Live Loving You
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Quando Kate acordara na manhã seguinte Rick já não se encontrava ao seu lado, ela suspirou. Calmamente plantou os pés nos chão e caminhou em busca dele. No corredor reparou que a porta do escritório se encontrava fechada, abriu-a lentamente para encontra-lo muito focado no ecrã inteligente à sua frente:
- Que estás aqui a fazer tão cedo, a cama é fria sem ti – Castle assustou-se com a nova presença no quarto e tentou desligar o televisor o mais depressa que pode.
- Desculpa tive um momento de inspiração e decidi vir escrever nunca se deve desperdiçar. – Ela olhou-o com uma cara desconfiada.
- Que estavas a ver no televisor?
- Não era nada de importante, vamos comer alguma coisa. – Ele levantou-se aproximando-se dela.
- Castle, mostra-me o que estava no televisor! – Kate exigiu enquanto se afastou do namorado.
- Como já disse Kate não era nada de importante agora podemos por favor esquecer isso e…
- Castle ou me mostras agora o que está na porcaria do televisor ou vou vê-lo por mim! – Ele pegou no comando e carregou no botão que ligaria a televisão. Beckett imediatamente percebeu que se tratava de um quadro de assassinato, o quadro de assassinato da sua mãe. – Não, diz-me que não fizeste isso, não nas minhas costas.
- Kate, não podia arriscar a tua vida. Sabia que se te mostrasse irias correr atrás de qualquer pessoa que aparecesse e eu não posso perder-te.
- Então é melhor arriscares a tua vida? Esconder isto de mim Castle, como foste capaz de fazer tudo isto? – Ele tentou conforta-la, mas ela não deixou – Nunca mais quero ver-te, nunca mais quero que apareças à minha frente, odeio-te! – As lágrimas escorriam-lhe pelo rosto como doloroso ácido que lhe queimava a pele.
- Kate não faças isso, vamos conversar resolver as coisas.
- Não há nada para fazer nem nada para resolver! – Kate saiu do quarto à procura das suas coisas de maneira a puder partir o mais depressa possível. Rick não correra atrás dela, o mal já estava feito o que ela não sabia é que Johanna Beckett não estava morta e ele sabia perfeitamente onde encontra-la e traze-la de volta.
X-X-X-X-X
Aquele lugar era horripilante. Já fazia uma semana que Kate o deixara, uma semana de puro desgosto e frieza. Ele não podia tê-la, todavia não desistira de encontrar a pessoa que podia voltar a trazer-lhe felicidade.
Ele arrombou a porta e varreu o lugar em busca da morena mais velha e quando estava prestes a desistir uma porta chamou a sua atenção.
Não tardou a arromba-la também e para seu deleite Johanna Beckett encontrava-se no interior.
- Johanna? – A morena olhou surpresa para o homem à sua frente. Há muito anos abandonara a ideia de que alguma vez seria salva muito menos por Richard Castle.
- Não é seguro estar aqui! – A voz da mulher saiu como um sussurro quase inaudível.
- Vamos, temos de sair daqui o mais depressa possível! – Antes que eles conseguissem passar a porta do quarto dois tiros foram ouvidos e ele caíra no chão imóvel.
- Ligue para Beckett! – Ele pediu em esforço tirando o telemóvel do bolso.
O tempo era escaço em breve eles seriam apanhados. Kate atendeu ao segundo toque.
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— Beckett!
- Kate, preciso que rastreies esta chamada é uma urgência! – Era cedo e Kate começou a pensar que estava a sonhar! Tirou o telemóvel do ouvido para conferir de quem vinha a chamada.
- Onde está Rick?
- Kate sem perguntas agora, ele está a morrer precisa da tua ajuda o mais depressa possível não temos muito tem… — a chamada foi encerrada. Beckett levantara-se urgentemente.
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— Ryan preciso que rastreies a minha ultima chamada manda-me o endereço e encontra-me lá com reforço e uma ambulância.
- Beckett está tudo bem? – ouvia-se do outro lado da linha.
- Ryan sem perguntas! – Kate correu até o carro e em dez minutos já tinha o endereço.
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Detetive Beckett não sabia o que iria encontrar, o seu coração ainda apertava com a ideia de pensar nele. Rapidamente avistou a casa abandonada a que fora destinada, correu desenfreadamente para o interior e chamou por ele.
- CASTLE! – sem resposta – CASTLE! – voltou a tentar embora sem retorno. Com a arma na mão ela seguiu os escombros das portas arrombadas e foi aí que o avistou no chão com alguém a seu lado – Castle! – ela chorou aproximando-se dele – por favor aguenta Ryan está a chegar com ajuda.
- Katie, precisamos de tira-lo daqui ele está fora mas não por muito tempo.
- Mãe? – Kate olhou surpresa para a figura à sua frente – Que raio se passa aqui?
- Nós vamos falar mais tarde agora ele precisa de ajuda.
- Eih Rick, consegues ouvir-me? – Ele não respondeu mas ainda respirava. O próximo som ouvido na sala foi as sirenes e Kate agradeceu pela rapidez.
- KATE! – Esposito chamou.
- Estou aqui! – Os dois detetives aproximaram-se do grupo juntamente com os paramédicos que rapidamente se ocuparam de Castle.
- Kate que se passa?
- Sinceramente Ryan eu não sei – Ela dizia entre choros – Recebi esta chamada e a minha mãe disse-me para encontra-la aqui, e quando cá cheguei foi isto que encontrei.
- A tua mãe?
- Acho que agora é o momento certo para falarmos Katie! – Johanna interrompeu.
Kate conduziu a mãe até o hospital, precisava de vê-lo e Johanna precisava de ver um médico.
- Sei que é tudo muito estranho mas posso contar-te o que quiseres!
- Quem és tu?
- O meu nome é Johanna Beckett, sou casado com Jim Beckett e tenho uma filha chamada Katherine Beckett.
- Pensava que estavas morta, perdi treze anos da minha vida com a ideia de estares morta.
- Foi tudo encenado, a minha morte o meu funeral. Tudo de maneira a que pudessem apagar-me! – Kate apertou o volante com mais força.
— Se te queriam apagar porque te mantiveram viva?
- Era usada para fazer chantagem. Se eles me mantivessem viva informações prejudiciais às pessoas por de trás de tudo isto nunca viriam à tona.
- Como Rick te encontrou? Porque raio ele está deitado naquela maca agora? – As lágrimas reapareceram nos imensos olhos verdes.
- Não sei, nem sequer sei como poderia eu ser salva por Richard Castle o autor.
- Oh mãe, ele é tudo para mim porque diabos ele fez isto? – Beckett parou de repente, a dor sufocante no peito não a deixou continuar. Este devia ser o dia mais feliz da sua vida afinal Johanna Beckett nunca morrera.
- Oh Katie, vai ficar tudo bem, estou aqui! – A morena mais velha abraçou a filha tentando reconforta-la, como fazia quando ela era mais jovem, acariciava-lhe o cabelo e sussurrava-lhe palavras meigas ou ouvido. Os mimos da mãe sempre curavam qualquer dor, será que seriam suficientes desta vez?
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