Loki and Jane, When I first saw you
5 Capítulo 4 O reencontro
Notas iniciais
Pela manhã Jane desceu as escadas, o deus já estava a mesa. O jothun já sabia utilizar o microondas e fazer seu próprio café, pois se esperasse Jane acordar morreria de fome. A jovem costumava ficar acordada até tarde estudando e por consequência se levantava tarde.
—-Bom dia. A midgardiana cumprimentou Loki um pouco sem jeito, ainda envergonhada pelo ocorrido na noite anterior.
—-Bom dia. O deus respondeu sem olhar para a humana. Um longo silêncio tomou conta do cômodo, até que Jane o quebrou.
—-Já ia me esquecendo minha mãe virá me visitar hoje. Tente agir como uma pessoa normal e seja agradável, não vai querer conquistar a inimizade dela.
—-Eu sou muito simpático, quando quero. Vai ver como vou deixá-la encantada. Disse Loki dando uma piscadela para a jovem.
—-Assim espero.
—-Seu pai ainda é vivo? Perguntou Loki, que tentava encontrar uma explicação lógica para a semelhança entre Jane e Sigyn.
—-Sim, mas eu acredito que não vai conhecê-lo, ele viaja muito por causa dos negócios.
—-E sua mãe?
—-Ela é sócia do meu pai, mas não viaja tanto.
—-Interessante. Você foi criada aqui mesmo?
—-Sim. Na verdade nasci em Nova Iorque, acho que você conhece a cidade. Respondeu Jane, de forma acida.
—-Não tenho recordações muito boas do lugar. Disse Loki. A jovem nada respondeu, pois sabia que o deus não gostaria de tocar no assunto. Em seguida ouviram a campainha tocar. Jane foi abrir a porta, ela e a mãe se abraçaram demoradamente, não se viam há um bom tempo.
—-Mamãe, este é Loki, um amigo que está hospedado aqui em casa. A mãe de Jane estremeceu ao ouvir aquele nome, ficou parada por alguns segundos, criando coragem para encarar o deus. Quando se virou para cumprimentá-lo esboçava um falso sorriso em seu rosto.
—-Muito prazer, me chamo Verdandi. Disse a mãe de Jane, estendendo sua mão para cumprimentar o jotun. O deus ficou sem reação, tentando processar o que estava acontecendo. Finalmente Loki saiu de seus devaneios e apertou a mão da deusa.
—-Você me lembra alguém. O jotun comentou, com a voz carregada de ironia.
—-Querida o que acha de pegar um chá? Aceita uma xícara, Loki? Perguntou Verdandi.
—-Sem açucar. Respondeu o deus, que não tirava os olhos da deusa. Quando Jane estava indo para a cozinha o telefone tocou, era Eric Selvig.
—-Acabei de receber uma ligação do meu trabalho, precisam de mim no laboratório. Disse a jovem, pegando sua bolsa.
—-Pode ir, eu farei companhia ao seu convidado. Afirmou a deusa, Jane olhou para Loki com uma expressão preocupada.
—-Acho melhor ele vir comigo. Respondeu a midgardiana, que temia a possibilidade do jotun cometer alguma imprudência.
—-Não se preocupe Jane, ficaremos bem sozinhos. Respondeu o deus, lançando um olhar maligno para a mãe da jovem.
—-Então está bem. Desculpe por não poder ficar, mamãe. Vou tentar voltar logo. Disse Jane dando um beijo no rosto de deusa.
—-Pode ir querida. Respondeu a deusa do destino, dando um beijo na testa da filha. Quando se certificaram de que a vanir já estava em seu carro, saindo da garagem, o deus começou a conversa.
—-Pode me explicar o que está havendo aqui? Gritou Loki.
—-Acalme-se e lhe contarei tudo. Não sei por onde começo...Disse Verdandi desviando o olhar.
—-Comece me explicando como Sigyn agora se chama Jane. Retrucou Loki friamente.
—-Bem... quando aquela tragédia aconteceu, eu fiquei desesperada, não podia perder minha única filha. Acabei quebrando todas as regras, fiz algo imperdoável. Explicou Verdandi, olhando para o chão.
—-O que você fez? Me diga! O deus gritou mais uma vez.
—-Já disse, acalme-se. Sente-se, por favor. Acho melhor eu preparar aquele chá. Disse a deusa, que seguiu em direção a cozinha e voltou dentro de instantes. Loki respirou fundo espantando toda a raiva que estava sentindo. Esse tempo todo pensou que Sigyn estava morta, enquanto ela estava viva e o pior, namorando Thor. Verdandi entregou a xícara para Loki, que jogou o objeto longe.
—-Eu não quero porcaria de chá algum, quero que me de uma explicação! Loki tinha ira em seus olhos, o que assustou um pouco a deusa do destino.
—-Isso foi muito rude, sabia? Bem, como eu ia dizendo, quando vi Sigyn morta eu fiquei descontrolada, completamente fora de mim. Fiz um trato com Hela.
—-Por diversas vezes eu pensei em lhe contar. Eu mudei muito desde a morte de Sigyn, percebi que errei, errei em ter feito de tudo para separá-los. Sigyn teve uma vida infeliz e uma morte trágica por minha culpa. Verdandi realmente havia se arrependido.
—-Já que estou lhe contando a história, vou contar tudo, tem mais uma coisa que me atormenta desde então. Algo que tenho certeza que você nem imagina. A expressão de Verdandi agora estava realmente triste, arrasada.
—-Tem mais? Tudo isso não foi suficiente? Questionou o deus.
—-Só estou lhe contando porque quero ficar em paz com minha consciência. Disse Verdandi, cansada de carregar aquele fardo sozinha, durante todo esse tempo.
—-Diga logo. Respondeu Loki, que estava sem paciência para os rodeios da deusa.
—-Quando Sigyn morreu, ela esperava um filho seu. Verdandi deu um longo suspiro de alívio, como se tivesse tirado uma tonelada de suas costas. Loki partiu para cima da deusa, chacoalhou a rainha pelos braços violentamente.
—-E você só me diz isso agora? Sua maldita! Gritou o jotun. O deus apertou o pescoço da mulher, Loki queria matá-la, estava completamente fora de si.
—-Acabar comigo, não vai fazer com que voltemos no passado. Disse Verdandi, com muita dificuldade, pois o deus estava sufocando-a. O trapaceiro só soltou a deusa do destino quando ouviram a campainha tocar, Loki foi atender a porta. Era Jane.
—-Que cabeça a minha, esqueci a chave do laboratório. A jovem estava com tanta pressa que nem percebeu a tensão do lugar. A vanir saiu correndo em seguida.
—-Se quiser continuar viva, saia daqui também. Disse Loki entre dentes. A deusa sequer olhou para o trapaceiro, saiu alisando o pescoço que havia ficado com a marca das mãos de Loki.
—-Um filho. Loki repetiu para si mesmo, quando já estava sozinho. O deus nunca tinha pensado na possibilidade de ser pai, o jotun ficou pensando em como as coisas teriam acontecido, caso Verdandi não tivesse interferido.
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