Londons Sin

49 .Chapter Forty-Nine.


Notas iniciais
Desculpem a demora para postar... Meu tempo tá tão curtinho... =|

Mia descia as escadas junto a Thomas, que beijava-lhe a nuca, enquanto a mantinha junto a si com as mãos sobre a cintura fina dela.

- O dia foi longo, priminha? — Mia olhou para Angelus, sentado à mesa do desjejum e olhando-a de modo irônico. — Vejo que fizeram as pazes.

- O que faz aqui, Angelus?

- Fique tranquila, primina. Se estou aqui, não é por sua causa.

- Gwendolyn... sei. Aliás, você a viu?

- Não. Eu lhe faria a mesma pergunta. — Angelus levantou-se preocupado. — Dormi em seu quarto e ela não apareceu lá em momento algum.

- Anjos Negros do Inferno! De novo, não!

- A última vez que a vi... — Thomas começou a falar de uma forma bem calma para a ocasião. — ela foi procurar o Gerard e a Belle com o Michael.

- Será que aquele magrelo...

- Não, Angelus. Ele não brincaria comigo desta forma... Aquele vampiro de meia-boca mal tem coragem de capturar o próprio alimento...

- Sei...

- Ela deve ter fugido novamente, Angelus.

- Por quê?

- Minha irmã é louca. — pegou um morango, mordeu-o e colocou a outra metade na boca de Thomas, beijando-lhe docemente em seguida. — Razões para isto ela não tem, mas... Quem entende a cabeça dela?

- A procurarei...

- Desista, Angelus.

- Não. Nunca!

- Angelus...

- Gwendolyn é minha, Mia... Jamais desistirei dela. Jamais deixarei que ela correr perigo.

- Tudo bem... — Mia deu de ombros. — Esta é uma decisão que só cabe a você. — Angelus assentiu e saiu, batendo a porta atrás de si. — Pobre coitado. Vive de esperanças...

- O que seria da vida se não fosse as esperanças, amor?

- É verdade, Thom. No fundo, eu sempre tive esperanças de encontrá-lo novamente. E... hoje estamos aqui, juntos.

- Para sempre, Mia?

- Para todo o sempre, Thom...

Angelus seguia pela floresta em direção à cidade até que uma voz soou-lhe familiar. Com todo o cuidado caminhou em direção à mesma e sorriu com o que viu.

- Rebecca?

- Por que tanta surpresa? — ela se aproximava dele a passos lentos e calculados.

- Pensei que tivesse fugido...

- Eu tentei, confesso... Mas... O que sou eu longe daqui? O que eu tenho se não a proteção desta casa? Seria um ato impensado e irrecuperável. Assim, mesmo que seja por puro interesse, optei por continuar em sua casa...

- Por puro interesse? — Michael arqueou uma sobrancelha.

- Sim... Interesse material e... — ela aproximou o rosto do dele e lambeu-lhe o lábio inferior. — sexual. A menos que...

Michael já ofegava levemente.

- Que...

Rebecca desceu as mãos pelo peito másculo.

- A menos que você não concorde com o que proponho... — disse-lhe ao ouvido, mordiscando sensualmente o pescoço.

- E se eu concordar?

- Tudo o que peço é que não tranque a porta do meu quarto e que confie em mim. Em troca disto, terá companhia todas as noites... em sua cama.

Michael a analisou por alguns instantes. Era praticamente impossível acreditar no que ouvia naquele momento depois da declaração de horas antes.

- Rebecca, isto não dará certo...

- Você não confia em mim, certo? Deveria ser o contrário, não? Mas, em vez disto, ofereço-lhe meu corpo e minha atenção...

- Tem certeza de que é isto que deseja?

- Absoluta.

- Você poderá se machucar, Becca... — ele alisou-lhe o rosto carinhosamente.

- Mais ferida internamente do que já estou, impossível. Então... Aceita ou não?

- Eu não direi coisa nenhuma...

- Frank...

- Gwendolyn, eu não cairei em seu jogo. Não desta vez.

- Não estou jogando e nunca joguei. Até quando mentirá para si mesmo?

- Deixe-me em paz!

- Não!

- Vista-se logo. Temos que ir...

Frank saiu sem deixar que ela dissesse mais alguma coisa. Fora um covarde, sim. Mas ele não podia simplesmente dizer para ela que também sentia-se atraído por ela. Não. Ela o acharia uma presa fácil e poderia ferí-lo ainda mais.

Jogou-se no enorme sofá e olhava para o nada quando ouviu seu próprio nome. Olhou em direção de onde vinha a voz e deparou-se com Raymond, que o encarava preocupado.

- Tudo bem?

- Sim.

- Tem certeza?

- Não enche, Ray.

- Tudo bem... Só fiquei preocupado com você. E... — olhou sorrateiramente em direção ao quarto onde havia deixado Gwendolyn na noite anterior. — como foi com ela?

- Não sei... — Frank levou as mãos até o rosto, transparecendo toda a sua confusão interior.

- Frank... — o pequeno vampiro levantou-lhe os olhos. — Tem certeza que não quer conversar sobre isso?

- Não é o momento certo, Ray.

Gwndolyn abriu a porta o quarto e saiu, altiva.

- Não estava com tanta pressa, Sr. Iero?

\"Sr. Iero?! Por que toda esta formalidade agora? Será por causa do Ray?\", ele pensava.

- Sim. — tentou parecer não muito abalado. Levantou-se e, puxando-a pelo braço, disse ao amigo: — Obrigado por tudo, Ray. Você e Bob demonstraram ser amigos leais. Contem comigo para o que precisar. — Assim dizendo, saiu.

Do lado de fora, ele puxava Gwendolyn de modo nada sutil. Andaram por longos metros neste mesmo ritmo e modo. Até Gwendolyn se irritar e livrar-se das mãos de Frank facilmente.

- Por que não voamos?

- Porque eu não confio em você... Ainda não percebeu?

- Sim. Disto eu sei. Mas, como quer me manter sua prisioneira, deveria ser mais inteligente. Não se toca que a essas alturas, minha família já está em minha procura?

- E...

- Não quero que aconteça novamente o que eu vi naquela noite.

- Vamos, Gwendolyn.

- Frank! Poderia ser menos presunçoso?

- E você poderia ser menos teimosa e insistente? Vamos! — a capturou pelo braço novamente, caminhando a passos largos.

Escondido em meio ao breu da noite, Angelus aparece em seguida:

- Dolly, Dolly, minha querida Dolly! Como você é esperta, meu amor! — rindo, continuou a seguir o casal.