Notas iniciais
A partir de hoje. Irei postar apenas 1 capítulo por vez. Pois eles serão mais longos. Pórem, não irei economizar nas cenas de ação. Beijos.

Lizza acordara exausta pela manhã. Era sábado. A mesma apanhara a sua mochila e de lá tirara o livro de 'Ofídioglossia'. Ao tocar no livro, começara a ouvir sussurros vindo do mesmo — uma lingua estranha. Ela o abriu e começou a ler.
A primeira página era sobre o alfabeto ofidio. A segunda era sobre frases, as quais Lizza as leu em voz alta. Ela disse 'venham a mim' e então sentiu algo enrolar em sua perna, algo quente, algo vivo. — Uma cobra coral.

***

Daphenee esperava Lizza aos pés da escadaria de mármore para o café da manhã. Daphenee havia percebido algo em sua comunal, um enorme quadro de Salazar Sonserina. Se quisessem uma pista, porque não pedir ao próprio? Foi quando viu Lizza descer. Trajava um vestido que ia até os joelhos, sapatilhas de ônix, uma boina preta com laço vermelho. Em sua face, um tapa olho no olho esquerdo e aquele olho direito... Estava com mesmo olhar de quando duelou com Corner. A pele pálida. A marca no pescoço colorida como uma tatuagem. Seu vestido era feito de penas... Penas de Ravenmockers... Daphenee sentiu a marca em sua nuca arder. Algo estava errado e ela sábia disso.

– Lizza, você está bem?! — Perguntou espantada.

– Eu, estou, ótima. — Respondeu pausadamente.

– Nunca a vi assim...

– Tenho que ir. Está na hora. — Anunciou Lizza e se retirou.

Daphenee se juntou a Katherina e a Jack para tomar café da manhã. Quando se sentaram e apanharam as torradas para passarem geleia, Katherine se pronunciou:

– O que tem a Rosenfelt? Está estranha. Esbarrei com ela enquanto subia das masmorras. Ela estava encarando a estátua dos animais do brasão.

– Talvez ela tenha descoberto algo sobre a Câmara Secreta. — Palpitou Jack.

– Não... Lizza nunca agiu assim... — Sussurrou Daphenee.

Alguém gritou do lado de fora do Salão. Daphenee e Jack correm para fora. Katherina e os outros vem logo em seguída. A visão era chocante. Flora Gilliewood estava caída no chão perto da escadaria, totalmente estrassalhada, com fundas marcas de garras. Uma garota da Lufa — Lufa se lançou ao chão e começou a chorar e gritar. A menina na escada estava morta.

– Hogwarts não é mais segura! — Gritou alguém. Daphenee viu o semblante de Lizza no andar de cima, correndo para os andares superiores. Não podia acreditar que amiga fizera isso. Os alunos começaram a correr para todos os lados gritando. A Professora Minerva fitava a cena:

– O que faremos Professora? — Perguntou o Professor Longbottom.

– Eu não sei Neville. — Respondeu sem expressão. — Mas, de algo eu sei. Se o responsável por isso não for encontrado, além das mortes e possíveis petrificações, pode ser que dessa vez, teremos que fechar nossa escola.

Daphenee correu para cima das escadarias atrás de Lizza e por pouco não tropeça no corpo da garota. Ofegante, ela olha por todos os lados. Então tem uma ideia:

– Senhor, o Senhor viu uma garota de tapa — olho? — Perguntou ela ao homem de um quadro na parede.

– Ela subiu a escada do terceiro andar. — Respondeu.

– Obrigada. — E continuou subindo correndo. Ao chegar no terceiro andar, Daphenee viu Lizza dobrar o corredor que leva ao quarto andar. Quando entrou no quarto andar, a viu parada em frente a porta da Ala Hospitalar. Mas ela não estava sozinha. Um ser transparente estava ao seu lado. Mas não era a Murta Que Geme. Era um homem que não era o Barão Sangrento, Frei Gorducho ou o Nick Quase Sem Cabeça. Ele era careca e parecia ser pálido.

– Lizza! — Chamou Daphenee e ambos se viraram para vê-la. Ele não possuía nariz. Apenas fendas. Vestia uma capa preta que lhe cobria até os pés. Ela o conhecia dos antigos contos de sua madrinha — Era Voldemort.

***

– Daphenee! — Chamava Katherina pelas escadas.

– Espere Katherina! — Pediu Jamilly.

– Não me atrapalhe Grace!

– Eu quero ajudar!

– Droga. Não tem como saber pra onde essa louca foi! — Resmungou Katherina.

– Eu acho que sei pra onde ela foi. — Disse Jamilly apontando para o mármore manchado com pegadas de sangue. Ambas as seguiram.

***

– Deixe a minha amiga em paz Riddle! — Vociferou Daphenee em tom ameaçador. A risada de Voldemort ecou pelo quarto andar. Fria e arrastada.

– Eu preciso matar a pessoa que está aí dentro. — Disse Lizza.

– Aí dentro? — Se indagou Daphenee, ela pensou e se lembrou quem esteve com ela alí. — Corner! Lizza, não! Não escute Riddle! Você não é assim! Pare!

– Não atrapalhe Puddlelaker. Ou sua amiga pagará. — Ameaçou Voldemort.

– Abaixe Daphenee! — Disseram duas vozes. — Magnetus Plasmorium! — Disse uma. — Eletricus! — Disse a outra. Eram Jamily e Katherina. O primeiro antingiu Riddle e o outro a cabeça de Lizza que caiu batendo com o crânio no chão. Riddle sumiu deixando o cheiro de pólvora no ar. Lizza estava com livro de Ofidioglossia em mãos. O livro estava aberto numa página de ritual para trazer de volta um Ofídioglota.

'Ofídioglota — é todo bruxo que possui o dom de falar com as cobras, não importando a especie. Os únicos Ofidioglotas registrados são os de minha linhagem e da linhagem dos Gaunt. Neste ritual que vos apresento formalmente. Lhes ofereço o segredo maior dos Sonserinas. Uma poção desenvolvida por minha família — O renascimento da serpente. Esta poção é capaz de trazer dos ossos qualquer serpente e das cinzas, qualquer Ofídioglota.
Para os seres humanos. Os seres que não possuem escamas. Há alguns passos:

1 litro de sangue puro
1 pele de cobra
1 cadáver ou os ossos ou as cinzaa do falecido
1 caldeirão de bronze
1 garrafa de Esqueleze
E ter sempre em mente o rosto do Ofídioglota desejado.
Este livro foi regado com a mesma poção. Causando o efeito similar da maldição Imperius. Quem o tocar sem ter sangue puro e não ser Ofídioglota, será escravo de uma lembrança. Trazendo o fantasma de volta a linha dos vivos, o fantasma Ofídioglota em que os remanescentes ainda estejam no local. Ao fantasma se fortalecer da pessoa, o mesmo volta a vida de carne e ossos, totalmente tangível. Sendo o mestre do hipnotizado. No entanto, se este for invocado, o invocador será o mestre do mesmo. Mas por tanto, se o fantasma do Ofídioglota for visto e impedido de sua reencarnação por um vivo. Este jamais voltará a vida e nem a presença. E o hipnotizado será amaldiçoado como um Ofídioglota. Assim, se o mesmo amaldiçoado possuir alguma ligação ou gêmeo parabatai, o mesmo também se torna Ofídioglota. A maldição passará de geração a geração.' — Daphenee lêra tudo em voz alta, sem tocar no livro, ajoelhada ao lado da amiga. Ela pôs a mão na boca, estava chocada. Lizza e ela agora seriam consideradas as novas "herdeiras" de Salazar Sonserina. Agora as mesmas se tornaram Ofídioglotas... Daphenee se levantou, tinha que haver alguma forma de parar essa maldição. Não queria ser culpada de nada. Não queria que a amiga fosse culpada de nada. Então puxou a varinha e mirou o livro:

– Incêndio! — E o livro sibilou algo e queimou até restar apenas as resmas. Daphenee sorriu e pediu a Katherina. — Invoque uma cobra, por favor. Katherina mirou o chão e fez um círculo imaginário no ar com a varinha:

– Serpensortia! — Disse a gêmea. Uma naja apareceu no solado de madeira. Daphenee se esforçou e disse 'vá embora' a cobra. A cobra ficou confusa e Daphenee acho que tinha se livrado da maldição. Então a cobra sibilou e se virou para ir embora. Mas Katherina a mirou e disse 'Evanesco' e a cobra evaporara. Daphenee não se livrara. Quando Lizza ficasse conciente a teria que dizer. Talvez seja por isso que o livro estivesse na área restrita. Agora Daphenee sábia de duas coisas: que ela e Lizza se tornaram Ofídioglotas e que havia uma forma de ressurgir uma cobra ou bruxo que soubesse falar com as mesmas. Os ingredientes não eram dificeis de conseguir. Talvez tivessem revivido o Basilisco. Mas Flora Gilliewood tinha marcas de garras por todo corpo. Talvez o monstro agora fosse outra coisa. Ela não se lembrava de nenhum outro reptil que possuísse garras, muito menos que fosse mágico.
Madame Pomfrey se espantou com todos alí. Katherina disse que Lizza se assustou com o corpo da menina morta e correu como todos os outros e que seu susto foi tremendo a ponto da mesma desmaiar. A enfermeira a levou para dentro do hospital e todos os amigos de Lizza e Daphenee passaram o dia ao lado da amiga inconciente.

***

Na hora do jantar. Daphenee mal tocara a comida. Estava preocupada com Lizza e com a irmã. Estava preocupada com a maldição e o efeito que causaria. E mais ainda se sêria a próxima vítima do monstro da Câmara. Todos estavam em silêcio o dia todo. Assustados de mais, apreensivos de mais. Uns acusando outros de serem o herdeiro de Sonserina. Daphenee ouviu alguém tintilar uma taça. Todos olharam em direção a mesa dos Professores. O Diretor Norberto Black estava de pé e começou a fazer os anúncios:

– Queridos alunos e Senhores Professores. Eu gostaria de anúnciar que haverá um comitê de Auror's aqui em nossa escola. O Ministério Da Magia irá tentar trazer um pouco de paz aos nossos corações. Ontem a noite, alguém invadiu a nossa Biblioteca. Entendo que nas circunstâncias muitos querem ajudar e sabem que os Professores estão determinadamente proíbidos de darem autorização ao aluno para acessarem a área restrita. Pórem, falando em circunstâncias, também sêria justo arriscar que o culpado pelos atentados poderia ter roubado os livros. Eu peço que se alguém neste recinto tiver apanhado livros de lá, que venham a minha sala e os entregue. Não haverá punição e nem revelarei sua identidade. No entanto, se ninguém se pronunciar, iremos descobrir e as punições serão severas. Pois além de expulsão imediata... — Daphenee olhou para os amigos. — Será considerado cúmplice do atentador pelo Ministério. Agora, uma salva de palmas para os nossos guardiões! — Milhares de Auror's saíram de uma sala próxima a mesa dos Professores. Todos aplaudiram, mais ninguém sorrira. Ao longe, Daphenee avistara Teddy dando um abraço fraterno num homem. Daphenee reconheceu do Profeta Diário. O chefe dos Auror's. Cabelos negros e rebeldes. Olhos verdes. Vestes amassadas. Óculos de lente tartaruga e cicatriz na testa. — Aquele era Harry Potter.

Notas finais
Xoxo :3