Loki and Jane, When I first saw you
4 Capítulo 3 I Miss You
Já em Midgard, Loki sacudiu a cabeça, espantando as lembranças que insistiam em lhe atormentar. O trapaceiro estava sem sono, resolveu sair para pregar peças em algum midgardiano infeliz que cruzasse seu caminho. Quando Loki estava passando pela sala, viu que Jane também estava acordada. A jovem estava sentada a mesa, cercada por livros, escrevia em um caderno, estava totalmente concentrada em sua tarefa.
O deus suspirou profundamente e decidiu não sair, estava curioso para saber o que Jane estudava. Loki parou em frente a midgardiana, o deus percebeu que ela estava fazendo inúmeros cálculos, tinha uma expressão de dúvida no rosto.
—-Me permite? Perguntou Loki apontando para a caneta que a humana tinha em sua mão direita. Jane levou um tremendo susto, quando ouviu a voz do príncipe, não tinha visto ele se aproximar.
—-Meu Deus! Exclamou a jovem, colocando a mão no peito.
—-Desculpe se a assustei. Posso? Perguntou o deus, mais uma vez apontado para a caneta de Jane.
—-Claro. Respondeu Jane com um ar de desdém, o que Loki poderia saber sobre física, pensou. O deus colocou sua mão sobre a mão da humana, e em pouco mais de um minuto, solucionou o complicado cálculo que havia feito a midgardiana perder o sono. Jane ficou um pouco nervosa com o toque do deus sobre sua mão.
—-Como você...? A jovem questionou, não entendendo como Loki pode resolver o problema matemático.
—-Muito simples, pois enquanto seu povo dançava nú ao redor de árvores e reverenciavam o "deus sol", nós asgardianos já estudavamos astronomia, física, matemática... Somos infinitamente mais evoluídos. Respondeu Loki com seu habitual ar arrogante.
—-Gostaria de conhecer Asgard um dia, deve ser uma lugar fascinante. Gostaria de saber se são tão evoluídos com diz.
—-Certamente não faltará oportunidade, se minha cabeça não estivesse a prêmio, eu poderia levá-la até lá.
A expressão da jovem mudou subitamente, parecia triste.
—- O que foi, eu disse alguma coisa que não devia? Questionou o deus.
—-Não, você não disse nada de errado. É que Thor nunca me convidou para ir com ele a Asgard. A jovem respondeu.
Loki sabia porque Thor jamais levaria a midgardiana a terra de Odin, o deus temia a reprovação do pai, pelo fato de Jane ser mortal. O pai de todos certamente não aprovaria a união. Loki não perdeu a oportunidade de plantar a semente da discórdia entre o casal.
—-Tem muitas coisas que Thor não está disposto a fazer por você, mas eu sim. Disse Loki, olhando no fundo dos olhos de Jane.
A midgardiana ainda não havia notado como as orbes verdes do deus eram belas. Ficou quase que hipnotizada pela intensidade do olhar do trapaceiro. Jane aproximou seu rosto do rosto de Loki, quase que magneticamente, quando seus lábios estavam prestes a se tocar a humana se afastou do jotun. A jovem ficou extremamente nervosa e envergonhada ao perceber o que esteve prestes a fazer.
—-Eu... vou para o meu quarto. Boa noite. Disse Jane, que tropeçou em uma cadeira, enquanto se dirigia rapidamente para seus aposentos.
O deus ficou olhando a midgardiana se afastar. E fechou os olhos, lembrando que esteve tão perto de beijá-la. Loki pôde sentir o hálito fresco da humana. O deus fez o mesmo que Jane, também foi para seu quarto. Após ficar muito tempo rolando de um lado para outro da cama, o jotun finalmente pegou no sono e começou a sonhar com Sigyn.
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“Assim que Sigyn chegou no quarto em que estava dormindo ultimamente, a jovem deu um beijo no anel que Loki havia lhe dado. A vanir tratou de esconder a jóia, para que sua mãe não visse. Isys, a dama de companhia de Sigyn começou a arrumar as malas da princesa. A garota estava tão triste em ter que deixar Asgard e temia muito a reação de sua mãe. Nesse momento Verdandi entrou no quarto da filha, furiosa.
—-Como pode me trair dessa maneira? Perguntou a deusa se aproximando da filha. A princesa nada respondeu, apenas baixou a cabeça.
—-Estou profundamente decepcionada. Disse a deusa do destino, com uma expressão de desgosto em seu rosto.
—-Me perdoe mamãe. Pediu Sigyn com as lágrimas escorrendo por sua face.
—-Não posso perdoá-la, você fez tudo errado. Deveria ter se aproximado de Thor, ter chamado a atenção dele, como eu havia dito. Invés disso você se aproximou daquele jotun nojento. Jane não entendeu o comentário da deusa, mas não se atreveu a questioná-la.
—-O que está feito, está feito. Agora vamos. Disse Verdandi puxando a filha pelo braço.
A jovem era extremamente submissa em relação aos mandos e desmandos da mãe. Verdandi era uma mãe controladora e super protetora. A deusa sempre fora rígida com sua filha, havia criado Sigyn para que fosse a esposa perfeita. Passava horas ensinando etiqueta, música, literatura, queria que Sigyn fosse a melhor em tudo. A garota nunca tinha um momento de lazer, seu dia era rigorosamente planejado.
A vanir nunca ficava sozinha, sempre estava acompanhada por uma criada. A deusa do destino queria que Thor se encantasse pela jovem, mas para o azar de Verdandi, Sigyn havia chamado a atenção do irmão errado. A rainha havia se descuidado um pouco da filha e esse descuido foi o suficiente para que Loki se aproveitasse da ingenuidade da vanir. A deusa jamais imaginou que o jotun teria coragem de se aproximar de sua jovem.
As duas partiram para Vanheim, sem dar explicações aos seus anfitriões. Elas haviam ido a Asgard para acompanhar a tradicional temporada de caça, a mãe de Loki não entendeu a partida das visitantes antes do fim da estação. Duas semanas se passaram, Sigyn pensava em Loki a cada instante de seu dia. O afeto que sentia pelo
deus só cresceu, durante esse período em que estiveram separados.
O quarto de Sigyn era o mais afastado de todos, porque a princesa costumava tocar arpa. Verdandi queria que a filha tocasse com perfeição, mas não queria ser importunada pelo barulho. Já era tarde da noite, Sigyn estava praticando, era uma melodia extremamente triste e melancólica. A vanir foi surpreendida pela entrada repentina de Isys, sua dama de companhia.
—-Você me assustou. Disse Sigyn.
—-Continue, por favor. Respondeu a serva. Sigyn continuou tocando a bela melodia. Quando a música acabou a jovem colocou seu instrumento na mesa de cabeceira.
—-Você ainda pensa nele? A criada questionou ao se aproximar de Sigyn lentamente, lançando um olhar que a princesa não compreendeu.
—-Que pergunta... A princesa nada respondeu, não se atrevia sequer a tocar no nome de Loki, temia que Verdandi a escutasse. Sigyn sentiu mãos a abraçando por trás. A jovem olhou para a altura de seu ventre e
reconheceu aquela mão pálida e terna a acariciando. Virou imediatamente e viu Loki parado diante de si. Sentiu uma alegria imensa tomar conta de seu coração, que batia violentamente. Abraçou o deus como se fosse a última vez que o veria. Loki retribuiu o gesto, segurou o rosto da princesa e a beijou lentamente. O deus havia tomado a forma de Isys, para poder entrar no quarto da princesa.
—-Sentiu minha falta? Perguntou loki, sussurrando no ouvido de Sigyn. A vanir teve um pouco de dificuldade para organizar seus pensamentos e responder a pergunta do jotun.
—-Mais do que você pode imaginar. Respondeu a princesa descansando sua cabeça no ombro de Loki. O deus exitou um pouco, mas acariciou os cabelos de Sigyn, aos poucos Loki estava se sentindo envolvido pela jovem. Durante essas duas semanas que não a viu, volta e meia se pegava lembrando dela. A princesa era sempre tão amável, terna e delicada, ela despertava o instinto de proteção do deus. Aqueles eram tempos em que Loki era bem menos cruel, seu coração ainda não havia sido congelado por sua natureza jothun.
—-Daqui a três dias haverá um baile em Asgard e você vai. Disse Loki encarando a princesa.
—-Eu gostaria muito, mas minha mãe jamais permitiria.
—-Já disse que você vai. Deixe tudo por minha conta. O deus já sabia como persuadir Verdandi a permitir a ida de sua filha ao baile. O trapaceiro queria que a deusa do destino estivesse presente, Loki queria provocá-la. A noite do baile seria perfeita para que concluir seu plano sórdido.
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