Livro 3: Terra
19 Entre o Bem e o Mal - Parte 4
Notas iniciais
Deixo esse capitulo para vocês explicando sobre o amor de Zuko e Mayumi.. espero que gostem..
E PARA OS AMANTES DE CAPITULOS GRANDES: Esse ficou enooooooooooooooooorme... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Nanna e Keino
– A lenda começa com o nascimento do primeiro avatar. O mundo ainda não existia da forma que vemos hoje, não havia dominadores e as nações eram apenas uma. Porém o mundo dos mortais e o mundo dos espíritos estavam em completa desarmonia, tanto os espíritos passavam para cá quando bem entendessem, como também os humanos o faziam e isso gerava terríveis conflitos.
Um dia, o espírito que tudo sabe, teve a idéia de criar uma ponte entre os dois mundos e fechar as portas de uma vez por todas e assim nasceu o avatar. Ele foi ensinado a usar os quatro elementos: água, fogo, terra e ar, para que o mundo vivesse em paz e harmonia. Ele nasceu de pessoas normais e quando fez a idade de se casar, casou com uma mulher também normal, sem dominar.
Eles tiveram quatro filhos e cada filho nasceu dominando um dos elementos. E esses filhos se casaram com mulheres e homens normais e nasceram pessoas neutras e pessoas dominadoras e assim, esse poder se espalhou por todo o mundo.
Porém os humanos, agora livre dos espíritos, começaram a lutar entre si para provar qual era o elemento mais forte entre os quatro. Os espíritos prevendo a destruição da terra, pediu ao avatar da época, que interferisse e ele assim o fez. Com a ajuda das dominações, o avatar dividiu o mundo em quatro nações: A tribo da Água, O Reino da Terra, A Nação do Fogo e os Nômades do Ar e por ordem dos espíritos, proibiram a todos de estarem em outra nação que não fosse a sua.
E assim o mundo viveu por mais mil anos.
– Ainda não consigo compreender. – falou Mayumi. Ela estava sentada ao redor de uma pequena fogueira onde o fogo estalava. Zuko estava ao seu lado e os dois estavam de frente para tia Wu. Mang, Duke e Zuli estavam esperando aflitos do lado de fora.
– Paciência minha cara, paciência. – A mulher se levantou e voltou com um pó escuro e assoprou no rosto dos dois amantes. – Esse é o pó da arvore mais antiga de todo o mundo, ele vai ajudar a ver o que eu estou vendo. – falando isso ela volta a se sentar e então começa a contar a história outra vez. Zuko e Mayumi olhavam a fogueira assim como a tia Wu e de repente, eles começaram a ver imagens e pessoas dentro das chamas e então tiveram a mesma visão de tia Wu.
OS PRIMEIROS AMANTES:
Existia um jovem, guerreiro da nação do fogo, de pouco mais de vinte anos, muito bonito e curioso, seu nome era Keino. Ele treinava na academia militar para se tornar um possível general da marinha. Seu fogo de dominação não era amarelo e muito menos azul, era de uma cor mais avermelhada que era extremamente bonito de se ver. Seus olhos eram amarelos e seu sorriso parecia haver sido pintado pelo melhor artesão da época. Ele vestia a armadura dos soldados do fogo e estava parado aos portões, observando o mar azul a sua frente.
– No que está pensando, Keino? – falou um homem que aparentava já ter quarenta anos.
– Você nunca teve curiosidade em sair daqui e descobri o restante do mundo? Comandante?
– Nós somos o mundo Keino, não aprendeu nada em história?
– Eu não acredito que só tenha a nação do fogo nessa extensão toda de mar. Você nunca se perguntou se realmente estamos sozinhos? Nunca teve vontade de pegar um navio e sair?
– É proibido Keino. – falou o homem. – quem tentou morreu.
– É, eu ouvi as histórias.
– Tire isso da sua cabeça e volte para o seu serviço. – falou o homem e sorriu. Keino retribuiu o sorriso, mas só por educação, ele não tiraria aquilo da cabeça nunca.
Aquela vontade criou tamanha proporção no coração de Keino que ele apenas a fez, na calada da noite, se aventurou pelo porto da nação, roubou um navio e partiu sem rumo em direção ao norte. Durante a viagem descobriu o porquê de todos dizerem que era uma viagem perigosa e sem retorno. O calor da nação do fogo foi dando lugar a um frio congelante a medida que o jovem ia seguindo para o norte, até que finalmente ele encontrou terra, ou melhor, neve. Ele nunca havia visto nada daquilo antes e ficou maravilhado, mas como não tinha como se esquentar e o seu fogo interior já não estava mais sendo útil, o jovem perdeu as forças e então desmaiou.
...
Acordou algumas horas depois ouvindo o fogo estalar em uma fogueira que o aquecia. Um voz feminina cantava baixinho e era incrivelmente prazeroso ouvi-la. O jovem que ainda permanecia de olhos fechados, resolveu abri-los para poder ver o que se passava.
Ele estava deitado em uma cama de pele extremamente confortável e macia. A ornamentação do lugar era agradável e aconchegante e por mais que ali fosse diferente da sua casa, ele se sentiu bem.
O jovem percorreu todo o lugar com os olhos e finalmente encontrou a dona da voz que o hipnotizara. No canto do lugar, sentada em um banquinho, havia uma jovem que costurava uma manta.
Os cabelos estavam soltos com duas tranças que pendiam de cada lado. Ela usava uma roupa de frio azul e sorria enquanto cantava. Os seus olhos eram de um extremo azul e seu rosto fino. Os dentes eram bem alvos, iguais a neve. Ela costurava distraída até que percebeu o jovem.
– Bom dia. – falou ela e sorriu ainda mais. Deixou a manta em um lugar e se aproximou de um caldeirão que tinha algo que cheirava tão bem que o estomago do jovem roncou. Ela pegou uma tigela, encheu com sopa e entregou a ele. – Você se sente melhor?
– Com toda certeza. – respondeu ele e sorriu, estava hipnotizado.
– Meu nome é Nanna e eu encontrei você caído no meio da neve. O que pensa que estava fazendo usando apenas aquelas roupas nesse frio intenso? Queria congelar?
– Eu não sou daqui. – falou ele e sorriu. – Sou da nação do fogo.
– Nação do fogo? Nunca ouvi falar dessa aldeia. – falou ela confusa.
– Não é uma aldeia, é uma nação inteira, fica do outro lado do mar. – A expressão da jovem mudou de serena para extremamente assustada de uma hora para outra.
– É impossível, não existe nada além mar.
– Era o que eu pensava também, até que encontrei esse lugar.
– Você é um viajante? – ela sorriu. – Eu pensei que fosse proibido.
– E é. – falou ele. – me considere um amante da arte de quebrar regras.
– E isso quase lhe custou a vida. – ela pegou a tigela que Keino já havia esvaziado e então levou até a mesa. – espero que esteja feliz.
– Estou. – falou ele e se levantou. Usava apenas a sua calça e tinha o tronco nu. Nanna abaixou o olhar quando ele se levantou. Ele percebendo, vestiu a camisa. – Que lugar é esse?
– A Tribo da água. – respondeu ela encostada na mesa. Nesse momento, por causa da tempestade de neve do lado de fora, a casa foi invadida por todo aquela coisa branca que Keino havia se encantado. Nanna correu e fechou a porta. – Desculpe, isso sempre acontece. – falando isso ela dobra a neve que entrou em casa e coloca em um vaso, a água estava no estado liquido.
– NOSSA. – falou Keino assustado. – O que foi, isso?
– Uma tempestade de neve. – falou a mulher sem entender.
– Não, eu quero dizer isso que você fez com... com as mãos. – ele estava abobalhado.
– Dobra de água. – falou ela e sorriu. – De onde você vem, não existe dobradores de água?
– Não, de água não, só de fogo.
– Não existe dobra de fogo.
– Ah! Não? – falando isso Keino faz as chamas da lareiras saírem de onde estavam e ficarem ao redor dele. Nanna fica observando pasma as chamas estarem ao redor do jovem sem queimá-lo. Ela deu a volta ao redor dele e então parou.
– Isso é...
– Super legal, eu sei. – ele devolveu as chamas para o fogo e sorriu. – a sua também é maravilhosa.
– Você pode fazer o que quiser com o fogo? Quero dizer, eu posso fazer qualquer coisa que eu precise com a água, tanto para afazeres domésticos quanto para uma luta.
– Eu também consigo fazer algumas coisas, mas não muitas, afinal o fogo é rebelde e parece ter vida própria. — Ela sorriu.
– Me diz, o que você vai fazer agora? Agora que você sabe da existência de outro povo, você vai voltar para casa e contar a eles?
– Por mais que eu queira, eu não posso voltar. – Keino se sentou em uma cadeira. – Eu desobedeci uma ordem direta de não deixar a cidade. Se eu voltar a pisar lá, vou ser condenado a morte.
– Então, bem-vindo a tribo da água, sua nova casa. – falou ela e sorriu.
...
DE VOLTA AO MUNDO REAL:
– Nossa. – falou Mayumi quando as imagens desapareceram. – o que foi isso?
– Foi demais. – falou Zuko e sorriu.
– Vocês conseguiram se conectar com os espíritos da Nanna e do Keino em vocês.
– Eu ainda não entendi o que esses dois tem a ver conosco. – falou Zuko.
– Depois de Keino sair da nação do fogo e encontrar com Nanna, eles se apaixonaram um pelo outro e foram de encontro as regras impostas pelos os espíritos de as nações nunca se encontrarem. Assim, os espíritos amaldiçoaram ao casal com a morte da jovem. Keino com ódio, viajou pelo o mundo em busca do avatar que havia nascido entre os nômades do ar. Ele implorou que o avatar o levasse ao mundo dos espíritos onde ele poderia “conversar” com eles. Quando o avatar o fez, Keino perdeu a cabeça e começou a destruir tudo ao seu redor, até que o espírito que tudo sabe, veio até ele e lhe perguntou o porquê de tanta raiva e Keino respondeu que eles haviam tirado a única coisa mais preciosa que ele tinha, Nanna.
O espírito ouviu a história, mas não poderia fazer nada, Keino havia quebrado uma regra e precisava ser punido, mas ao mesmo tempo, percebeu que seus irmãos haviam sido duros demais na pena. Então ele fez um trato com Keino.
Os povos estavam livres daquela situação e poderia viajar entre si e conhecer um ao outro. O avatar seria, a partir daquele dia, o único a entrar e sair do mundo espiritual e Keino e Nanna voltariam a vida sempre que morressem, mas em corpos diferentes com histórias diferentes. A única coisa que não poderia mudar era o fato de que ele havia desobedecido e como isso precisaria ser punido e a punição foi a seguinte: Os dois espíritos amantes nasceriam um ciclo atrás do avatar e ela sempre seria o oposto dele, como na primeira vida, e eles estariam condenados a sempre se encontrarem e sempre se apaixonarem um pelo outro, mas quando isso ocorresse, um dos dois seria morto, como punição pela desobediência, então eles nunca conseguiriam ter uma vida plena juntos.
– Isso é besteira. – falou Zuko. – O único que pode reencarnar é o avatar.
– Se o avatar pode, o que impede de outros também poderem? – falou Mayumi com os olhos cheios de lágrimas.
– Você não esta acreditando nessa história, está?
– Porque não Zuko? Sempre algo dá errado entre nós.
– Mas nenhum de nós dois morreu, isso não é uma prova?
– Isso é verdade. – falou tia Wu. – Provavelmente vocês viveram vários tempos separados e isso prolongou as suas vidas.
– É verdade. – falou Mayumi. – quando começamos a namorar, fomos impedidos por seu pai que nos afastou por seis meses. Depois eu fui presa e fiquei quatro anos longe. – Mayumi olhava Zuko. – Quando eu voltei, você estava com a Mai e por conta disso nos afastamos várias e várias vezes, está na cara que é isso Zuko.
– Como eu disse, é besteira.
– Tia Wu, pode ler minha sorte? – falou a jovem.
– Eu não posso ler a sorte dos amantes desafortunados. – falou ela. – sinto muito, nunca é bom.
– Eu entendo. – falou ela e abaixou a cabeça. – Obrigada tia Wu.
– É, que seja. – falou Zuko e saiu da sala seriamente. Mayumi foi logo atrás.
– E então tia, eram eles mesmo? – falou Meng.
– Sim querida, são eles os amantes. – falou ela triste.
– E a senhora viu alguma coisa na vida deles?
– Vi. – falou ela. — E não é muito agradável.
– O que foi?
– Se ela não se afastar dele em cinco dias, ela vai morrer.
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