Londons Sin

7 Chapter Seven


- Rebecca!

Uma voz grossa ressoou pela casa.

- OMG! Meu pai! Tenho que ir, Lauren.

- Mas, já? Fique! Peça a ele para que durma aqui em casa.

- Ele não deixará... Papai anda muito estranho.

- Ah... – Lauren deu de ombros. – Ele deve ter seus motivos, não? Mas... Volta amanhã?

- Sim, claro! – se abraçaram. – Boa noite, amiga.

- Boa noite, Becca!

Rebecca saiu correndo, enquanto seu pai não parava de gritar-lhe o nome.

Lauren chamou sua Ama para que a ajudasse com as roupas e pudesse dormir. Assim que já se encontrava de camisola, despediu-se da Ama, fechou a porta de seu quarto e foi dormir. Esperava ansiosamente pelo sono. Queria sonhar novamente. Era a única forma de estar perto de seu amado.

Os Campbell se encontravam em seu coche. Leves sacolejos e o silêncio reinavam ali dentro. Passavam perto de uma floresta que ficava entre a cidade e a pequena chácara da família, quando foram atacados por uma criatura assustadora.

Ela havia voado sobre o cocheiro, que agonizava enquanto sua vida lhe era tirada. Não satisfeita com o cocheiro, a criatura abriu a porta do coche e, ao olhar para dentro do mesmo, encontrou-o vazio e com a outra porta lateral aberta.

Haviam fugido. Não estavam muito longe dali. Adentrou a floresta com o intuito de achá-los.

- Eu estou perdido! – Gerard dizia inconformado.

- Você já a conhecia?

- Não! É a primeira vez que a vejo e já me sinto desta forma. É possível?

- Nada é impossível, Gerard. Não podemos escolher por quem nos apaixonar... – Thomas falava com certa amargura em sua voz. – Muito menos quando ou onde...

- Somos seminaristas, Thomas.

- Somos humanos, Gerard! Estamos sujeitos a muitas coisas...

- Como você sabe se estou realmente apaixonado? Você já se apaixonou?

Thomas ainda era muito jovem. Bem mais jovem que Gerard. Não aparentava muitas experiências.

- Uma vez... para toda a vida.

- E o que houve?

- Ela morreu.

- Oh! Desculpe! Eu não queria...

- Ela foi atacada por vampiros. – Thomas o interrompeu. Suas feições eram puro rancor. Algo que não chegava sequer ao seu constante humor. – Por isso vim para cá Gerard. Um dia, quero ter o prazer de acabar com toda esta raça maldita!

Gerard o olhava com os olhos bem arregalados.

- Vampiros?! – Gerard começou a rir.

- Sim, Gerard. Vampiros.

- Você realmente crê nisto?

- Não só creio, Gerard. Eles existem. Eu os vi. Posso te assegurar, meu amigo, estão muito mais perto do que você sequer possa imaginar...

- Corram! Corram! Ele já deve ter notado nossa ausência.

Anthony tentava apressa-las, mas, em meio ao nervosismo, Rosie desmaiou, obrigando-o a carregá-la. Com um peso extra em seus braços, cada vez mais dificultava sua velocidade.

- Vamos Rebecca! Vamos lo... – interrompeu-se ao virar-se para trás. Sua filha não estava mais ali.

Tomou o caminho de volta. Ela, irracionalmente devia ter parado para descansar. Logo a encontraria.

Tentativa em vão. Por mais que a procurasse, não conseguia encontrá-la. Temia o pior, algo inevitável.

Encontrou, durante o caminho, um pedaço de madeira ensangüentado. Não tinha mais dúvidas, sua filha fora realmente atacada.

Anthony começou a tremer. O peso de Rosie triplicou em seus braços e ele, por um momento, sentiu-se em outro plano. Havia perdido sua filha, sua única filha.

Ouviu um barulho de folhas se aproximando. Em seu ultimo gesto de amor, abafando seu orgulho e a vontade de defender a hora de sua filha, correu em sentido contrário, ainda com Rosie em seus braços.

Chegou ao coche, colocou sua esposa dentro do mesmo e, retirando a carcaça do cocheiro, tomou as rédeas do veículo, fazendo com que os cavalos trotassem cada vez mais rápido a caminho de sua casa.

Michael, também, corria cada vez mais rápido, por entre as árvores. Talvez ainda desse tempo...

\"Michael\"