Livro 4: Ar
10 A Batalha por Republic City - Parte 10
Notas iniciais
Bem, vamos ao que interessa.. deixo para vocês a parte 10 da nossa ultima história, espero que gostem...
Mayumi estava sentada na janela da aeronave e olhava por ela, sua mente estava perdida e ela mal mantinha o compasso da respiração. Eles estavam voando há apenas algumas horas, mas o seu coração já estava bem apertado. Ela estava tão focada em seus pensamentos que nem percebeu a aproximação de Zuko.
– Eu dou toda a minha fortuna por seu pensamento. – falou ele e colocou a mão no ombro da mulher que ao olhar para ele, sorriu. – Eu falo sério.
– Eu só estou pensando na Zuli. Eu nunca fiquei longe dela e fico imaginando se está tudo bem. – Ela olhou para a janela mais uma vez. – Esses quinze dias parece que eu mal a vi.
– Não se preocupe com isso, minha mãe está cuidando dela e além do mais, não ficaremos fora por muito tempo. – Zuko se sentou atrás de Mayumi e lhe puxou para encostá-la em seu peito. Abraçou a sua cintura por trás.
– Estou com mau pressentimento.
– Não diga uma coisa dessas. – Ele fez pressão nos braços e deu um leve aperto na mulher. – Vai ficar tudo bem. Estamos bem preparados e em maior número. Venceremos fácil.
– Me promete uma coisa Zuko. – Mayumi se virou, ficando de frente para o senhor do fogo. – Promete que se algo acontecer comigo nessa guerra, você vai terminá-la e vai voltar para a Zuli.
– Não diga uma coisa dessas. Você vai voltar para casa, todos nós vamos.
– Apenas prometa. – Ela segurava o rosto do homem em suas mãos.
– Eu prometo. – falou ele. A mulher se aproximou devagar e então o beijou. Mayumi e Zuko já haviam assumido o relacionamento dos dois para todos, então, nada mais os impedia.
...
O sol mal havia raiado no céu quando as aeronaves pousaram em uma clareira poucos minutos do local do acampamento inimigo. Eles haviam combinado de a nação do fogo atacar pelo sul, os nômades do ar pelo norte, as tribos da água pelo oeste e o reino da terra pelo leste, pegando assim o inimigo e o cercando, sem que ele percebesse o ocorrido.
Mayumi e Zuko estavam abraçados na cama quando perceberam que a nave pousou.
– Chegamos. – falou a mulher e se afastou de Zuko, sentou na cama e começou a se vestir.
– Umi... – chamou Zuko e a mulher se virou para olhá-lo – Eu quero perguntar uma coisa a você.
– Pergunte. – falou ela e ficou seria.
– Quando tudo isso acabar, você aceita se casar comigo?
– Casar com você? – falou ela ainda pasma com a proposta. Está certo que Zuko e Mayumi já estavam juntos por um bom tempo, contando as idas e vindas e as vidas anteriores, mas ela nunca imaginou que eles se casariam algum dia. Ela ficou calada por um momento e a ansiedade pela resposta estava estampada na cara de Zuko. – Então? Está demorando a responder para me castigar é? – ele sorriu de nervoso.
– Não é só que... eu parei para analisar a nossa vida desde quando eu tinha doze anos e acabei percebendo que eu nunca imaginei você me fazendo esse pedido.
– Agora eu fiz e estou esperando a resposta.
– Ela é obvia, não acha? – falou a mulher e sorriu. – Claro que eu me caso com você. – Zuko se aproximou de Mayumi e a beijou porém, foram interrompidos por um dos soldados que bateu com força na porta.
– Já estou indo. – falou Zuko e os dois começaram a se vestir rapidamente, está certo que eles já haviam assumido o relacionamento em publico, mas daí ficarem se agarrando na aeronave era um pouco demais. Mayumi, que só faltava por aquela armadura vermelha que ia por cima dos ombros a colocou de qualquer jeito e Zuko apenas se enrolou em sua túnica normal, sem se preocupar com a armadura. – Pronto?
– Pronto. – respondeu Mayumi ofegante e se precipitou para uma mesa de estratégia de guerra. Zuko abriu a porta.
– Desculpe incomodá-lo senhor. – ele olhou para Mayumi mais atrás. – senhora.
– Diga. – falou Zuko seriamente, Mayumi corou de vergonha.
– Já enviamos o falcão mensageiro informando que já estamos a postos, conforme foi acertado e já recebemos a resposta. – ele respirou fundo. – Os generais estão esperando pela próxima ação.
– Muito bem então. – Zuko seguiu até uma mesa e pegou sua armadura também. Colocou nos ombros e então os três seguiram até o lado de fora da nave.
– Essa é a mensagem senhor. – falou um dos homens e passou o papel para Zuko, nele estava escrito “Entendido, podem seguir”. – E então, damos a ordem?
– Negativo. – falou Zuko. – Essa não é a mensagem que eu esperava. Aang e eu combinamos como seriam as respostas de cada um para que se, por um acaso, fossemos interceptados, ficássemos sabendo.
– Então nos descobriram? – perguntou Mayumi.
– Sim, nos descobriram.
– É melhor atacarmos antes que eles se organizem. – falou um dos generais.
– Não podemos, somos quase um quarto da quantidade dos Dai Li. Seria uma carnificina.
– E como vamos informar aos outros que estamos prontos para atacar? – dessa vez quem falou foi um general do reino da terra.
– Sinais de fumaça. – falou Jun e sorriu.
– Sinais de fumaça?
– É. – respondeu ele. – Lá na academia eu não ensino só a lutar e a controlar a água, ensino também sobrevivência em terras inimigas e uma dessas lições é sinais de fumaça. Então, tendo pelo menos um dos meus homens inserido em cada grupo, todos eles vão saber identificar a mensagem.
– Excelente. – falou Zuko e sorriu. Esticou a mão para Jun e apertou com força. – É bom ter você conosco.
– Obrigado. – respondeu ele.
– Façam conforme o general Jun mandar. – falou o senhor do fogo dando ênfase na patente que o homem detinha em sua tribo. O homem da tribo do norte sorriu e se distanciou do grupo.
– Eu preciso de uma fogueira armada imediatamente naquele morro e preciso também de folhas e galhos verdes para fazer a fumaça. Quero também uma tolha ensopada em água para fazer as nuvens.
– Sim senhor. – falou um dos tenentes e saiu correndo para providenciar.
...
– Já passou da hora de a nação do fogo mandar o falcão mensageiro. – falou Aang para Xing Ying.
– Provavelmente houve algum contratempo, mas não se preocupe, provavelmente logo eles mandaram o falcão.
– Você deve ter razão. – falou o avatar e olhou para todos aqueles homens do fogo, da água, da terra e os novos nômades do ar, sentados em rodas e conversando, parecendo ser apenas um povo só.
Ele observava a todos e sorria até que um dos homens se levantou e apontou para o céu. Aang se virou e imediatamente viu as nuvens de fumaça saírem da terra e seguirem para o céu.
– O que é aquilo?
– Sinal de fumaça. – falou um dos homens da água que conversavam perto de Aang.
– Você sabe identificar?
–Sim senhor. – falou ele e olhou para o céu. – A mensagem é simples: “Perigo, atacar agora”.
– O que houve com o falcão mensageiro? – perguntou Xing Ying.
– Não importa agora. – Aang fez com que uma rajada de ar o erguesse do chão e ficou alto o suficiente para ver todos do acampamento. – Se preparem todos, a luta vai começar.
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