Notas iniciais
desculpem a demora!

Quando Kate acordara na manhã seguinte Rick já não se encontrava ao seu lado, ela suspirou. Calmamente plantou os pés nos chão e caminhou em busca dele. No corredor reparou que a porta do escritório se encontrava fechada, abriu-a lentamente para encontra-lo muito focado no ecrã inteligente à sua frente:

- Que estás aqui a fazer tão cedo, a cama é fria sem ti – Castle assustou-se com a nova presença no quarto e tentou desligar o televisor o mais depressa que pode.

- Desculpa tive um momento de inspiração e decidi vir escrever nunca se deve desperdiçar. – Ela olhou-o com uma cara desconfiada.

- Que estavas a ver no televisor?

- Não era nada de importante, vamos comer alguma coisa. – Ele levantou-se aproximando-se dela.

- Castle, mostra-me o que estava no televisor! – Kate exigiu enquanto se afastou do namorado.

- Como já disse Kate não era nada de importante agora podemos por favor esquecer isso e…

- Castle ou me mostras agora o que está na porcaria do televisor ou vou vê-lo por mim! – Ele pegou no comando e carregou no botão que ligaria a televisão. Beckett imediatamente percebeu que se tratava de um quadro de assassinato, o quadro de assassinato da sua mãe. – Não, diz-me que não fizeste isso, não nas minhas costas.

- Kate, não podia arriscar a tua vida. Sabia que se te mostrasse irias correr atrás de qualquer pessoa que aparecesse e eu não posso perder-te.

- Então é melhor arriscares a tua vida? Esconder isto de mim Castle, como foste capaz de fazer tudo isto? – Ele tentou conforta-la, mas ela não deixou – Nunca mais quero ver-te, nunca mais quero que apareças à minha frente, odeio-te! – As lágrimas escorriam-lhe pelo rosto como doloroso ácido que lhe queimava a pele.

- Kate não faças isso, vamos conversar resolver as coisas.

- Não há nada para fazer nem nada para resolver! – Kate saiu do quarto à procura das suas coisas de maneira a puder partir o mais depressa possível. Rick não correra atrás dela, o mal já estava feito o que ela não sabia é que Johanna Beckett não estava morta e ele sabia perfeitamente onde encontra-la e traze-la de volta.

X-X-X-X-X

Aquele lugar era horripilante. Já fazia uma semana que Kate o deixara, uma semana de puro desgosto e frieza. Ele não podia tê-la, todavia não desistira de encontrar a pessoa que podia voltar a trazer-lhe felicidade.

Ele arrombou a porta e varreu o lugar em busca da morena mais velha e quando estava prestes a desistir uma porta chamou a sua atenção.

Não tardou a arromba-la também e para seu deleite Johanna Beckett encontrava-se no interior.

- Johanna? – A morena olhou surpresa para o homem à sua frente. Há muito anos abandonara a ideia de que alguma vez seria salva muito menos por Richard Castle.

- Não é seguro estar aqui! – A voz da mulher saiu como um sussurro quase inaudível.

- Vamos, temos de sair daqui o mais depressa possível! – Antes que eles conseguissem passar a porta do quarto dois tiros foram ouvidos e ele caíra no chão imóvel.

- Ligue para Beckett! – Ele pediu em esforço tirando o telemóvel do bolso.

O tempo era escaço em breve eles seriam apanhados. Kate atendeu ao segundo toque.

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— Beckett!

- Kate, preciso que rastreies esta chamada é uma urgência! – Era cedo e Kate começou a pensar que estava a sonhar! Tirou o telemóvel do ouvido para conferir de quem vinha a chamada.

- Onde está Rick?

- Kate sem perguntas agora, ele está a morrer precisa da tua ajuda o mais depressa possível não temos muito tem… — a chamada foi encerrada. Beckett levantara-se urgentemente.
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— Ryan preciso que rastreies a minha ultima chamada manda-me o endereço e encontra-me lá com reforço e uma ambulância.

- Beckett está tudo bem? – ouvia-se do outro lado da linha.

- Ryan sem perguntas! – Kate correu até o carro e em dez minutos já tinha o endereço.

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Detetive Beckett não sabia o que iria encontrar, o seu coração ainda apertava com a ideia de pensar nele. Rapidamente avistou a casa abandonada a que fora destinada, correu desenfreadamente para o interior e chamou por ele.

- CASTLE! – sem resposta – CASTLE! – voltou a tentar embora sem retorno. Com a arma na mão ela seguiu os escombros das portas arrombadas e foi aí que o avistou no chão com alguém a seu lado – Castle! – ela chorou aproximando-se dele – por favor aguenta Ryan está a chegar com ajuda.

- Katie, precisamos de tira-lo daqui ele está fora mas não por muito tempo.

- Mãe? – Kate olhou surpresa para a figura à sua frente – Que raio se passa aqui?

- Nós vamos falar mais tarde agora ele precisa de ajuda.

- Eih Rick, consegues ouvir-me? – Ele não respondeu mas ainda respirava. O próximo som ouvido na sala foi as sirenes e Kate agradeceu pela rapidez.

- KATE! – Esposito chamou.

- Estou aqui! – Os dois detetives aproximaram-se do grupo juntamente com os paramédicos que rapidamente se ocuparam de Castle.

- Kate que se passa?

- Sinceramente Ryan eu não sei – Ela dizia entre choros – Recebi esta chamada e a minha mãe disse-me para encontra-la aqui, e quando cá cheguei foi isto que encontrei.

- A tua mãe?

- Acho que agora é o momento certo para falarmos Katie! – Johanna interrompeu.

Kate conduziu a mãe até o hospital, precisava de vê-lo e Johanna precisava de ver um médico.

- Sei que é tudo muito estranho mas posso contar-te o que quiseres!

- Quem és tu?

- O meu nome é Johanna Beckett, sou casado com Jim Beckett e tenho uma filha chamada Katherine Beckett.

- Pensava que estavas morta, perdi treze anos da minha vida com a ideia de estares morta.

- Foi tudo encenado, a minha morte o meu funeral. Tudo de maneira a que pudessem apagar-me! – Kate apertou o volante com mais força.

— Se te queriam apagar porque te mantiveram viva?

- Era usada para fazer chantagem. Se eles me mantivessem viva informações prejudiciais às pessoas por de trás de tudo isto nunca viriam à tona.

- Como Rick te encontrou? Porque raio ele está deitado naquela maca agora? – As lágrimas reapareceram nos imensos olhos verdes.

- Não sei, nem sequer sei como poderia eu ser salva por Richard Castle o autor.

- Oh mãe, ele é tudo para mim porque diabos ele fez isto? – Beckett parou de repente, a dor sufocante no peito não a deixou continuar. Este devia ser o dia mais feliz da sua vida afinal Johanna Beckett nunca morrera.

- Oh Katie, vai ficar tudo bem, estou aqui! – A morena mais velha abraçou a filha tentando reconforta-la, como fazia quando ela era mais jovem, acariciava-lhe o cabelo e sussurrava-lhe palavras meigas ou ouvido. Os mimos da mãe sempre curavam qualquer dor, será que seriam suficientes desta vez?

Notas finais
Que acharam? Precisava de mudar algumas coisas, por umas pitadas de interesse