Londons Sin

18 Chapter Eighteen


- Mia! Está linda, como sempre! – foi até ela, mas quando tentou beijá-la ela o afastou.

- Não pense que me enrolará. Por que não veio ontem?

- Aconteceram...alguns...imprevistos.

- Como quais...?

- Um WereWolf atacou uma família. Então, tentei ajudá-los. Não obtive muito sucesso...

- Por que será que não acredito em você?

- Estou dizendo a verdade, Mia.

- Assim o espero. Bem, agora faça a sua parte e me compense por ontem. – Michael a pegou pelo colo e a levou até o enorme quarto.

Gwen havia descido, mas não conseguiu se pronunciar na sala. Por mais curiosa que estivesse em ver a reação de sua irmã, não conseguia mover seus pés. Seria melhor um pouco de sensatez e voltar para o quarto. Foi o que fez.

Lá, pensava em sua vida. Sua irmã nem era tão mais velha que ela assim. Conhecia famílias, cujos filhos tinham séculos como diferenças de idade. Ela e Mia possuíam apenas dez anos.

Nunca se deram muito bem. Mia sempre a humilhava e a renegava. Gwen não entendia muito bem o motivo. Durante as festas, não podia descer. Perdera as contas de quantas noites ficou presa em seu quarto ouvindo apenas risadas alegres e divertidas vindas da sala de recepção.

Isso não poderia continuar. Amava muito sua irmã, mas não podia deixar que ela dominasse sua vida da forma que fazia. Ela também possuía sentimentos. E lutaria por eles. Com unhas e dentes. Literalmente.

Ryan agüentava o sacolejar do coche enquanto mantinha a imagem de Lauren em sua cabeça.

Fora um jantar agradável, embora ela sempre mantivesse seu sorriso escondido atrás de uma máscara de indiferença. Logo após a refeição, ela se desculpou e se retirou, alegando dor de cabeça.

Mas ele era persistente. Nunca havia desistido do que queria. Daria um tempo para que ela se acostumasse a sua presença, em seguida lhe proporia casamento.

Estava apaixonado. Lauren Cowell ainda seria dele. Ah seria!

Behwi observava Rebecca com uma expressão bem sombria. Esta estava amedrontada com o olhar que Behwi lhe lançava.

- Não a machucarei. Não poderia. E mesmo se pudesse, não é do meu feitio...

- Eu não disse nada...

- Suas reações falam por você. Você é bonita, Rebecca. Entendo a atração de Michael por você... – Behwi sabia perfeitamente que não se tratava apenas de uma atração, mas não estava disposta a entregá-lo assim. Não que ele fosse dela. – Mas ele não nos pertence.

- Não sei aonde quer chegar...

- Não se faça de boba, Rebecca. Eu sei bem o que vi: um beijo. Siga meu conselho. Não se deixe apaixonar por Michael. Ele é lindo, uma pessoa encantadora, mas impossível.

- Por quê? Por que ele é impossível, Behwi?

- Não sou eu quem te falará isso. Apenas escute um conselho. Não a quero mal.

Rebecca sorriu. Estava bem confusa.... e agitada.

Lauren havia acabado de se trocar. Já se deitava quando sua mãe entrou ferozmente pelo quarto.

- O que pensa da vida?

- Poderia falar mais baixo, mamãe? Minha cabeça vai explodir...

- Falo no tom em que EU escolher. Como ousa agir daquela forma?

- Ousando? – a olhava com certo cinismo.

- Lauren, por mais grandinha que já esteja, não impede de levar uma boa surra!

- Ah mamãe! Eu não gostei dele.

- Por que não? Ele é rico, bonito, elegante e educado.

- Mas não me atraiu.

- Desde quando uma mulher decente precisa ser atraída.

- Eu não quero acordar todas as manhãs me sentindo a pior pessoa do mundo. Não quero ter que beijar um homem tendo outro em minha mente. Não quero entregar meu corpo a um homem que mal o conheço e gostaria de conhecer. Só peço, mamãe, que respeite minhas escolhas e meu coração.

Geórgia piscou duas vezes. Lauren nunca havia falado daquela maneira antes. E, por mais incrível que podia parecer, ela se identificava totalmente com o que acabara de ouvir.

Não conseguiu falar mais nada. Apenas:

- Boa noite.

- Boa noite, mamãe.

E Geórgia saiu, deixando Lauren sozinha novamente, perdida em seus pensamentos. Será que naquela noite sonharia com ele novamente?

Dia seguinte. 06h45min.

Thomas pegou sua bagagem e saiu. Tomou todo o cuidado para que não fosse visto. Algo que, realmente, não ocorreu.

Andou calmamente pelo corredor, sem fazer um barulho sequer. Ao chegar no jardim, jogou sua bagagem para o lado de fora e pulou o muro. Andou alguns metros e distanciou um pouco do seminário. Não poderia, em hipótese alguma, ser visto por alguém.

06h57min.

Gerard preparava suas ultimas coisas. Não sabia porque, mas não queria deixar nada para trás. Lançou um ultimo olhar no espelho. Estava horrível, mas quem ligava? Pegou as malas e, sem olhar pra trás, saiu.

07h12min.

Thomas ainda esperava por Gerard do lado de fora do seminário. Ele demorava demais, e Thomas já estava impaciente. Será que havia dado algo errado? Se tivesse dado, para onde iria? O que faria? Não voltaria para lá. Jamais.

Avistou Gerard, que carregava duas malas.

- Também está de mudança?

- Maybe. Vamos?

- Vamos.

E saíram os dois a caminho da casa dos Way.

Madeline se mexeu na cama. Deitou-se sobre o peito de Frank, que já havia acordado com o primeiro raio de sol. Não se sentia feliz. Não se sentia completo. Em tudo o que fazia, ficava a sensação de que sempre lhe faltava algo.

Com cuidado, afastou Madeline e se levantou. Vestiu-se, lançou um último olhar para a namorada e saiu.

Por mais encantadora que fosse, a cada dia, Frank percebia que não a amava. Gostava de sua companhia... Mas quanto a amor...

Seguia por seu caminho pela floresta. Ao passar perto de uma gruta, escutou alguns gemidos levemente agudos. Parecia uma voz feminina. Sentiu-se curioso. Por mais que tenha aprendido com a vida que não se ganha nada com a curiosidade, sentiu-se tentado a ver sobre o que se tratava.

Aproximou cuidadosa e silenciosamente. Os gemidos tornavam-se mais nítidos quanto mais se aproximava. Ao adentrar a gruta, uma surpresa.