Live ... Love ... Die ... Suffering ...
25 Noite 3
Notas iniciais
P.O.V Alice (Autora: Sumiu mas apareceu de volta! Foi mal pelo sumiço das guardas. TT-TT)
Tristeza. A única coisa que eu sentia neste momento, além de uma vontade enorme de não fazer nada. Por quê? Vou resumir... Acidente. Hospital. Cirurgia em vão. Morte. Tristeza sem fim. Não sei como me sentir! Não sei oque fazer! Tenho faculdade, que era paga pela minha mãe. O apartamento, que era pago pela minha mãe. Ela já estava meio doente, por isso eu sempre pedia para que quando ela voltasse do trabalho, me ligasse. E sim, eu e a Misaki moramos sem a nossa mãe. Nós não víamos ela faz algum tempo, nem ela não vinha ver a gente, mas mesmo assim nós sentimos muito a perda dela! Bom... faltam 15 minutos para meia noite. Melhor eu me arrumar, porque se eu faltar mais um dia vão acabar me despedindo! Me levanto da cama e abro meu guarda-roupa, coloco uma roupa qualquer. Fui até o quarto da Misaki.
–Misaki.- Eu digo batendo na porta.
–Quié?- Ela grita do outro lado da porta.
–Se arruma!
–Por quê?
–Por quê? Oras... Porque eu não vou te deixar sozinha aí nesse quarto mofando!- A porta se abre. Misaki não lidou muito bem com a morte da mamãe. Ele estava com a mesma roupa do dia que fomos ao hospital, cabelos todo bagunçados e olhos vermelhos de tanto chorar. A Misaki adorava a nossa mãe mesmo ela não falando com a gente pessoalmente.- Anda! Se arruma logo!
–Mas VOCÊ não disse que EU não podia ir com você? Ou será que eu ouvi errado?- Ela disse.
–Mesmo triste você ainda consegue me dar raiva! Impressionante!
–Muito obrigada! Eu tento!- Ela responde.- Mas no fundo você não conseguiria viver sem mim, não é?
–É! É!- Eu digo a empurrando para dentro do quarto.- Agora se arruma logo que eu tenho hora!- Eu digo batendo o dedo no pulso.
–A pressa é inimiga da perfeição.- Ela diz enquanto se troca.
Ela acaba de se trocar.
–Pronto! Agora, vamos!- Eu digo a puxando pelo pulso.
–ESPERAAAAAAAAA!- Ela grita e eu paro. Ela volta para o quarto.- Você ia se esquecendo da Sra. Bunny.- Ela diz voltando com a coelhinha em seus braços.
–Vamos logo! Já estamos atrasadas!- Eu digo saindo pela porta junto dela (Autora: Nãããão! Você saiu pela janela!).
P.O.V Andy Wood
~00:00
A Alice e a Misaki faltaram de novo. Oque será que aconteceu? Vou ficar sozinha de novo! (TT-TT)
~00:12
Mangle está na CAM 11. Mas já está se movendo?!
~00:26
Mangle está na CAM 10. MANGLE! PARA DE FICAR SE MOVENDO ENTRE AS SALAS!
~01:14
As câmeras se apagam. Quê?! Oque houve? Eu olho para o tablet (que usa pra checar as câmeras), mas... Ainda tenho 87% de energia. Não entendi. Isso é algum tipo de brincadeira? Ouço barulho passos.
–Que-quem está aí?- Eu digo me levantando da cadeira.- Apareça!- Eu ligo a minha lanterna mas ela não acende.- Anda! Funciona!- Eu digo enquanto bato na lanterna. Eu olho e... está sem pilhas! Ouço uma voz mas não consegui entender oque ela estava dizendo. Eu olho para mesa e em cima dela têm quatro pilhas. Sei oque devo fazer...
–SAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAIII!!- Eu digo e jogo as pilhas uma por uma. Espero ter acertado a coisa ou coiso que está lá, porque eu nem vi em quem ou em quê eu estava jogando.
–Aiii!- Uma voz feminina diz.- Pra quê agredir?- Eu olho e...
–Alice?! Misaki?!- Eu digo surpresa.
–Quem mais poderia ser?- Diz Misaki.- Oi Andy-chan! Senti saudades de você!- Ela disse vindo me dar um abraço.
–Oque foi aquilo?! Você tava sem nada pra fazer ou só queria me matar mesmo!- Ela disse.
–Foi mal...- Eu digo.
–Tudo bem! Só está doendo um bocado! *risos*- Ela diz e coloca a sua mão direita na testa.
–Mas então... Por que vocês faltaram a última noite?- Eu pergunto.
–É algo meio pess-
–A nossa mãe morreu.- Misaki disse interrompendo Alice. Assim que fala ela abaixa a cabeça.
–Nossa! Meus pêsames.- Eu falo.
–Obrigada...- Misaki agradece.- Bom... vamos sorrir, sorrir e sorrir mais e mais porque a vida não é feita de tristezas, não é?
–É verdade!- Eu digo. Alice parecia meio tensa.- Tudo bem Alice?
–Tudo...- Ela responde.
–Se você quiser contar alguma coisa, pode falar! Eu sei que nós conhecemos a apenas alguns dias mas... pode contar comigo!- Eu digo e sorrio.
–Obrigada. É que a gente morava sozinha e a nossa mãe que mandava dinheiro pra gente-
–Ela não mora com vocês?- Eu pergunto a interrompendo.
–Não...- Ela chega perto do meu ouvido.- Eu acho que é porque ela achava que nós éramos pedras no sapato dela. Não conta pra Misaki. Ela ficaria muito chateada.
–Pode deixar!- Eu falo.- Mas oque vocês vão fazer agora que não receberão dinheiro?
–Não sei... Não sei nem como vou pagar a minha faculdade!- Ela responde.
–Alooooou!- Diz Misaki estalando os dedos.- Temos câmeras para olhar, se lembram?
–É mesmo!- Responde Alice.
–Não dá. Todas as câmeras se apagaram.- Eu respondo.
–Hã? Acho que não... Elas estão funcionando sim! Olha.- Diz Alice tomando o tablet da mão de Misaki e me mostrando. É... Todas estavam funcionando normalmente, como se nada tivesse acontecido. Estranho! Deve ter dado uma falha na energia naquela hora, porque mais as câmeras desligariam assim sozinhas?
–Estranho...- Eu digo.- Mas então vamos ao trabalho!
~01:47
–Como a Mangle chegou aqui tão rápido?- Pergunta Alice. Mangle está na CAM 2. CARACA MANO! ELA SE MOVE MUITO RÁPIDO! AQUETA A PIRIQUITA MANGLE! JESUS!
–Gente...- Disse Misaki.- Será que os animatronics têm vida?
–Lógico...- Respondeu Alice.- Que não, né!
–Talvez sim. Talvez não.- Eu respondo.
–É impossível objetos metálicos simplesmente "ganharem" vida!- Diz Alice.
–Nunca se sabe Alice... Nunca se sabe...- Eu respondo.
~02:01
–Cadê a Mangle? Sumiu!- Disse Misaki levantando os braços na última frase.
–Misaki... Para de brincar e vem me ajudar!- Disse Alice.
–E se eu não quiser?- Perguntou Misaki.
–Andy? Pode me passar a lanterna pra eu tacar na cabeça dela?- Pergunta Alice.
–Calma! Não sabe nem brincar!- Disse Misaki resmungando.
Dessa vez a Alice estava tomando conta das câmeras, Misaki das tubulações e eu da porta.
~02:46
–Ahn... Isso tá muito chato!- Reclamou Misaki.
–Presta a atenção na tubulação! Vai que aparece alguma coisa!- Disse Alice.
–Não vai ter nad-
Misaki foi interrompida por uma mão surge da tubulação direita.
–AHHHHHHHHHHHH!- Nós gritamos.
Ela acerta alguma coisa no dono daquela mão. Alice rapidamente fecha a tubulação.
–OQUE ERA AQUILO? — Pergunta Alice.
–Era um animatronic. E-eu juro que vi um animatronic! — Eu disse.
–COMO ISSO PODE SER POSSÍVEL?!- Perguntou Alice.
–Não sei...- Eu respondo. Misaki parecia preocupada.
–Misaki? Oque fo-
–Onde você está?- Ela pergunta olhando em volta.- Cadê você?
–Oque que você tá procurando? Tá tudo bem?- Perguntou Alice. Misaki se assusta.
–Misaki, oque houve?- Eu pergunto.
–Eu não acredito...- Disse Misaki.
–Não acredita no que?- Pergunta Alice.
–EU NÃO ACREDITO QUE JOGUEI A SRA. BUNNY NAQUELA COISA!- Ela grita assustada e perplexa.
–Calma. De manhã a gente procura ela.- Disse Alice a reconfortando-a.
~05:57
Isso é muito estranho... Várias coisas estranhas acontecerão hoje, as câmeras falharam, aquela mão surgiu do nada e o resto da noite foi assim... Calma e tranquila.
–Oi meninas! Foi tudo bem durante a noite?- Disse Nicole chegando junto de seu marido.
–Claro que nã-
–Foi tudo ótimo!- Eu interrompo Alice.
–Que bom!- Ela responde.- Tenho algumas coisas para falar com vocês.
–Oque foi?- Alice pergunta.
–A primeira é que vocês terão companhia.- Responde ela.
–Companhia?- Eu pergunto.
–Sim, três rapazes.- Ela responde.- Dois maiores de idade e um menor de idade.
–A segunda, é que você terão que fazer uma ronda pelo restaurante a noite.- Disse seu marido.
–Quê?! Ronda? Como assim?- Alice pergunta.
–Não se preocupem, um ou mais de vocês vão ter que ficar rondando pela pizzaria, é que vão chegar algumas encomendas e eu gostaria que vocês a levassem para a "Parts and Services". Não vão precisar desempacotar nada, só ficarem de olho para o caso de alguma encomenda chegar.
–Por acaso seriam novos animatronics?- Misaki pergunta.
–Sim, pretendo mudar. Vender este lugar e comprar outro. Um restaurante novo. Vocês podem trabalhar lá se quiserem.- Responde ele.
–Adoraríamos!- Eu respondi por todas nós. Não acho que é melhor falar sobre oque acontece aqui durante as noites para eles... E nem para ninguém.
–Bom, até!- Eu digo e vou embora.
–--Continua---
Fale com o autor