Livro 4: Ar
5 A Batalha por Republic City - Parte 5
Notas iniciais
Hoje me sinto um pouco melhor, mas ainda estou sentindo dor no corpo (ao menos a tontura passou...rsrsr)... Então, sem mais demora, deixo para vocês o próximo capítulo!
SUKI – GUERREIRAS KYOSHI
O navio chegou a praia da ilha um pouco depois do nascer do sol. Suki foi a primeira a descer e assim que chegou em terra seus olhos se encheram de água. Já fazia mais de vinte anos que ela deixou aquela ilha e seguiu o seu amor e embora já tivesse voltado algumas vezes, ela sentiu como se aquela fosse a primeira vez que voltava. Sentiu o peso das boas memórias e por isso chorou.
– Tem várias casas no povoado, onde seremos bem vindos. – começou ela a falar depois de enxugar as lágrimas, teimosas, que rolavam. – Achem um lugar para atracarem que seguiremos para lá
– Sim senhora. – falou um dos homens que permaneceu no navio.
Suki deu alguns passos na direção da trilha que a conduziria até o povoado, mas antes que pudesse realmente se aproximar, ela foi cercada por dez meninas maquiadas, com leques amarelos nas mãos e vestindo a roupa das guerreiras.
– Suki? – falou uma delas e se aproximou. – É você mesma?
– Olá Ty Lee. – falou ela e sorriu. As duas se abraçaram e as meninas voltaram a ficar de pé, até então, se mantinham em posição de ataque.
– O que faz aqui? – perguntou ela.
– Eu preciso falar uma coisa séria com vocês.
– Em que podemos ajudar? – falou a mulher que ainda usava trança.
– Aang e Zuko me mandaram aqui, pois precisam que as Kyoshi lutem junto com eles em uma última empreitada e então. Ele me pediu que eu viesse recrutá-las.
– Mas é claro! Será um prazer servi-los com nossas habilidades, mas antes de qualquer coisa poderia nos fazer um favor?
– Qual? – perguntou ela curiosa.
– Poderia nos dar algumas demonstrações de luta? Afinal, você é uma das melhores que tivemos aqui. – Ty Lee se aproximou do ouvido de Sukki. – Posso até dizer que é melhor do que eu.
– Mas é claro que sim. – falou a mulher e sorriu.
Todos seguiram para a aldeia aonde Sukki foi recebida com uma grande celebração por parte dos antigos. As garotas conduziram a mulher até a cabana de treinamento e de dentro de um armário, tiraram uma roupa de guerreira e dois leques e passou para ela. Ty Lee a ajudou a se maquiar e a se vestir, até que finalmente ela estava ali, pronta, como uma das meninas outra vez. Seu coração saltou dos peitos e parecia que ia escapar pela boca, quando ela começou a ensinar algumas coisas a mais para as meninas. Ela se sentiu em casa, sabia que sua vida não era mais aquela, mas estar ali, sendo parte do grupo outra vez, a fez ser a mulher mais feliz do mundo.
...
TOPH E HARU – REINO DA TERRA
Toph, Haru e Lin chegaram à primeira cidade do reino da terra quando anoiteceu. Assim que chegaram, foram recebidos pelo general Fong e por seus soldados da terra.
O homem logo os tratou com extrema cordialidade quando descobriu que o sobrenome da muher era Beifong. Ele ordenou que fosse preparado um banquete em homenagem aos visitantes e foi ali que eles acharam por bem começar a falar sobre os planos.
–E então Toph, a que devemos tão especial visita?
– Nós estamos aqui em nome do Avatar e do Senhor do Fogo.
– O avatar? – falou o homem. – Há muito que não tenho noticias dele, o que ele deseja?
– Ele nos pediu para que viéssemos ao reino da terra e que recrutássemos o maior numero de guerreiros que estejam dispostos a lutar pela liberdade. – Ela falava com ênfase na voz e colocava energia naquilo. – Temos em mente algo que revolucionará o mundo, mas encontramos resistência. Não sei se conhece a Dai Li.
– Claro que sim, é a equipe formada pelos melhores dominadores de terra que existe. Só os melhores dos melhores conseguem uma vaga ali e digo isso porque já tentei entrar.
– Então general, eles agora estão lutando para um homem muito mal que se chama Long Feng, o senhor já ouviu falar dele?
– Algumas coisas. – falou o homem e comeu um pedaço de carne. – Sei que ele era um homem muito importante em Ba Sing Se, mas não escuto falar nele há muito tempo.
– Ele é um homem muito mau. – falou a mulher e bateu na mesa. – E se juntou com a Dai Li e com criminosos de todas as nações. Eles estão dispostos a tacar a nação do fogo e todo aquele que os apoiarem. Não podemos permitir que isso aconteça. Então, Aang e Zuko nos pediram para vir até aqui... Podemos contar com vocês?
– Eu sinto muito minha jovem, mas não vou fazer acordo nenhum com o Avatar e muito menos com o Senhor do Fogo. Nós todos sabemos o quanto a nação do fogo é cruel e não nos uniremos a isso. Se esse homem, juntamente com a Dai Li querem fazer uma invasão, é porque algo a nação fez a eles. Ninguém ataca se não forem ameaçados. – ele se levantou da cadeira. – Eu não me importo com o que pode acontecer a eles. É um governo cruel.
– Como pode dizer uma coisa dessas? – falou Haru irritado. – Isso podia ser há alguns anos quando o senhor do fogo ainda era o Ozai. O Zuko é diferente e por conta dele a guerra acabou, como pode virar as costas para ele assim? Se o senhor está vivo hoje e se seus soldados estão aqui é porque ele pôs fim a tudo.
– Já chega, eu não quero ouvir falar mais nisso. – O homem se irritou. – E devo pedir que partam imediatamente. Não quero gente da nação do fogo aqui. – falou ele se referindo aos soldados que acompanharam o casal na aeronave. Ele se distanciou e os homens que estavam de guarda naquela sala, olharam para Toph e Haru com tristeza.
– Que idiota. – falou ela com raiva.
– Não se preocupe, querida. Ainda temos vários lugares para ir e tenho a absoluta certeza que conseguiremos várias pessoas que estão dispostas a lutar. – falou Haru e abraçou a mulher. Os dois seguiram para fora do prédio e se adiantaram até a nave que estava parada do lado de fora das muralhas, mas antes que pudessem subir, um grupo de quinze soldados da terra se aproximou correndo.
– Esperem. – falou um jovem.
– O que querem? – falou Toph já estressada.
– Não é o general que vai nos impedir de servir ao avatar. – falou ele. –Nós iremos com vocês. Basta nos dizer aonde será o ponto de encontro e ficaremos felizes em ajudar. – Os homens fizeram uma reverencia para o casal e eles se olharam.
– O ponto de encontro será a cidade de Omashu. – falou Haru. – De lá partiremos para um segundo ponto de encontro que irão nos informar.
– Nos encontre lá em quinze dias. – falou a mulher e sorriu. – E muito obrigada por nos apoiarem.
Os homens fizeram outra reverencia e se afastaram da aeronave que começou a esquentar os motores para partir, ainda tinham muitas cidades para visitar e o tempo era extremamente curto.
Notas finais
Beijinhos e vou responder os reviews!!!
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