Loki and Jane, When I first saw you
21 Capitulo 20 The vilain is always the vilain
Notas iniciais
“Loki observava Thor e Sif, estava no alto da escada. O romance dos dois já não era mais um segredo. O trapaceiro acabara de perder o grande amor da sua vida e ver toda aquela felicidade não estava ajudando muito. A inveja tomara conta do deus, ele precisava acabar com a alegria irritante do irmão. Um sorriso diabólico se formou no rosto do asgardiano. Horas depois Loki cruzou com Thor em um dos corredores, já era tarde da noite.
—-Que surpresa, irmão! Há dias que não o via. Disse Thor, esboçando seu habitual sorriso sincero.
—-Eu andei um pouco... ocupado. Respondeu Loki.
—-Deve ter andado muito ocupado mesmo, está com a aparência péssima. Parece cansado. Disse Thor, colocando sua mão sobre o ombro do irmão. O trapaceiro sorriu fracamente, desanimado, ainda estava muito abatido com tudo o que acontecera.
—-Que tal bebermos um pouco? Estou precisando. Perguntou o moreno, que estava apenas dando andamento a mais uma de suas armações. Thor topou o convite imediatamente. A príncipio o plano do deus estava correndo exatamente conforme ele havia premeditado. Loki apenas fingia estar bebendo, enquanto Thor já estava bastante alterado.
Mais tarde, Sif procurou Thor por todos os cantos, até que encontrou Loki. Perguntou sobre o paradeiro de seu amado, um pouco relutante, ela evitava conversar com o moreno. Sif sempre teve desconfiança em relação a Loki.
—-Sabe onde Thor está? Perguntou a morena.
—-Ele bebeu demais e foi para os seus aposentos, ou pelo menos foi isso que me disse. Loki ficou satisfeito ao ver a expressão confusa no rosto da guerreira. O sexto sentido de Sif gritava para que ela não fosse até o quarto de Thor, mas ela seguiu correndo em direção aos aposentos do deus. Tudo aconteceu muito rápido, instantes depois a deusa saiu do quarto do deus do trovão, estava furiosa.
—-Aconteceu alguma coisa? Perguntou Loki, se segurando para não gargalhar diante da guerreira. Sif nada respondeu e esbarrou violentamente no ombro do deus.
—-Saia da minha frente! Gritou a deusa, completamente descontrolada. Assim que Sif saiu, Loki esboçou um sorriso malicioso, seguido por uma gargalhada. O deus voltou a assumir uma postura séria, antes de entrar no quarto do irmão.
Loki entrou no quarto de Thor, que estava sentado na cama, com os cotovelos apoiados em suas pernas e as mãos cobrindo o rosto. O deus não entendia como aquilo tinha acontecido.
—-O que houve? Acabei de ver Sif sair chorando do seu quarto, ela estava muito nervosa. Disse Loki, como se não fizesse a menor idéia do que acontecera.
—-Nem eu sei direito. Me lembro de ter vindo para o quarto, não me sentia muito bem e quando acordei Sif estava gritando. Olhei para o lado e Ágada estava deitada em minha cama.
Ágada era uma cortesã, costumava divertir aos nobres, casados e entediados de Asgard. Era uma mulher ambiciosa, atrevida e fútil, capaz de fazer qualquer coisa para obter status e poder. Ágada tinha longos cabelos ruivos e ondulados, estatura mediana, belos olhos azuis, pele alva, traços delicados, possuía uma série de atributos que a tornavam tão sedutora quanto perigosa. Ela e Loki eram velhos conhecidos e essa "amizade" trouxe algumas vantagens ao deus da trapaça. Loki ergueu as sobrancelhas, franzindo a testa, em seguida lançou um sorriso travesso para o irmão.
—-Logo você, com essa cara de bom moço. Agora eu entendo porque Sif estava tão irritada. Loki mal conseguia disfarçar seu contentamento, pois criar discórdia, intrigas e desvenças, era o passatempo preferido do deus.
—-Eu vou atrás dela, preciso explicar tudo. Disse Thor se levantando.
—-Explicar o que? Tudo está muito claro. Nem perca o seu tempo, você conhece Sif, ela não vai querer ouvi-lo. Disse Loki, segurando o braço do irmão.
—-Mas então o que eu faço? Perguntou Thor, que andava de um lado para o outro.
—-Deve esperar até que ela se acalme. Disse Loki, satisfeito com o resultado de sua armação. Porém aquela era uma satisfação momentanea, pois separar Sif e Thor não iria trazer Sigyn de volta.
No dia seguinte Loki estava andando em direção a sala do trono quando foi puxado pelo braço, olhou para o lado e viu Ágada. A cortesã tinha um hematoma no olho esquerdo, Sif não havia deixado a suposta traição impune.
—-O que está fazendo aqui? Teve uma ótima recompensa para sumir. Loki disse em um tom baixo, temendo que alguém ouvisse a conversa.
—-Não foi o suficiente. Não está vendo esse hematoma? Disse a ruiva esboçando um sorriso provocativo em seu rosto.
—-Me encontre no lugar de sempre. Disse Loki, encerrando a conversa e partindo em seguida. Quase uma hora depois o deus foi até o local combinado, Ágada já o aguardava.
—-Devo admitir que você é muito ousada e destemida. Não é qualquer um que enfrenta a ira de Sif e sai vivo.
—-Admiro isso. E é por esse motivo que vou recompensá-la da maneira que merece. Disse Loki calmamente, o deus estendeu a mão e entregou um embrulho a ruiva, dentro do pacote havia algumas jóias.
—-Muito obrigada. Foi um prazer fazer negócios com vossa alteza. Respondeu Ágada, fazendo um gesto de reverência para o deus.
—-Se eu precisar de seus serviços, certamente irei contatá-la. Agora vá logo, não quero ser visto na sua companhia. A jovem deu as costas ao deus e se dirigiu a saída do local. Loki arremessou uma adaga contra Ágada, acertando em cheio a mão da jovem, fazendo com que deixasse o pequeno embrulho cair no chão. Loki caminhou a passos lentos na direção da cortesã, ela gemia de dor.
—-Olha o que você fez! Gritou a jovem, com dificuldade, estava gaguejando, sua mão estava ensanguentada. Loki olhou para o ferimento com indiferença.
—-Você podia ter fugido quando teve oportunidade, eu havia lhe dado um pagamento justo. Mas não, quis mais, o que eu lhe dei fora insuficiente para satisfazer sua ambição. Acho que isso é meu. Disse Loki, juntando o embrulho do chão.
O jotun golpeou Ágada com sua espada, cravando a lâmina no peito da mulher. Ela caiu de joelhos aos pés do deus. Escorria um pouco de sangue por seus lábios, ela respirava com dificuldade, seus olhos se fecharam lentamente. Finalmente o corpo de Ágada pendeu para o lado. Loki olhou para os lados, se certificando de que ninguém o havia seguido. O trapaceiro mudou a forma da jovem, transformando-a em um gigante de gelo. O deus se cortou com a própria adaga que usara para ferir Ágada, fez alguns pequenos cortes nos braços e rasgou parte da roupa que usava para parecer que havia lutado com o "gigante".
O deus colocou o corpo desfalecido do "jotun" sobre seu cavalo e rumou de volta para Asgard. Loki se dirigiu a sala do trono, onde estavam Odin, Thor e Frigga.
—-O que aconteceu com você irmão? Perguntou Thor, preocupado ao ver o estado de Loki.
—-Fui atacado por um jotun que invadiu os limites de Asgard. O corpo dele está lá fora. Para que a farsa parecesse real, Loki tentou transparecer estar nervoso, mas na verdade estava muito calmo. Fingir e enganar era algo natural para o deus, o fazia com muita perfeição e maestria, até mesmo Odin caiu no conto do trapaceiro.
—-Temos que nos vingar meu pai. Como eles ousam atacar um príncipe asgardiano, em nosso próprio reino? Isso é uma afronta. Thor sempre resolvera seus problemas dessa maneira, lutando, era impulsivo e imprudente.
—-Isso foi um ato isolado, ele estava sozinho. Esse gigante de gelo não representa todos os jotuns. Disse Odin calmamente. Frigga se dirigiu até Loki, para se certificar de que o filho estava bem. A deusa abraçou o deus, aliviada, percebendo que os ferimentos de Loki não eram graves.
—-Como pode estar tão calmo meu pai? Eles tentaram matar seu filho! Gritou Thor. Loki apenas observava a discussão dos deuses. O deus da trapaça entendia a passividade de Odin, afinal de contas ele não era seu filho legítimo. A diferença dos sentimentos do pai de todos em relação aos seus filhos se tornava cada vez mais evidente, aos olhos de Loki.
—-Não me questione! Respondeu o pai de todos, com a voz alterada. Thor saiu da sala, irritado, não conseguia entender a apatia do pai diante daquela situação.
—-Você, eu vejo que está bem. Não foi nada sério. Se houver um próximo ataque tomarei providências. Disse Odin, se aproximando do filho.
—-Quem sou eu para fazer alguma objeção a sua infinita sabedoria. Respondeu Loki de cabeça baixa, em seguida se retirou. O deus da trapaça sempre fora muito mais racional e contido do que Thor, dificilmente agia por impulso, costumava analisar a situação e ver de que forma poderia se beneficiar com os fatos. Loki ficara em uma posição bastante confortável, se transformara em um herói, que destruiu o “gigante”, enquanto Thor comprara uma briga com Odin.
Algum tempo depois, Loki estava em seu quarto. Deitado na cama, com o anel de Sigyn nas mãos. Não conseguia esquecer o desespero da princesa horas antes de sua morte. O deus se culpava por não ter chegado a tempo. Sigyn era tão delicada, indefesa e vulnerável. Se perguntava como Verdandi pudera maltratar alguém como ela, pois nem ele teria essa coragem. Quando olhava no fundo dos olhos inocentes da jovem, tudo que havia de bom dentro de seu ser era despertado, Sigyn era do tipo de pessoa capaz de extrair o melhor de cada um. Tudo seria tão diferente se ela ainda estivesse ao seu lado.
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