Live Loving You
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Queria dedicar este capítulo a todas as pessoas que têm comentado a minha história não imaginam o quanto significa para mim saber que tenho quem leia o que escrevo mil obrigados por tudo :')
A angústia dominava a sala de espera do hospital. Katherine Beckett encontrava-se no canto mais distante tentando esconder-se do mundo.
A última vez que pisou aquele chão Rick não largara a sua mão uma única vez. Sempre lhe sorriu e disse que tudo ficaria bem. Agora era ele quem lutava pela vida, quem sentia a falta da presença dela do apoio e carinho, porque desta vez ela não estava lá como ele fizera.
Ele tentou salvar Johanna, a pessoa por quem ela lutou todos estes anos, todavia Kate repreendeu-o, acabou com o que os unia destruindo sonhos para a vida. A detetive obrigou-se a acreditar que o que ele fizera era imperdoável e que nem o maior amor do mundo poderia apagar o dano causado por tal atitude.
A dor tornara-se insuportável, por mais que Kate se forçasse a acreditar que Rick ficaria bem um futuro sombrio contaminava os seus pensamentos.
- Kate – era Johanna, estava preocupada com a filha – Katie, vai ficar tudo bem, ele vai ultrapassar isto. – Beckett olhou a morena mais velha e quando tentou falar foi impedida pelo choro inesperado.
- Ele não devia estar ali! Devia-mos estar em casa, juntos, no sofá, não aqui, não aqui. – Johanna aproximou-se e envolveu a filha nos braços.
- Oh Katie, conseguiste realmente encontra-lo! – A jovem olhou a mãe confusa – O príncipe encantado de que sempre falavas. Chegaste até a rejeitar convites porque sabias que não era ele, simplesmente não era o certo dizias.
- Ele é tudo para mim, nunca senti algo tão forte por ninguém e só de me lembrar que ele fez isto por mim mesmo que o tenho tratado tão mal.
- Aquele homem ama-te muito, mais do que aquilo que possas imaginar, mais do que o que pensei que fosse possível amar. – Kate aconchegou-se nos braços de Johanna, como um bebe indefeso, na esperança de que a dor horrível que se ia apoderando dela passasse.
- Familiares de Richard Castle? – Martha e Alexis levantaram-se imediatamente enquanto Beckett se esforçou ao máximo para conseguir olhar o médico.
- Sou a mãe, esta é a filha. Doutor como ele está? – O rapaz de bata branca libertou um suspiro antes de falar.
- O senhor Castle chegou-nos numa situação muito crítica. Foi uma cirurgia complicada mas felizmente conseguimos mantê-lo entre nós.
- Quando podemos vê-lo? – Foi a vez de Alexis intervir.
- Ele está sob uma elevada dose de medicação mas quando o transferirem para um quarto privado serão informados. – Todos agradeceram e enquanto viam o cirurgião afastar-se logo festejaram e soltaram suspiros de alívio.
Kate por esta altura já se encontrava de pé e foi surpreendida pelo forte abraço da cabeça vermelha mais jovem.
- Está tudo bem, ele está bem! – As palavras perdiam-se no ar como folhas ao vento.
- Será que vais perdoa-lo? – Kate foi surpreendida pelas palavras da menina.
- Oh Alexis, a minha vida sem o teu pai não faz mais sentido, sem vocês do meu lado já nada é igual, apenas fui dominada pelo medo de perde-lo, sei o que aquele caso fez comigo, não quero que faça o mesmo com ele. Olha no que deu.
- Sabes que ele fez tudo isto porque te ama? – Alexis questionou enquanto se afastava da morena.
- Embora preferisse que ele não o tivesse feito estou consciente disso. – Johanna Beckett aproximou-se do grupo.
- Olá mãe — Kate sentia algo estranho ao proferir aquelas palavras, como se a mulher ao seu lado não fosse realmente a pessoa que ela queria – Alexis, esta é a minha mãe, mãe é Alexis filha do Castle.
- Nunca pensei dizer isto mas é um prazer conhece-la Sra. Beckett.
— Sem formalidades, Johanna chega. – A mulher sorriu para a ruiva que assentiu.
O grupo viu a enfermeira aproximar-se.
- Família de Richard Castle? – O pedido já se tornava repetitivo.
- Somos nós! – Falaram em coro.
- O paciente já foi transferido para o quarto mas por agora são apenas permitidas duas pessoas no máximo – Todos concordaram e a enfermeira retirou-se.
- Vai lá ver o teu pai antes que acabe o tempo para as visitas. – Kate disse a Alexis.
- Quem devia ir primeiro eras tu Kate!
- Vou logo a seguir a vocês, para já preciso mesmo de um café e vocês precisam vê-lo – Alexis concordou derrotada.
A detetive pediu a Johanna que a acompanha-se na sua viagem em busca de café, e foi a mais velha a primeira a quebrar o silêncio que já contaminava o ambiente.
- Está tudo bem Katie? Parecia urgente esta conversa.
- É mesmo! Quero que me contes o que aconteceu, sem mentiras. Passei os últimos treze anos a pensar que estavas morta, sofri imenso, quase morri e principalmente quase perdi o amor da minha vida por causa do teu caso, agora diz-me o que aconteceu. – Johanna encolheu com a dureza do discurso da filha.
- Em primeiro lugar sinto muito, sinto mesmo muito que vos fiz passar por tudo isto, mas não tinha escolha Kate. Eles raptaram-me para que não contasse nada do que sabia, para que a pessoa por de trás disto jamais saísse prejudicada e infelizmente ele é capaz de tudo para proteger a sua carreira. Não me posso queixar, os últimos anos não foram fáceis mas podia ter sido bem pior, pelo menos fui alimentada e tinha onde viver, embora não fosse com luxos era melhor do que ser maltratada a cada dia Katie.
- Como é que Castle descobriu e porque que ele está naquela cama de hospital agora?
- Não te posso responder à primeira pergunta mas quando ele me encontrou e percebi que me vinha buscar pelo bem tentei fugir o mais depressa possível no entanto já era tarde demais, foram disparados dois tiros e quem o fez pensou que me impediria de sair o que não esperavam era que o teu menino fosse forte o suficiente para me fazer pedir ajuda e felizmente conseguiram chegar a tempo.
- Não consigo entender o porquê de não vos terem feito mal.
Antes que Johanna pudesse responder Esposito apareceu junto delas muito assustado.
- Javi o que aconteceu, está tudo bem?
- Foi o Castle ele… ele …
Notas finais
Ideias são mais do que bem vindas
Fale com o autor