Loki and Jane, When I first saw you

13 Capítulo 12 Do paraíso ao inferno


Notas iniciais
Eae garotas! Capítulo fofo, com momentos românticos entre Loki e Sigyn. Vou deixar um pouco o núcleo Loki e Jane de lado e vou postar todos os capítulos seguintes até a morte de Sigyn. Duas músicas me inspiraram para escrever o capítulo, são elas: https://www.youtube.com/watch?v=RQj2iOEx-V8&feature=kp https://www.youtube.com/watch?v=9u7hGkL57N8 Espero que gostem e boa leitura. Abrações, girls!!!

"I sense there's something in the wind
That feels like tragedy's at hand
And though I'd like to stand by him
Can't shake this feeling that I have
The worst is just around the bend"

Sally's song — Amy Lee

No dia seguinte, Sigyn acordou e Loki não estava ao seu lado. A vanir levou as mãos a cabeça, sentindo esta latejar. Alguns flashs da noite anterior vieram a sua mente. A jovem cobriu seu rosto com um travesseiro, morrendo de vergonha por tudo o que tinha feito. A princesa se arrumou e seguiu até a mesa, onde sua tia já a aguardava para o café da manhã.

—-Bom dia.

—-Bom dia querida. Parece cansada, acho que deveria dormir um pouco mais, depois de terminar sua refeição. Sigyn assentiu com a cabeça.

—-A senhora tem alguma notícia da minha mãe? A jovem surpreendeu Skuld com a pergunta.

—-Falei com ela ontem, está muito bem. Mas Verdandi me disse que talvez fosse melhor você voltar para casa.

—-Não, isso não. Por favor tia, eu não posso voltar para Vanaheim.
A princesa ficou bastante exaltada.

—-Acalme-se querida, vou tentar fazer com que ela mude de idéia. Mas depois falamos sobre isso. Por enquanto você fica. A refeição foi silenciosa, a princesa não parava de pensar na possibilidade de voltar para o "inferno".

—-Com licença, eu vou voltar para o meu quarto. Disse Sigyn, assim que terminou a refeição.

—-Pode ir querida. Skuld via que tudo estava seguindo o rumo de sua visão, a morte de Sigyn estava cada vez mais próxima.

A jovem voltou para o seu quarto e descansou um pouco, algumas horas depois acordou com um ruído estranho. A princesa se levantou e foi até a sacada, Sigyn viu Loki no jardim, o deus havia jogado uma pedra na janela de seu quarto. A princesa esboçou um imenso sorriso ao ver o jotun. A jovem desceu as escadas correndo.

—-O que aconteceu, onde você vai? Perguntou Skuld, espantada com a euforia da sobrinha.

—-Loki está aqui, ele me aguarda no jardim.

—-Peça para ele entrar. Disse a deusa, em um tom frio e contido.

—-Mas tia... Sigyn tentou argumentar, mas Skuld a interrompeu.

—-Quero que Loki entre. Preciso conversar com ele. Sigyn obedeceu sua tia e segundos depois trouxe o deus pela mão.

—-Sei que tem saído com minha sobrinha. Só quero que saiba que quando ela estiver com você, estará sob sua responsabilidade. Sigyn não conhece nada da vida e a saúde dela está um pouco... debilitada. Não quero que a leve mais para festas como a de ontem a noite.

—-Como quiser. Respondeu o trapaceiro em um tom respeitoso. O deus até simpatizava um pouco com Skuld.

—-Não tenho absolutamente nada contra você rapaz, ao contrário, acho que sua companhia tem feito muito bem a minha sobrinha. Mas quero que saiba que eu estou de olho... Em tudo. Advertiu a deusa.

—-Eu entendo. Mas o que há de errado com a saúde de Sigyn? Perguntou Loki, que só havia prestado atenção nessa parte da conversa, o deus ficou realmente preocupado.

—-Nada de grave, apenas um mal estar passageiro, causado pelos excessos que ela cometeu. Skuld olhou para Sigyn, que estava de cabeça baixa e com a face em um tom vermelho, quase carmin.

—-Agora podem ir, divirtam-se. Mas não voltem muito tarde. A deusa deu as costas para os dois e saiu.

Ambos dois seguiram correndo em direção ao jardim. Loki montou em seu alasão negro e Sigyn em seu cavalo branco. Cavalgaram até chegar a beira de um lago. O lugar era lindo, com um gramado verde, diversas flores silvestres de todas as cores, cercado por arvores que pareciam pinheiros midgaradianos. Sigyn estava encantada com a beleza do local.

—-Eu costumo vir até aqui, sempre que quero ficar sozinho. É um paraíso particular.

—-É lindo. Respondeu a vanir, admirando a beleza da paisagem. O deus colocou sua capa verde no chão e deitou-se no gramado, a princesa deitou-se ao seu lado. O jotun olhava para o céu, observando as nuvens, parecia estar distante, triste. Sigyn segurou a mão de Loki, ela também olhava para o céu.

—-As vezes parece que você carrega um fardo muito grande. Eu não sei o que é, mas gostaria de ajudá-lo. Não gosto de vê-lo assim.

—-Talvez um dia, eu fale sobre isso com você. Loki respondeu em um tom sério.

—-Mas agora, eu quero apenas continuar aquele assunto pendente que temos. Disse Loki se colocando sobre o corpo de Sigyn.

O deus beijou a princesa lentamente, pressionando seus lábios macios, contra os lábios dela. Ficaram por alguns minutos assim, até que as carícias começaram a se acalourar. O deus puxou umas das alças do vestido de Sigyn e desferiu beijos no ombro dela até chegar ao pescoço, o ponto fraco da jovem. A princesa percebeu que todos os pelos de seu corpo se arrepiaram, jamais iria se acostumar com a sensação que sentia sempre que o deus a tocava, era um misto de prazer e vulnerabilidade.

Era assim que Sigyn se sentia nas mãos de Loki, totalmente vulnerável. A princesa desabotoou a camisa que o jotun usava, com suas pequeninas mãos. O trapaceiro não perdeu tempo e despiu a jovem rapidamente. Ambos estava nús, sob a sombra de uma árvore, se protegendo da luz, de uma tarde ensolarada. Voltaram a beijar-se, enquanto Sigyn percorria cada canto do corpo do deus com as maos, explorando cada centímetro, fazendo uma descoberta a cada toque. O deus pegou umas das mãos da jovem e a conduziu até seu membro viril, que pulsava de desejo.

A princesa exitou um pouco no começo, mas pouco a pouco foi sentindo a pulsação do membro do deus, aquela sensação era estranhamente prazerosa, sentir o fluxo sanguíneo do corpo dele indo em apenas uma direção. A jovem ansiava em consumar aquele ato pelo qual ambos estavam esperando. O deus tocou a intimidade de Sigyn, com uma de suas mãos, fazendo com que a princesa jogasse sua cabeça para trás, desfrutando da sensação incomparável que sentira.

Loki novamente se colocou sobre o corpo da princesa, ficaram se encarando por alguns segundos, não foi preciso dizer nada. Ambos sabiam exatamente o que queriam, não aguentando mais de tanta excitação, jotun a penetrou. Sigyn fechou os olhos, aproveitando a onda de prazer que a invadiu. Ambos gemiam audivelmente. A princesa arranhava delicadamente as costas do deus, sem deixar marcas, era quase uma carícia. A intensidade das penetrações fora aumentando, até que ambos chegaram ao ápice. A jovem descansou sua cabeça no ombro do deus e os dois ficaram sem dizer nada por alguns minutos. Até que Loki quebrou o silêncio.

—-Eu te desafio a pular no lago. Sigyn ergueu seu corpo para encarar o deus.

—-Você o que? Loki lançou um sorriso travesso para a princesa e correu em direção ao lago, pulando em seguida. Sigyn colocou seu vestido e foi até a beira da lagoa, observar o deus se banhar. O jotun aproximou-se de Sigyn e deu um beijo apaixonado na jovem, o que fez com que ela ficasse com um sorriso bobo nos lábios. Loki lançou um olhar malicioso para a princesa.

—-Loki não! Por favor não. Em seguida o deus a puxou pelo braço para dentro da lagoa. A água estava em uma temperatura agradável, não muito fria, nem muito quente.

—-Por que fez isso? Seu maluco! Sigyn deu um sorriso divertido e nadou para longe do deus.

—-Então você acha que consegue nadar mais rápido do que eu? O jotun nadou o mais rápido que pode até alcançar a princesa.

—-Como era mesmo aquela música que você cantou ontem a noite? Loki perguntou, sem conseguir conter o riso.

—-Ah não, não quero falar sobre isso. Sigyn deu um sorriso tímido. O deus continuou.

—-Lembrei. "Um barril de hidromel é muito pouco pra mim. Yo ho, Yo ho!" O jotun gargalhava. A princesa cobriu o rosto com as mãos.

—-Nunca vai deixar eu me esquecer, não é mesmo?

—-Hum... não! Você fica adorável quando bebe, um pouco louca, mas adorável. Os dois riram.
Horas depois, voltaram para Svartalheim.

—-Bem, eu vou deixar você aqui. Disse Loki descendo do cavalo, Sigyn fez o mesmo.

A princesa abraçou o deus com força, pressionando Loki contra o seu corpo. O deus retribuiu o gesto e percebeu a angústia que a princesa estava sentindo. Ficava cada vez mais difícil se despedir dela. Quanto mais tempo Loki passava ao lado de Sigyn, mais o deus desejava estar em sua presença. Se beijaram uma última vez, afastando os lábios com dificuldade e a jovem se dirigiu aos grandes portões da entrada de Svartalheim. Loki ficou observando a vanir se afastar, o deus sentiu algo estranho, uma aflição, sem nenhuma explicação aparente.

Quando Sigyn chegou, Skuld a aguardava na sala do trono.

—-Como foi o passeio?

—-Ótimo. Sigyn esboçou um largo sorriso ao lembrar da tarde maravilhosa que passou ao lado do deus.

—-Eu fui até Vanaheim hoje, sua mãe pediu que eu fosse visitá-la.

—-E como ela está? Perguntou a princesa.

—-Ela está muito bem, um pouco mal humorada, mas bem.

—-Ela nunca está de bom humor. Mas fico feliz que ela esteja bem.

—-Ela quer que você volte para casa. Eu insisti para que você fique, mas não teve jeito, você parte ainda hoje. Skuld sabia que Sigyn jamais voltaria a Svartalheim, mas não podia fazer absolutamente nada, além de deixar as coisas seguirem o seu curso. Sigyn abraçou a tia com força, como se sua vida dependesse daquilo.

—-Por favor tia, por tudo o que mais ama, eu não posso voltar para casa. Me ajude. Era um apelo desesperado.

—-Como eu queria que as coisas fossem diferentes, minha criança. Mas estou de mãos atadas. Explicou Skuld, acariciando os cabelos da sobrinha. A deusa nunca havia se sentido tão impotente, a rainha começou a chorar ao perceber o desespero da sobrinha. A jovem parecia saber que seria levada para a morte.

Notas finais
Hey girls! Tadinha da Sigyn, vai voltar a morar com a mãe dela. Será que o Loki vai fazer alguma coisa para evitar? Espero comentários gatas.