Notas iniciais
Hello garotas. Capítulo curto, mas de extrema importância no desenrolar da fic. Acho que esse é um dos capítulos mais esperados da história, que por sinal está no final (essa rima saiu sem querer) kk Espero que gostem e boa leitura.

No dia seguinte Loki acordou antes de Jane, ainda estava sob a forma de Thor. Ficou observando a humana dormir, seu sono era agitado. Ela estava tendo um pesadelo, o deus a acordou. Ela o encarou com um ar de decepção. A humana esperava ver Loki e não Thor, diante de si. Loki beijou a testa de Jane e a abraçou, ficaram assim por alguns instantes.

—-E agora Thor, como as coisas ficam? Você está disposto a morar em Midgard? Jane surpreendeu o deus com a pergunta. Ela não tinha a menor intenção de largar sua vida, seu emprego, sua família e seus amigos para seguir o deus.

—-Er... eu ainda não havia pensado nisso. O celular de Jane tocou, ela atendeu.

—-Alô?

—-Sou eu Jane, estou na porta da sua casa.

—-Está bem, já estou descendo. Jane desligou.

—-Quem é? Perguntou Loki.

—-A mamãe. Jane se vestiu o mais rápido que pode e desceu para receber Verdandi. Jane abriu a porta, as duas se abraçaram.

—-Que festa maravilhosa querida. Tudo ocorreu conforme o esperado. Deixe me ver o anel. Verdandi estava eufórica, não parava de falar. A deusa pegou a mão de Jane.

—-Nossa! É lindo! Temos que organizar tudo, vai ser uma cerimônia linda, será na St. Patrick's Cathedral. A lua de mel será em Roma, eu já escolhi o hotel...

—-Calma, devagar. Até parece que você é a noiva. Jane sorriu. Ver sua mãe tão feliz com o casamento a deixava mais conformada com a situação. As duas seguiram para a cozinha, Jane iria preparar algo para comer.

—-Por que não quer que eu contrate uma empregada? Não entendo como pode gostar de fazer esses serviços domésticos. Verdandi odiava o "excesso de humildade" da filha. A personalidade de Jane era muito parecida com a de John.

—-Talvez quando eu estiver casada, mas até lá nada de empregadas.

—-Tem razão, vai precisar de uma babá e... Verdandi perdeu a fala ao ver Thor entrando na cozinha. O deus vestia uma calça de moleton e uma camiseta dos Yankees. A deusa lançou um olhar malicioso para a filha.

—-Bom dia Thor. Estava aqui, conversando com a Jane sobre os preparativos do casamento. A data já está marcada. Falei com o padre Thomas, vai ser daqui a um mês.

—-Que ótimo, quanto antes melhor. "Thor" puxou Jane pela cintura e deu um beijo no rosto da jovem. Jane corou, ficou um pouco constrangida com aquela situação.

—-Eu vou ligar para o Erik e avisar que não vou poder ir ao laboratório hoje. Jane foi até o quarto buscar seu telefone. Loki sentou-se calmamente, ao lado de Verdandi. Quando estavam a sós, Verdandi quebrou o silêncio.

—-Mal posso acreditar que minha filha vai se casar com o filho de Odin. Estou muito feliz...

—-Filho de Odin? Loki interrompeu Verdandi e sorriu.

—-O que você disse? Perguntou a deusa, ela achou que tivesse entendido mal, as palavras do deus.

—-O que você ouviu. Eu não sou filho de Odin e não haverá nenhum casamento. O deus ficou satisfeito com a expressão de pânico no rosto de Verdandi.

—-Não, não... Não! Gritou a deusa. A deusa levantou-se e começou a andar de uma lado para outro. Não podia acreditar no que estava vendo, Loki tomou sua forma orignal, aquilo não podia estar acontecendo. O destino prega muitas peças mesmo, mais uma vez ela e Loki estavam naquele impasse. O deus retomou a forma de Thor. Jane voltou e estranhou a aparência de Verdandi, a deusa estava pálida e abatida.

—-Você está bem? Sente-se aqui. Jane ajudou a mãe a sentar-se. A jovem trouxe um copo de água para a deusa.

—-Eu já estou bem, obrigada. Acho que tive uma queda de pressão. Loki revirou os olhos ao ver a ceninha que a deusa estava fazendo.

—-Vou chamar o doutor Carter.

—-Não! Não será preciso, já estou bem. Verdandi não queria ficar a sós com Loki novamente.

—-Tem certeza? Perguntou a midgardiana.

—-Tenho sim, já passou.

—-Eu preciso ir, ainda tenho um casamento para organizar. Foi a única desculpa que a deusa encontrou para sair o mais rápido possível da casa da filha

—-Eu posso levá-la.

—-Não obrigada, volto amanhã. As duas se despediram. Loki supreendeu a deusa com um abraço. Exatamente como Thor faria, o deus sempre fora afetuoso com todos.

—-Lembre-se do que eu disse: Ainda vou fazê-la pagar por todo mal que fez a Sigyn. O jotun disse no ouvido da deusa. A deusa do destino ficou estática, ela lembrou do velório da filha. Verdandi foi embora com as palavras do deus em sua mente.

Jane fez pipoca e procurou um filme para os dois assistirem. Loki descansou a cabeça no colo da humana. Ela acariciou os cabelos loiros do deus. Uma cena em especial chamou a atenção do trapaceiro. Na cena do filme havia um cofre, escondido atrás de um quadro, pertences preciosos estavam guardados lá. Loki lembrou de ter visto um quadro muito feio e estranho no quarto da deusa, a chamada "arte moderna". O deus levantou em um pulo.

—-O que aconteceu? Perguntou Jane.

—-Eu preciso voltar para Asgard, já está tarde.

—-Eu sei que você tem muitos compromissos. Vou esperá-lo ansiosa. Jane se despediu do deus. A jovem olhou no fundo dos olhos dele e sentiu um aperto em seu coração. Havia algo de diferente no olhar do asgardiano. Não era o mesmo olhar terno e sereno de sempre. Havia algo sombrio, um brilho de vingança. Ela viu o deus se afastar e ficou preocupada, alguma coisa lhe dizia que ele não estava indo para Asgard. Loki estava indo para a mansão da deusa do destino.

Quando chegou na frente da mansão, Loki avistou alguns seguranças, um deles se afastou do grupo. O segurança fora atender seu celular. Loki estava escondido atrás de um arbusto, quando o guarda costas se aproximou o deus o golpeou com um cetro que se materializou em sua mão. Arrastou o corpo do homem desmaiado para trás do arbusto. Loki tomou a forma do empregado. Cruzou os portões da mansão sem nenhuma dificuldade. Entrou na casa e subiu as escadarias que levavam até o quarto da deusa.

Loki arrancou o quadro da parede com violência e se deparou com o cofre. O deus da trapaça esboçou um sorriso vitorioso. Com o uso de magia abriu o cofre. Era uma espécie de santuário dedicado a Sigyn, lá estavam as jóias, um vestido, dentre outros pertences da princesa. Loki tirou tudo de dentro do cofre o mais rápido que pode e lá estava o diário. O deus passou a mão delicadamente pela capa de couro e fechou seus olhos, respirando fundo, se sentindo aliviado. Finalmente sua busca havia terminado.

Notas finais
Yankees: time nova iorquino de baseball. St. Patrick's Cathedral: A igreja de São Patrício, a catedral mais famosa de Nova Iorque. Espero que tenham gostado. Sintam-se à vontade para criticar, dar sugestões e elogiar. Comentários please e aquele abraço!!!