Loki and Jane, When I first saw you
1 Capítulo 1 O veredito
Notas iniciais
Loki estava apreensivo, era o dia de seu julgamento. Os guardas estavam conduzindo o deus até a sala do trono, o trapaceiro estava acorrentado, cercado por oito soldados. O deus da trapaça estava agora em frente a Odin, olhando o ancião com um olhar inexpressivo, se esforçando para não demonstrar insegurança diante daquela situação.
—-Loki, você ultrapassou todos os limites, não preciso lembrá-lo dos atos que o trouxeram até aqui. Antes de dar o meu veredito preciso lhe fazer uma pergunta, ainda que eu já saiba a resposta... Está arrependido pelo que fez? Questionou o pai de todos.
—-Por que estaria? Só estava procurando um reino para governar, como um rei benevolente, exatamente como você. Declarou Loki encarando Odin com um olhar gélido.
—-Exatamente como pensei. Não foi fácil tomar essa decisão, mas você mesmo me obriga a isso. Eu o sentencio a morte. Assim que Odin proferiu aquelas palavras, um silêncio sepulcral ecoou pelo salão.
Odin amava Loki, mas é acima de tudo justo, aquela seria a sentença para qualquer asgardiano que cometesse as mesmas infrações que o trapaceiro. O rei havia punido Thor severamente por muito menos. Como na vez em que o deus do trovão desobedeceu suas ordens e o pai de todos o exilou em Midgard.
O deus da trapaça esperava ser duramente punido, mas a morte? Aquilo era demais, achava que não merecia tanto. Loki não tinha saída, dessa vez nenhum de seus truques poderia salvá-lo do fim.
—-Se eu morrer, juro que volto de Helheim para me vingar. Retrucou Loki com seu habitual olhar parado, esboçando um meio sorriso nos lábios. Odin fez um sinal para que os guardas o levassem. Frigga se colocou entre o filho e um dos soldados.
—-Eu não vou permitir que isso aconteça. A deusa disse abraçando o filho, com as lágrimas rolando por seu rosto. O deus não pôde retribuir o gesto da mãe pois estava algemado e acorrentado. Aquilo era o pior de tudo, ver Frigga sofrendo, ela era a única com quem Loki realmente se importava.
Quando o jothun saiu da sala a deusa caiu no chão de joelhos, chorava audivelmente e demonstrava toda sua tristeza. Ao ver a cena, Thor se compadeceu da mãe. O deus do trovão se aproximou de Frigga e a ergueu.
—-Eu entendo exatamente como se sente. Não se preocupe, eu tenho tudo sob controle. Sussurrou o loiro nos ouvidos deusa, para tranquilizá-la.
—-Odin não pode fazer isso com ele. Murmurou a rainha.
—-Acalme-se, já disse que vou cuidar de tudo. Thor abraçou a deusa, o príncipe já sabia o que fazer para evitar que o irmão fosse executado. O deus do trovão saiu da sala real e foi até a bifrost. Em seguida cruzou o portal para Midgard.
Chegando na terra dos humanos Thor foi até a casa de Jane, ao chegar na casa da midgardiana, o deus tocou a campainha. A jovem olhou pelo olho mágico e logo reconheceu o enorme homem parado em frente a porta. Ao ver o deus diante de si, Jane deu um longo abraço em Thor. A mulher beijou o loiro apaixonadamente, quando separaram seus lábios, o asgardiano acariciou ternamente o rosto da humana.
—-Senti tanto a sua falta. Disse a jovem, encostando sua cabeça no ombro do deus.
—-Não tanto quanto eu. Respondeu o príncipe dando um abraço apertado em Jane.
—-Preciso da sua ajuda. Thor segurou o rosto da jovem para olhá-la nos olhos.
—-Claro, pode falar.
—-Meu irmão corre perigo, preciso que o abrigue em sua casa.
—-O que? Você ficou louco? Exclamou Jane, se levantando em seguida. A humana começou a andar nervosamente de um lado para o outro.
—-Eu sei, você tem toda razão em não querer hospedá-lo, mas eu prometo que Loki vai se comportar.
—-Me desculpe Thor, mas abrigar o psicopata do seu irmão está fora de cogitação. A jovem protestou.
—-Por favor Jane, Loki não tem escolha, fica escondido aqui em Midgard ou ele será morto. O deus estava muito aflito, aquele apelo era desesperado. Jane ficou pensativa, após alguns segundos finalmente deu sua resposta final.
—-Está bem, mas se ele aprontar qualquer coisa vou entregá-lo imediatamente a SHIELD. Respondeu a humana que encarou o príncipe com seriedade.
—-Obrigado. Sabia que podia contar com você. Thor abraçou a midgardiana, que retribui o gesto, satisfeita por ter o deus em seus braços novamente. A humana se desvencilhou dos braços do loiro para encará-lo.
—-Então, quando vai trazê-lo?
—-Agora mesmo, não temos muito tempo. Não demoro a voltar. Thor deu um beijo na testa de Jane e partiu.
Chegando em Asgard o loiro se dirigiu até a cela de Loki, quando Thor estava diante do irmão o deus da trapaça sequer olhou pelo vidro. Loki estava perdido em seus pensamentos, tentando processar tudo o que estava acontecendo. Se perguntava se seria assim que sua vida iria acabar, sem sequer poder se despedir de sua mãe. O deus agora tinha um ódio mortal de Odin, após sua morte só pensava em voltar para se vingar do ancião da maneira mais cruel possível.
Thor deu uma batida no vidro, fazendo com que Loki saísse de seus devaneios. O moreno fitou o irmão sem erguer a cabeça, não tinha ânimo nem para provocar o loiro, como costumava fazer. Thor abriu a porta e entrou na cela, Loki levantou-se de imediato.
—-O que está fazendo aqui, veio debochar de mim? Perguntou o jotun, pois se Thor estivesse em seu lugar, isso era exatamente o que ele faria.
—-Não sou o deus da trapaça, mas também tenho meus truques. Respondeu Thor, sorrindo divertido com o que estava prestes a fazer. Iria salvar o irmão, embora o deus do trovão amasse muito Loki, não fazia aquilo apenas por ele, estava salvando-o por amor a Frigga.
—-Então, por que veio? Se veio se despedir de mim pode dar meia volta, pois sei que não sentirá minha falta, portanto não precisa fingir que se importa comigo, filho de Odin. Retrucou o trapaceiro com sua voz carregada de ódio.
—-Eu não vou dar importância ao que você acabou de dizer, pois está fora de si. Vim salvá-lo Loki, levarei você para que se refugie em Midgard, ficará escondido na casa de Jane.
—-O que? Na casa da midgardiana? Acho que prefiro ficar na companhia de Hella, em Hellheim. Disse Loki voltando a sentar-se no chão.
—-Não temos tempo para piadinhas sem graça. Respondeu Thor erguendo o irmão pelo braço.
—-Eu irei, embora eu acredite que a morte seria bem mais divertida do que essa temporada em Midgard. Disse Loki em seu habitual tom sarcástico, o deus sabia que não tinha nenhuma alternativa melhor.
—-Então mude sua forma. Demandou Thor. O jothun se disfarçou de soldado e saiu da cela, ele e o irmão seguiram direto para Bifrost.
—-Precisamos ir para Midgard. Disse Thor, se dirigindo ao guardião do portal.
—-Tenho ordens expressas do pai de todos para não deixar ninguém cruzar o portal. Respondeu Heimdall.
—-É um caso de vida ou morte. Explicou Thor.
—-Literalmente. Completou Loki.
Heimdall sabia que aquilo se tratava de uma fuga e que talvez pagasse muito caro por deixar os príncipes passarem, mas estava disposto a correr o risco. O guardião do portal não gostava muito de Loki, mas o conhecia desde pequeno, foi o primeiro a vê-lo quando Odin o trouxe nos braços.
—-Se eu me distrair, não serei cúmplice... Completou Heimdall dando as costas aos deuses e liberando a passagem. Minutos depois os dois estavam na casa de Jane.
—-Antes de entrarmos, preciso lhe avisar algo. Jane é bastante parecida com Sigyn... Identica para dizer a verdade. Completou Thor. Loki tinha uma expressão de dor em seu rosto, ao ouvir aquele nome, mil recordações vieram a mente do deus.
—-Lembra dela? A filha de Verdandi. Insistiu Thor.
—-Me lembro vagamente. Mentiu Loki, tentando encerrar o assunto. O deus do trovão bateu na porta de Jane. A jovem ouviu as batidas e já imaginava que fosse o loiro.
—-Olá! Disse Jane assim que abriu a porta. Thor deu um beijo na namorada.
Loki se virou para cumprimentar a midgardiana, mas assim que a viu perdeu a fala. O deus nunca tinha sido apresentado a humana, a viu de relance algumas vezes, mas pela primeira vez estava frente a frente com ela. Loki trazia uma expressão de incredulidade em seu rosto, era Sigyn, disso o deus não tinha dúvidas. Não sabia como, mas tinha certeza de que a filha da deusa do destino estava diante de si.
continua...
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