Livin' on a Supernatural - Season 2
16 What Is And What Should Never Be - Part 1
Notas iniciais

Dean estava com Abela no impala e os dois seguiam por uma estrada deserta e sem graça. Tudo por causa de Sam. Na verdade eles estavam em um caso, onde várias pessoas haviam desaparecido, então Sam e Annie mapearam a área dos desaparecimentos e os outros dois, seguiram para lá, na intenção de averiguar.
A mulher no banco do carona, procurava dentro da caixa de fitas de Dean, uma banda que há muito não ouvia. Era o loiro que sempre escolhia as musicas e ele sempre colocava as mesmas para tocar, mas daquela vez, era ela que escolheria e ai dele se reclamasse.
Revirou a caixa por alguns minutos, sob o olhar apreensivo de Dean, e então tirou uma fita do meio de todas aquelas. No encarte estava escrito Lynyrd Skynyrd. Ela colocou a fita no radio e então a canção começou. A primeira musica que tocou foiSaturday Night Special e era exatamente essa que ela queria.
– Sério? – falou Dean.
– Qual é o problema? – perguntou ela e olhou para o rapaz.
– Não tem problema nenhum, é só que...
– É só que você escuta sempre as mesmas músicas e eu já estou enjoada delas. – Abela colocou a caixa de fitas de novo no chão do carro e aumentou o volume. – De agora em diante, se eu estiver no carro, eu escolho a música.
– Vai sonhando. – falou o loiro.
– O que? – gritou Abela. – Eu não ouvi direito, a música está muito alta. — Ela olhou para Dean e então sorriu. O jovem fez um bico, mas depois achou graça da atitude da mulher, se fosse ele, faria o mesmo.
“Its a Saturday night special
Got a barrel that's blue and cold
Ain't no good for nothin'
But put a man six feet in a hole”
A viagem seguia silenciosa, embora a musica tocasse alta no rádio. Até que o celular de Dean acendeu e começou a tocar.
– Fala! – falou ele e abaixou o volume, mesmo contra os protestos de Abela.
– Tem um carro da policia lá fora. – falou Sam olhando por uma das janelas.
– Estão atrás de nós? – perguntou Dean e olhou para a sua companheira de viagem.
– Eu não sei.
– Trocamos as placas e os cartões de crédito. – No momento em que Dean falava, o carro da policia arrastou.
– Foram embora, alarme falso. – Sam voltou para o seu lugar de estudo, dando uma olhada em Annie que dormia sossegada em sua cama.
– Viu? Fica tranquilo.
– É, ser fugitivo não é fácil, né?
– Ah, as gatinhas se amarram num perigo. – falou o loiro e recebeu uma tapa no braço de Abela.
– E ai, achou alguma coisa? – falou o caçula e se aproximou de vários livros que estavam em cima de uma mesinha.
– Tá brincando, vocês nos fizeram rodar 130km² de propriedades.
– Foi onde as vitimas desapareceram.
– Até agora não tem nada não. – falou o loiro.
– Só mato e mais mato e mais mato. – Abela olhou para ele. – Me lembra de nunca mais fazer uma saída de reconhecimento com você.
– Abela está entediada. – falou Dean para o irmão.
– Tenta conversar com ela sobre o dia, sempre ajudava quando estávamos juntos. – falou Sam.
– É, eu vou tentar. – Ele respirou fundo. – mas e você, achou alguma coisa?
– Bom, de uma coisa eu tenho certeza: Estamos caçando um Djinn.
– Um gênio?
– É! – falou Sam e Annie se espreguiçou na cama.
– Você acha que eles podem conceder desejos, cara?
– Eu não sei, eles são bem poderosos, mas são bem diferentes da Barbara Eden em “Jeannie é um gênio”. – Sam lia um artigo. – Os Djinn se alimentam de pessoas há séculos, são mencionados até no alcorão.
– Caramba, a Barbara Eden era linda, não é? Mais do que a atriz da feiticeira. – falou o loiro e Abela ficou chateada. Enciumada é a palavra correta.
– Você está prestando atenção? – perguntou Sam.
– Tô. – falou ele olhando para Abela de soslaio. – E ai, onde é que se esconde o Djinn?
– Geralmente em ruínas, quanto maior é melhor. É melhor para se esconder.
– Eu vi um lugar ainda há pouco, vamos dar uma olhadinha. – falou Dean e olhou pelo retrovisor.
– Perai, não... Vem nos buscar antes.
– Eu sei que não é nada. Eu só quero dar uma olhada. – falou o loiro e desligou o telefone. Sam olhou o seu aparelho na mão e então respirou fundo. Annie passou a mão em seu peito, o abraçando pelas costas e então ele se virou.
– Tá tudo bem? – perguntou ela.
– Está. – respondeu Sam e então lhe beijou. – Dean e Abela vão dar uma olhada em um lugar. Qualquer coisa eles nos ligam.
– É. – falou Annie e novamente beijou o caçador. – Que tal a gente arrumar uma forma de passar o tempo.
– Tipo, o que? – falou ele maliciosamente.
– Você decide. – respondeu ela e então mordeu os lábios. Sam a agarrou pela cintura e a jogou na cama, enquanto a mulher morria de rir.
...
O Impala parou do lado de fora de um local abandonado. Dean e Abela desceram e seguiram direto para o porta-malas.
– Se é um Djinn, só isso vai poder matá-lo. – falou o loiro e levantou um frasco de vidro com sangue dentro e uma faca de prata.
– Faca de prata banhada em sangue de carneiro. – falou a caçadora melando a sua faca. – meu favorito.
– Vamos nessa. – falou Dean e então os dois entraram no lugar.
– Dean, não temos tempo a perder. É melhor nos dividirmos. Eu vou por aqui e você segue por ai, está bem?
– De maneira nenhuma eu vou deixar você seguir sozinha por ai.
– Eu sou bem crescidinha, já até sei amarrar o cadarço do meu sapatinho. – falou ela fazendo voz de criança e depois seguiu em direção oposta a de Dean. – Te encontro aqui em vinte minutos, idiota.
– Chata. – gritou Dean e olhou a mulher seguir e desaparecer em uma curva. Ele sorriu e deu a volta.
Abela seguia atenta a qualquer movimentação ao seu redor. Sempre apontando a luz da lanterna em um lugar que achasse digno de esconder um gênio. Ela caminhou por quase cinco minutos até que em uma bifurcação, foi pega pelo pescoço e arremessada contra uma parede. O Djinn segurava a mulher e então, lhe tocou a testa com sua mão brilhante e azulada. Abela simplesmente apagou.
...
Os sentidos da caçadora foram voltando gradativamente e foi nessa que ela começou a ouvir uma mulher que falava ao seu ouvido: “Você é linda e poderosa, pode conseguir tudo o que deseja. Você é perfeita por dentro e por fora e por isso deve passar a sua beleza para outros”.
– Tá de brincadeira. – falou ela pegando o gravador onde a fita de auto-ajuda passava e arremessando contra a parede. – Isso é desespero. — Ela se sentou na cama e coçou os olhos, se espreguiçou e finalmente começou a reparar no lugar. Era um quarto bem arrumado e bastante pessoal para ser de um motel, percebeu isso por causa de uma grande foto sua, pendurava na parede onde a cama ficava. Abela se levantou devagar, vestiu uma roupa, pois estava apenas de calcinha e sutiã. Começou a andar pela casa e só conseguia pensar em Dean. Será que aconteceu com ele o mesmo que aconteceu com ela? – Dean... Dean, você ta ai? – ela caminhou por todo o lugar até que finalmente teve a idéia de ligar para o loiro.
– Esse numero não existe. – falou a voz robótica feminina, do outro lado da linha.
– O que? – ela olhou o numero, conferiu e discou novamente, mas obteve a mesma resposta. Olhou em volta e viu em cima de uma mesinha, uma agenda telefônica e nela estava o numero do loiro. Ela nem pensou, pegou o telefone e ligou.
– Aqui é Dean Winchester, infelizmente não posso atender agora. Depois do bip, você sabe o que fazer. – falou a gravação.
– Dean, aqui é Abela. Me liga assim que ouvir essa mensagem. Preciso de você. – falou ela e então desligou. Não entendia o que estava acontecendo e como ela foi parar ali. Sabia apenas que o Djinn havia feito alguma coisa com ela no armazém abandonado e então, puff... passe de mágica. Ela mal conseguia formular uma possível explicação quando o seu celular tocou.
– Alô. – falou ela.
– Bela, qual o problema? – perguntou o homem do outro lado da linha e a jovem reconheceu imediatamente.
– Dean, está tudo bem com você?
– Está. – respondeu ele meio desconfiado. – Por quê?
– Acho que o Djinn fez alguma coisa comigo.
– Jim Sparkle? O dono da padaria? – perguntou ele.
– Que Jim Sparkle o que? É Djinn, o gênio, não lembra? Ele fez alguma coisa comigo.
– Gênio? – Dean deu uma risada alta. – Tipo, o gênio da lâmpada?
– Não tem graça, Dean. Eu estou com medo.
– Relaxa amor, você teve só um pesadelo. – falou ele com voz de carinho. – Volta a dormir que eu vou chegar daqui a pouco. O meu Platão já acabou, mas tenho que resolver uma coisa antes de ir. – falou ele.
– Plantão?
– Eu tenho que desligar. – falou ele. – Vê se tenta dormir, está bem? – A mulher ouviu um homem se aproximar falando algo sobre pelotão e capitão – Tenho que ir. Eu te amo. – O loiro desligou o telefone e se levantou. Vestia uma roupa da marinha americana e em seu peito estava o nome “Capitão Winchester, Dean”.
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