Livro 3: Terra
22 Entre o Bem e o Mal - Parte 7
Notas iniciais
Fui assistir a um filme (que foi baseado em um livro que eu li) e me apaixooooooooooooonei pelo filme... a comédia-romantica se chama "Meu Namorado é Um Zumbi"... é inspirado no livro "Sangue Quente - Isaac Marion" e é tudo de bom... me apaixonei por "R" e sei que se vocês forem assistir (e gostarem desses tipos de filmes) vocês vão adorar... =D
Enfim, vamos ao que interessa, deixo para você mais uma parte do capitulo 3... espero que gostem!!!!
- Eu estou ficando com medo, Honora. – falou a pequena e agarrou na mão da irmã, sem saber quem era.
- Não precisa ficar com medo. – A menina sorriu maliciosa. – Eu estou aqui e o lugar para onde estamos indo, é logo ali na frente.
- Porque construíram um circo tão longe da cidade? – falou ela e se desviava de algumas moitas espinhosas.
- Eu não faço a mínima idéia. – respondeu a menina cortando o mato com uma espada.
- Eu não sei por que, mas você se parece muito com o meu pai.
- Talvez seja porque ele é o meu pai também. – falou Honora e encarou a menina.
- Você é a minha irmã? – falou Zuli e sorriu. – A que mamãe falou?
- Sou. – respondeu ela e continuou arrastando a menina pelo braço, mas não esperava a reação de Zuli. Ela se soltou da mão de Honora e a abraçou com força. A jovem ficou sem ação olhando a menina agarrada a sua cintura.
- Eu gostei de você. – falou Zuli e sorriu.
- É melhor a gente continuar.
- Agora não estou mais com medo. – falou a criança e saiu saltitante na frente.
- Deveria ficar.
...
- Você está vendo alguma coisa Zuko? – falou Mayumi.
- Ainda não.
- Você tem certeza que foi a Honora que a pegou? – falou a mulher aflita.
- Tenho. – respondeu ele. – Quer dizer, eu não sei mais de nada, nunca me ocorreu que minha própria filha tenha feito isso com a irmã.
- Então ela deve ter descoberto sobre a Zuli, mas como?
- June. – falou Zuko e bufou de raiva. – Como eu não percebi nada? Mai deve tê-la mandado para me procurar, ela viu a Zuli me chamar de pai.
- Ela deve ter contado a Honora sobre a irmã.
- Claro! Honora deve ter ficado com ciúmes por eu ter passado tanto tempo com você e com Zuli. – Zuko continuava olhando para baixo. – Eu só não entendo como a Mai ficou sabendo de June e do Shirshu.
- Ela deve ter conhecido alguém que conhecia.
- É claro, agora tudo faz sentido, Azula.
- O que tem a Azula? – perguntou Mayumi ainda buscando a filha.
- Ela está no palácio, com a Mai. Deve ter enchido a cabeça dela de coisa.
- Azula no palácio? Como você deixou isso acontecer?
- Ela chegou dizendo que havia perdido a memória, mas é claro que era mentira, ela deve ter comprado o médico real. – Zuko ficou pasmo com aquilo que passou por sua cabeça.
- Como ela conseguiu tanto dinheiro? Porque eu imagino que para fazer o médico trair a confiança do rei, ela deve ter pago uma boa quantia.
- Mai deve tê-la ajudado. – Zuko ficou triste. – Eu não acredito que ela foi capaz disso.
- Eu sinto muito. – falou Mayumi e abaixou a cabeça. Assim que o fez, avistou as duas meninas andando em uma clareira. – Zuko, eu as encontrei.
...
- Chegamos. – falou Honora quando elas finalmente alcançaram uma clareira.
- Onde está o circo? – falou Zuli olhando para todos os lados. – Eu tenho que ver logo e voltar para casa. Mamãe e papai devem estar furiosos por eu ter saído sem avisar.
- Não há circo nenhum. – falou Honora e puxou uma faca para a menina. – Tia?
- Quem você está chamando? E Porque me trouxe aqui?
- Estou chamando a tia Azula, ela ficou de me encontrar aqui. – Honora se aproximou da menina e ela deu um passo atrás. – Eu vou tirar você de vez do meu caminho, você nunca assumirá o meu trono.
- Eu não quero o trono, nem sei o que é isso, eu quero a minha mãe. – ela fez bico e ameaçou chorar.
- Pare de chorar e seja uma moça. – falou ela encarando a menina. – você é um bebezinho mimado.
- Não sou não. – Zuli ficou em posição de luta.
- Sério, você pretende me atacar? – falou Honora e sorriu. – Vamos lá, me ataca. — Zuli lançou um chicote de fogo azul na direção da irmã que a olhou assustada. Ele atacou novamente. Honora desviou.
O bisão desceu na clareira e assim que Zuko e Mayumi saltaram dele, Honora correu para trás de Zuli e colocou a faca no pescoço dela.
- Mamãe. – gritou a menina.
- Está tudo bem, meu amor. – falou Mayumi tentando acalmar a menina.
- Honora, o que pensa que está fazendo? – falou Zuko seriamente.
- Me livrando dessa usurpadora que vai roubar o trono, que é meu por direito. – falou ela nervosa.
- Honora, me escuta. Ela não quer roubar nada de você, é uma criança. – falou Mayumi e deu um passo a frente. – Eu juro que você nunca mais vai ouvir falar da gente, se deixá-la ir. Eu juro.
- Você é uma traidora, mentirosa. – falou a jovem. – Enquanto brincava comigo quando criança, traia a minha confiança se atirando para cima do meu pai.
- Você não sabe de nada Honora, é apenas uma menina.
- Ah não? Tia Azula me contou tudo, que você sempre amou a Mayumi e nunca gostou da minha mãe. Talvez por isso tenha sido fácil nos largar na nação do fogo para brincar de casinha com ela aqui em Ba Sing Se.
- Honora, eu estou perdendo a paciência. – falou Zuko e ameaçou avançar.
- Cheguem mais perto e eu juro que corto o pescoço dela. – falou a menina e colocou a faca ainda mais perto da garganta de Zuli que a essa altura, morria de chorar.
- Honora, por favor, eu... – Antes que Mayumi pudesse concluir, ela foi pega pelas costas, por Azula que a fez desmaiar. Zuko ficou entre as duas.
Do lado esquerdo estava Honora com uma faca no pescoço de Zuli e do seu lado direito, Azula mantinha Mayumi presa.
- Azula?
- Olha só para você, Zuzu. – falou ela sorrindo. – Parece que sempre que nos encontramos você tem que fazer uma escolha difícil. Na ultima vez, você traiu o seu tio e ficou do meu lado e agora eu vou fazer outra proposta. – ela respirou fundo. – Vou deixar você escolher qual das duas morre e qual vive. Pense bem Zuzu.
- Você é um monstro, Azula. – falou ele.
- Eu sei. – Ela carregava Mayumi desacordada e seus dedos já brilhavam por causa de um raio que estava se formando. – Então, maninho, qual vai ser sua escolha? A sua amante camponesa ou a bastardinha?
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