Livin' on a Supernatural - Season 2
19 What Is And What Should Never Be - Part 4
Notas iniciais

– Mamãe, não vai montar a árvore nesse natal não? – Perguntou Dakota.
– Dean, é mesmo. A árvore. – Abela olhou o homem que olhou o relógio.
– Ainda dá tempo encontrar algum lugar aberto, se corrermos. – o loiro se levantou do sofá e vestiu o casaco apressadamente. Abela colocou o casaco na filha e então se vestiu também. Dean pegou a chave o carro e então os três desceram para o estacionamento.
Rodaram a cidade em busca de algum lugar que ainda estivesse aberto e só foram encontrar quando o relógio já marcava mais de sete horas.
Abela segurou na mão de Dakota e as duas seguiram na frente, enquanto Dean ia estacionar. Elas começaram a ver as árvores, uma maior que a outra e imediatamente Dakota escolheu a maior de todas.
– Amor, essa não vai dar lá na sala.
– Mas eu achei essa a mais bonita. – respondeu.
– Que tal, essa aqui? É tão bonita quanto e dá para entrar em casa. – Abela mostrou outra arvore um pouco menor e igualmente bela.
– Está bem, mamãe. – falou a menina e então as duas ouviram um grito de uma mulher. A caçadora, como por extinto, colocou Dakota atrás de si e se aproximou para ver o que era. Uma mulher havia entrado em trabalho de parto enquanto escolhia uma arvore. – Mamãe, ela vai morrer?
– Não querida. – falou Abela mais relaxada. – Ela vai ter um bebe.
– Foi assim também quando eu nasci? – a caçadora engoliu secamente. Não sabia como havia tido aquela menina, afinal, há algumas horas atrás ela estava caçando um Djinn com o Dean e agora era casada com ele. Ela respirou aliviada quando o capitão da marinha se aproximou e carregou a menina.
– Porque não pergunta ao seu pai?
– Papai, a mamãe sentiu muita dor quando eu nasci?
– Acho que sim, mas sua mãe é bem forte. Se sentiu, não gritou em nenhum momento. Por quê?
– Uma moça, que estava escolhendo uma arvore, fez um trabalho de “partido”.
– Entrou em trabalho de parto, amor. – corrigiu Abela sorrindo.
– Já deram socorro? – Dean olhou para a caçadora.
– Acabaram de colocá-la no carro. – respondeu olhando na direção de onde estava a movimentação e então, viu a aparição outra vez. Estava mais abatida e pálida do que antes. Ela começou a andar na direção da menina e então, um carregador passou na frente dela, levando uma arvore. Quando terminou, ela havia desaparecido.
– Algum problema? – falou Dean.
– Não, eu só pensei ter visto alguém. – respondeu.
– Já escolhemos a árvore, papai. – falou Dakota.
– E qual será?
– Essa daqui. – ela apontou. – Eu queria aquela, mas a mamãe disse que não ia entrar em casa.
– Ela tem razão. – concordou Dean com Abela.
– Então, já que escolhemos, vamos andando? Ainda temos que comprar os enfeites.
– Estão na caixa, mamãe.
– Que caixa?
– Aquela que você guarda em cima do guarda-roupa. – falou Dean.
– Ah sim, a caixa. – falou ela como se soubesse do que eles estavam falando.
...
– Me passa a bolinha vermelha, Dakota. – pediu Abela.
– A com brilho ou a sem brilho?
– Com brilho, querida. – respondeu Abela e a menina lhe deu a bola.
– Só tem uma sem brilho e outra amarela aqui dentro, mamãe. E também tem uma estrela.
– Me dê essa outra. – A menina entregou a bola amarela.
– A estrela é você que vai colocar. – falou Dean e segurou a menina pela cintura. Entregou o enfeite para ela e a ergueu até o alto da arvore. Dakota encaixou a estrela e vibrou por terminarem.
– Está linda, querida, parabéns. – Dean deu um beijo em Abela que ficou sem reação. – Desculpe, devagar.
– E eu? – Dakota cruzou os braços e emburrou o rosto.
– Você é a melhor enfeitadora de árvore de natal que eu já vi. E olha que eu já vi muitas. – respondeu Dean e fez cócegas na menina, dando um beijo em sua testa. – Agora já sabe, não é? Papai Noel não vem se você não estiver dormindo. – A menina já havia tomado banho e já estava de pijamas.
– Boa noite, mamãe. – Ela deu um beijo em Abela.
– Boa noite, docinho. – respondeu a mulher. A menina seguiu em direção ao quarto e Dean foi atrás.
– Nada de historinha hoje? – perguntou Dean.
– Só se for da baleia Moby Dick. – Falou a menina e pegou na mão do pai. Os dois seguiram pelo corredor e Abela ainda conseguiu ouvir o final da conversa, antes que eles entrassem no quarto. – O senhor sabia que o vovô viu a Moby Dick?
Ela sorriu com a criança e reparou na arvore. Aquilo era um sinônimo de vida normal que ela tanto almejou. Comemorar o natal era algo tão banal e agora, era a melhor coisa que fazia na vida. Sentiu paz com aquilo. Respirou fundo e se virou para olhar o restante da casa até que parou de frente para uma estante onde havia vários filmes caseiros, de Dakota, dela e de Dean. Começou a procurar um em especial até que encontrou. Colocou o CD no aparelho e deu o play.
Dean, vestido com uma mascara no rosto, de touca e roupas de cirurgia, gravava o corredor da maternidade.
– É isso ai, gente. Isabela entrou em trabalho de parto e eu vou entrar na sala para filmar tudo. – Ele, ainda segurando a câmera ligada, empurrou a porta dupla e entrou na sala. Abela estava deitada na posição ginecológica, mas ainda não fazia força. – Nossa filhinha está chegando.
– Desliga isso, Dean. – falou ela cansada. – Não quero que filme.
– É para guardar de lembrança, para mostrar para o bebe mais tarde.
– Mostrar a mãe dele descabelada e suada desse jeito?
– Está linda assim.
– Só porque você me ama. – falou ela e o loiro se aproximou. Deu um beijo nos lábios dela e se afastou quando Abela teve uma contração. – Dean, procura a médica. Ela disse que era para chamá-la quando as contrações ficassem a cada dois minutos e começou a ficar assim.
– Espera que eu já volto. – A câmera desligou e ao retornar, já estava em outra etapa. A médica já estava entre as pernas de Abela e ela fazia força. Dean havia entregado a câmera para um enfermeiro e estava de mãos dadas a Abela.
– Força agora, Isabela. – mandou a médica e a mulher obedeceu, mas não por muito tempo. – respira.
– Eu não vou conseguir. Dói demais. – falou ela e Dean deu um beijo em sua testa.
– Se tem uma pessoa que pode aguentar tudo, esse alguém é você, querida. – falou o loiro. – Aperta minha mão, o quanto quiser. Vamos fazer esse bebe nascer. – ele sorriu.
– Agora, força Isabela. – falou a médica e então a mulher empurrou com toda a força que tinha e finalmente o bebe chorou alto. – É uma menina.
– Uma menina? – perguntou ela sorrindo. Não conseguiu ver o sexo do bebe no pré-natal e por isso, ficou tão surpresa.
– Aqui está ela. – falou a enfermeira e colocou o bebezinho em cima de Abela. Dean pegou a câmera da mão do enfermeiro, agradeceu e se aproximou da cama.
– Ela é a sua cara. – falou a mulher.
– Eu já achei que ela era bem parecida com você. – respondeu o loiro.
– Com esses cabelinhos loiros? – perguntou ela e sorriu. Abela estava completamente suada e extremamente cansada. – O nome dela, vai ser aquele mesmo?
– Sim, será Dakota. – respondeu Dean.
Abela, que permanecia assistindo aquele vídeo, pegou o controle e pausou no rosto do bebe, até que algumas lágrimas escorreram por seus olhos. Ela havia perdido tudo aquilo? Apertou o botão de desligar e se encolheu no sofá e enquanto chorava, adormeceu.
...
– Bel? Acorde amor. – falou Dean sacudindo, delicadamente, a mulher. – Você não vai para cama? Dakota já dormiu.
– O que? – ela olhou a casa ao redor e só então lembrou de todo aquele dia. – Não, eu vou dormir aqui hoje.
– Por quê?
– Só hoje, está bem?
– Ainda é sobre aquele negocio de ir com calma? Acha que eu vou lhe atacar durante a noite?
– Se bem te conheço. – falou ela rindo. O loiro fez o mesmo.
– Não posso deixar você dormir aqui. – falou ele. – Pode ir para o quarto. Eu fico aqui hoje.
– Não, sério, eu vou ficar bem.
– Eu seria um cafajeste se concordasse com isso. – falou ele e puxou o travesseiro para a cabeça. – Vai, amanhã a gente conversa mais sobre isso. Eu te amo. – respondeu ele e acariciou o rosto de Abela, colocando o cabelo para trás da orelha dela. Aproximou-se cautelosamente, observando a reação da mulher e então, vendo que ela não havia recuado, a beijou. As caricias começaram a ficar mais intensas até o ponto de Abela estar mais ofegante do que se corresse em uma maratona. Pensando nisso, se afastou.
– Boa noite, Dean. – Ela respirou fundo e deu as costas para o loiro, entrou no quarto e fechou a porta.
– É, boa noite. – respondeu ele, passando a mão nos cabelos loiros e se deitando no sofá.
Fale com o autor