Livro 4: Ar

7 A Batalha por Republic City - Parte 7


Notas iniciais
Boa noite gente, como vocês estão?
Eu ainda estou me sentindo um pouco mal, mas está bem melhor que ontem. Escrevi esse capitulo agora de noite e estou realmente cansada para fazer as devidas correções, então, se vocês perceberem algum erro ou coisa que não se encaixem, me avise que eu logo trato de resolver...

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AANG – TEMPLO DO AR DO SUL

Aang correu rápido até o fundo do palácio onde ficavam as naves e os animais. Ele queria encontrar Appa antes de partir. Ele entrou no enorme celeiro e logo encontrou seu velho amigo em um canto, comendo feno e discutindo com o Momo.

– Appa, momo – falou ele e se aproximou do bisão e do lêmure. Aang podia ter trinta e dois anos, mas ainda continuava o mesmo de sempre. Ele trazia uma bolsa em suas costas. – Como é bom ver vocês, eu tenho uma boa noticia, o Roku me mandou ir até o templo do ar e eu acho que ele quer falar sobre essa guerra que se aproxima. Enfim, eu estou indo para casa e gostaria de saber se vocês querem vir comigo. – O bisão que até o momento permanecia deitado, se levantou rapidamente e rosnou. – Mas se for assim amigo, não vou fazer você voar até lá. – Appa rosnou mais alto ainda e se aproximou da sua cela. Com um movimento da calda, fez com que ela voasse e caísse já em suas costas. – Se é assim que deseja amigão... – Aang subiu nas costas do bisão e Momo sentou em seu ombro. – Appa, Ypi, Ypi. – o animal começou a bater a calda e no segundo seguinte, já estava voando pelo imenso céu azul.


...


Eles chegaram ao templo de ar do sul em seis dias porque Aang não queria sobrecarregar muito o seu velho amigo. Appa poderia já não ser o mesmo bisão de antes, mas continuava ainda com a mesma garra e coragem de sempre. Se Aang deixasse, talvez Appa tivesse chegado com dois dias de antecedência, mas o homem nunca permitiria que algo semelhante acontecesse. Ele sorriu e seus olhos se encheram de água quando pensava nisso. Aquele animal havia sido, por muito tempo, o seu grande amigo, especialmente depois que ele descobriu que era o avatar.

Aang olhou o templo ao longe e se emocionou bastante ao se lembrar da época em que era um simples garoto de doze anos, ensinando patinete aéreo aos seus amigos ou então, jogando Pai Chô com o monge Gyatso. Se ele achasse uma forma de voltar no tempo, tudo isso seria diferente.

Eles se aproximaram do templo e Aang quase caiu de cima de Appa quando viu várias pessoas, vestidas de laranja e amarelo, com as mesmas tatuagens de dominadores de ar, voando em vários bisões ou então se divertido com os lêmures.

–Vocês estão vendo o que eu estou vendo? – falou o homem com os animais. Momo começou a fazer ruídos e balançou a cabeça como se respondesse que sim e Appa apenas rosnou bem forte confirmando que estava vendo as pessoas também.

Os três se aproximaram do pátio de pouso e então o enorme animal assentou. Aang pulou rapidamente e paralisou quando uma bela mulher com as tatuagens dos nômades do ar se aproximou dele e o saudou.

–Aang, bem vindo ao lar. – falou ela e sorriu.

– Quem é você?

– Não se lembra de mim? Eu sou a Xing Ying, nos conhecemos em Yu Dao, há vários anos atrás.

– Ah, eu me lembro bem de você. – Aang fez uma saudação para ela. – É bom revê-la Xing Ying, mas o que é tudo isso?

– Eu encontrei algumas pessoas que queriam aprender e seguir as tradições dos nômades do ar e os chamei para vivermos aqui, igual como o seu povo vivia a mais de cem anos. – Eles começaram a andar pelo lugar e Aang logo avistou o campo onde eles meditavam, estava repleto de pessoas que faziam aquilo como se já fosse parte deles. — Katara nos incentivou a fazê-lo, disse que o que você nos ensinou, não poderia apenas ficar ali, tínhamos que passar adiante. Essas pessoas que vieram comigo não passavam de um grupo pequeno de quinze e olhem só para nós agora, somos mais de duas mil pessoas, espalhadas pelos quatro templos. – Subiu as escadarias do lugar e por onde passava via as salas de aulas repletas de pequenos monges, aprendendo mais sobre o povo que viveu ali. – Espero que não fique zangado conosco por isso.

– De forma alguma, foi a primeira vez que me senti em casa, depois de mais de cem anos. – falou ele e sorriu. – Mas eu preciso fazer algo muito importante agora, na sala que só pode ser aberta com a dominação de ar.

– Se importa se eu for com você? – falou ela. – Eu sempre quis ver o que tinha atrás daquelas portas. Muito se cogitou, mas ninguém se atreveu a abri-la.

– Fizeram bem em mantê-la da forma que estava, obrigado. – ele olhou a mulher e a puxou pelo braço. – Venha, vou lhe mostrar o que há lá.

Aang e Xing Ying chegaram nas enormes portas e o dominador fez o seu serviço. Lançou uma enorme quantidade de ar na fechadura da porta e os mecanismos foram acionados. Alguns segundos depois, a porta se abriu e eles puderam ver as várias estátuas.

– Quem são esses? – perguntou ela curiosa.

– Todas as minhas vidas passadas, ou seja...

– Todos os avatares. – ela caminhou por entre as estatuas e Aang se dirigiu ao centro do lugar e se sentou.

– Eu preciso meditar, fique a vontade pra olhar por ai.

– Ok. – falou ela e continuou sua visitação. Aang se sentou, se concentrou e respirou profundamente. Suas tatuagens ascenderam e ele entrou no mundo espiritual.

– Aang, que bom revê-lo. – falou o homem atrás dele, vestindo as roupas da nação do fogo.

– Roku, é uma honra falar com você outra vez. – respondeu e o saudou. – Avisaste-me, em sonho, para vir até aqui que teríamos ajuda na batalha. Você convenceu algum espírito a lutar ao nosso lado?

– Não Aang, você viu os seus soldados quando fazia o caminho até aqui.

– Quer dizer que, você quer que eu peça a essa gente, que lute?

– Não é uma luta pela liberdade das nações, Aang? Eles são os novos nômades do ar e sendo assim, devem lutar ao lado do povo da terra, do fogo e da água.

– Mas eles não dominam o elemento ar, é pedir apenas para que sejam massacrados.

– Quando voltar, pergunte sobre os soldados do ar. – Roku saudou Aang e então o atual avatar despertou.

– Xing Ying. – chamou ele e a mulher prontamente apareceu.

– Sim.

– Quem são os soldados do ar? – Aang se levantou e a mulher começou a fazer o caminho em direção a uma nova ala, feita depois pelos novos moradores. Aang a seguiu.

– São os nossos guerreiros, protetores para ser mais exata. Depois do que a nação do fogo fez a vocês, pensamos bastante e vimos que se vocês tivessem uma força especial, treinada exatamente para esse tipo de coisa, não teriam sido facilmente destruídos. – Ela entrou na porta e Aang a seguiu. Ele ficou completamente paralisado com os mais de duzentos homens que usavam uma armadura de metal com o símbolo do ar estampado em seu ombro; Treinavam com espadas, lanças e flechas. – Não nos entenda mal Aang, assim como vocês, entendemos que toda a vida é sagrada, mas se for assim, não acha que deveríamos proteger a dos nossos irmãos e amigos?

– Você tem razão. – falou ele e sorriu. – Xing Ying, preciso da ajuda dos soldados do ar, preciso que eles lutem comigo pela paz.

– Será um prazer para todos nós, ajudar o avatar. – falou ela e fez uma reverência. Aang sorriu, sabia que por mais que eles não tivessem a dominação de ar a seu favor, aqueles homens fariam de tudo para proteger o que agora é tão precioso, a harmonia.

Notas finais
É isso povo, vou respondendo devagar os reviews!!
Beijinhos e até mais...