Live And Let Die
7 Capítulo 7 - Aulas, aulas e mais aulas!
Notas iniciais
Desculpa qualquer erro e boa leitura ;*
Alguns dias depois.
Anne POV
Acordei com a música Highway to Hell extremamente alta e me lembrei de que me esqueci de desconectar o meu celular do aparelho de som. Puta que pariu essa coisa desgraçada que me liga às seis horas da manhã. Eu sei que hoje que começa as malditas aulas, mas eu pretendia acordar daqui a meia hora. Levantei-me indo diretamente ao meu celular e sem olhar o visor o atendi.
- Alô? – falei sem o menor ânimo.
- Oi Anne, aqui é o seu tio Hélio! Como você já deve saber que eu sou o dono dessa escola aí onde você está agora eu quero que quando alguém te perguntar por que você estuda aí você tem que responder que é porque você foi expulsa várias vezes de vários colégios e não estavam te aceitando em nenhum daí eu deixei você entrar nesse, ok? – eu não prestei muito atenção no que ele falou, mas pelo que eu entendi, ele não falou nenhuma mentira.
- Ok, mas realmente é sério que você é dono disso tudo aqui? Nossa! – ele riu.
- Sim Nana, é verdade. Escuta, eu quero que você esteja na sala de aula as sete, para não chamar muita atenção dos garotos. Chame o Saul para ir com você já que vocês estão na mesma turma e se cuide. Tchau.
- Tchau tio. – desliguei o celular e joguei-o longe. Arrumei-me rápido e aproveitando que ainda não entregaram os uniformes, mas creio que vão entregar logo.
Logo eu estava pronta. Peguei a chave e nem esperei o Felipe, pois eu ia com o Slash só que ele ainda não sabia. Quando eu apertei a campainha lá de onde meu irmão e o Saul estavam era uma seis e meia por ai, quem atendeu foi meu irmão.
- Anne? Que ‘cê está fazendo aqui? – ele perguntou esfregando os olhos com aquelas típicas olheiras.
- Eu vim buscar o Slash, se esqueceu de que hoje é o nosso primeiro dia de aula neste fim de mundo?
- Baah! Tinha me esquecido, vou lá chamar ele, espera ai. – ele se foi subindo as escadas e eu me sentei ali no chão.
- Falae Anne! – ele falou estendendo a mão para mim me levantar.
- Oi Slash, vamos logo que meu tio pediu pra gente estar na sala as sete em ponto.
- Escuta, dá pra parar de me chamar de Slash? Isso irrita ok? – falou fazendo uma cara de puta que não conseguiu cliente.
- Ui, o Slash fica irritadinho! De boa, a gente nunca vai parar de te chamar assim, na moral. – falei isso e ele ficou com uma cara que eu não consegui decifrar.
- Aff, ainda bem que o prédio da escola é mais perto do meu prédio do que do teu. – ele desfez aquela cara e logo estampou um sorriso naquele rosto que tinha um ar de chapado.
- Você está sempre se drogando né? – perguntei abrindo a porta do prédio da escola.
- Não, a minha cara é de nascença mesmo... – como ele sabe que eu ia falar isso? – E não, eu não leio mentes. – disse rindo.
- Você me da medo as vezes. – disse sentando-me à classe.
- Você me da medo sempre... – disse sentando ao meu lado.
- Será que tem bastante gente nessa turma? – perguntei tirando meu caderno de desenho da bolsa.
- São trinta alunos por cada turma. Posso ver seus desenhos? – neguei com a cabeça.
- Fica paradinha ai! – falei e ele ficou parecendo uma estátua com a cara de chapado de sempre. Meu barato acabou quando o sinal tocou e entrou aquele mar de garotos na sala, seguidos pela freira.
- Ai meu Deus, Anne! Olha q-quem é ali na na n-na... – ele não conseguiu terminar a frase e ficou apontando para a mesa da professora. Eu comecei a rir, ou melhor, gargalhar. – Para Anne! – apenas comecei gargalhar um pouco mais sem me importar com os olhares das pessoas à minha volta. – Fica quieta. – ele falou pisando no meu pé, maldito seja Saul!
- Ai filho da puta! – falei baixinho para aquela freira do araque não escutar.
- Bom dia alunos! Chamo-me Maria Aparecida e eu sou a professora de português de vocês. – aah, ninguém merece isso! – Eu não gosto de conversas, e quem conversar na minha aula vai ir direto para a sala do diretor, sem mas e nem meio mas! Agora vamos à chamada. – ela se sentou na cadeira (não não, no chão Anne) e abriu um caderno – Anne Müller?
- Aqui! – levantei a mão e todo mundo me olhou. – Que foi? Eu só estou aqui por causa do meu tio, ele é o dono daqui. – falei nem ligando e continuando meu desenho, estava ficando tri afu.
- Saul Hudson? – ele ficou branco. – Saul Hudson? – pronto, agora que ele morre. – SAUL HUDSON? — ele levantou a mão timidamente, que dizer, com medo da morte. – Você? Mas eu não estou acreditando! – saiu da sala às pressas, é Slash, agora sim fudeu!
Notas finais
Até o próximo quando alguma alma bem feitora deixar um review neste capítulo. ;*
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