Livro 1: A ULTIMA CARTA

1 Paredes Manchadas (Prologo)


Notas iniciais
OBS: para uma experiência mais intensa recomendo acessar os links que deixarei exposto na fic. eles são a "trilha sonora" que encaixam com maestria em algum determinado trecho. deixem tocando enquanto lêem.

OST (cliquem)

PROLOGO

Capítulo 1 — Paredes Manchadas

em algum lugar nas ruínas de Freijord...

Homem de setenta anos atravessou as ruínas, passando as mãos molhadas de sangue sobre as paredes rochosas deixando um macabro rastro vermelho. Ele se dirigia o mais rápido que podia pelo corredor rochoso, olhava constantemente para trás como se fugisse de alguma coisa. O idoso deixou-se ficar estendido por um instante, para tentar recuperar o fôlego e avaliar a situação. "ainda estou vivo" pensou. Ele procurou desesperadamente um local para se esconder.

– Não deveria se esforçar tanto, um homem na sua idade, isso pode lhe fazer mal. — disse uma voz

Paralisado, o velho virou lentamente a cabeça em direção a voz. A sombra do seu atacante o cobria. Ele era alto com uma pele espectralmente pálida e longos cabelos brancos. Os seus olhos eram de um vermelho-escuro, ele trajava uma roupa com um casaco cor de sangue. Ele olhava para o idoso com uma feição calculista e um sorriso que mostrava um ar de superioridade. Ele estendeu as mãos em direção ao idoso como se esperasse receber alguma coisa, nas pontas de seus dedos haviam lâminas.

– Não deveria ter fugido, senhor Lyte — disse o homem — agora me dê o pergaminho. precisamos dele para traduzir as paredes de runas.

– vocês não sabem com que estão mexendo! — disse o homem indefeso ajoelhado no corredor

– Um poder como esse não deve ser desperdiçado.

– volte para Noxus, Vlademir, diga a Swain que ele não vai conseguir o que deseja! — pragueja o idoso

– cuidado com as palavras.- Vlademir movimenta a mão, e faz com que o sangue de Lyte acelere, seu coração começa a bater descompassadamente — agora, onde está o pergaminho que traduz os murais de runas?

Lyte não conseguia respirar. Ele inclinou um pouco a cabeça e ergueu as mãos em um gesto de defesa. "espere, eu direi o que for necessário!" disse ele ofegante. Lyte pronunciou as palavras seguintes com muito cuidado, tinha ensaiado aquela mentira por semanas.

– excelente. — disse Vlademir satisfeito ao escutar a explicação de Lyte

Vlademir se aproximou do senhor e cravou a lâmina de seu dedo no idoso. "obrigado" disse Vlademir em seu ouvido. Lyte sentiu como se um lança tivesse atravessado o seu peito. Ele caiu para trás lutando contra a dor. Lentamente, rolou sobre si e olhou para seu assassino. Vladimir contemplou o homem que agonizava no gelado chão e se retirou.

Lyte olhou para pequeno orifício da ferida, era um ponto negro orlado com sangue. Ele sabia que tipo de morte o aguardava, Vladimir havia mexido em sua corrente sanguínea, dez minutos, era o tempo de vida que o restava com a hemorragia que o seu assassino tinha causado. Mesmo assim o medo que o dominava era muito maior que sua morte, Lyte fechou os olhos e um turbilhão de pensamentos invadiram sua mente, em um misto de tristeza e medo. ele pensou no seu sobrinho, ezreal, única família que restava. "preciso fazer alguma coisa" disse para si mesmo, "esse segredo não pode morrer comigo!", o seu robô se aproximou dele. Ele respirou fundo e juntou as forças para instruir o seu fiel companheiro. "preciso que você encontre ezreal e diga onde estão os estudos". O robô relutou para deixar seu mestre, "vá! " o robô encostou no rosto de Lyte como se desse um beijo de despedida e se retirou.

Seus olhos se tornaram pesados e seu corpo já não respondia a estímulos. Lyte olhou para o lado e viu uma cena do seu passado, a cena se desenrolava como um filme era translúcida como se não pertencesse aquela realidade, mas a um outro plano. Ele se viu jovem e do seu lado uma criança o acompanhava. lembrou-se de um momento em particular, o garoto ainda pequenino e curioso lhe perguntava ansioso com as madeixas loiras desgrenhadas balançando por seu rosto:

– "O que é isto?" — lhe perguntou animado apontando um óculos na mão de seu tio.
– É um óculos, pertenceu à sua mãe, este é meu presente de aniversário para você — lhe respondeu afagando os cabelos e sorrindo de forma gentil.

O garoto deu um abraço no seu tio e experimentou-os com um sorriso resplandecente no rosto. A cena se tornou etérea até se esvanecer. Lyte ensaiou um pequeno riso no canto da boca e seus olhos se fecharam lentamente para a eternidade.