Lizza & Daphenee em De Volta a Câmara Secreta
8 Capítulo 8 - Hogsmeade.
Notas iniciais
— Você é brilhante Daph! — Exclamou Lizza alegre, abraçando a amiga.
— Vamos! Não temos tempo a perder! — Disse Daphenee, correndo em direção ao Salgueiro Lutador. Foi quando Lizza avistou um enorme nó da árvore se lançando contra o chão, quase esmagando Daphenee. Lizza mirou a varinha e brandou:
— Scarlatum! — O nó explodiu no ar. Quando a poeira abaixou, Lizza viu Daphenee voltar em sua direção. — Essa foi por pouco. — Disse, ofegante.
Então se viraram e foram jantar.
***
Lizza e Daphenee haviam marcado de matar aula para ir a Hogsmeade. Daphenee afirmara que ninguém iria notar a falta de ambas e Lizza deu uma colher de chá para amiga.
Ao chegar na comunal da Grifinória, Lizza se largou em uma poltrona a frente da lareira. A mesma ofegava, sem saber se era fadiga ou ansiedade, talvez os dois. E foi quando ouvir o farfalhar de asas ao seu lado: era Elujo.
— Elujo! Você me preocupou! — Lizza deu uma bronca na coruja. Elujo lhe dava bicadinhas nos dedos. — Obrigada Elujo. — Então Lizza apanhou a carta da perna da coruja.
Cara Senhorita Rosenfelt (vulgo Lizza)
Eu, Harry Potter a escrevo formalmente para dizer-lhe que sua trama me interessa. Respondendo a vossa pergunta — Não. Minha cicatriz nunca revelou tal brilho. Na verdade, ela sempre incomodou e ardeu. Mas hoje em dia, isso não acontece.
Como eu havia dito antes, sua trama me interessa. Que tal encontrarmo-nos em Hogsmeade? Creio que já esteja no 3° ano e mesmo que seja contrária as regras, apanhe a passagem do Salgueiro Lutador. Para passar, lance uma pedra no nó próximo ao buraco no centro da terra da árvore (me sinto nos tempos de juventude). Estarei amanhã no Três Vassouras a sua espera.
Ansiosamente. Harry Potter.
P.S: sua coruja me lembra a minha primeira que se chamava Edwiges.
Lizza mal podia acreditar: ela ia se encontrar com Harry Potter e finalmente descobriria o que sua marca significava. E foi por isso que Lizza dormiu cedo aquela noite, ansiosa pelo raiar do dia seguinte.
***
Daphenee mal dormira aquela noite de tanta ansiedade. Foi ao banheiro e, ao se olhar no espelho, notou um hematoma roxo em cima do ombro e quando tocou não sentira nada. Havia outro em sua coxa direita. Ela decidiu que quando voltasse de Hogsmeade iria a Madame Pomfrey.
Katherine já estava acordada e sentada a uma poltrona. A mesma tomava uma caneca de chocolate quente. E ao ver Daphenee, sorriu malicioso. Daphenee não gostou daquele sorriso, mas agiu com indiferença.
Ao passar pela passagem de pedra, sentiu uma tontura. Devia estar com bastante fome... Mas o estômago nem roncava. Subiu a escadaria de pedra das masmorras e ao chegar no Hall sentiu a cabeça queimar e a visão escurecer e depois clarear novamente. Tateando pela parede, abriu a primeira janela que viu em sua frente e despejou todo o seu jantar da noite anterior. O vômito caiu bem em cima da cabeça de Pirraça, e Lizza viu tudo.
— O que houve? — Perguntou Lizza, da escada.
— Não sei... Acordei com um mal estar hoje. — Daphenee respondeu, ainda sentindo náuseas.
Quando Lizza tocou a amiga, a mesma levou uma descarga elétrica. Daphenee se contorceu e arrancou a capa de si. Na sua nuca, uma marca era visível, e Lizza tinha lido sobre aquilo no livro de Runas Mágicas: era magia perigosa!
— Daphenee, te marcaram com selo das trevas! Você tem um Agouro Parasita na nuca!
— Maldita Katherine! Esse selo demora pelo menos um dia pra agir! Ela deve ter me marcado ontem na escadaria de pedra quando... — E Daphenee gemeu de dor.
— Vou te levar a Madame Pomfrey e em seguída chamarei o Professor Black. — Advertiu Lizza. — Eu só não entendo como uma garota do primeiro ano conseguiu fazer uma magia negra forte como essa...
Lizza passou o braço pelo ombro da amiga. Com um pouco de esforço, ajudara a subir a escada. A mesma olhava preocupada para ela. A Ala Hospitalar ficava no 4° andar e ainda não tinham nem atravessado o primeiro.
— Talvez fosse melhor que eu escreva ao Senhor Potter depois para adiar a conversa e dizer o imprevisto. — Comentou Lizza.
— Lizza... De jeito nenhum... — Repreendeu Daphenee com esforço. — Agora entendo porque quase morri tantas vezes ontem.
— Não fale muito. Pode piorar.
— Lizza... Eu sei que está escondendo algo de mim...
— Daph... Se não tirarmos esse selo logo, suas tripas vão se enrolar uma nas outras até você ter uma hemorragia infecciosa e morrer. — Lizza sentiu a bile nas palavras. As pernas de Daphenee bambearam e ela se jogou nos degraus. Cada segundo de dor pior que outro. Já deviam estar quase no segundo andar. Foi aí que Lizza viu uma coisa que nunca esperou da sua amiga Sonserina forte e decidida — Daphenee estava chorando.
— Me deixe... Aqui... — Implorava ela em meio aos soluços, a pele ficando branca e fria. — Vá procurar ajuda...
— Eu não...
— Vá Lizza!
Lizza ajudou a amiga a chegar no segundo andar. Desesperada, começou a gritar por socorro no corredor. Começou a chorar e implorar por ajuda. Mas ninguém viria ao seu auxílio, pois todos estariam no Salão Principal. Cansada e ofegante, Lizza deixou-se as costas escorregarem pela parede de azulejos. Sentou-se em desespero e tentou uma última vez, mas agora em tom normal de voz:
— Alguém me ajude...
Lizza colocou a cabeça da amiga deitada sob as pernas onde havia forrado com suas duas capas. Passava a mão na cabeça da amiga de leve, e a outra disse:
— Aqui talvez seja um bom lugar para morrer...
— Não... — Disse Lizza balançando a cabeça em negativa. — Eu não... Eu já perdi tudo o que eu tinha... Perdi minha família... Eu me nego a perder você. — Mesmo que Lizza soubesse que não havia mais esperanças, ela tentou animar a amiga.
— Morrer não é tão ruim assim. — Disse uma voz que não era a de Daphenee, mas era conhecida: a Murta Que Geme. — Eu entendo o que é perder tudo...
Lizza olhou para a Murta, com raiva no olhar. Murta sorriu levemente para ela.
— Eu nem posso fazer nada... — Lamentou-se Lizza.
— Mas eu posso. — Disse Murta. — Vou chamar Madame Pomfrey!
— Obrigada. — Lizza tentou abraçar Murta, mas os seus braços a atravessaram. Murta Que Geme a olhou surpresa.
— Ninguém tenta me dar um abraço a 70 anos... — Murta abriu mais o sorriso e se foi.
— Acho que ela seria sua amiga de morte Daphenee. — Tentou brincar Lizza.
— Eu juro que se meu estado não fosse deplorável, eu... — E ficou inconciente. Lizza começara a entrar em pânico novamente. Mas em vez de chorar, cantou para a amiga.
— 'Como as estrelas do céu, você vai sorrir pra mim. Teu amor, doce mel. Eu quero até o fim'. — Começou. — 'Durma anjinho, o sol vem amanhã te despertar. Grifinória é o sol. Sonserina é a lua. E quando confuso e perdido nas trevas está. Ambos vem ajudar-nos, com suas luzes. Como as estrelas lá do céu... — Lizza parou e continuou. — Minha amizade é tua... — E terminou em vez de cantado, apenas dizendo. — Daphenee Puddlelaker.
A luz ressurgiu. Dessa vez do pescoço de Lizza e da nuca de Daphenee. A amiga desacordada, voltara a cor normal e na nuca, o selo das trevas fora substituído pela mesma marca de Lizza. Daphenee continuou desacordada. Madame Promfrey chegou em 10 minutos que se pareceram horas e levou a amiga de Lizza. Murta Que Geme cantarolava 'ela tentou me abraçar' e Lizza sorriu aliviada.
***
Lizza foi a procura da Professora Minerva. Mas, ao chegar no pátio pavimentado, viu de costas a causadora de tudo aquilo. Katherine ria com suas seguidoras Meredith e Susanna. Naquele momento, a tristeza de Lizza, se transformou em raiva:
— Expelliarmus! — Com o movimento circular e fracionário, Lizza lançou o lampejo escarlate contra as costas da mesma que foi arrastada, com o rosto ralando pelo chão de pedra.
— Ai! — Gritou ao se levantar. — Sua vaca, vagabunda! Como ousa me desafiar?!
— Como ousa ter feito aquilo a Daphenee?! — Perguntou Lizza bufando. — Accio! — Lizza balançou a varinha, pois Meredith e Susanna se aproximavam e a mesma enrolara os cordões de ambas uma na outra as fazendo colidirem com a cabeça.
— Você não tem como provar, Rosenfelt. — Respondeu em deboche.
— O que está havendo aqui?! — Perguntou uma voz masculina. Era Hagrid.
— Nada. — Disse Lizza, que se virou e se foi. Deixando um Hagrid sem entender nada e uma Katherine toda machucada.
***
Madame Pomfrey havia contado a Professora Minerva o por que da falta de Lizza e Daphenee em sua aula. Lizza ia contar o que tinha acontecido com Daphenee. Porém, Madame Pomfrey já tinha a diagnosticado com gripe do pântano. Lizza teve permissão de ficar junto a amiga que quando acordou, já era de tarde:
— Que horas são? — Perguntou.
— Quase 15 horas. — Respondeu Lizza.
— E o que você está esperando?
— Como assim?
— Por Merlim! Vá para Hogsmead, Rosenfelt!
Rapidamente, Lizza se retirou, e foi até os jardins, atrás do salgueiro lutador. Lizza estava a uma distância segura do Salgueiro. E ao longe ela tentava avistar o buraco no chão. Quando viu, apanhou a varinha e mirou numa pedra de bom tamanho e disse: — Wingardium Leviosa! — A pedra flutou e Lizza a lançou contra o freixo do Salgueiro Lutador que paralisou. Lizza correu para a passagem e quase foi pega pela a árvore, mas ela passou a tempo.
Lizza respirava com dificuldade. O ar era restrito.Ela andava por um corredor subterrâneo de pedra. A mesma sussurrou para a varinha 'Lumus' no qual se projetou uma luz franquinha. Lizza tinha que tomar cuidado para não bater com a cabeça, e já tinha tropeçado 5 vezes. O caminho parecia não ter fim, até que ela enxergou a luz do sol entrando por um buraco mais a frente. Ela viu uma escada de pedra improvisada, respirou fundo e subiu.
Lizza estava numa casa velha e empoeirada, as janelas tampadas com tábuas, marcas de garras por todo lugar, e tudo fedia a morfo.
Ela saiu do quarto onde se encontrava e subiu a escada do porão. Um cartaz na parede dizia 'a casa dos gritos'.
Ela foi em direção a porta de entrada e saiu da casa para ver com seus olhos o vilarejo de Hogsmeade.
***
Lizza tirou a capa, a gravata e a blusa da escola, de modo que só ficara de camiseta, saia e sapato. Soltou os longos cabelos negros para esconder a marca no pescoço e guardou tudo na mochila, seguindo seu rumo logo após.
As lojas repaginadas estavam lindas. Havia de tudo ali, apesar de não se comparar com o Beco Diagonal. Ela olhava ao redor para detectar o Três Vassouras — ou seria Três Varinhas? Não se recordava. Até que ela viu uma placa com os dizeres PROMOÇÃO DE CERVEJA AMANTEIGADA AQUI NOS TRÊS VASSOURAS! , viu que era o local e então entrou no mesmo.
Ela olhou ao redor a espera que Harry Potter fosse fazer sinal de fumaça, ou que uma multidão estivesse ao seu redor, mas tudo estava calmo. Até que a garçonete perguntou:
— Procurando por alguém querida? — Seus olhos eram muito azuis e os cabelos loiros.
— Sim... Harry Potter. — Respondeu encabulada.
— Por aqui. — Então a guiou até uma mesa do outro lado do restaurante, onde um rapaz jovem que aparentava ter 21 anos estava sentado. Ao vê-la, ele sorriu e apontou a cadeira a sua frente. Ela sentou-se e começou:
— Oi. Eu sou Lizza e...
— Posso ver sua marca?! — O homem interrompeu, ansioso.
— Hum... O Senhor é o Senhor Potter?
— Na verdade, não. Sou Edward Godrics. Secretário, Auror aprendiz e representante do Senhor Potter. Ele me pediu para vir entrevistá-la, para que fosse nossa fonte de pesquisa. Agora posso ver a marca?
— Não. — Respondeu rispída.
— Porque não? — Perguntou ele incrédulo.
— Por que me recuso a ser apenas uma fonte. Eu vim aqui para obter respostas e não dá-las. Passar bem. — E recolheu suas coisas.
— Como assim?! Você não pode sair assim! Garota, você sabe quem ele é?! — Perguntou, irritado.
— E não me interesso em saber.
Quando Lizza se retirou do local, acabou esbarrando em alguém e pediu desculpas. Começou a andar rápido, até começar a correr. Quando estava perto da Casa Dos Gritos, ela os viu.
Penumbras negras começaram a pousar por toda Hogsmeade. Um lampejo vôou perto dela. Edward havia sido estuporado, e ela entrou em um beco onde foi cercada.
— Avada Kedavra! — Disseram os dois homens máscarados de cada ponta. O lampejo esmeralda jorrou de suas varinhas. Lizza se lançou no chão e os lampejos se cruzaram, passando muito perto dela. Os dois homens caíram inertes no chão, ambos mortos. Lizza apanhou suas varinhas e partiu-as. Saiu do beco e correu para dentro da casa. Dirigiu-se a escola de volta às pressas, deixando para trás o grandioso show de horrores.
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