Loki and Jane, When I first saw you

12 Capítulo 11 O diário de Sigyn


Notas iniciais
Bem gatonas, em primeiro lugar, peço desculpas por ter demorado para postar. Segue um capítulo que eu amei escrever, mostra Sigyn curtindo, fazendo coisas novas e loucas, como toda a adolescente. Achei uma música que coincidentemente se chama The diary of Jane, pena que o nome não é The diary of Sigyn, mas...kkk Beijos e boa leitura.

The diary of Jane

If I had to
I would put myself right beside you
So let me ask
Would you like that?
Would you like that?

And I don't mind
If you say this love is the last time
So now I'll ask
Do you like that?
Do you like that?

No

Something's getting in the way
Something's just about to break
I will try to find my place in the diary of Jane
So tell me how it should be

Try to find out what makes you tick
As I lie down
Sore and sick
Do you like that?
Do you like that?

There's a fine line between love and hate
And I don't mind
Just let me say that I like that
I like that

Something's getting in the way
Something's just about to break
I will try to find my place in the diary of Jane
As I burn another page
As I look the other way
I still try to find my place in the diary of Jane
So tell me how it should be

Desperate, I will crawl
Waiting for so long
No love, there is no love
Die for anyone
What have I become

Something's getting in the way
Something's just about to break
I will try to find my place in the diary of Jane
As I burn another page
As I look the other way
I still try to find my place
In the diary of Jane

Pela manhã Sigyn acordou e Loki estava deitado ao seu lado, o deus dormia serenamente. A jovem se levantou em um movimento rápido, o asgardiano apenas se virou e continuou dormindo.

—-Loki, acorda! A princesa sussurrou no ouvido do trapaceiro. O deus abriu os olhos lentamente, ainda sonolento, mas em seguida ficou desperto.

—-Bom dia. Disse o deus se colocando sobre o corpo da princesa e desferindo beijos em seu pescoço.

—-Agora não, já amanheceu o dia. Precisa ir, minha tia pode entrar por aquela porta a qualquer momento. Beijaram-se demoradamente.

—-Eu volto a noite, tenho uma surpresa para você. Disse Loki, lançando um sorriso travesso para a princesa.

—-O que é? Conseguiu me deixar muito curiosa. Sigyn disse aquelas palavras com uma voz melosa e sensual.

—-Já disse que é uma surpresa. Respondeu Loki.

—-Está bem, vou contar os segundos. Sigyn falou, dando um último beijo em Loki, antes que o deus tomasse a forma de Isys e partisse. Quando Loki estava saindo, viu Skuld parada na porta.

—-Bom dia Loki, quero dizer Isys. Loki engasgou, tamanho o susto que levou ao ouvir a deusa do futuro dizendo seu nome. A deusa lançou um sorriso travesso para o deus e entrou no quarto, em seguida fechou a porta. Loki não foi embora, ficou ouvindo atrás da porta.

—-Precisamos ter uma conversa séria mocinha. Disse Skuld, com uma expressão assustadora. Sigyn tremeu, não sabia se chorava, ou saia correndo. Temia a reação de sua tia.

—-Eu sei o que está se passando aqui. Disse Skuld, com a voz calma, como de costume.

—-Do que a senhora está falando? Sigyn se fez de desentendida.

—-Sigyn, Sigyn... Skuld deu um longo suspiro e continuou. --Não pode me enganar, ninguém pode. Sei que Loki lhe visitou esta noite e não me importo.

—-Ah, não? Sigyn fora surpreendida pelas palavras de sua tia. Como deusa do futuro, Skuld tinha um pensamento a frente do seu tempo, o fato de Sigyn e Loki estarem se relacionando sem que fossem casados não a incomodava.

—-Não, mas temo as consequência disso. Eu apenas não quero vê-la sofrendo. Skuld se preocupava com a fragilidade emocional da sobrinha, temia as consequências de uma possível desilusão amorosa.

—-Eu estou completamente feliz tia. Estava sofrendo antes dele aparecer. Sigyn trazia uma brilho nos olhos e um sorriso sincero.

—-Eu te entendo, também sou uma romântica incurável, mas você deve colocar os pés no chão querida.

—-Eu estou com os pés no chão, pela primeira vez em minha vida estou vivendo. Sigyn deu um suspiro e desviou o olhar, encarava um ponto fixo, lembrando da sua vida antes da chegada do deus.

—-Você está certa. Precisa ter suas experiências, se arriscar ao invés de ficar imaginando como teria sido. Skuld deu um sorriso terno e gentil para a sobrinha, em seguida as duas se abraçaram. A deusa estava sendo uma verdadeira mãe para Sigyn, não iria proibí-la de nada, queria que ela aproveitasse o pouco tempo que tinha.

Ao cair da noite, Loki chegou até o quarto da jovem, Sigyn estava escrevendo em seu diário. Quando viu o asgardiano parado diante de si, Sigyn escondeu o diário em suas costas.

—-O que está escondendo? Perguntou o deus.

—-É o meu diário. Respondeu Sigyn. Os dois tinham quase que um acordo implícito de não entrar em questões pessoais. Loki não fez mais nenhuma pergunta a respeito.

—-E então, qual é a surpresa? A princesa não conseguia conter sua ansiedade.

—-Boa noite para você também. Loki sorriu e deu um beijo nos lábios da jovem.
—-Vou levá-la para conhecer o submundo de Asgard. Vista um vestido bem simples, vai ficar mais a vontade. Disse o deus.

—-"Ir até o submundo?" Pensou Sigyn, a idéia a assustou um pouco, mas decidiu que iria acompanhar o asgardiano e fazer o que vinha fazendo desde que Loki entrara em sua vida. Iria experimentar, sem se importar com as consequência, pois pela primeira vez Sigyn estava vivendo, desfrutando intensamente cada momento.

—-Fico pronta em um minuto. A princesa abriu um largo sorriso e foi até o banheiro.

—-Por que não se troca aqui, acho que não precisamos mais de certas... formalidades. Disse Loki.

—-Porque não, não quero que me veja sem roupa com toda essa claridade. Loki revirou os olhos. Alguns minutos depois Sigyn saiu do quarto.

—-Estou pronta, vamos? A jovem estava realmente linda. Usava um vestido longo, amarelo, em um tom creme. O vestido tinha uma corrente dourada, logo abaixo do busto, que combinava com as alças, feitas do mesmo material. A princesa colocou um colar de diamantes e brincos. Sigyn ficou em frente ao espelho, iria prender os cabelos. Loki abraçou a princesa por trás.

—-Deixa o seu cabelo solto. O deus sussurrou no ouvido da jovem. Sigyn sentiu um arrepio, com o toque do deus.

Em seguida os dois se dirigiram ao jardim, não precisavam mais se esconder ou usar qualquer tipo de disfarce, Skuld havia dado livre acesso ao deus. Loki ajudou Sigyn a subir em seu belo alasão negro, o deus montou o cavalo, ficando atrás da jovem. O asgardiano passou as mãos pela cintura da princesa, segurando as rédeas. Cavalgavam velozmente. Sigyn fechou os olhos sentindo a suave brisa da noite, acariciando seu rosto. A princesa abriu os braços, tendo a mais pura sensação de liberdade.

Quando chegaram, Loki ajudou Sigyn a descer do cavalo, pegou a princesa no colo e seus rostos ficaram bem próximos, o deus deu um longo beijo na jovem. Loki pegou Sigyn pela mão e a conduziu até um grande galpão. Era um salão bastante rústico, com assoalho de madeira e decoração simples. Era uma festa em homenagem a deusa da fertilidade, em agradecimento a boa colheita. Todos os presentes voltaram seus olhos para a porta do lugar. Sigyn não pode evitar que seu rosto ruborizasse, pelo fato de as atenções estarem todas concentradas no casal.

—-Então, esse é o submundo? Não vejo nada de feio ou obscuro aqui. Disse Sigyn, provocando o deus.

—-São todos plebeus e camponeses. Tem algo mais feio e obscuro do que isso? Loki sorriu. A princesa apenas encarou o deus, nada respondeu, não concordava com certas opiniões de Loki.

O deus levou Sigyn até aquela festa porque Thor e os quatro guerreiros costumavam frequentar todos os bailes organizados pelos moradores do vilarejo. Loki era sempre obrigado a acompanhá-los e no fundo gostava de estar lá. Os súditos ficaram em silêncio, com suas atenções voltadas para Loki, até a música parou de tocar. O deus retribuiu os olhares com ar de desdém e fez um sinal para que a música continuasse.

Todos voltaram a dançar e fazer o que estavam fazendo, mas a presença do asgardiano causava um certo desconforto, as pessoas se sentiam intimidadas com Loki. Um servo conduziu o casal a um tipo de "área vip". Sigyn sentou-se em uma cadeira confortável e bem adornada, que não combinava com a simplicidade do lugar. O criado trouxe uma bandeja com dois cálices. Loki pegou um deles e bebeu quase que em um gole só.

—- Eu não bebo, obrigada. Disse a princesa se dirigindo ao servo. Loki pegou o cálice e colocou na mão de Sigyn. Ela apenas o encarou, um pouco receosa. Loki fez um gesto com a cabeça a encorajando. Sigyn olhou para o calice em sua mão e o entornou. "Se minha mãe me visse agora." A princesa não pode evitar tal pensamento.

—-Então, o que achou? Pergunto Loki.

—-Um pouco amargo, mas é bom.

—-Traga mais! Ordenou Loki. O dois ficaram bebendo, após algum tempo, Sigyn já estava completamente alterada, passara a rir de todas as coisas que Loki dizia.

—-Vamos dançar. Disse a princesa, levantando-se e puxando o deus pela mão.

—-Eu não vou dançar com esses plebeus. Todos dançavam uma dança semelhante a quadrilha, na qual alguns casais formavam um arco com as mãos, enquanto os demais casais passavam por baixo do arco. Tocava uma música, que parecia as músicas folclóricas irlandesas.

—-Tudo bem, eu vou sozinha. Sigyn deu as costas para Loki e se juntou aos camponeses. Sigyn estava adorando o clima do lugar, tão informal, completamente diferente dos bailes reais. A princesa não tinha um par, ficou parada em volta dos casais.

—-Está sozinha? Perguntou Frandall, dando um sorriso cheio de malícia. Antes que a jovem pudesse responder, o guerreiro pegou a mão de Sigyn e a conduziu até o centro do salão, onde os demais já estavam dançando. Sigyn dava gargalhadas enquanto dançava, era tudo tão animado, não se comparava em nada com as formalidades das festas que costumava frequentar. Todos estavam tão alegres e sorriam de uma maneira tão sincera, nada comparado a falsidade e hipocrisia dos bailes reais.

Loki havia se distraído por alguns minutos, perdido em seus pensamentos. Se perguntava por que não conseguia se afastar de Sigyn. O deus começou a percorrer o salão com os olhos, procurando a jovem, quando a avistou dançando com Frandall. O deus se dirigiu até os dois o mais rápido que pode. O asgardiano não precisou dizer nada, apenas encarou o loiro com seu olhar mortal.

—-Loki, eu eu... não sabia que ela estava acompanhada.

—-Agora já sabe. Respondeu Loki em seu habitual tom frio e contido.

—-Foi um prazer ter dançado com você. Frandall deu um beijo na mão de Sigyn, em seguida deu um sorriso amarelo e saiu.

—-Vamos, já se divertiu bastante. Disse Loki, puxando Sigyn pelo braço.

—-Nada disso, a festa apenas começou. Sigyn pegou o calice que um servo trouxe em uma bandeja. Loki puxou a bebida da mão de Sigyn e jogou o cálice para longe. O deus pegou a jovem no colo, apoiou o ventre de Sigyn em seu ombro e a levou embora.

—-Me solta, me coloca no chão. Dizia a princesa, enquanto dava alguns tapas nas costas do deus. As pessoas que estavam na festa não ficaram escandalizadas com a cena, ao contrário, muitos riram, era engraçado ver Loki perder sua compostura. O deus ajudou a jovem a montar no cavalo e subiu em cima do animal em seguida. Loki estava sério, havia ficado extremamente irritado com a audácia de Frandall. Sigyn estava realmente bebada, começou a cantar uma música repetitiva e irritante.

"Um barril de hidromel é muito pouco pra mim. Yo ho, Yo ho!"

—-Não, isso não está acontecendo comigo. Disse Loki revirando os olhos e a princesa continuou cantando até chegar a Svartalheim.

—-Que maldição, você só sabe o refrão da música. Já chega! Gritou Loki. Sigyn encarou o deus por alguns segundos e começou a chorar.

—-Não grita comigo.

—-Eu não quis... Loki a abraçou. --Sh, não precisa chorar. Loki pegou Sigyn no colo e a levou até o quarto. O asgardiano a depositou cuidadosamente na cama. Sigyn tirou a capa verde que Loki usava e lançou um olhar lascivo para o deus.

—-Não, não, você não está querendo... Antes que Loki terminasse a frase, a princesa o surpreendeu com um beijo. Sigyn se colocou sobre o corpo do deus.

—-Eu quero e sei que você também quer. A princesa sussurrou no ouvido do trapaceiro, com uma voz rouca e sensual.

Ela estava muito bêbada e enrolava um pouco a língua para falar, mas estranhamente aquilo excitou o asgardiano. Sigyn estava totalmente desinibida, não lembrava em nada a garota tímida que costumava ser. Loki ajudou a princesa a se despir, o deus ficou alguns segundos apenas contemplando a beleza do corpo nú da jovem. O quarto estava iluminado, a iluminação contrastava com o tom da pele de Sigyn.

O deus desferiu beijos pelo pescoço da jovem. A princesa soltou um gemido alto, que não pode conter. Subitamente a jovem afastou o deus, levou uma das mãos a boca e saiu correndo em direção ao banheiro. Loki foi atrás da jovem e se arrependeu em seguida, pois a princesa estava vomitando. Quando Sigyn terminou, Loki a colocou na banheira, para que ela tomasse um banho e os efeitos da bebedeira passassem. Assim que ela terminou o deus a ajudou a se vestir, Sigyn trajou uma bela camisola e uma espécie de hobby branco.

—-Me desculpa. Disse Sigyn aos prantos, enquanto era carregada por Loki até sua cama. A jovem tinha algumas oscilações de humor, como toda pessoa embreagada. O deus se deitou ao lado da princesa.

—-Não precisa se desculpar. Loki aconchegou a princesa em seus braços, minutos depois Sigyn adormeceu. A noite não havia terminado da maneira que Loki tinha planejado, mas naquele momento o deus percebeu que realmente amava a princesa. O asgardiano se lembrou da raiva que sentiu ao ver Frandall ao lado da jovem, Loki sentiu-se ameaçado, nunca havia pensado na possibilidade de ver Sigyn com outro.

A princesa não passou mal apenas em função de ter bebido, mas sim pelo fato de já carregar um filho de Loki em seu ventre, aqueles eram os primeiros sinais da gravidez.

Midgard, dias atuais.

Loki acordou de madrugada, o deus dera um salto da cama. O asgardiano teve um sonho ruim, durante o pesadelo Loki lembrou-se de um detalhe muito importante.

—-O diário! Preciso encontrá-lo. Disse Loki para si mesmo.

Notas finais
Com quem será que está esse diário? Espero comentários girls!!!