Notas iniciais
Depois de todo esse tempo... Here I go!

“Eu realmente não sei como toda essa bagunça começou. Não sei por onde começar… Não sei que detalhe mudou toda a história. Mas talvez, apenas talvez, eu possa culpar Kurt por tudo isso. Kurt e Blaine. Se eu não fosse tão idiota de me importar com os dois ao ponto de defendê-los, talvez isso não tivesse acontecido. Talvez eu não estivesse apaixonada por Sebastian Smythe nesse exato momento.”

[...]

– Ele simplesmente disse que, no final do ano, o troféu das Nacionais e o Blaine seriam dele. NA MINHA CARA! Eu mal posso acreditar nisso. Como se eu não significasse nada! Um absurdo, Santana. Absurdo!

Eu estava ali havia algum tempo, ouvindo toda a indignação de Kurt ao contar tudo o que o tal Smythe dissera… Eu nem conhecia o cara e já sentia raiva dele por me fazer ouvir ladainhas vindas do Kurt.

– Você terminou? — Eu disse impaciente. — Sinceramente, Kurt, eu não estou entendendo exatamente qual é o problema… Você e Blaine tem um relacionamento estável, se amam de uma forma tão gay, que eu mal posso aguentar. Não vejo como um idiota que disse uma série de bobagens pode ter te deixado tão abalado… Não acredito que ele conseguiu te atingir. Não vê que é isso que ele quer? — Pra mim parecia tão óbvio o que o Smythe queria fazer… Mas Kurt não deu atenção as minhas palavras.

– É claro que você não entende. Você não o conhece! Sebastian é mau. E insuportavelmente irritante; cinco minutos de conversa com ele e você já tem vontade de deixar a marca dos seus cinco dedos naquele rosto. Acredite.

Eu ri brevemente. De irritar as pessoas, eu entendia muito bem.

– Você sabe que está sendo muito bobo, não sabe? Como eu já disse: você ama o Blaine, o Blaine te ama… E, com a minha voz, é impossível que o ND perca alguma competição pros Bambis, digo, Warbles. Agora chega. Cansei de fazer o papel chato de Rachel Berry que aguenta seus dramas sem importância. Da próxima vez que não a achar, por favor, não me procure. Não é legal escutar os seus problemas.

– Você é uma vadia insensível. — Kurt disse ressentido.

– Obrigada! — Eu disse e saí.

Esse tal de Sebastian Smythe é um pé no saco… Acho que eu não me importaria de ensiná-lo a não se meter com os meus amigos. Talvez assim ele veja como irritar alguém de verdade.

[…]

Sebastian estava sozinho na grande sala de ensaio dos Warbles, sentado ao piano. Ele parecia bem concentrado em algumas partituras, então ficou surpreso com a interrupção.

– Toc toc. – Disse uma voz vinda da porta da sala. Sebastian seguiu o som e encontrou uma latina o observando com um sorrisinho nos lábios. Ela era extremamente bonita. Tinha lábios cheios e olhos escuros; aquele corpo seria capar de fazê-lo babar, mas é claro que Sebastian não tinha o mínimo de interesse naquela garota. Não desse jeito.

– Quem é você?

– Hum... Quer saber o nome da deusa com quem está falando? Calma, teremos tempo.

– Como conseguiu entrar aqui? – Sebastian parecia bastante intrigado, ele não fazia ideia de quem era aquela garota e do que ela queria. E a curiosidade o deixava bem impaciente.

– Ao contrário de você, o porteiro parece gostar muito disso aqui. – Disse ela, remexendo um pouco os seios.

– Como sabe que não gosto de peitos?

– Ah, por favor. Você é um Warble. Tem como ser mais gay que isso? Além disso, um passarinho serelepe chamado Kurt — que por acaso, é meu amigo — me contou que você anda dando em cima de um outro amigo meu chamado Blaine. Acho que você conhece, não?

– É por isso que está aqui? Por que Kurt foi correndo chorar porque é inseguro e realista o suficiente pra ver que eu sou melhor que ele? – Sebastian começara a sorrir, pensando no comportamento patético de Kurt.

– Não. Eu estou aqui pra te dizer o que você pode ou não fazer e, talvez, chutar essa sua bunda magrela. – Ela disse sem se abalar.

– Você só pode estar de brincadeira… — O sorriso de Sebastian agora era de incredulidade.

– Olha aqui, fica longe deles, ok? Eu posso garantir que você não quer arranjar problemas com alguém do ND. – A latina agora assumira um tom de seriedade, mas não parecia aborrecida. Parecia apenas... Alerta. Como se fosse essencial fazê-lo entender o que ela dissera.

– Quem você pensa que é pra me dizer “o que eu posso ou não fazer”? Se enxerga, garota. Você acha mesmo que só porque veio aqui eu vou te dar ouvidos? Você é burra? – A essa altura, Sebastian já estava de pé, aproximando-se da latina. Ao contrário do que ele esperava, ela não recuara, mas sim se aproximara também.

– O burro aqui é você. Você não tem nenhuma chance com o Blaine e muito menos de ganhar alguma competição. Eu só vim te mandar a real. Agora fica com você a decisão de fazer papel de palhaço ou não. – Ela o encarava. Sebastian percebeu que ela estava mesmo falando sério.

– Você é louca! Por que não cala essa sua boca absurdamente estranha e dá o fora daqui?

– O que foi, Smythe? Você não aguenta a realidade? Nossa, achei que tava lidando com alguém mais difícil… Mas você é mesmo muito fácil, não é? – Ela estreitou os olhos, sem nem se importar com a ofensa.

– Eu vou chamar a segurança. – Sebastian disse, irritado o suficiente.

– Ok… Já estou indo, eu sei onde é a saída, obrigada por se preocupar. – Ela sorriu, mas não de alegria. Sua boca abrigava apenas sarcasmo.

– Quem é você afinal de contas? – Ele queria mesmo saber quem era aquela idiota atrevida que achava que podia enfrentá-lo.

– Lopez. Santana Lopez. – Ela disse, já de costas. Então ela saiu da sala, sem olhar para trás nenhuma vez, deixando Sebastian encarando a porta com raiva.

Notas finais
Espero que não esteja confuso. Mas, qualquer dúvida, é só falar! :)