Logo Eu!
2 Capítulo 2: Three More Hours?
Notas iniciais
POV Ally
O despertador do celular tocou uma música qualquer avisando que eram exatamente 6:00 da manhã, me afundei ainda mais na montanha de cobertores, mas não poderia me atrasar no primeiro dia de aula. Levantei igual uma múmia descabelada, me desloquei para o banheiro, tomei um banho e vesti a primeira roupa que estava sobre a mala, pois ainda não havia a desarrumado (polyvore.com/cgi/set?id=87536966&.locale=pt-br)
Quando terminei, fui em direção a cozinha e tomei um copo de suco de laranja, eram 6:45 quando parti para o colégio, tinha um ponto logo abaixo do prédio, e as aulas começavam em meia hora, então acho que chegaria a tempo, já que não é tão longe.
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Assim que desci do ônibus, me deparei com um local realmente grande, aquilo sim podia ser chamado de colégio. Era imenso, tons de azul e árvores o cercava. Havia uma porta automática em sua entrada, deve ser pra isso que serve aquele cartão que recebi semanas antes. Abri um dos cadernos que segurava, e o peguei dentre algumas folhas, me aproximei e encostei o cartão num dos receptores.
Se antes estava surpresa, tinha ficado boquiaberta, era dez vezes maior do que pensava, e precisava achar a sala 7 em cinco minutos
–Perdida? Uma voz doce me perguntou
–Totalmente! -Respondi num tom descontraído
–Está indo pra onde?
–Atrás da sala 7
–aula de história mais chata do mundo, estou indo pra lá agora, quer me acompanhar?
–Com certeza. –Respondi aliviada
Então a segui até o segundo andar, seu nome era Trish, tinha longos cabelos encaracolados e parecia ser uma boa pessoa
Já na sala, o professor ainda não havia começado a matéria, pois usou seu tempo para se apresentar aos novos alunos, categoria na qual eu me encaixava. No exato momento em que um loiro, diferente de todos os meninos que já vi, surgiu na porta. Ele usava camisa xadrez e uma calça rasgada na altura do joelho (http://polyvore.com/austin_primeiro_dia_de_aula/set?id=87543357)
–Atrasado, já no primeiro dia? Qual é a desculpa dessa vez? –O professor perguntou a ele
–O trânsito pela manhã não é algo muito positivo! –O garoto respondeu com um sorriso no canto da boca
Olhei para trás e perguntei a Trish:
Quem é?
–Desencana Ally, ele é o queridinho das garotas. –Apenas assenti e virei para frente novamente
–Vá se sentar Austin Moon, e espero que seu ato não se repita. – O professor continuou
–Não vai se repetir, ele entrou na sala e se sentou ao lado de um ruivinho.
Então seu nome era Austin
Depois disso, a aula passou bem rápido, e já era hora do intervalo. Peguei uma porção de batata-frita e um milk shake. Eu e Trish nos sentamos em uma mesa mais afastada e ela começou a comer seu lanche rapidamente
–Por que a pressa?
–Os intervalos aqui são de apenas quinze minutos! –Quando ela terminou de dizer isso, tratei de me apressar também
–Qual sua próxima aula? Trish me perguntou
–Química. –Respondi
–Eu tenho inglês, então acho que nos vemos amanhã
–Seria ótimo! – Eu disse a ela
Terminei de comer o mais rápido possível, pois ainda precisava encontrar as ala 28, aliás! Quantos salas tem aqui? Umas 50, só pode.
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Já havia procurado em todos os lugares, com certeza já tinham se passado mais de meia hora que estava rodando igual barata tonta pelos corredores, só faltava um, essa sala tem que estar aqui.
–Fora da sala até agora? –Alguém me perguntou
–Sou nova por aqui. – Disse me virando e avistando aquele loiro, de,mais cedo
–Realmente nunca te vi por aqui. Qual o seu nome?
–Ally, Ally Dawson. O seu é Austin né?
–É, mas como sabe?
–Estava na aula de história, quando chego atrasado
–Então você reparou? – Não sei porque, mas devo ter ficado vermelha igual um pimentão maduro quando ele disse isso
–Não sei se reparou, mas eu tenho olhos e ouvidos
–Qual é Ally! Eu só estava brincando
–Como sempre faz, não é? –Ai caramba, por que eu disse isso!
–Você nem me conhece. – Ele falou desconfiado
–Mas dá pra perceber. Você tem um jeito todo engraçado e não tem vergonha de falar com alguém que não conhece, como está fazendo comigo agora, Além de ter esse estilo todo descolado e parecer nem ter penteado o cabelo quando acordou. -Falei enquanto bagunçava ainda mais seu cabelo
Ficamos alguns segundos em silêncio, até eu quebrar o gelo
–Preciso ir, é melhor eu começar a procurar a sala 36 desde agora. – Me pronunciei enquanto olhava o horário das minhas próximas aulas, dentro da minha agenda
–É essa bem na sua frente. –Ele me disse, e eu agradeci mentalmente por não ter que andar mais pela escola
–Vou nessa, tchau
–Ei! –Me fez olhar para trás
–Foi bom te conhecer. – Ele dizia enquanto se aproximava pra dar um beijo em meu rosto, mas eu me esquivei pra trás e lhe falei:
–E quem disse que você me conhece? –Virei pra frente novamente e entrei na sala.
POV Austin
Abusadinha essa garota, mas pelo menos é sincera, o que ninguém é comigo já faz tempo. Estava viajando em meus pensamentos quando Kira se esbarrou em mim, isso acontece a todo momento ultimamente, estou começando a acreditar que é de propósito.
–E aí meu loiro. –Ela disse me agarrando pela cintura
–Ficou maluca
–Por você? Desde sempre. –Começou a beijar meu pescoço fervorosamente
–Chega Kira! Você nem gosta de mim de verdade
–O que foi Austin? A gente sempre ficou, sem compromissos, e sempre correu tudo bem. Vai querer relação séria agora?
–Não, eu não quero uma relação séria, na verdade eu não quero nenhum tipo de relação com você, isso já foi longe demais. Segue seu rumo que eu irei fazer o mesmo com a minha vida
–Está terminando comigo?
–Não estou terminando contigo Kira, porque na verdade a gente nunca começou nada, entende? Eu não quero mais as pessoas me bajulando pelo que eu tenho ou faço, quero que elas se orgulhem pelo que realmente sou.
–Nenhum garoto se atreveu a me dar um fora Austin Moon
–Tem primeira vez pra tudo. –Disse a ela enquanto me virava e seguia pelo corredor
POV Kira
Eu precisei ralar muito pra conseguir o Austin, e se pensa que qualquer briguinha idiota vai me afastar dele, está totalmente enganado! Ele me pertence, por isso não irei perde-lo para suas novas atitudes, muito menos pra outra garota.
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POV Ally
Eram quase uma e meia e o ônibus ainda não havia aparecido, estava ali a muito tempo e nada do bendito passar
–Tá esperando o que aí? –Ah não, ele de novo não!
–Sério que não sabe o que uma pessoa faz num ponto de ônibus? –Falei irônica
–Super engraçada você, depois dessa nem deveria te contar, mas os ônibus aqui em Los Angeles passam de três em três horas, e como eles costumam sair uma hora, o próximo deve passar as quatro. Por um acaso, há quando tempo está na Califórnia?
–Um dia. –falei com MUITA raiva
–Entra aqui, eu te levo até sua casa
–Não sei se devo entrar no carro de um garoto que conheci a menos de duas horas
Então tá, fica aí esperando, e arruma alguma coisa pra fazer, porque três horas demoram muito pra passar quando não se está fazendo nada
Ele já acelerava o motor, quando o gritei:
–Austin, espera! Eu vou com você, mas é só porque eu tenho que fazer um milhão de coisas em casa
Ele abriu a porta com um sorriso convencido, para que eu pudesse entrar. Me fitou com um olhar sério e falou:
–Coloca o cinto
–Acha que tenho quantos anos? Cinco?
–Sabe que dá pra confundir.
–Nooosa, tô morrendo de rir. –Eu disse, ironicamente de novo, enquanto o garoto gargalhava e deslocava o carro do lugar. Não sei se fiz o correto, Trish havia me avisado que as meninas viviam em cima dele, e se isso acontecia, era porque ele deixava.
De qualquer forma é só uma carona, nada demais!
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