Notas iniciais
Segunda parte do nosso primeiro capítulo, espero que gostem pessoas!!!

DEBELAAAAAAAAAAAAAA (percebi que tenho que focar em SANNIE também, proxima história farei sobre eles, é uma promessa... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk)!!!!!

\"\"

Sam praticamente corria pela ala de acesso que levaria até o andar onde seu irmão estava sendo cuidado. Tinha um aperto no coração que não poderia ser descrito, sabia que não era nada bom, pensava que de fato havia acontecido alguma coisa muito grave, já que a enfermeira se recusava a dar maiores informações sobre Dean. Ele virou em um corredor e finalmente entrou no quarto, encontrando o irmão desacordado na maca, com o aparelho de respiração em sua boca e em seu nariz e aparelho de freqüência cardíaca monitorando os batimentos do seu coração.

Porém, o espírito de Dean estava naquele lugar. Sam não podia vê-lo, mas se pudesse, teria notado a alegria e o alivio que o loiro sentiu ao ver o irmão bem.

– Sammy. – falou ele com um sorriso no rosto. – Você está bem, né?

– Ah não. – falou Sam ao olhar o corpo do irmão na maca.

– Diz que você pode me ouvir. – falou o mais velho. – E o papai? As garotas? Estão bem? – Ele encarava o irmão que nem sequer notava que ele estava ali. – Qual é? Você é vidente, tenta ter alguma vidência agora.

– Seu pai acordou. – falou um médico, de pele negra e estatura mediana, que entrou no quarto sem que os dois percebessem. – Pode vê-lo se quiser.

– Graças a Deus. – falou Dean em alivio.

– Doutor e quanto ao meu irmão?

– Ele sofreu ferimentos graves, perda de sangue, contusões no fígado e rim, mas o trauma na cabeça é que preocupa. Há sinais de edema cerebral.

– E o que podemos fazer? – perguntou Sam. Dean não conseguia deixar de olhar para si mesmo, deitado naquele lugar.

– Poderemos avaliar melhor quando ele acordar, SE ele acordar.

– Se? – perguntou Sam.

– Quê que é isso? Eu estou acordado. – falou Dean seriamente.

– Vou ser honesto, a maioria das pessoas não sobreviveria de ferimentos assim, ele está lutando muito, assim como a outra garota, mas deve ter expectativa realistas filho.

– Que garota? – Dean se preocupou.

– E ela, doutor, qual é o estado dela?

– Lucia... – começou o médico a falar se referindo a Abela por esse nome, já que foi assim que Sam a cadastrou no hospital. -... perdeu bastante sangue, igual ao seu irmão, porém o problema dela não está na cabeça e sim em uma infecção generalizada. A cirurgia que ela fez há alguns dias, infeccionou de uma forma que não posso medir os estragos. Estamos tratando-a com todos os antibióticos que temos, mas não está havendo melhoras, por isso, estamos mantendo-a em coma induzido, para avaliarmos melhor como podemos ajudá-la.

– Meu Deus. – Dean passou a mão no rosto e respirou fundo. Sam fez o mesmo.

– Sem contar as duas paradas cardíacas que ela teve. – o médico olhou para Sam. – Eu sinto muito, sei que é a sua família, mas o senhor tem que ser forte.

– Qual é Sammy? Traz logo um sacerdote aqui para jogar um mojo na gente. Vamos ficar bem. – O loiro o encarava. – Sam?

– Qual é o quarto do meu pai e o de Lucia? – falou Sam.

– Seu pai está no quarto ao lado e Lucia, está a quatro quartos atrás. – falou o médico.

– Eu posso vê-la? – falou Sam.

– Ainda não, mas quando puder, avisaremos. – respondeu o médico.

– Obrigada doutor. – Sam apertou o mão do homem e saiu rápido pelo corredor.


...



Sam saiu do quarto do Dean e desceu algumas escadas, a pedido de uma das enfermeiras, tinha que assinar alguns papeis referente a estadia dos cinco ali. Depois, subiu novamente e entrou diretamente no quarto do pai, encontrando John acordado e sentado na cama.


– Pai. – falou ele sorrindo.

– Que bom te ver, filho. – falou ele.

– Desculpa a demora, é que a enfermeira me pediu para assinar alguns papeis. – Sam entrou no quarto e ficou em pé, ao lado do pai.

– Isso me lembra de... – John pegou a carteira e de dentro tirou um cartão. – Aqui, meu plano de saúde. – Sam pegou o cartão e sorriu.

– Elroy McGillicuddy?

– E seus quatro filhos queridos. – John encarou Sam e então voltou a ficar sério. – E ai, o que foi que o doutor disse do Dean? E das garotas?

– Annie acordou, falei com ela há pouco, mas Dean e Abela... Nada. – respondeu Sam, no intuito de dizer que os médicos não disseram nada de diferente do que eles já não soubessem. – Olha, se os médicos não fazem nada, nós temos que fazer. Sei lá, acho que eu vou procurar um sacerdote, para jogar um mojo neles.

– Nós vamos procurar. – falou John.

– É. – concordou o caçula.

– Mas Sam, eu não sei se vamos encontrar.

– Porque não? Eu já encontrei uma vez.

– Tá, mas aquela foi uma em um milhão.

– E daí? Nós vamos ficar sentados aqui, sem fazer nada.

– Não, eu disse que vou procurar, ta bem? Eu vou olhar por todos os lados. – Sam balançou a cabeça. – Onde está o colt?

– O seu filho e Abela estão morrendo e o senhor se preocupa com o Colt?

– Estamos caçando esse demônio e ele pode estar atrás de nós, a arma é a nossa única cartada.

– No porta-malas. – respondeu Sam. – O carro foi recolhido e levado para um deposito.

– Tudo bem, é bom esvaziar a mala antes que algum vagabundo bisbilhote.

– Eu já chamei o Bobby, ele chega em uma hora. Vai rebocar o Impala até a casa dele.

– Está bem, vai lá encontrar o Bobby, pegue o Colt e traga para mim. – falou John. – Cuidado com a segurança do hospital.

– Eu já sei o que vou fazer. – falou Sam e sorriu. Depois se levantou, caminhando em direção a saída.

– Ei. – chamou John e o jovem olhou. O pai pegou uma folha de papel. – Aqui. Eu fiz uma lista de coisas, peça ao Bobby para pegar para mim.

– Acácia? Óleo de Abramelin? Isso serve para que?

– Proteção. – respondeu John. O rapaz respirou fundo e então encarou o homem que estava deitado na cama.

– Pai. – falou Sam. – Sabe o demônio, ele disse que tem planos para mim e para pessoas como eu. Sabe o que ele quis dizer?

– Não, não sei. – respondeu John. Sam nada disse, apenas apertou os lábios, deu meia volta e saiu da sala.


...



Abela caminhava pelo hospital, estava bastante nervosa pelo fato de ninguém poder vê-la e aquilo apavorava ela. Já havia ido no quarto de John, Dean e Annie, mas nada estava fora do normal, exceto pelo fato de Dean estar da forma que estava. Embora ela não tivesse feito aquilo, ela se sentia culpada, afinal foi o pai dela que fez com que o loiro ficasse daquele jeito. John estava sentado na cadeira ao lado do filho quando Abela foi visitá-lo.


– Eu sinto muito, John. – falou ela chorando e se aproximou do loiro. Tentou tocar em Dean, mas ela sua mão atravessou a dele.

– Eu tenho que fazer alguma coisa, por Abela e por você, filho. – falou John e se levantou.

– Não se preocupe comigo, se preocupe com o Dean. – A mulher ficou de frente para o homem. — Ele é o seu filho e eu não sou nada além da filha de um demônio. Eu não quero ser salva, John. – Ele começou a andar e atravessou Abela, sem nem ao menos percebê-la.

A jovem começou a chorar e se aproximou do loiro. Por mais que ela não conseguisse tocá-lo, ela insistia em fazê-lo. Tentava alisar os cabelos ou então passar a mão no rosto dele, mas sempre a sua mão atravessava a superfície.

Ela não era algo material.

De repente, ela sentiu uma vontade louca de fazer algo que nunca sonhou fazer quando estava bem. Ela se abaixou na altura dos lábios de Dean e então o beijou, só que algo aconteceu dessa vez, porque ela conseguiu sentir os lábios do loiro. Ela se afastou e respirou fundo. De repente a maquina de freqüência cardíaca de Dean começou a apitar e a linha reta apareceu no monitor.

– Não, não... Dean. – Abela se afastou do corpo e quando se virou, deu de cara com uma coisa horrenda, um espírito quase transparente. A coisa lhe tocou no braço e tudo ficou escuro, quando voltou ao normal, Abela estava de novo em seu quarto, olhando seu corpo em cima da cama.

Notas finais
Beijinhos!!

Eva Winchester!!