Londons Sin

73 .Chapter Seventy-Three.


Gerard se aproximou de Lauren e ajoelhou-se a seu lado. Olhou-a com carinho. Ele sabia que não deveria comportar-se daquela forma, afinal ela precisaria de seu apoio e não de preocupações. Mesmo que o pior a estivesse esperando, não seria justo se ele permitisse que ela soubesse de tal destino. Afinal, já amava tanto o filho, que sofreria por antecipação.

- Meu anjo, desculpe-me. Estou apenas... ansioso. Quero ir logo para longe com você. Não podemos correr o risco de sermos pegos novamente. Quero ser feliz para sempre com você, meu doce anjo. — segurou-lhe o rosto entre as mãos e beijou-lhe os lábios com doçura.

- Gerard, não tem com o quê se preocupar. Tudo ocorrerá bem! Viveremos felizes, você, nosso Brian e eu. Nós três... Não é?

- Sim, meu amor, nós três... — Gerard a envolveu com carinho em seus braços por algum tempo, depois se afastou. — Bom, vamos agora?

- Vamos.

Silêncio. Tudo que se podia ouvir era os bichos noturnos. Gwendolyn sentia seu coração bater descompassado. Estava ansiosa. Queria que tudo aquilo terminasse logo. Que, enfim, pudesse viver tranqüila com Frank, e pudesse dizer à ele que estava esperando um filho, fruto do amor que sentiam um pelo outro e que nutriam a cada dia.

Aproximou-se do amado e tocou-lhe o ombro com uma das suas mãos trêmulas. Frank segurou-lhe a mão e puxou-a para seu lado.

- Já que não quer me obedecer, voltando para casa, não saia do meu lado.

Gwen apenas assentiu. Frank lançou-lhe um olhar diferente. Era um misto de preocupação e amor demasiado. Olhou em direção às árvores. Ouviu algo estranho... Eles estavam se aproximando. Apertou a mão de Gwendolyn levemente.

- É agora. — ao terminar a frase, centenas de vampiros adentrava a pequena aldeia.

Angelus parou em frente à Frank. Olhou para Gwendolyn e surpreendeu-se ao vê-la, em armadura ao lado do pequeno vampiro.

- Gwendolyn?

- Angelus...

- Mas... O que faz aqui? E... vestida assim?

- Creio que não é tão tolo a ponto de não saber o que faço vestida assim...

- Vais lutar mesmo contra os seus?

- Os Werewolves são do Frank... O Frank é meu coração. Vocês não são os meus... Não mais.

Angelus a olhava, incrédulo. Gwendolyn renunciava seu clã em nome de seus inimigos? O que haviam feito a ela?

- Dolly...?

- Você veio para lutar ou para conversar? — Gwen levantou a espada e apontou-a ao peito de Angelus. Mia aproximou-se.

- Tem certeza que é isso que quer, Gwen? Quer mesmo lutar contra seu clã?

- A partir do momento em que pertenço ao Frank, pertenço tbm a seu lar. Amo-a, Mia. Se depender de minhas mãos, você não morrerá hoje. Mas vocês não são mais meu clã.

- Além de seqüestrá-la, ele fez sua cabeça?

- Ninguém me sequestrou, muito menos fez minha cabeça. Se estou aqui hoje pe porque eu quero.

- Ele não a ama, Gwen... — Angelus avançou um passo, porém Gwen manteve a espada firme sobre seu peito

- Quem é você para afirmar tal coisa?

- Ele acreditou em você? Ele confia em você? Acredito que não... Deve pensar até hoje que fora você quem o matou...

- Cale-se, Angelus.

- Mal sabe ele que fora atacado por mim e que você apenas salvou-lhe a vida... Pobre infeliz. — Gwen afundava a espada cada vez mais.

- Matará a mim, Gwendolyn?

- Ela não. — Frank se manifestou. — Eu.

- Vejo-o mais tarde. Adorarei tirar-lhe a vida... — Angelus olhou-o com desprezo e se afastou com seu exército. Reuniu-se com eles mais adiante. Frank olhou para Gwendolyn com pesar.

- Sou um idiota.

- Não pense nisto. Angelus é calculista. É isso que ele quer: desviar sua atenção. Não caia no jogo dele, meu amor. Lute com garra e mostraremos a eles quem é mais forte.

Frank sorriu e a abraçou com ternura.

- Amo-te, minha Vampira.

- Também o amo. Agora vamos. Que inicie-se a guerra!

Gerard e Lauren sobrevoavam a região florestal. Passaram por uma multidão indefinida e seguiram para uma mata fechada. Lauren tornou-se inquieta nos braços de Gerard.

- Lauren...?

A moça chorava.

- Lauren?

- É agora, Gerard?

- O-o quê?

- É agora... Nosso filho... vai...nascer!

Gerard sentiu um frio percorrer-lhe a espinha. Desceu e deitou-a na grama fofa.

- A-agora?

- Sim... Pre...Preciso de ajuda...

- Okay. Espere aqui que...

- Não, Gerard. Preciso de SUA ajuda!

- Minha?

- Sim. Por favor. — Lauren apertou-lhe a mão. Gerard a olhava em um misto de compaixão e medo.