Notas iniciais
Genteeeeeeeeeee! Que honra voltar com essa estória de novo! Sem falar que estou felicíssima porque o número de leitores aumentou!!! Eu não acredito!! Essa é uma estória que tem como ship principal um dos que é detestado pelo fandom e o número de leitores dobrou!! Agora é esperar os comentários, não?? Muito, mas muito obrigada mesmo por ler a minha estória e acompanhar!!! Agora esse capítulo é um dos principais. Por quê? Temos o nosso segundo casal formado, temos as meninas se arrumando e temos Mirajane mais uma vez em sua forma cupido fazendo valer sua vontade! Ah, uma outra coisa: em consideração ao movimento de protestos que está acontecendo por todo o país, vou inserir um protesto aqui na fic também e consequentemente em Dragon Slayer, que é a fic "irmã" dessa. Há quem diga que as estórias devem ser só de romance, mas é através da leitura que a gente aprende, então a ideia será aproveitada aqui também! Mais uma vez, obrigada mesmo, especialmente para o IshidaNeji777 e para Anny-chan pelo apoio, comentários e ideias novas! Ah, e se não fosse pedir muito, mais comentários? Obrigada e stay tuned.

Juvia não podia acreditar que hoje era mesmo o grande dia. Finalmente ela dançaria com Gray Fullbuster, aquele que tinha lhe permitido sonhar pela primeira vez, mas a coisa não poderia estar mais estranha. A casa estava sozinha, decorada, tinha comida, o som, a iluminação estava perfeita. Algo estava errado. Aquela casa era a personificação do caos, alguma coisa tinha que acontecer. Impossível as coisas irem bem.

Ela estava nervosa, claro que estava e aquilo era normal. Certo? E aquilo a irritou! Normalidade não estava em seus planos. Já ia começar essa merda toda errada! Mas não esqueceu de colocar a foto que tiraram ontem. As cinco integrantes envoltas em roupas e retalhos e semimaquiadas, com rostos felicíssimos. Claro que as meninas não sabiam disso, mas concordaram quando Juvia propôs revelar. Colocariam no mural, sem falar que mesmo sem saber, a foto representava uma nova fase na vida delas.

“Ok, Juvia, respira! Calma! Logo vai chegar, certo? Vai ficar tudo certo. Eu não preciso realmente ficar com ele, né? Só que eu quero ficar com ele, e eu estou falando 'eu'. Eu não falo eu, eu falo Juvia! Mas o que Juvia está falando ou pensando? Ah, Juvia e eu vamos tomar mais um banho.”

As garotas foram escorraçadas da casa no momento em que Juvia chegou. Claro, não foi bem assim. Ela as ameaçou de afogá-las caso não terminassem de arrumar a casa com elas, mas Cana, Lisanna e Kinana também tinham suas coisas para arrumar, sem falar na Levy que tinha visto Gajeel e tentado contar de todas as maneiras como foi a interação entre eles. A coisa estava empolgante e Juvia se enfureceu, mandando todas para fora. A estrela aqui era ela, não era? Ah, ela realmente não sabia o que pensar.

Sim, ela não sabia. Estava se arrependendo daquela ideia. Aquilo era uma coisa absurda, não? Não era praticamente como contratar um garoto de programa? Será que ela realmente precisava daquilo? Ela não tinha um namorado, então ele não ajudaria com seu relacionamento. E o que sentia por ele? Aquilo era normal? Ele tinha inspirado-a a sonhar. Isso podia ser considerado um sentimento válido? E o que é sentimento válido?

A porta bateu e Juvia parou de respirar praticamente. Ficou uma eternidade naquele impasse. Ela não abriria, não devia abrir e fechou os olhos. De repente, começou aquela retrospectiva.

Em todos os momentos de brilho profissional, de ideias mirabolantes e até mesmo a adoção da palavra mirabolante como lema, ele estava lá. O que ele representava não era apenas um corpo bonito, mas o fato dele ser estranho como ela,se bem que ela não sabia o grau de estranheza dele. Entretanto, ele merecia ao menos um agradecimento, porque ela sabia, sabia que não era a ideia de ficar com ele, que bem no fundo ela tinha noção que não funcionaria, mas o que ele representava e isso era digno de nota. Foi em rumo à porta e a abriu.

“Boa noite Gray-sama.”

O moreno a olhou admirado e entrou.

Levy estava empolgadíssima e furiosa ao mesmo tempo. Como assim a Juvia tinha todo o direito de ficar com a casa? Por que ela não podia ao menos se arrumar lá? Alguém tinha prestado atenção no fato de que finalmente depois de quase 2 anos passando vergonha naquele karaokê, Gajeel tinha falado com ela? Tinha dito que era fã dela? Alguém aqui prestou atenção nesse fato em particular??? Por que só a Juvia tinha o direito de atenção? Por que ela não tinha o carinho e o apoio das meninas nesse aspecto também? Achavam que ela estava somente de brincadeira?

O que Levy não sabia era que as meninas também estavam querendo que ela se desse bem. Poxa vida, sabiam de tudo o que ela sentia, mesmo quando ela não falava. E por mais que Levy nunca tivesse dito, sabiam da influência negativa que elas passaram pra ela. Lisanna por causa da depressão, Cana por esse ioiô dantesco e a própria Juvia reconheceu mais de uma vez que podia ter sido uma má influência pra Levy. O silêncio era pelo fato delas estarem pensando onde deveriam levá-la para se arrumar.

“Ok, então estamos indo Mira-nee. Muito obrigada.”

Levy saiu do seu torpor quando Lisanna disse que iriam ao hotel de Magnólia pra ela se arrumar.

“Mas como assim? As minhas roupas ficaram em casa. A gente saiu tão correndo que nem deu tempo de eu pegar nada.”

“Levy, você acha mesmo que a gente não ia pegar? Estamos com tudo aqui guardado já. A Lisanna só ia confirmar com a Mirajane se podemos ficar lá no apartamento dela, tem espelho e aparentemente ela é uma supermodelo, não? Sem falar nas maquiagens. Não se preocupe. Essa noite você vai arrasar! Estamos torcendo.” Cana falou.

“Levy-san, não se preocupe mesmo. Também nem seria bom se arrumar lá em casa, ou melhor, na casa de vocês, ah, porque o clima ia ficar estranho. Vai que ainda estaríamos lá quando o show do Gray Fullbuster estivesse rolando? Ia ficar ruim pra sair também.” Kinana falou.

“Ah, Kinana. A casa é tão sua quanto minha, na verdade, tá mais sua do que minha porque modéstia à parte, o seu quarto está ótimo, o melhor da casa. Obrigada mesmo por tudo gente! De verdade.” Levy disse com os olhos cheios de água.

“Oe Levy. Não chora! Nada de chorar, pelamor de Deus! Hoje é o seu grande dia! É hoje que você conquista o cantorzinho! Vamos lá, hein. Ah, alguém se lembrou de trazer as bebidas pro esquenta? Pelo menos para o meu?”

“Não se preocupe Cana, as coisas estão aqui guardadas na mochila.”

Chegaram ao hotel e foram à recepção perguntar sobre a Mirajane Straus. Claro que a recepcionista tentou desconversar, já que a presença da modelo era um segredo de estado.

“Moça, essa daqui é a irmã dela, sério!” Cana explicou.

“Moça, você acha que eu vou acreditar que essa mocinha é irmã da supermodelo? Sério mesmo? Eu posso ser recepcionista e parecer idiota, mas eu não sou.”

“Só que essa colocação ficou mesmo muito ofensiva e idiota, porque ela é mesmo a minha irmã caçula.” Mirajane apareceu.

A recepcionista não sabia onde enfiar a cara enquanto Mira e Lisanna se abraçavam. Finalmente, depois de tanto tempo.

“Mira-nee, o Absoluto está aí?”

“Absoluto?”

“O Freed.”

“Sim, está, mas por que esse apelido?”

“Porque ele é fenomenal. — interrompeu Kinana.

Mirajane achou aquilo muito estranho, mas achou melhor não falar nada. Foi acompanhando a comitiva das meninas, mas esperou até Cana Alberona alcançá-la.

“Ah, Cana, eu posso falar com você? Só por um momento?”

“Sim, claro Mirajane.”

As meninas entraram, deram de cara com um Freed sem camisa com uma cara meio safada que já tinha se tornado um tomate.

Enquanto ele ficava sabendo o que elas estavam fazendo ali, começava a arrumar as moças para os devidos encontros, Mira e Cana estavam em silêncio no corredor.

“Bom, o que você quer falar?” Cana começou.

“Saíram alguns boatos que eu namorava o Laxus, bem no começo da minha carreira e eu sei que sempre sai alguma coisa, mas eu vou contar a história pra você.”

“Mira, não precisa...”

“Então, ele é amigo do Freed, foram amigos na escola e o Freed desenvolveu essa devoção por esse cara, que já está devidamente solucionada e tudo o mais. Só que era um plano, entende, pra fazer ele se aproximar de mim.”

“Como assim?”

“Freed era tão fã de Laxus que faria tudo pra ser como ele, inclusive namorar quem ele escolhesse. Eu já era apaixonada por ele há eras, mas ele nunca me notou. E o Laxus treinava com o meu irmão. Eu estava tão desesperada que eu pedi ajuda pra ele e foi só isso. Mas eu nunca toquei nele. O Laxus comentou que eu era bonita e foi o suficiente pro Freed admitir que também gostava de mim, não foi nem um plano direito, mas no dia em que eu fui falar com ele na academia, que por sinal você também estava, tiraram essa foto nossa. A coisa só não ficou pior ainda porque Laxus garantiu pro Freed que não tinha nada a ver e tinha falado de você. E é bem nesse ponto que eu quero chegar.”

“Como assim?”

“Laxus foi conversar com o Freed sobre a foto e falou de você. Isso foi uns dias depois de você começar a malhar lá. Ele estava empolgado e essa empolgação fez com que o Freed acreditasse que realmente a foto não tinha nada a ver, entende?”

“Bom, eu chamava a atenção na academia mesmo. Isso não é incomum. Isso não significa nada.”

“Laxus não se empolga com nada vivo que não possa bater, entende? Você o conhece melhor do que eu. Sabe disso. Sabe que a empolgação dele é relacionada às lutas e às coisas que ele constroe.”

“Ele mudou bastante, mas o que você quer dizer com isso?”

“Quero dizer que eu sei o rolo que vocês tem, que você pode mudar isso e que você merece. Eu estou me intrometendo mesmo na vida das pessoas. Eu tenho isso em mim, sabe? De cupido. Eu liguei pro Natsu essa manhã e eu estava mesmo pensando em falar com o Laxus, mas eu quero saber de você primeiro. Saber o que você sente por ele e se vale a pena lutar. Sem falar que eu quero saber o casal que será padrinho do meu casamento, não?”

Cana ficou vexada! “Como assim casamento, Mirajane e o que isso tem a ver com o que eu sinto ou não?”

“Responde, só isso.”

“Laxus é...eu...tá bom. Vou falar sem rodeios porque eu preciso. Eu o amo, se bem que amar é simplório demais pra o que eu quero dizer. Eu o amo, mesmo quando ele tenta esconder a admiração do Magal e ser o deus do rock. Quando ele briga e mostra toda aquela força ou ainda quando ele tenta fazer vinhos pra mim. Ele já fez isso uma vez e era quando estávamos bem. Eu não sei ficar bem Mirajane. Não sei ser estável e isso ele deve saber e eu não quero prejudicá-lo. Eu faço mal pra ele. Eu o amo e não sei se é suficiente.”

“Vai ter que tentar, Cana. Não vou sair dessa cidade vendo você e a minha irmã assim. Me prometa que vai tentar falar com ele.”

“Mas por que eu devo prometer isso pra você?”

“Simples, porque sem você o Laxus não é o Laxus. Você não o vê quando estão longe, não? Não vê como ele fica sem você. O Freed vê, os caras que moram com ele, os aparelhos da academia, o meu irmão, todos vêem e eu acho que não deveríamos ver isso mais. É triste. Você gosta de deixá-lo triste, Cana?”

“Não Mirajane. Isso é o que eu menos quero no mundo! Eu só quero ver ele feliz, mas eu não sou capaz!”

“Ser capaz é coisa de aprendizado. Vamos arrumar as meninas, vamos fazer o que temos que fazer e depois vai ser a sua vez, pode ser?”

“Se não tem jeito...”

Elas entraram no aposento e deram de cara com uma cena muito bizarra: Freed estava com um coque muito bem feito, fazendo uma maquiagem dos deuses em Lisanna, arrumando o cabelo de Levy e sendo auxiliando por Kinana que estava ao celular com Cobra, provavelmente.

As duas riram e puseram-se a ajudar.

Já no apartamento das meninas, a coisa estava constrangedora. Tudo bem que uma situação daquelas era estranha, mas aquilo era ridículo. Juvia queria fogos de artifício e pra um stripper que tinha até cartão de visitas, estava tímido demais.

“Ah, Juvia fez algo errado, Gray-sama? Você está constrangido.”

“Você é a cliente mais bonita que eu já tive. Só isso. Me desculpe, é diferente pra mim também. Eu não sei o motivo, mas deixa eu começar, né? Tempo é dinheiro.”

Juvia ficou meio sentida com aquela constatação, ele estava com ela porque ela estava pagando, entretanto, essa mesma revelação a deixou mais corajosa.

“Quer dançar?” Juvia perguntou.

“Mas eu vim aqui dançar pra você. Não com você.” Gray respondeu desenxabido.

“Se é diferente, por que então não mudar mais isso? Vamos dançar? Não precisa ser lento, nem junto, só dançar. E por que tem que ser igual ou normal? Vamos lá?”

Gray estava mesmo bem envergonhado, mas assentiu. Sem antes colocar o Cd escolhido para a música. Claro que aconteceu algo e os cds mudaram e ele acabou colocando um do White Stripes. Aquela musica : “I don't know what to do with myself.”

Ele ficou gago, travado, morrendo, já que não era essa a ideia e nem era esse o show que ele faria, mas ficou surpreso quando virou seus olhos para a moça de olhos e cabelos azuis e viu que ela dançava harmonizando com a melodia, sem falar que ficou encantado quando ela lhe estendeu a mão.

A mão foi aceita e eles procuraram se harmonizar, acostumando-se com a música, com o aroma e com o corpo de cada um.

Juvia cantava a melodia baixinho. Nem acreditava que aquilo estava acontecendo. A questão é a atitude, era o que diziam. Sempre a tal atitude a manteve na linha ou fora da linha. Depois que aprendeu a pensar por si mesma, se assumiu excêntrica, nunca se arrependeu, ok, quando machucava as meninas sim, mas tirando isso...nunca e o fato daquele homem estar dançando uma música lenta com ela era a maior prova que tudo pode acontecer.

Ela tinha tanto o que falar pra ele, de todas as vezes que foi vê-lo, todas as vezes que pensou nele para fazer um plano mirabolante, mas nada, nada se comparava a esse calor, ao real. Nenhum sonho se comparava à realidade.

Ela recostou sua cabeça na curva do pescoço dele e continuou a dançar. Mesmo quando a música parou, eles continuaram dançando ali. Juvia, tomando as rédeas, passou os braços atrás do pescoço do dançarino e ficou olhando pra ele profundamente. Pensou nas implicações do que queria fazer, no que perderia e ela realmente não queria perder mais nada e o beijou.

Pensou que ele a rejeitaria, já que ele tinha deixado claro que não tocava em suas clientes – aquele pensamento amargou sua alegria- mas estava enganada. Ele não só aprofundou o beijo, como foi levando-a para o sofá, despindo-a também.

Os nossos personagens queridos, no meio dessas auguras sentimentais não notaram o movimento de manifestação que estava crescendo contra o Conselho de Magnólia.

A própria Mirajane Strauss, mesmo sem saber, foi contratada com dinheiro do contribuinte e isso estourou uma revolta, depois que falaram em aumentar a tarifa do transporte. O processo estava sendo articulado e os bombeiros e os policiais foram convocados para garantir a segurança. Natsu Dragneel também.

Eles nem sabiam o trajeto da passeata, mas eles saberiam.

Mas enquanto isso, Gray e Juvia faziam outras coisas.