Livros Na Estante
1 Capítulo 1
Acredite em mim, noite passada foi extremamente louca! dancei, ri e bebi tanto que me dá até uma fadiga só de pensar e tantas coisas que fiz noitr passada. E tudo o que eu ganhei em troca foi dor no corpo e dor de cabeça... Ninguém merece.
Para vocês leitores que não sabem, noite passada foi Ano Novo, mais conhecido também como o dia do meu aniversário. Eu sinceramente não gosto do dia do meu aniversário, não gosto de ficar perto das pessoas, não gosto de ficar com os amigos, com a família, enfim, com ninguém; mas ontem foi diferente, decidi fazer o que eu nunca fiz, e vou te contar viu, foi a melhor noite da minha vida. Mas hoje é segunda e um novo dia já nasceu, e por incrível que pareça, eu me sinto muito velha, mas velha de verdade. Parece que no lugar de ganhar apenas anos de vida, ganhei pelancas, rugas, dores, menopausa e tudo que há de ''interessante'' na velhice.
— Antonieta o café já está na mesa! — gritou meu avô lá da cozinha.
Meu avô está de bom humor essa manhã, está escutando suas musicas favoritas e fazendo café da manhã! É, ele está mesmo de bom humor.
— Já vou vovô, deixa só eu me trocar.
Toda manhã eu ando de bicicleta na ciclovia, depois volto para casa, faço o que tenho que fazer e o resto da tarde eu passo na Biblioteca Stones. Vai parecer estranho, mas eu realmente passo a minha tarde na biblioteca; e não, eu não trabalho lá, eu só gosto de livros, chego até a achar que isso é uma doença, mas se realmente for, quero morrer com essa doença, porque livros são maravilhosos, eu simplesmente entro em um mundo inteiramente meu, onde eu sou tudo o que quero, e faço o que quero.
[...]
— Que cheiro bom vovô, o senhor que fez? — falei, cheirando as panquecas em cima da mesa, que estavam banhadas com mel e chocolate.
— Claro que fui eu Nieta, se você quer saber, eu já trabalhei em um restaurante em Paris! Já fui um chefe! Não quero me gabar, mas sou um cozinheiro de mão cheia. — falou ele colocando a jarra de suco de laranja em cima da mesa.
— Nossa, o senhor nunca me contou isso... E cadê a vovó? — falei enchendo meu copo com suco.
— Sua avó foi em uma floricultura aqui perto... Parece que ela foi comprar algumas Orquídeas para colocar no jardim da frente... — falou ele.
— Eu acho que ela começou a cuidar cedo do jardim... Afinal, mês que vem vai ser a competição de melhor jardim da vizinhança... Acho que se ela não ganhar de novo, ela vai ficar triste e vai desistir... — falei dando um gole no suco e o colocando na mesa. — Ela precisa ganhar vovô...
— É, eu sei... Ela se esforça tanto e no final acaba não ganhando — disse ele num tom meio triste.
— Olha, tenho que sair, está na minha hora... Mais tarde eu volto — falei me levantando da mesa e pegando meu Ipod.
— Tudo bem Nieta, vai lá... Não se atrase para o almoço — falou ele.
— Não se preocupe, vou voltar na hora — falei fechando a porta.
Na boa, essa história da minha avó me deixou meio triste, sei lá... Só acho que dessa vez ela deveria ganhar... Tenho que fazer alguma coisa para ajudar ela... — Enquanto eu caminhava em direção da rua com a minha bicicleta, minha avó acabara de chegar com vários baldes cheios de flores no carrinho vermelho que eu usava para brincar de boneca quando era criança.
— Nieta aonde você vai? — perguntou minha avô vindo na minha direção com um carrinho cheio de flores.
— Estou indo dar uma volta vovó — falei sorrindo.
— Ah, tudo bem não demore para voltar... Para não se atrasar para o almoço. — falou vovó me dando um beijo na testa.
— Não se preocupe, vou voltar a tempo — falei sorrindo.
Minha avó é gente boa, mas meu avô é uma comédia. Ela é mais reservada e meu avô já é mais bagunceiro. Mas os dois são maravilhosos comigo.
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