Livro 3: Terra

15 Bem-vinda - Parte 8 - FINAL


Notas iniciais
Bom Dia povo!
Estou aqui no trabalho e resolvi deixar logo a história para vocês, espero que gostem!!!!
PS.: Nâo tive idéias para o fanart "que sempre posto" se vocês tiverem algum, me manda o link que eu posto e dou os devidos créditos...

Mayumi colocou a bolsa em cima da cama e começou a enchê-la com suas coisas e com as coisas da menina.

– Vamos viajar, mamãe? – perguntou Zuli enquanto brincava com uma boneca.

– Vamos sim, meu amor. Vamos passar algumas semanas fora. – respondeu Mayumi.

– E o meu treinamento? – A mulher respirou profundamente. Não queria deixar a menina triste, mas não tinha outra forma.

– Você não vai mais treinar com o senhor Iroh!

– Porque não? – A menina começou a chorar, para ela Iroh era como um avô.

– Me escute. – Mayumi se abaixou na altura da menina. – Aconteceram algumas coisas e por isso, você não pode mais voltar lá. Eu também não vou mais trabalhar na loja. Confie em mim, filha, se você voltar a treinar com ele, vão acabar levando você de mim. Você quer isso?

– Não. – respondeu ela ainda chorando. Mayumi a abraçou.

– Eu faria uma loucura se te perdesse. – Ela olhou para a filha e passou a mão no rosto dela para enxugar as lágrimas. –

– Eu vou com você mamãe.

– Eu fico feliz em ouvir isso. – Ela começou a chorar. – Agora me ajuda a guardar as suas coisas, temos que ir amanhã bem cedo. – Zuli correu até o outro lado do quarto e começou a esvaziar as suas gavetas.

A porta do quarto se abriu e Mayumi nem se preocupou em ver quem era, pensava ser Toph que tentaria convencê-la a não ir.

– Porque eu tinha a certeza que você ia fugir? – A jovem se virou e deu de cara com Zuko, parado na porta. Toph chegou alguns segundos depois.

– Zuli. – falou Toph chamando a menina. – vem comigo. Mamãe e o Zuko precisam conversar. O tio Haru vai tocar o clarintsung, você gosta de ouvi-lo tocar, não é?

– Gosto, mas a mamãe disse para eu ajudar ela.

– Vai coração. – falou Mayumi sem olhar para nada mais além de Zuko.

A menina passou pela mãe e sorriu quando alcançou Zuko. Ele piscou para ela e retribuiu o sorriso. Aporta se fechou.

– É assim que você resolve os seus problemas, fugindo?

– Eu não estou fugindo.

– Não? E o que são essas malas? – Zuko se aproximou da cama e tirou uma peça de roupa de dentro da bolsa.

– Eu... Eu não te devo explicação nenhuma. – Ela se irritou. – Vai embora.

– Eu vou só se você me responder uma coisa. – Zuko voltou até a porta e se encostou nela. – Quem é o pai de Zuli? – Mayumi perdeu o chão, imaginou mil coisas para dizer.

– O Jun. – respondeu ela sem pensar.

– Ah, O traidor! Me responde outra pergunta: Quando foi que vocês dormiram? Porque antes de mim, você nunca havia estado com outro homem.

– Foi depois e não te interessa com quem eu dormi. – Zuko gargalhou.

– Como pode dois dobradores de água, ter uma filha dominadora de fogo?

– Eu vou te responder com outra pergunta: Como uma dobradora de água, pode nascer de uma neutra e um dominador de fogo? E além do mais, ter dois irmãos que também tem o fogo como elemento? Eu vou te responder como. – Mayumi estava já perdendo o compasso da fala, havia subido um tom. – Eu sou igual a minha avó, assim como Zuli é igual ao meu pai.

– Como você consegue mentir desse jeito? – Zuko também se alterou. Ele não gritava, mas também não estava mais calmo. – Ela é minha filha. A criança praticamente é a minha versão feminina.

– Você é um idiota! Quer acreditar que ela seja, problema seu. – Mayumi já estava chateada. Ela não era tão controlada e por qualquer coisa explodia. Esse sempre foi seu temperamento.

A porta atrás de Zuko se abriu e Zuli entrou correndo, estava desesperada.

– Mamãe, mamãe! – falou ela e ficou entre Mayumi e Zuko.

– Agora não, Zuli.

– Mudou.

– Filha, mamãe está tendo uma conversa séria aqui, depois a gente conversa.

– Mãe. – gritou a menina, desconsiderando a feição séria de Mayumi. – Mudou.

– O que mudou? – Mayumi que já estava com raiva, se controlou para não descontar na menina.

– Isso. – assim que Zuli se calou, suas mãos se ascenderam e ao invés de seu fogo ser o tradicional amarelo, estava azul. Zuko encarou Mayumi sériamente até que um sorriso surgiu no canto da boca.

– Eu vou te contar uma história, Zuli. – falou ele e abaixou ao lado da menina. – Você sabia que só os descendentes da família real do fogo, possuem a capacidade de gerar fogo azul?

– Não. – respondeu a menina.

– Então, não se assuste porque mudou, isso quer dizer que você é uma princesa, de verdade.

– Eu sou uma princesa?

– Pode apostar que é. – Zuko puxou Zuli para um abraço e olhou Mayumi mais uma vez. O cenho do homem estava franzido. – Agora vai brincar com a tia Toph e o tio Haru e deixa eu terminar de conversar com a sua mãe, tá?

– Está bem. – falou a menina e saiu correndo. Mayumi desabou no chão, ao lado da cama, e começou a chorar. Zuko fechou a porta atrás dele e se aproximou da mulher.

– Então...

– Ela é sua filha. – Foi a única coisa que ela conseguiu dizer, as palavras eram engolidas por lágrimas. Zuko se sentou ao lado dela.

– Não te passou pela cabeça que eu gostaria de saber que eu tinha uma filha com você? – Ele falava baixinho, algo acima do sussurro. Mayumi continuava com a cabeça baixa, entre os joelhos.

– Eu fiquei com medo. – Mayumi falava abafadamente. – Medo de que quando você soubesse dela, quisesse tirá-la de mim. – Zuko deu uma gargalhada involuntária. Levantou a cabeça da mulher e fez com que ela o olhasse.

– Você realmente achou que eu separaria vocês duas? Acha que eu sou um monstro? Não se separa mãe e filho, digo por experiência própria, dói demais.

– Desculpa.

– Vem cá. – Zuko abraçou Mayumi e alisou seus cabelos. – Não se preocupe com isso, tenho ainda muito tempo para conhecê-la e podemos começar agora. – Ele enxugou o rosto dela e ela sorriu.

– Eu posso dar um jeito nisso. – Mayumi se levantou e saiu do quarto, deixando Zuko ainda lá. Mal havia batido a porta e Zuli apareceu em sua frente.

– Tia Toph mandou eu subir. – Mayumi sorriu.

– Toph! – gritou ela e a mulher, no andar de baixo sorriu.

– Desculpe, a curiosidade foi mais forte. – Umi olhou Zuli e então se ajoelhou, ficando da altura da filha.

– Meu amor, lembra quando você perguntou se um dia poderia conhecer o seu pai. – A menina assentiu. – Quer fazer isso agora?

– Quero. – falou a menina eufórica.

– Vem comigo. – Mayumi abriu a porta e Zuko permanecia sentada no chão. – Zuli, esse é o Zuko.

– Eu já conheço ele mãe, é o sobrinho do tio Iroh.

– Eu sei amor, ele também é o seu pai. – Zuko sorriu e olhou a menina que o fitava seriamente, até que ela correu e se jogou nos braços dele. O homem apertou com força a pequenina.

– Você é linda, sabia? – falou ele a alisou o rosto da menina.

– E o senhor é legal. Eu disse isso para a mamãe e ela concordou. – Zuko sorriu e olhou para Mayumi.

– Obrigado.

Notas finais
Beijinhos!!!!