

Madeline olhava para Scott sem palavras.

- Então tudo tem uma explicação. — uma voz grossa se fez presente no ambiente.

Havia escurecido. Como se pressentisse a noite, Michael abriu os olhos exatamente quando o último raio de sol se foi. Levantou-se, fez sua toalete e foi à porta de Rebecca. Destrancou-a e bateu. Seus pais, até então não sabia da presença da jovem em sua casa. Ele havia pedido a Gerard segredo absoluto. Rebecca, por sua vez, mantinha-se distante. Deixando-o com uma pulga atrás da orelha. Michael não sabia o que teria feito para magoá-la, se tudo o que tentou fazer até ali era apenas com o intuito de agradá-la. De cuidar dela...

Alguns minutos depois ela abriu a porta, séria, como nos últimos dias.

Rebecca acordou com batidas à porta do quarto em que dormia. Ainda não havia conseguido convencer Michael que poderia se cuidar sozinha e que precisava ir embora. Ele não a entendia. A mantinha presa naquele quarto, com a porta trancada por fora. Toda a noite ele destrancava antes de bater e saber como ela estava.

Se não soubesse o tamanho cinismo presente nele, ficaria encantada com tanta \"preocupação\" e \"zelo\". Por mais que o amasse, não conseguia perdoá-lo pelo que fez. Ele havia matado seus pais e isso era algo que nem o mais bondoso dos seres seria capaz de perdoar.

Levantou-se, vestiu-se e abriu a porta.

- Sim?

- Boa noite! Como está?

- Bem... na medida do possível. Quando me deixará ir embora?

- Não a deixarei ir, Rebecca... — ela o olhou com ódio e bateu com a porta ao nariz de Michael.

Ele abriu a mesma e adentou o quarto, determinado.

- O que há com você?

- Nada...

- Eu sei que há alguma coisa, Rebecca. — se aproximou dela e a tomou pelos braços. — Eu não sou burro. Você mudou de repente. O que aconteceu?

- Michael, como consegue ser tão cínico?

- O-o quê? Eu? Mas... Cínico por quê? O que eu fiz?

- Pergunte a sua consciencia. — olhou para os braços. — Me solta?

- Não. Me conte o que está acontecendo, aí sim te solto.

- Okay, Michael. O que me diz sobre meus pais?

Michael a soltou repentinamente. Fazendo-a ter a triste constatação de que sua suspeita não era, realmente, infundada.

- O que tem seus pais?

- O que pode me dizer da morte deles?

- Apenas o que vimos naquele dia... Mas por que esta pergunta?

- Michael, por favor! Pare de fingir! Eu já sei de tudo!

- Por mil morcegos! Tudo o quê, Rebecca?

- Foi você quem matou meus pais...

Frank havia se levantado e andava pela cabana enquanto esperava o sol se por. Odiava aquela vida. Odiava sentir-se preso e manipulado pelas circunstâncias. Sempre fora um homem livre e nunca havia passado por aquele tormento que passou durante aquele mês.

Passava a metade do dia dormindo e a outra metade andando de um lado para o outro, enquanto o tempo não passava e o sol não desaparecia pelo horizonte. À noite, saía para se alimentar, e depois para procurar a única e verdadeira culpada de seu sofrimento: Gwendolyn Moore. Desejava sua vingança a cada dia mais. Ela o magoara, usara-o, feriu-o. Logo ele que havia feito de tudo para proteger-lhe e cuidar-lhe.

Quando o negro havia tomado todo o azul do céu, Frank saiu da cabana. Precisava falar com Scott, o único amigo naquele momento em quem podia confiar. Passou pelo recrutamento e lá foi informado que ele havia ido à cabana de Madeline. Caminhou até lá a passadas largas. Também precisava conversar com Madeline. Não queria magoá-la, por isso sempre adiara. Não a amava, e sentia-se sujo por continuar com ela. De certa forma, isto a iludira.

Ao adentrar a cozinha, uma surpresa:

- Você nunca percebeu que sou apaixonado por você?

Frank, não muito surpreso, não teve outra reação, se não:

- Então tudo tem uma explicação. — Todas as atitudes de Scott o fazia acreditar nisto antes mesmo da confissão. A superproteção que sempre teve por Madeline, sempre soou estranho a todos, menos a ela, que amava Frank tão cegamente que não era capaz de ver nada o que lhe arredondava.

- F-Frank? — Scott virou-se, visivelmente constrangido.

- Não se preocupe, Scott. Eu já desconfiava, assim como todos, menos você, Madeline.

Ela ainda olhava surpresa para ambos.

- Scott...

- Não diga nada a ele agora, Madeline. Escute-me primeiro e depois tome uma decisão cabível e consciente. — dirigindo-se a Scott: — Posso falar com ela em particular por alguns minutos, Scott?

- Não a magoe, Frank...

- Nunca o faria... — Frank sorriu, confiante, e Scott assentiu, saindo. — Bom, Madeline... Por onde começar?

Ela o encarava, cada vez mais curiosa.