Livros Na Estante
16 Capítulo 16
Notas iniciais
- Creio que irá ter erros de digitação... Mas logo,logo irei arrumar!
Beijos ♥
**Comente nas histórias, isto incentiva os autores a continuarem escrevendo
- Alguém está com fome? — pergunta Rosalina.
- Não — todos respondem quase que sincronizadamente.
- Tudo bem então — sorri Rosalina. — Bom, se alguém quiser ir ao banheiro, temos vinte minutos até que a Luiza chegue... Depois disso será três horas de viagem até o Lago e mais duas horas até o acampamento. — Fala ela olhado para um pedaço de papel que tem todos os nossos horários.
- Tudo bem, eu vou no banheiro... — fala Emma.
- Eu também vou — fala Victório.
- Vamos fazer o que no Lago? — pergunto.
- O acampamento fica do outro lado do lago... Então vamos de carro até lá e logo depois iremos pegar uma balsa até o outro lado do lago.
- Aaah... — falei.
- E quem é essa Luiza? -pergunta o Nicolas que acaba de dar um gole na garrafinha de água.
- A Luiza é tipo uma guia, ela leva todos os línguas-mágicas até o acampamento e lá ela dá instruções e dicas para os campistas. — responde Rosalina.
Ficamos ali na praça por algum tempo, até que avisto uma mulher nos vigiando de longe.
- Não olhem agora, mas tem uma japonesa nos encarando... — falei tentando disfarçar.
- Japonesa? — questionou Rosalina que acabara de olhar bruscamente para trás. — É a Luiza gente! — falou ela sorrindo.
Andamos na direção da Luiza que estava do outro lado da calçada encostada em uma parede grafitada.
- Luiza! — falou Rosalina abraçando a japonesa simpática. — Como você está?
- Estou bem obrigado! — respondeu ela. — E você? Como está?
- Estou bem obrigado... — a Rosalina parou por dois segundos e logo lembrou que nós estávamos lá. — Ah! Esses são os novos aprendizes — falou ela apontando para nós.
- Olá! — falou ela dando um'' tachuzinho '' com a mão. — Bom, acho melhor a gente ir logo... Está ficando tarde! — falou ela abrindo a porta de um carro preto e pequeno. Na verdade, ele era pequeno só por fora, mas por dentro era razoavelmente grande. No banco de trás ficou: Eu, Emma, Victório e Nicolas. E no banco da frente a Luiza e a Rosalina.
Depois que todos se ajeitaram nos seus lugares, o carro começou a andar. As janelas estavam fechadas, o ar-condicionado ligado e estava tocando uma musica leve no rádio que eu conhecia. Meu avô escutava ela sempre no final da tarde. Ela se chama Blue Monday da banda Flunk. É uma musica leve mas que ao mesmo tempo, pode ser pesada como uma rocha... Mas isso depende do momento em que ela está sendo escutada, entende? É tipo assim, quando eu estou naqueles dias que eu só quero ficar sozinha e trancada no meu quarto, essa musica é como um veneno; porque ela acaba alimentando pensamentos obscuros meus. Mas se eu estou naqueles dias de tranquilidade, ela me faz completamente bem.
- Ei, Tem alguém ai? — perguntou a Emma batucando levemente a minha cabeça.
- Ai Emma — reclamei. — O que foi? — falei sorrindo.
- É pelo jeito você não me escutou...
- Desculpa... — falei dando um sorrisinho torto. — E o que foi que você falou mesmo?
- Perguntei se você queria amendoim — falou ela colocando três dentro da boca. — E então... Você quer?
- Quero, me dá um pouco... — estendi a mão.
- Toma — falou ela me entregando um saquinho cheio. — O Victório não gosta e o Nicolas tem alergia.
Nossa, tinha até esquecido que o Victório estava aqui...
- Ah... — respondi.
Agora acabara de começar uma musica engraçadinha e harmônica que me fazia lembrar da infância, quando eu brincava no jardim da minha avó e arrancava flores e levava para ela e uma outra mulher... Acho que era a minha mãe, ou apenas uma amiga... Não me lembro muito bem. A propósito, o nome da canção é Home da banda Edward Sharpe and The Magnetic zeros. O cenário também mudara, agora estamos em uma estrada completamente vazia, apenas árvores grandiosas, mato e um céu incrivelmente azul e repleto de estrelas, com uma lua cheia e gigante.
- Agora vocês podem abrir as janelas. — falou a Luiza.
- Até que enfim! — falou Nicolas abrindo desesperadamente a janela.
O ar estava fresco e agora eu podia escutar o barulho dos insetos e podia ver os vagalumes piscando na escuridão da floresta que nos cercava.
- Há quanto tempo já estamos trancados neste carro? — perguntou Nicolas.
- Acho que umas duas horas... — respondeu Luiza. Mas não se preocupe, só falta mais uma hora de viagem até o lago.
De onde estávamos todos podiam ver o lago, cristalino e com aparência de traiçoeiro. Andamos por mais uma hora até que a Luiza estacionou o carro no acostamento.
- Tudo bem, vamos descer. — falou ela.
- Já chegamos? — perguntei.
- Sim, agora vamos andar e pegar a balsa. — falou ela num tom meio frio.
- Vamos deixar o carro aqui? — perguntou a Emma.
- Sim, daqui a pouco alguém aparece e pega ele. — falou ela fechando a porta do mesmo. — Bom, sem mais perguntas, vamos andando! Já estamos atrasados.
Andamos por uns cinco minutos e chegamos até a uma pontezinha, onde havia um homem sentado no meio dela.
- Ei! — gritou Luiza.
Mas o homem não respondia e nem mesmo se virava para olhar para nós.
- Ei! Estou falando com você!! — gritou ela mais uma vez. Mas o homem não reagia.
- Vou lá dar uma olhada — falou Victório.
- Não! — falei num tom meio alto. E todos olharam para mim. — Eu acho melhor não... — continuei. Tentando estabelecer o tom de voz na altura normal.
- Não se preocupe Antonieta... Não vai acontecer nada comigo
- Não estou preocupada — falei revirando os olhos.
Ele era teimoso, muito teimoso. E por ser desse jeito, desobedeceu e foi em direção ao homem que estava a uns quatro metros de nós. De longe pudemos ver a expressão de espanto estampada na cara dele.
- ESTÁ MORTO! — gritou ele. E foi neste momento que todos nós nos aproximamos para ver o falecido homem.
- Ai meu Deus! — falou Nicolas.
- Nossa olha isso cara! — exclamou Emma; que agora estava com seus olhos arregalados.
O estado do homem era deplorável. Seu rosto estava completamente deformado, como se algum bicho tivesse devorado o rosto dele. Seus olhos foram arrancados e seu nariz também, e ainda tinha um resto de boca... Se é que aquilo pode se chamar de boca...
- O que faremos agora? — perguntou Nicolas.
- Seguiremos nosso rumo — falou Luiza friamente, e nesse momento ela começava a me assustar. Aonde está aquela japonesa gentil que nós conhecemos no inicio da viagem? penso.
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