Live And Let Die
3 Capítulo 3 - Have You Ever Seen The Rain?
Notas iniciais
Boa leitura
POV Paulo (pai de Anne)
5:45 da manhã, em um hospital por ai...
Hoje dormi no hospital com a minha esposa que pra quem não sabe, sofreu um acidente de carro e foi por isso que eu coloquei meus filhos em uma escola interna. Espero não me arrepender disso...
Um médico entrou correndo na sala de espera:
– Por favor, o senhor Paulo Müller! – falou com um pouco (lê-se muita) pressa.
Eu comecei a tremer, não conseguia falar, respirar nem me mexer. Resgatei forças de sei lá aonde e me pronunciei como a pessoa que ele estava chamando.
– Me acompanhe! – disse saindo andando rápido.
– O que aconteceu doutor? – perguntei a espera que ele não respondesse por que eu realmente senti que é uma notícia ruim.
– A sua esposa é Catarina Müller?
– Sim, agora, por favor, me fale o que aconteceu com ela! — eu quase caio porque tinha uma criança filha da puta correndo no corredor e ela passou correndo na minha frente, criança mal amada.
– Ela está com uma hemorragia interna, não sabemos se vamos consegui-la tirá-la da sala de cirurgia viva... – o bom é que ele é bem positivo e acalma as pessoas, nossa.
– Como assim não sabem se vão conseguir tirá-la de lá viva? – eu quase desabei ali mesmo.
– Você sabe, a situação dela é de risco até porque ela perfurou os dois pulmões e uma das costelas quase atingiu o coração e agora mais essa hemorragia... Ela tem dezessete por cento de chance de sair de lá viva, sinto muito... – e saiu andando pelo corredor imenso, parecia sem fim. E o mundo foi se desligando a medida que as lágrimas escorriam pelo meu rosto até que...
Umas três longas horas depois...
Acordei em um leito, não sabia direito o que tinha acontecido, nem me lembro de muito. Fui abrindo os olhos devagar por causa da luz, aquilo realmente não era uma lâmpada comum, é algum pedaço do Sol que colocaram ali, só pode. Quando eu finalmente consegui abrir meus olhos, uma voz conhecida veio falar comigo, era a minha filha mais velha, a Lucie.
– Papai, finalmente o senhor acordou. – me abraço, ela estava chorando.
– O que houve Lucie? – senti uma coisa no meu estômago, como se estivessem arrancando com uma lâmina sem fio.
– A mamãe... Ela.... Ela... É que... – ela começou a soluçar muito e se desabou em lágrimas, eu apenas a abracei me lembrando do que havia ocorrido.
– Já falou com o André e a Anne?
– Não, mas eu quero que o senhor fale com eles. – falou se desvencilhando do abraço e indo em direção à bolsa que estava em uma mesinha do lado da porta, ela tirou lá de dentro um celular.
– Eu vou só ligar para a Anne, ela era a mais ligada com a mãe e o Dedé estava brigado com ela então nem vou ligar pra ele porque ele que foi a causa do acidente da Catarina.
– Ok papai, mas pelo menos ligue ok? Agora eu vou lá cuidar do Bernardo...
– Meu neto? – perguntei com um pouco de brilho no olhar
– Sim papai, seu neto. Você não me vê a tanto tempo assim? – ela falou saindo, nem me deixou responde-la. Fiquei no mínimo umas duas horas viajando em lembranças até que eu decidi ligar pra Anne.
POV Anne
Hoje eu acordei no meio das árvores, eu estava dormindo na grama junto com o Hug, eu estou tentando acordá-lo a uma meia hora, eu acho. A dane-se ele, vou sair por aí mesmo não sabendo onde é meu prédio, ou seja, SAIR APERTANDO TODAS AS CAMPAINHAS PRA VER QUEM ME RESPONDE ONDE É MEU APÊ! WEEE! Sim, agora eu to correndo que nem uma louca pelo pátio, os guris ficam me olhando até porque eu ainda sou a única menina daqui, eu acho.
Meu celular começou a tocar, eu fui ver quem era só que deixei cair ele no chão e ele se desmontou todo, RAIVA! Montei-o de novo e esperei pra ver se a pessoa ligava de novo, foi o que aconteceu. Eu olhei no identificador e vi que era meu pai, resolvi atender vai que é alguma coisa importante. Mal atendi e já veio àquela notícia. A notícia que ninguém nunca quer receber. A notícia que não desejaria ao pior dos piores dos inimigos. Só senti minhas pernas tremerem.
Notas finais
Bjs, Nana! :B
Fale com o autor