Living with the Dead
2 Capitulo 2 – Matt
Dentro da loja, estava tudo abandonado, parecia que todas as pessoas do shopping haviam abandonado, ele havia escutado a correria do térreo mas nos andares acima não sabia se havia pessoas e isso era o que mais o preocupava:
–Vamos – disse Patrick – Precisamos de mochilas e só, e aí vamos para a loja de armas que fica no 2º andar.
Nem precisava dizer algo, Matt sabia que duas mochilas já eram mais do que o suficiente para guardar comida e armas, ele viu algumas pessoas no final da loja:
–Hey! Saem daqui! Vocês não virão a televisão não?
Elas não responderam uma delas virou, e Matt percebeu a idiotice que ele havia feito, era um dos doentes que estava indo em direção a eles:
–Vamos entrar no outro corredor rápido, talvez ele não consiga nos acompanhar!
Patrick foi em direção ao outro corredor, Matt foi atrás dele, o doente continuou a persegui-los, Matt viu que nas prateleiras do corredor tinham bastões de beisebol, “Se continuarmos assim, correndo de um lado para o outro os outros também irão a nossa direção, isso vai piorar” pegou um bastão de ferro e bateu com força na cabeça, o impacto fez com que o zumbi bate-se na prateleira, mas não foi o suficiente para para-lo, ele ainda estava se aproximando “eu não vou morrer assim” pensou antes de bater com toda a força na testa dele, a força do impacto quebrou o nariz, depois bateu no lado direito que o derrubou e bateu novamente até a cabeça dele espatifar em vários pedaços, o sangue jorrou acertando a sua calça e não se movia, começou a se sentir mal e vomitou no corpo dele:
–Merda! – disse após de ter vomitado – Eu não esperava fazer isso... eu matei... uma pessoa...
–Não, era o certo era ele ou você.
“ele está trêmulo” percebeu Matt “Quer bancar o corajoso, mas ele nem sabe como é fazer isso... ainda”, Não foi difícil encontrarem as mochilas, Patrick pegou duas mochilas, uma camping e outra mochila de tamanho médio, ainda estava um pouco tenso pelo que havia terminado de fazer, mas isso não o desconcentrou, pegou uma mochila média estavam saindo da loja:
–Espera você não vai levar um bastão também?
–Não vou precisar disso ainda, na loja de armas terá algo melhor do que atacar com um bastão de ferro.
–Eu não vou te proteger se as coisas ficarem ruins.
–Eu me viro – sorri Patrick – Eu consigo correr mais do que você então acho que vou me dar bem.
Ele sabia que Patrick era rápido, “mas isso não será útil quando for um monte deles” pensou, eles atravessaram o corredor pessoas tinham fechado as grades, Matt olhou para uma dessas lojas, as pessoas olhavam para ele, mas com um olhar frio “parece que não seremos muito bem vindos nessas outras lojas”:
–A loja fica daqui a quatro lojas – disse Patrick – Só espero que não tenham fechado as grades também.
– Você achar mesmo que isso vai importar? O dono da loja pode ter pego as armas e se mandado faz tempo – “seria isso que eu faria” pensou – Não seria melhor se focar somente na comida?
–Se fosse só pela comida, um bastão de beisebol não seria o suficiente para nos manter vivo nem em dois dias.
Os dois continuaram passando sem problemas, a maioria das lojas estavam com grades, Matt só torcia que nada de ruim acontece-se, quando estavam chegando na loja de armas, os dois escutaram três tiros e logo em seguida, apareceram 4 homens carregando nas mãos e nos bolsos armas e munição, olharam para os dois e depois correram na direção oposta “droga, não me diga que não vai ter nada lá”, isso não foi o motivo suficiente para desistir de entrar, quando entraram a loja estava totalmente bagunçada, vidros de proteção das armas estavam todas quebradas, a caixa registradora destruída “por quê alguém seria idiota de roubar dinheiro numa situação dessas?”, havia um velho abraçando uma mulher que estava no chão:
– O que houve? – perguntou Patrick – Foram aqueles homens?
–Calado... – o velho apontou a arma para Matt – Está carregada saiam daqui seus ladrãozinhos, eu sei muito bem o que vocês querem.
–Calma, não precisa apontar uma arma – disse levantando as mãos – Nós já estamos de saída.
–Ah vocês não vão sair daqui assim que nem aqueles monstros que atiraram na minha filha!
O velho aponta com a outra mão onde o tiro acertou, que havia sido no ombro e no peito, ele resmunga alguma coisa que Matt não consegue escutar, e Patrick diz:
–Ela foi mordida não foi? E por causa disso que aqueles homens atiraram nela estou certo?
O velho não muda de expressão, Matt percebe que há uma marca de mordida no braço da mulher:
–Simplesmente não vou conseguir viver sem a minha filha – ele aponta a arma na cabeça dela – É um mal que é necessário para fazer o bem.
Ele atira na cabeça da filha e mira na própria cabeça:
–Não! – Grita Matt tentando chegar a ele mesmo sabendo que não ia conseguir, mas talvez podia distraí-lo e parar de fazer isso, o velho o ignorou-o completamente.
O sangue que saiu da cabeça acertou a mesa do balcão, ele havia atirado no meio da testa, o seu cadáver caiu de costas, os dois continuaram quietos por um momento, não havia nada a dizer a cena era chocante, se matar porque uma pessoa tinha morrido “isso é idiotice não precisava mata-la era só conseguir leva-la até lá e conseguir a cura”, Patrick foi até o fundo do balcão, Matt continuou a olhar para o pai e a filha, depois percebeu que não era só uma loja de armas de fogo e também como vendia facas, laminas e bastões, e pegou quatro facas e depois olhou para uma katana, espada japonesa, e a segurou-a :
–Isso daí é meu – disse Patrick – Você não faz a mínima ideia de como manejar uma espada.
–E você sabe?
–Você usa um bastão de beisebol e nunca jogou esse jogo.
–E você nunca esfaqueou alguma pessoa na vida.
–Então eu troco essa pistola pela sua katana – diz mostrando a arma – eu acho que assim você vai gostar mais disso do que usar uma espada.
“Imbecil” pensou ao entregar a espada a ele, encontrou em uma gaveta três caixas de munição para pistolas cada caixa com 100 balas, quatros pistolas foram encontradas no total, contando com a pistola do velho, Patrick encontrou debaixo do balcão uma espingarda “o cara destrói a caixa registradora mas, não pega a espingarda? Esse daí não tem salvação” pensou, e 2 caixas com 50 balas de espingarda:
–Falei que apenas duas mochilas não iriam ser o suficiente.
Disse Patrick, as munições e as armas, que ficaram com a trava de segurança para nada inesperado de acontecer, deram para deixa bem pesado duas mochilas, agora eles iriam descer ao térreo até o supermercado, em uma de suas mão estava a pistola com seis balas e na outra o bastão no caso de um deles se aproxima-se demais, Patrick também estava com uma pistola, mas ainda não entendi o porque dele estar usando a espada “ é mais fácil usar o bastão, ele vai acabar se cortando ou fazendo algo imbecil” pensou, desceram pela mesma escada que tiveram de correr pelo zumbi, mas ao olhar Matt parou antes de descer a escada.
Havia dezenas daquelas coisas, ”eu não vou considerar isso como zumbi, isso só poderia ser outra coisa idiota da televisão” pensou, não dava para contar direito, ele olhou no relógio e só havia se passado 50 minutos desde que saíram dali, “a cidade é grande mas estamos um pouco longe do centro, mas porquê tem tanta gente em menos de uma maldita hora?” Patrick começou a subir as escadas:
– O que você vai fazer seu idiota? Não tem nada lá em cima! O supermercado é lá embaixo e nem tem como sair daqui agora!
–Calma cara eu sei o que fazer.
–CALMA? – Gritou – Não tem nem como sair daqui e você apenas diz calma? Nós nem sabemos como vamos sobreviver a isso.
–Você não conhece esse shopping como eu conheço e lá no térreo não é o único lugar que tem um supermercado, no 2º andar também tem um, pequeno em relação ao do térreo, mas, ainda é um supermercado, para de ficar histérica que assim chama a atenção deles.
Matt percebeu que com os seus gritos alguns deles estavam subindo, ou tentando subir a escada, dos poucos que tentaram a maioria tropeçava, “pelo menos aqui ainda é seguro... ainda”, e subiu a escadaria até o segundo andar, a maioria das lojas também estavam com as grades descidas, ele nem sabia como era o shopping só sabia que o cinema ficava no terceiro andar e a livraria que ficava no primeiro andar, não havia novamente aquelas coisas, “será que tem pessoas que foram mordidas e estão junto com outras dentro das grades? Seria um problema a menos ou a mais já que estão dentro da grade eles estão presos, mas se forem muitos eles poderão derruba-la a qualquer momento... Droga deveríamos ter dado o fora desse lugar na primeira oportunidade”.
O supermercado que Patrick havia dito não era um supermercado grande, era mais um mercado, quando entraram, dava para notar que havia muitas pessoas brigando dentro de lá, além das pessoas também tinha aquelas ‘pessoas’:
–Nós nos separaremos e cada um pega as melhores coisas que tem, evite brigar com essas pessoas se tiver que lidar com os outros faça como fez naquela loja quando um de nós terminarmos fique esperando no corredor e grita o nome do outro – disse Patrick – Não vá tentar matar tudo e a todos que tem pessoas normais lá dentro.
Matt correu a procura de algum corredor vazio, não viu qual corredor Patrick entrou, ele entrou em um corredor que havia uma daquelas coisas ele bateu com muita força em sua testa, não quer gastar munição agora a não ser que seja em uma emergência, assim que ele caiu bateu de novo para ter certeza, ele não estava com mais nojo, mas, ainda não tinha se acostumado a fazer isso, tirou a mochila das costas abriu-a, e colocou no bolso com a trava de segurança a pistola, foi ver o que tinha nas prateleiras, nessa prateleira havia penas salgadinhos “Tem que ter comida que não precise esquentar e água”, pegou dez pacotes, cada vez que colocava um olhava para os dois lados, para não ser mordido ou ser pego de surpreso, após ter pegado foi em direção ao outro corredor haviam 3 homens brigando por macarrão instantâneo, um deles pegou uma faca e apontou para um, o outro aproveitou a oportunidade para empurrar os outros dois e saiu correndo o homem da faca correu atrás dele, só que apareceu do nada uma daquelas coisas e o derrubou e o mordeu e começou a gritar por socorro, o homem que restou ignorou-o e continuou a pegar mais macarrão olhou para Matt e disse:
–O que você quer? – apontando uma arma ele – Sai daqui ou eu acabo com você.
Matt não fez nada saiu do corredor o homem da faca havia parado de gritar a coisa havia mordido o seu pescoço, no outro corredor havia duas mulheres pegando tudo que estava nas prateleiras e colocando nas suas pequenas bolsas, Matt se aproximou delas e começou a ver o que era os gelados, chocolate iogurte, leite, manteiga, requeijões e queijos, ele pegou nada “quase tudo que está aqui vai estragar em pouco tempo” uma das mulheres gritou com ele quando pegou 3 caixas de leite :
–Sai daqui que essas coisas são nossas.
–São apenas três caixas de leite.
–Se você pegar alguma coisa a mais dentro desse corredor você vai ver só! Nós somos duas e você um então nem pense em gracinhas.
Matt saiu daquele corredor “não vai adiantar nada discutir com elas num lugar como esses nessa situação”pensou, quando entrou no outro corredor havia um homem caído e Patrick estava pegando garrafas da água, a espada estava com sangue e ele estava todo trêmulo, mas ainda estava pegando várias garrafas da água da estante:
–Que merda você fez? – perguntou Matt
Matt percebeu que o homem que estava caído era o cara que havia roubado o macarrão:
–Por que o matou?
–Ele tentou me matar! E- ele me agarrou pelo pescoço eu o atingi na barriga, eu n- n- não queria fazer aquilo! O outro já estava morto — Ele continuou trêmulo – Continua pegar as coisas e depois a gente se vê.
Matt não disse nada “Achou que seria que nem nos jogos, errado meu caro” pensou, e escutou uma pessoa gritando, foi correndo quando chegou era uma criança chorando e no final do corredor, tem duas daquelas ‘pessoas’ se aproximando cada vez mais, a criança estava gritando, se os mata-se não sabia se iria ser mordido ou se a criança fosse mordida, então Patrick passou dele e com a espada acertou a cabeça com a ponta da lamina da espada e gritou para chamar a atenção da outra ‘pessoa’ e acertou no olho com a espada a cabeça foi entrando na lamina até a cabeça toda estiver transpassada nela, a criança saiu gritando de lá:
–Eu... Vou sobreviver a isso... – disse Patrick com as mãos trêmulas, tirou a espada da cabeça do que era uma pessoa antes – Se eu continuar a pensar que tudo que eu fizer vai causar mal as outras pessoas não conseguirei sobreviver a isso, mas eu vou conseguir, e você?
Os dois escutam um tiro e depois um homem gritando os dois vão até onde a pessoa está gritando, era a pessoa que havia apontado a arma para Matt, estava sendo mordido quando olhou para ele implorou:
–Ajuda, por favor! E não quero morrer!
–O quanto você pegou de comida Patrick?
–Eu peguei apenas nove garrafas de água e me lembro que aqui no corredor ao lado também tem sanduíches prontos, está junto com os pães de forma e você o que pegou?
–Apenas salgadinhos e leite
–Precisa de fogo algo que ainda não temos apenas o isqueiro de Vincent não serve.
–Vocês vão me ignorar? – Gritou o homem empurrando a ‘coisa’ para longe só que ela estava se aproximando dele.
–Esse cara me apontou uma arma dizendo que me mataria se pega-se macarrão.
–Quer ajuda-lo?
Matt se aproximou por mais alguns passos olhou-o, o homem gritava por socorro enquanto segurava o zumbi “acho que vou me acostumar se chamar essa coisa de zumbi” pensou, olhou para o homem que minutos atrás apontou a arma, se agachou pegou a arma que estava próxima a ele se levantou e disse:
–Não, não vou ajuda-lo onde fica os sanduíches e os pães mesmo?
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