Livro 3: Terra

24 Entre o Bem e o Mal - Parte 9 - FINAL


Notas iniciais
É isso gente!
CONCLUI O LIVRO 3... vou começar o livro 4 ainda essa semana.. (só me falta as idéias para concluir a história de Zuko, Mayumi e o resto da Gaang... espero que tenham gostado e que se divirtam com o próximo livro!

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– Tia Umi? – falou Honora enquanto tentava assimilar o que havia acontecido, Mayumi recebeu uma facada no lugar dela e sua mãe estava morta. Zuko que ainda permanecia ao lado de Mai olhou para onde estavam as filhas e Mayumi, só então viu a faca em seu peito.

– Está feito. – falou Azula e então caiu agonizando no chão, depois finalmente, morreu.

– Mamãe. – Zuli se aproximou da mulher e se abaixou ao lado dela.

– Oi meu amorzinho. – falou ela e passou a mão no rosto da filha.

– Eu estou com medo. – falou ela e começou a chorar.

– Não fique. – Mayumi sorriu. – O que mamãe disse para fazer quando estivesse com medo? – Ela segurou a mão da filha e começou a cantar. — “Cante uma canção, do fundo do seu coração. Sinta o meu amor te envolver e o medo vai desaparecer” – A menina ouviu as primeiras frases saírem da boca de Mayumi e acompanhou.

– “Um amor igual ao nosso nunca se viu, um amor puro que Deus construiu. E não importa o que aconteça, nem aonde iremos estar, nunca vai existir medo, porque sempre vou te amar.” – ela olhou para a menina e Honora pegou Zuli e a abraçou. Zuko chegou.

–Oh meu Deus. – falou ele e apoiou a cabeça de Mayumi em sua coxa.

– Honora... – falou a mulher com dificuldade. –... Pegue a Zuli e siga para o norte, Aang e os outros estão quase chegando aqui.

– É. – falou Zuko. – peça para a Katara vim o mais rápido possível. – Honora pegou na mão da Irmã e já ia começar a correr, mas Zuli não foi.

– Mamãe, eu não quero ir. – falou ela.

– Vai meu amor, sua irmã vai lhe proteger e você precisa achar tia Katara.

– A gente volta já, agüenta tia! – falou Honora e saiu correndo de mãos dadas com Zuli.

– Eu não queria que ela me visse morrer. – falou Mayumi e olhou Zuko.

– Você não vai morrer, pare de falar isso. – ele alisou os cabelos dela.

– Eu sei que eu vou. Tia Wu disse que eu ia morrer por causa de uma faca. – ela olhou para o objeto ainda nela. – Eis a faca.

– Deixa eu tirar isso de você. – falou Zuko e segurou o cabo. – No três. Um, dois e três. – Ele puxou a faca e Mayumi gritou de dor. O corte imediatamente começou a sangrar ainda mais, porém Zuko rasgou um pedaço de sua túnica e pressionou com o pano.

– Essa maldição é uma droga, não é?

– É. – respondeu Zuko e seu olhos se encheram de lágrimas.

– Você acredita agora?

– Na verdade eu sempre acreditei, só não queria assumir que sim. Se eu assumisse era a mesma coisa de saber que você ia me deixar ou eu te deixaria, dói demais pensar nisso.

– Então a gente vai se encontrar na próxima. – falou Mayumi e começou a perder o compasso da respiração, o pulmão começou a encher se sangue e ela já sentia falta de ar. – É uma pena que eu não vou saber que é você.

– Pelo amor de Deus, cala a boca e tenta não perder muita energia. Katara já vai chegar e ela vai curar você. – falou Zuko.

– Eu te amo Zuko. – Ela passou a mão no rosto dele. – Cuida da nossa menina e não a deixe esquecer-se de mim.

– Droga, não se despeça. – Zuko já estava desesperado. Mayumi começou a tossir e quando o fez, sangrou pela boca. – Umi, fica comigo, por favor, não desista. – Zuko observava a mulher em seus braços até que Katara e os outros entraram na clareira. – Katara, depressa. – A mulher envolveu as mãos na água e correu na direção dos dois. Os outros ficaram olhando a cena. Zuko observou Katara se aproximar, mas quando voltou a olhar Mayumi percebeu que as vistas dela estavam fixas em um ponto qualquer e o azul de seus olhos estava fosco.

– Zuko, eu não posso fazer mais nada. – falou Katara e desabou a chorar. – Ela não resistiu.

O senhor do fogo encostou o corpo dela em seu peito e chorou como nunca, até que algo lhe passou pela cabeça.

– Katara, drene o sangue que invadiu os pulmões e cure os cortes. – falou ele e deixou Mayumi reta no chão.

– Não tem mais jeito Zuko.

– Apenas faça. – Ele se ajoelhou e respirou fundo. Katara fez como lhe foi mandado, ela puxou o sangue de dentro dos pulmões de Mayumi e então fechou o talho. – Livre-se de emoção, puro e sangue frio. – Zuko começou a fazer alguns movimentos com as mãos e para surpresa de todos e mais precisamente de seu tio, ele começou a soltar faíscas dos dedos e um raio se formou, ele apontou para o peito de Mayumi e disparou uma pequena quantidade. O corpo inerte da jovem subiu e desceu quando a corrente elétrica passou por ele. – vamos. – falou Zuko e novamente fez o movimento e nada aconteceu.

– Zuko o que está fazendo? – perguntou Katara.

– Quando somos atingidos por um raio, o nosso coração acelera três vezes mais, então, eu talvez consiga fazê-lo bater novamente. – Zuko mais uma vez se concentrou e então deu o ultimo disparo. O corpo de Mayumi subiu e desceu e então ela voltou a respirar.

– Você conseguiu. – falou Katara e sorriu. Ela colocou as mãos envoltas em água e começou a curar as queimaduras no peito de jovem. – O coração bate fraco, mas está começando a ficar forte outra vez. Eu acho que ela vai sobreviver.

– Eu consegui. – ele sorriu e abraçou a mulher. Quando levantou novamente, ela o olhava fixamente, seus olhos azuis voltaram a cor natural. – Bem-vinda de volta. – ela nada respondeu, apenas virou para o lado e desmaiou.


...



O céu estava mais cinza que o habitual, talvez soubesse o que estava acontecendo naquele momento, por isso permaneceu assim. Mayumi abriu os olhos devagar e então observou o quarto em que estava. A cama estava coberta com um lençol vermelho e tinha vários travesseiros. Era daquelas camas que havia uma espécie de cobertura de onde poderia colocar um mosquiteiro ou coisa parecida. Olhou as paredes também vermelhas com várias insígnias do fogo, logo percebeu que estava no palácio.

Ela se sentou na cama e sentiu uma pontada forte de seu lado direito e em seu peito. Olhou para si mesma e viu que estava com o tronco completamente enfaixado. Ela se levantou e se apoiou na cama, pegou um hobby de seda vermelho e se enrolou nele. Caminhou com dificuldade pelo palácio até que chegou na saída.

Estavam todos os cidadãos da nação do fogo reunidos na praça da coroação e um enorme pira estava montada. Ela saiu pela porta lateral e ficou observando a cerimônia.

– Mai, dama do fogo de nossa nação por quatorze anos, você foi uma das melhores que o nosso povo já viu e também uma das mais generosas que essa nação pode presenciar. Você foi esposa de Zuko, senhor do fogo, mãe de Honora, princesa do fogo. – o sacerdote parou e se aproximou da pira. – Nós a deixamos em repouso eterno como foi o seu pedido antes de morrer. – Dois outros homens vestidos de branco ascenderam a pira que começou a queimar imediatamente.

Mayumi olhava para todos os lugares até que encontrou Zuko e Honora, ao lado da pira, todos dois vestidos de branco com detalhes dourados. Ele abraçava a filha que não conseguia parar de chorar, afinal, havia perdido a sua mãe, para sempre. Ela ficou olhando os dois ao lado do caixão de Mai que queimava até que Katara a viu.

– Umi, que bom que você acordou. – falou ela e abraçou. – mas não deveria estar aqui fora, ainda está se recuperando.

– Eu preciso abraçar Honora e Zuko. Prometi para a Mai que iria cuidar deles.

– Não, você precisa é deitar e se recuperar. – falando isso Katara segurou a amiga e a levou para dentro do palácio de novo, até uma sala onde havia uma poltrona extremamente confortável. – Sua filha está extremamente preocupada com você, quase não come e não dorme.

– Onde ela está?

– Está na cerimônia, com o pai e a irmã. – Mayumi não havia visto, mas ao lado de Honora estava Zuli, também vestida com as mesmas roupas que eles. – Fique aqui que daqui a pouco eu trago todos para cá.

– Certo. – falou Mayumi e se aconchegou na poltrona.

– Enquanto isso. – a mulher chamou um dos empregados do castelo. – Poderia trazer uma sopa bem forte para a minha amiga?

– Sim senhora, imediatamente. – falou o homem e saiu pelos corredores.

– Você precisa comer e ficar forte.

– Como eu vim parar aqui? – falou ela segurando a ferida do lado direito. – Afinal, de Ba Sing Se para cá são no mínimo três dias de viagem em uma aeronave.

– Então, foi exatamente isso que aconteceu,você ficou apagada por três dias. Saímos de lá assim que você voltou. – falou Katara e Mayumi ficou pasma.

– Três dias? – falou ela e ficou preocupada. – Coitada de minha bebezinha. – Assim que Mayumi se calou o homem trouxe a sopa e entregou para ela.

– Coma que eu vou buscá-los. – Katara sorriu e deixou a sala. Mayumi devorou a sopa em apenas alguns minutos, estava faminta. Ela se esticou na cadeira e mesmo sentindo o seu corpo todo doer, ela relaxou. Fechou os olhos por um curto período até que ouviu alguns passinhos rápidos pelo corredor, quando se virou para ver quem era, Zuli veio correndo e se jogou em cima dela.

– Mamãe. – a menina sorriu e beijou a mulher toda. – Estava preocupada.

– Não se preocupe meu amor, mamãe está bem agora. – Ela abraçou a menina e a olhou novamente. – Você está enorme, o que andou fazendo nesses três dias? Comeu fermento?

– Eu não cresci não. – falou ela e sorriu.

– Tia Umi. – falou Honora da porta e logo atrás estava Zuko com um enorme sorriso. Mayumi colocou Zuli no chão e com muita dificuldade e dor, se levantou e abraçou a menina. – Desculpe por tudo, eu não sabia o que estava fazendo, eu fui manipulada por tia Azula. Eu nunca quis machucar a minha irmãzinha.

– Tudo bem querida, não tem problema nenhum. – ela permanecia abraçada a menina.

– Como a senhora pôde fazer aquilo? Levar uma facada que estava destinada a mim?

– Eu jamais deixaria que nada de ruim acontecesse a vocês duas, nunca. Eu salvei você quando era apenas um bebezinho e salvei agora, e se algum dia você precisar de mim novamente, eu estarei lá. – Honora começou a chorar mas logo se lembrou.

– Katara me disse que quando você me salvou quando era pequena, eu joguei seu bracelete no mar. O bracelete que meu pai havia lhe dado quando vocês ainda eram adolescentes.

– Não se preocupe com isso.

– Eu quero lhe dar isso. – falou ela e tirou outro bracelete do bolso. Ele era igual ao outro, feito de ouro, mas ao invés das chamas da nação do fogo, haviam vários rubis cravejados. – Sei que não é nada comparado ao outro, mas eu quero que aceite.

– Obrigada. – respondeu Mayumi e colocou a jóia em seu braço. Honora a abraçou mais uma vez e foi ficar ao lado da irmã, deixando Zuko e Mayumi um de frente para o outro.

– Ei. – falou ela e sorriu.

– Ei. – falou ele e retribuiu o sorriso.

– Eu acho que te devo uma.

– Eu não ia esperar uma vida para te ver de novo. – falando isso ele a abraça com força e ela gemeu de dor. – Desculpe.

– Tudo bem. – falou ela e sorriu.

- Sabe uma coisa que eu percebi? A tia Wu errou, disse que você morreria, mas você está aqui.

- Ela não errou. — falou Mayumi e sorriu. — Eu morri, mas você me trouxe de volta. — Ela voltou a abraçar Zuko e o clima era de harmonia total até que Aang chegou apressado.

– Gente, eu tenho péssimas noticias. – falou ele e observou o grupo. Todos se olharam e finalmente conseguiram entender, poderia se passar anos, mas a equipe Avatar sempre teria alguma coisa para combater para que o mundo se tornasse um pouco melhor.


Notas finais
Beijinhos povo!!!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!