Loki and Jane, When I first saw you
13 Capítulo 12 Do paraíso ao inferno
Notas iniciais
"I sense there's something in the wind
That feels like tragedy's at hand
And though I'd like to stand by him
Can't shake this feeling that I have
The worst is just around the bend"
Sally's song — Amy Lee
No dia seguinte, Sigyn acordou e Loki não estava ao seu lado. A vanir levou as mãos a cabeça, sentindo esta latejar. Alguns flashs da noite anterior vieram a sua mente. A jovem cobriu seu rosto com um travesseiro, morrendo de vergonha por tudo o que tinha feito. A princesa se arrumou e seguiu até a mesa, onde sua tia já a aguardava para o café da manhã.
—-Bom dia.
—-Bom dia querida. Parece cansada, acho que deveria dormir um pouco mais, depois de terminar sua refeição. Sigyn assentiu com a cabeça.
—-A senhora tem alguma notícia da minha mãe? A jovem surpreendeu Skuld com a pergunta.
—-Falei com ela ontem, está muito bem. Mas Verdandi me disse que talvez fosse melhor você voltar para casa.
—-Não, isso não. Por favor tia, eu não posso voltar para Vanaheim.
A princesa ficou bastante exaltada.
—-Acalme-se querida, vou tentar fazer com que ela mude de idéia. Mas depois falamos sobre isso. Por enquanto você fica. A refeição foi silenciosa, a princesa não parava de pensar na possibilidade de voltar para o "inferno".
—-Com licença, eu vou voltar para o meu quarto. Disse Sigyn, assim que terminou a refeição.
—-Pode ir querida. Skuld via que tudo estava seguindo o rumo de sua visão, a morte de Sigyn estava cada vez mais próxima.
A jovem voltou para o seu quarto e descansou um pouco, algumas horas depois acordou com um ruído estranho. A princesa se levantou e foi até a sacada, Sigyn viu Loki no jardim, o deus havia jogado uma pedra na janela de seu quarto. A princesa esboçou um imenso sorriso ao ver o jotun. A jovem desceu as escadas correndo.
—-O que aconteceu, onde você vai? Perguntou Skuld, espantada com a euforia da sobrinha.
—-Loki está aqui, ele me aguarda no jardim.
—-Peça para ele entrar. Disse a deusa, em um tom frio e contido.
—-Mas tia... Sigyn tentou argumentar, mas Skuld a interrompeu.
—-Quero que Loki entre. Preciso conversar com ele. Sigyn obedeceu sua tia e segundos depois trouxe o deus pela mão.
—-Sei que tem saído com minha sobrinha. Só quero que saiba que quando ela estiver com você, estará sob sua responsabilidade. Sigyn não conhece nada da vida e a saúde dela está um pouco... debilitada. Não quero que a leve mais para festas como a de ontem a noite.
—-Como quiser. Respondeu o trapaceiro em um tom respeitoso. O deus até simpatizava um pouco com Skuld.
—-Não tenho absolutamente nada contra você rapaz, ao contrário, acho que sua companhia tem feito muito bem a minha sobrinha. Mas quero que saiba que eu estou de olho... Em tudo. Advertiu a deusa.
—-Eu entendo. Mas o que há de errado com a saúde de Sigyn? Perguntou Loki, que só havia prestado atenção nessa parte da conversa, o deus ficou realmente preocupado.
—-Nada de grave, apenas um mal estar passageiro, causado pelos excessos que ela cometeu. Skuld olhou para Sigyn, que estava de cabeça baixa e com a face em um tom vermelho, quase carmin.
—-Agora podem ir, divirtam-se. Mas não voltem muito tarde. A deusa deu as costas para os dois e saiu.
Ambos dois seguiram correndo em direção ao jardim. Loki montou em seu alasão negro e Sigyn em seu cavalo branco. Cavalgaram até chegar a beira de um lago. O lugar era lindo, com um gramado verde, diversas flores silvestres de todas as cores, cercado por arvores que pareciam pinheiros midgaradianos. Sigyn estava encantada com a beleza do local.
—-Eu costumo vir até aqui, sempre que quero ficar sozinho. É um paraíso particular.
—-É lindo. Respondeu a vanir, admirando a beleza da paisagem. O deus colocou sua capa verde no chão e deitou-se no gramado, a princesa deitou-se ao seu lado. O jotun olhava para o céu, observando as nuvens, parecia estar distante, triste. Sigyn segurou a mão de Loki, ela também olhava para o céu.
—-As vezes parece que você carrega um fardo muito grande. Eu não sei o que é, mas gostaria de ajudá-lo. Não gosto de vê-lo assim.
—-Talvez um dia, eu fale sobre isso com você. Loki respondeu em um tom sério.
—-Mas agora, eu quero apenas continuar aquele assunto pendente que temos. Disse Loki se colocando sobre o corpo de Sigyn.
O deus beijou a princesa lentamente, pressionando seus lábios macios, contra os lábios dela. Ficaram por alguns minutos assim, até que as carícias começaram a se acalourar. O deus puxou umas das alças do vestido de Sigyn e desferiu beijos no ombro dela até chegar ao pescoço, o ponto fraco da jovem. A princesa percebeu que todos os pelos de seu corpo se arrepiaram, jamais iria se acostumar com a sensação que sentia sempre que o deus a tocava, era um misto de prazer e vulnerabilidade.
Era assim que Sigyn se sentia nas mãos de Loki, totalmente vulnerável. A princesa desabotoou a camisa que o jotun usava, com suas pequeninas mãos. O trapaceiro não perdeu tempo e despiu a jovem rapidamente. Ambos estava nús, sob a sombra de uma árvore, se protegendo da luz, de uma tarde ensolarada. Voltaram a beijar-se, enquanto Sigyn percorria cada canto do corpo do deus com as maos, explorando cada centímetro, fazendo uma descoberta a cada toque. O deus pegou umas das mãos da jovem e a conduziu até seu membro viril, que pulsava de desejo.
A princesa exitou um pouco no começo, mas pouco a pouco foi sentindo a pulsação do membro do deus, aquela sensação era estranhamente prazerosa, sentir o fluxo sanguíneo do corpo dele indo em apenas uma direção. A jovem ansiava em consumar aquele ato pelo qual ambos estavam esperando. O deus tocou a intimidade de Sigyn, com uma de suas mãos, fazendo com que a princesa jogasse sua cabeça para trás, desfrutando da sensação incomparável que sentira.
Loki novamente se colocou sobre o corpo da princesa, ficaram se encarando por alguns segundos, não foi preciso dizer nada. Ambos sabiam exatamente o que queriam, não aguentando mais de tanta excitação, jotun a penetrou. Sigyn fechou os olhos, aproveitando a onda de prazer que a invadiu. Ambos gemiam audivelmente. A princesa arranhava delicadamente as costas do deus, sem deixar marcas, era quase uma carícia. A intensidade das penetrações fora aumentando, até que ambos chegaram ao ápice. A jovem descansou sua cabeça no ombro do deus e os dois ficaram sem dizer nada por alguns minutos. Até que Loki quebrou o silêncio.
—-Eu te desafio a pular no lago. Sigyn ergueu seu corpo para encarar o deus.
—-Você o que? Loki lançou um sorriso travesso para a princesa e correu em direção ao lago, pulando em seguida. Sigyn colocou seu vestido e foi até a beira da lagoa, observar o deus se banhar. O jotun aproximou-se de Sigyn e deu um beijo apaixonado na jovem, o que fez com que ela ficasse com um sorriso bobo nos lábios. Loki lançou um olhar malicioso para a princesa.
—-Loki não! Por favor não. Em seguida o deus a puxou pelo braço para dentro da lagoa. A água estava em uma temperatura agradável, não muito fria, nem muito quente.
—-Por que fez isso? Seu maluco! Sigyn deu um sorriso divertido e nadou para longe do deus.
—-Então você acha que consegue nadar mais rápido do que eu? O jotun nadou o mais rápido que pode até alcançar a princesa.
—-Como era mesmo aquela música que você cantou ontem a noite? Loki perguntou, sem conseguir conter o riso.
—-Ah não, não quero falar sobre isso. Sigyn deu um sorriso tímido. O deus continuou.
—-Lembrei. "Um barril de hidromel é muito pouco pra mim. Yo ho, Yo ho!" O jotun gargalhava. A princesa cobriu o rosto com as mãos.
—-Nunca vai deixar eu me esquecer, não é mesmo?
—-Hum... não! Você fica adorável quando bebe, um pouco louca, mas adorável. Os dois riram.
Horas depois, voltaram para Svartalheim.
—-Bem, eu vou deixar você aqui. Disse Loki descendo do cavalo, Sigyn fez o mesmo.
A princesa abraçou o deus com força, pressionando Loki contra o seu corpo. O deus retribuiu o gesto e percebeu a angústia que a princesa estava sentindo. Ficava cada vez mais difícil se despedir dela. Quanto mais tempo Loki passava ao lado de Sigyn, mais o deus desejava estar em sua presença. Se beijaram uma última vez, afastando os lábios com dificuldade e a jovem se dirigiu aos grandes portões da entrada de Svartalheim. Loki ficou observando a vanir se afastar, o deus sentiu algo estranho, uma aflição, sem nenhuma explicação aparente.
Quando Sigyn chegou, Skuld a aguardava na sala do trono.
—-Como foi o passeio?
—-Ótimo. Sigyn esboçou um largo sorriso ao lembrar da tarde maravilhosa que passou ao lado do deus.
—-Eu fui até Vanaheim hoje, sua mãe pediu que eu fosse visitá-la.
—-E como ela está? Perguntou a princesa.
—-Ela está muito bem, um pouco mal humorada, mas bem.
—-Ela nunca está de bom humor. Mas fico feliz que ela esteja bem.
—-Ela quer que você volte para casa. Eu insisti para que você fique, mas não teve jeito, você parte ainda hoje. Skuld sabia que Sigyn jamais voltaria a Svartalheim, mas não podia fazer absolutamente nada, além de deixar as coisas seguirem o seu curso. Sigyn abraçou a tia com força, como se sua vida dependesse daquilo.
—-Por favor tia, por tudo o que mais ama, eu não posso voltar para casa. Me ajude. Era um apelo desesperado.
—-Como eu queria que as coisas fossem diferentes, minha criança. Mas estou de mãos atadas. Explicou Skuld, acariciando os cabelos da sobrinha. A deusa nunca havia se sentido tão impotente, a rainha começou a chorar ao perceber o desespero da sobrinha. A jovem parecia saber que seria levada para a morte.
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