Londons Sin

56 .Chapter Fifty-Six.


O último raio de sol se esvaiu.

Gerard levantou-se e passou as mãos pelo rosto. Com um sorriso, verificou que anoitecia. Tomou um rápido banho e partiu para a casa da amada. Ao chegar, pulou o muro com facilidade e, após atravessar o jardim com cuidado para não ser visto, escalou a casa até o quarto de Lauren.

Além do costume de fazer o mesmo todos os dias, seus poderes vampíricos facilitava seus movimentos. Escalar paredes, para ele, era algo tão simples quanto... respirar. Bateu levemente na janela, que foi aberta de pronto. Ao vê-lo, Lauren jogou-se em seus braços, chorando compulsivamente.

- O que houve, meu anjo? — perguntou assustado.

- O pior Gerard...

Gerard engoliu em seco.

- Como assim \"o pior\"?

- Meu pai...

Uma raiva aflorou em seu peito.

- O que ele fez agora? — o tom sussurrante de Gerard tornou-se mais alto.

- Shh. Não quero que o vejam aqui.

- Desculpe... Mas seu pai está me tirando do sério.

- A mim também...

- Mas você não me disse até agora o que ele fez...

- Oh Gerard! O mundo conspira contra nós... Sou comentada em toda a elite e, devido a isso, o Conde veio se oferecer para me desposar...

- Você recusou, não é?

- Não teve como, Gerard...

- C-como?

Gerard se afastou. Estava indignado com o que acabara de ouvir.

- Eu não tive o direito de escolha, Gee... — ela o olhava suplicante. — Meu pai concedeu-lhe antes mesmo que eu ficasse sabendo...

- Maldição! — disse alterado.

Gerard a soltou abruptamente e foi até a janela, sentando-se na mesma.

- Gee...

- Lauren, quem está aí?

- Ninguém, mamãe, deixe-me em paz!

A porta se abriu, o que fez Lauren constatar apenas naquele momento que não a havia trancado. Com o susto, Gerard caiu da janela, fazendo-a soltar um gritinho de horror.

- Não!

Frank gritava enquanto era imobilizado por seus soldados. Gwendolyn, nua, era abusada por outros soldados, enquanto chorava. Frank sentia-se inútil.

- Deixe-a Capitão. Veja-a. Ela é realmente muito...muito...

- Cale-se!

- Ora, Capitão. Não era o senhor que jurava que ela não significava nada para o senhor?

Frank olhava-a, também, com lágrimas nos olhos.

- Ela significa... — mumurrou.

- O que disse, Capitão?

- Ela significa! — falou em alto e bom tom. Livrou-se dos braços dos soldados de uma forma brusca. Decidido, tentou retirá-la das mãos dos crápulas, porém foi recapturado pelos outros. — Não!

- Frank... — ela chamava-lhe. — Ajude-me! Não me deixe sozinha...

- Vampira... — ele se debatia nas mãos dos outros. A penetraram friamente e ela soltou um grito de dor. — Vampira...

- Frank...

- Eu te amo, Vampira! Eu te amo...

- Frank... — Frank abriu os olhos e deparou com os de Gwendolyn que o fitavam curiosamente.

- Vampira...

Endireitou-se no chão. Havia dormido à porta do quarto. Tudo não havia passado de um terrível sonho... Ainda bem.

- É verdade, Frank?

- O que? — disse disperso.

- Você me ama?

\"Michael! Preciso falar com você. O mais depressa possível.\"

Michael sentou-se na cama em um gesto automático. Rebecca assustou com o movimento repentino.

- Mikey?

Ele acordou do transe e a olhou com doçura. Odiou o apelido quando pronunciado por Belle, mas pronunciado pelos lábios da amada era como o coro dos anjos chamando-lhe.

- Sim.

- Aconteceu alguma coisa?

- Sim.

- O quê?

- Preciso sair, Becca. Espere-me, sim?

- Mas... aonde vai?

- Atender a um chamado...

- Como?

- Telepatia, Becca... Minha \"criadora\", chama-me.

- \"Criadora\"? — cruzou os braços sobre o peito. — Não precisa mentir para mim, Michael.

- Não estou mentindo... — ela o olhou com indiferença. — Está... com ciúmes?

- Não. — Rebecca virou-se de costas pra ele.

Michael deu a volta pela cama e a encarou. Rebecca virou-se novamente, porém Michael a puxou, virando-a de frente pra ele.

- Está sim.

- Deixe-me, Michael.

Ele riu.

- Eu não acharia ruim se tivesse ciumes de mim. Sinal que sou correspondido...

- Correspondido?

- Sim. Afinal, você sabe que eu a amo, não sabe? — ela o olhava com os olhos levemente arregalados. — Amo tanto que não consigo sentir por outra pessoa emoções e sensações que só você é capaz de me fazer sentir...

Rebecca sentiu os olhos marejarem. Por que tudo se tornara tão complicado para ela. Por que não conseguia simplesmente esquecer tudo o que passou e se entregar de cabeça ao sentimento que crescia cada vez mais dentro de seu peito?

Tocou-lhe o rosto com carinho e beijou-lhe sutilmente.

- Preciso, realmente, ir agora.

Rebecca anuiu e Michael se levantou, vestindo-se. Antes de sair, olhou-a mais uma vez e jogou-lhe um beijo, recebendo outro de volta.

Voou até a mansão de Mia, onde encontrou a mesma, vários homens diferentes e Angelus.

- O que aconteceu?

- Precisaremos de sua ajuda, Michael...

- Para...?

Mia trocou um olhar com Angelus, que sorria de forma maquiavélica.