Livros Na Estante
22 Capítulo 22
Notas iniciais
- Creio que irá ter erros de digitação... Mas logo,logo irei arrumar!
Beijos ♥
**Comente nas histórias, isto incentiva os autores a continuarem escrevendo
Nos escondemos em uma velha cabana abandonada. A noite chegara com todo o seu frio e solidão.
- Será que eles virão atras de nós? — perguntei olhando pela janela quebrada da cabana.
- Com certeza. — disse ele.
- Olha, olha! — falei chamando o Victório. — Tem dois ali!
- Estou vendo... — falou ele baixinho. — Augustus e Gregório — falou ele apontando para os caras. — Aquele careca é o chefe dos próprios irmãos, um miserável!
- Como é o nome dele mesmo?
- Augustus. Porque?
- Nada... Ele só me lembra alguém, mas... Deixa pra lá
Ficamos ali apenas observando para ver o que eles iriam fazer. Então vimos o gordinho (Gregório), olhar bem na nossa direção. Na verdade eu não sei se ele estava nos vendo, mas ele estava vendo a cabana.
- Nos virão — sussurrou o Victório.
- Será?
- Eles estão vindo na nossa direção...
- E agora?
- Nada... Não tem mais para onde fugir
- O que?
- Nieta não tem mais para onde ir — falou ele num tom meio triste. — Ei, olha pra mim — falou ele colocando sua mão no meu rosto.
- Oi...
- Deixa eu olhar para você... Não sabemos o que pode acontecer daqui a alguns minutos...
- Não... — falei num tom de choro.
- Ei, não chora, tudo irá ficar bem! — falou ele secando as lágrimas que escorriam pela minha bochecha.
Olhei para ele, com os olhos cheios d'água, então ficamos em silêncio, e foi ai que eu percebi que eu já estava gostando dele há muito tempo, só não admitia para mim mesma.
- Se essa for a nossa última vez juntos... Aqui na terra — respirei fundo em meio aos soluços e lágrimas. — Quero levar alguma coisa de você comigo...
- O que você quer? — falou ele contendo o choro.
- Me beija.
Então ele olhou para mim, pude ver claramente a dor em seus olhos. Ele foi se aproximando e quando ia me beijar, o Gregório arrebentou a porta da cabana.
- Parece que cheguei no momento certo para matar um dos dois! — falou o Gregório com um sorriso de deboche nos lábios.
- Ninguém vai matar ninguém aqui — falou o Augustus. — Pelo menos não agora. — ele sorriu.
- Vamos andando e nada de gracinhas! — falou o Augustus, que estava com uma arma na mão apontada para nós dois.
Fomos andando em direção ao ambulatório, onde todas as outras pessoas estavam.
- Você possui o dom garoto? — perguntou o Gregório.
- Não.
- NÃO MINTA PARA MIM! — gritou ele.
- Sim...
- Sabia! — falou ele rindo.
- E você garotinha? Tem o dom?
- Ela não tem! — falou o Victório tomando a minha frente.
- Deixe ela mesma responder! — falou o Augustus.
- Eu não tenho... — falei. Confusa. Porque na verdade eu não fazia a ideia do que eles estavam falando.
Chegando ao ambulatório, nós descemos até o andar subterrâneo que eu não fazia ideia de que aquilo existia.
- Entrem — falou o Augustus.
Havia várias pessoas lá dentro. Os campistas, professores, Emma, Nicolas e agora nós.
- Bom vamos voltar para onde paramos. — falou o Augustus. — Pode começar a ler menina — ordenou ele para que a Emma começasse a ler um livro. Não entendi muito, até que ouvimos o grito de uma mulher pedindo misericórdia. Ela estava com um vestido gigantesco, como o de princesas de contos de fadas. Ela tinha o cabelo enorme, como o da... Rapunzel!
- Querida amiga! — falou o Augustus abrindo os braços na direção dela, como se fosse abraçá-la.
- O que você quer? — falou ela chorando.
- Nada meu amor... Só estava com saudades! — ele riu. — E... Eu acho que você deveria cortar o cabelo, não acha?
- Não! Por favor não! — ela chorou mais ainda — Meu cabelo não!
- Quem é ela? — perguntei sussurrando para o Victório.
- Quem você acha que é? Não é obvio? — ele olhou para mim. Mas desistiu de perguntar logo que olhou para mim e viu que eu estava completamente confusa. — Sim, é a Rapunzel. Sua amiga acabou de tirá-la do livro.
- Mas como ela poderia? A Emma sempre foi péssima em fazer mágicas...
Ele sorriu discretamente.
- Ela possui o dom dos línguas mágicas... E provavelmente mais alguns dons.
- Parem de cochichar! — o Augustus gritou para nós. — Vamos ver... Quem não possuir o dom, faça uma fila do lado direito e quem possuir do lado esquerdo!
A maioria da sala foi para o lado direito, até a Rosalina, que eu sempre achei que tivesse algo ''mágico'' dentro de si.
- Tudo bem, Galileu leve todos esses para a sala! E coloque todos para dormir. — ordenou o Augustus.
O que vai acontecer com eles? pensei.
- Agora vamos ver... Vocês que sobraram, podem pegar um livro e você... — falou ele olhando para mim. — Pegue um também, vamos ver se você tem o dom.
Peguei o primeiro livro que estava ao meu alcance. O livro falava sobre flores e seus poderes. A flor rosa tinha o poder de cura, a branca o poder de riqueza, a roxa fazia com que as pessoas pudessem se apaixonar... Então ele pediu para eu ler um trecho falando sobre a flor branca. '' A flor branca, mais conhecida como flor de perkins, é muito útil para aqueles que querem dinheiro. Algumas pessoas que usaram ela falam que viram moedas de ouro caírem do teto de suas casas...'' Ele me interrompeu. E depois de alguns minutos, ouvimos um barulho e uma chuva moedas douradas começou a cair do teto. O Augustus ria sem parar. Parece que fiz algo que ele gostou, mas algo totalmente errado.
- Muito bem! Ela tem o dom! — ele riu. — Parece que hoje você não irá morrer.
Neste momento o Galileu apareceu, falando que todos já estavam dormindo.
- O que você fez com eles? — perguntei.
- Apenas matei todos! — ele riu. — Eles não me servem de nada mesmo... — agora ele estava me olhando feio.
Não consegui acreditar no que ele disse, porque se tudo aquilo fosse verdade, acabei de perder uma grande amiga, e a filha da Rosalina terá que arcar com as consequências disso tudo.
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