London
5 Corujinha
Notas iniciais
OLA!!
Gnt me desculpem a demora, de vdd
Mas acho q pelo jeito esse vai ser o ritmo : n tenho mto tempo p poder me dedicar a historia mas n qro abandonar
Enfim
Vou me esforcar p postar com mais frequencia
Btw amei seus reviews, cada um deles :3333
Anyway, enjoy~~
E apesar de tudo isso, sua mãe sempre foi uma moça sorridente e animada. "Corujas são símbolo da deusa da sabedoria grega" ela citou uma vez, enquanto acalentava a menina, mas isso nunca era o bastante e ela continuava a se sentir solitária e triste. Porem não naquele dia. Aquele era um dia especial e nada poderia estragar isso. Ou pelo menos ela queria que nada o tivesse feito. Assim que entrou no quintal, a menininha viu um bolo cheiroso e colorido, todo enfeitado com velas, sobre a mesa de madeira que ficava no meio do quintal, acompanhado de alguns pratos, refrigerante, garfos e copos. Ela correu ate la, seguida de seus pais, sentou-se num dos bancos, bateu palminhas alegres de excitação e esperou a mãe cortar o bolo. Mas assim que ela começou a se aproximar, ouviram barulhos. Barulhos muito altos de vários passos em coro. Passos fortes e furiosos, parecendo vir de dentro da casa. O casal se entreolhou preocupado e depois tornou a mirar sua filha. Esta, que não fazia ideia do que estava acontecendo, olhou-os confusa. Nesse momento, tudo pareceu desacelerar. Seu pai falou algo urgente para a mulher, que correu e pegou a filha no colo, correndo para a lateral da casa enquanto ouvia a pequena perguntar o que estava acontecendo. Pararam ao chegar na casinha do cachorro que eles uma vez tiveram. A mãe pediu para a loirinha entrar lá e assim ela fez.– Minha querida, — seus olhos brilhavam com as lágrimas e faziam a pequena pensar em grandes bolas de gude azuis. — a mamãe e o papai vão ter que ir embora.– O que? Por que? — ela olhou para a mãe com olhos arregalados. — O que está acontecendo, mamãe? Ouviu-se o estrondo de uma porta sendo arrombada.– A mamãe não pode explicar agora, mas você vai entender, ok? — o choro começou a rolar por seu rosto. — Promete pra mim que vai ficar aqui até não ouvir mais nada? Hesitante, ela assentiu.– Eu te amo muito, minha corujinha. — a mãe fungou e acariciou o rosto de sua filha. — Quando tudo isso acabar, procure sua tia. Você sabe onde ela mora. Novamente, a pequena acatou todas as ordens da mãe.– Eu também te amo, mamãe. Então se abraçaram. E foi aí que a garotinha soube que seria um adeus.–----------------------------------
A loira se virou assustada, soltando um gritinho rouco e baixo. Seu rosto era redondo como um anjinho daqueles pintados em igrejas, porém, nao era rechonchuda. Pelo contrario, a menina era extremamente magra e parecia não comer há dias. Mas mais que tudo isso, Ethan ficara vidrado em seus olhos, grandes e profundamente azuis, faziam-no jurar que até suas pupilas eram dessa cor. Atrapalhada ela recuou, tropeçando em si mesma algumas vezes, sem cair, como um filhote acuado.
– Espere! — exclamou. — Por favor, não vai. Mas a mais nova continuou recuando ate esbarrar na parede atrás de si. Ao perceber-se num beco sem saída, o pânico pareceu tomar conta do seu semblante. Vendo-a tão assustada, o garoto tentou acalmá-la, os braços estendidos para a frente, com as palmas abertas, fazendo sinal para que ficasse tranquila.– Olha, — gaguejou — eu juro que não vou te machucar.– O que você quer? — sua voz soou aguda e fraca. Aquela era uma boa pergunta. Ethan começou a examinar a garota novamente, procurando algo que o desse alguma brecha para puxar assunto.– Casacos! — disse, pensando um pouco alto, gesticulando nervoso. Reparara no jeito como ela tremia. — Você parece estar morrendo de frio. A loira não negou. Mirou-o desconfiada, com o rosto meio de lado e os braços cruzados, pura manifestação tanto de frio quanto de insegurança.– Eu tenho alguns casacos em casa. — tentou de novo. — Se você puder me acompanhar até lá, posso te dar. A garota esbarrou o olhar nos pés do garoto a sua frente, para depois voltar a fitar seu rosto. Mesmo desconfiada, estava tentada a aceitar a oferta, já que não era todo dia em que se podia adquirir casacos assim. E foi o que fez. Ela conseguiu vislumbrar o leve alivio e a felicidade que passaram no rosto do garoto como um metrô passa por um túnel. Rápido. Ilumina e depois se vai. Os dois caminharam juntos até o Fishmarket Apartment em silêncio. A loira tremia e agora não era apenas por frio, mas também por temor. Além da própria tia e do pai, não conhecia mais ninguém como Ethan. E o tipo dele a apavorava. Ela podia ver a nuvem pesada e invisível ao redor dele e aquilo a fazia sentir-se diferente de uma maneira muito ruim. Foi tirada de seus devaneios por Ethan, que anunciara a chegada ao prédio. Assim que ela levantou o olhar para vê-lo, teve vontade de vomitar. Era o mesmo prédio amarelo claro e quadrado que havia estado antes. A loira pôs a mão sobre a barriga e a outra na boca.– Não posso entrar aí. — disse e já ia sair correndo, mas dessa vez o mais velho foi mais rápido e agarrou seu braço.– Eu insisto. — ele praticamente implorou. — Por favor, suba comigo, eu juro que vai ser rápido. Pausa. Ela assentiu de modo hesitante. O casal de estranhos subiu as escadas e adentrou no apartamento do garoto, que a levou até a sala de estar e pediu que esperasse. Em seguida Ethan foi até o quarto para buscar os casacos, deixando-a sozinha. Esta, por sua vez, começou a olhar ao redor. Aquele lugar provocava-lhe calafrios. Era exatamente o mesmo lugar. Podia lembrar das revistas empilhadas ao lado do sofá acolchoado branco, móvel no qual podia-se perceber algumas manchas escuras que se inspecionadas de perto podiam-se identificar como sendo de refrigerantes. A cozinha bagunçada de decoração cafona e a bancada de mármore que separava aqueles dois cômodos. Ao seu lado esquerdo, assim que olhou, ela sentiu um calafrio. A porta aberta dava-na a chance de ver o banheiro, agora limpo. Porém, ao olhar aquele espaço, a imagem do corpo de Snow suspenso e inerte atravessava-lhe a mente como uma flecha atravessa uma maçã. Forçou-se a não gritar e decidiu que não podia continuar ali. Correu pela sala até a porta destrancada, abriu-a e saiu do imóvel de Ethan. Correu até sair do Fishmarket Apartment e tratou de desaparecer daquele bairro. Minutos depois, um Ethan entusiasmado voltou de seu quarto com vários casacos nos braços. Despejou-os no sofá e ia começar a falar, até que percebeu que estava sozinho. Seu sorriso sumiu e ele se sentiu extremamente frustrado. Ela fugiu? Ela desapareceu? Ou quem sabe nunca tenha existido? Talvez ele estivesse se sentindo sozinho demais. Frustrado e entediado, ele pegou o celular e assim que desbloqueou a tela viu o número de Jo salvo em sua agenda. Talvez ela o tivesse feito na manhã em que houvera acordado ali, enquanto Ethan ainda dormia. Suspirou, lembrando-se da expressão no rosto da morena antes de sair de seu prédio. Arrependeu-se profundamente e desejou verdadeiramente que ela o perdoasse algum dia. Ethan estava começando a se revoltar quando ouviu a campainha. Uma luz passou por seu rosto. Quem sabe a garota havia voltado? Apressou-se a levantar e abrir a porta, porém, sua agitação tão logo se esvaiu ao ver Meredith ali. Um tanto animada, ela desejou bom dia e começou com seu discurso para cobrá-lo mais uma vez. Mas aquele com certeza não era o melhor momento. Ethan começava a ficar mais e mais bravo com a senhora à medida em que esta ia falando. Até que finalmente explodiu. Gritou para a mais velha que logo ela estaria livre dele e que não precisava se preocupar, atirou-lhe palavrões e mandou que fosse embora, batendo a porta com força em seguida. Ele recostou as costas nesta, a qual não abafava muito os sons de suspiro e resmungo que eram proferidos pela idosa. A raiva, a frustração e a solidão começaram a tomar conta do garoto, o qual deixou-se deslizar pela madeira gélida da porta até sentar no chão. Imagens de Snow voltaram a atordoá-lo e pensou em como nunca houvera sentido tanta falta do amigo. Mas o que mais lhe partia o coração, era o fato de que aquela pessoa nunca mais voltaria. Parecia um fato distante e impossível, mas era um fato. Ethan desabou pela segunda vez. Deixou que o choro levasse em suas lágrimas salgadas ao menos um quinto do que sentia. Toda a amargura e mágoa que seguravam seus pés todos os dias e o impediam de seguir. Chorou e soluçou desesperadamente até se sentir um pouco mais calmo. No entanto a dor de cabeça não permitiu. Resmungando, ele buscou sua caixa de remédios na cozinha, pegou uma cartela de pílulas analgésicas e tomou dois comprimidos, sem saber muito bem porquê houvera pego tal quantidade. Depois, sentou-se no sofá, espreguiçando-se. Olhou em volta e refletiu sobre o despejo que se aproximava sorrateira e ameaçadoramente. Decidiu preparar-se. Tendo chegado a tal conclusão, decidiu se levantar e começar a arrumar as malas.
Notas finais
Espero que tenham gostado, desculpem qq coisa o/
Obg e adeus
P.S.: Mereço reviews? 6.6
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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