Live And Let Die

5 Capítulo 5 - My "friends"


Notas iniciais
Hey pessoas, não me matem ok? é que eu estava de castigo porque eu puxei a cortina muito forte que fez cair aquele pauzinho que segura ela BEM em cima dos vasinhos das flores preciosas da minha mãe. RESULTADO: sem internet por alguns dias! Mas eu voltei logo u.u
Enfim, boa leitura o/
E leiam as notas finais!

Eu acordei só de calcinha na cama que deve ser do Felipe, porque o quarto tá uma bagunça que meu Deus! Espero que tenha sido só beijos mesmo, porque no estado que a gente estava ele não se lembraria que existe uma coisa chamada camisinha daí fudeu porque toda a minha família acha que eu sou virgem, mas eu perdi a virgindade com onze anos, é.

Resolvi ir chamar o Felipe e foda-se, vou do jeito que eu estou mesmo, não achei minhas roupas então que se foda. Saí do quarto e encontrei o Felipe jogado no chão da sala com pelo menos duas garrafas de cerveja, quatro de Jack e muitas que eu não consegui decifrar. Resolvi então acordá-lo.

- O que? Ham? – se espreguiçou – Ah, oi Anne! Você por acaso reparou que esta só de calcinha? – ele perguntou apontando pra mim.

- Claro que eu reparei né anta?! Não sou tão cega assim. Mas enfim, me ajuda a procurar minhas roupas porque eu preciso ir falar com o meu irmão.

- Vai ser meio difícil achar suas roupas no meio desse caos que se tornou minha casa, pois é.

- Sua casa?

- É. É que tipo, meus pais praticamente me expulsaram de casa daí eles resolveram me colocar nessa escola cristã só porque eu sou ateu, daí isso aqui se tornou minha casa, enfim.

- Escola cristã? Achei que fosse uma escola normal, quer dizer, uma escola interna normal.

- Aham tá bom, porque tu acha que tem uma igreja aqui?

- Igreja? Aonde? — ele se levantou e foi pegar o mapa que nos deram quando nós viemos para cá.

- Aqui ó. – ele apontou para uma cruz que ficava praticamente do lado da escola. – Isso aqui é uma igreja tá ligada?

- To. Mas agora me ajuda a procurar a porra da minha roupa pra mim ir lá pra casa.

- Tu não ia ver teu irmão?

- Não vou mais, eu ainda tenho que alimentar a Alisssssssss e pá.

- Quem é a Alice?

- É a minha melhor amiga e pá, se pá que ela vem pra cá no segundo bimestre. Mas agora eu realmente tenho que ir alimentar a Alisssssssss antes que ela saia do aquário e mate o Duff e o Stie.

- Aquário? O que um peixe pode contra esses dois? – ele perguntou rindo um pouco exagerado.

- Um peixe? – comecei a rir alto – Porque diabos eu teria um peixe? – minhas pernas não aguentaram eu rir tanto e eu caí no chão, ainda rindo.

- Se não é um peixe o que é então? – ele parou de rir e me encarou sério.

- É uma cobra, meu bem. – parei de rir um pouco e me levantei.

- U-uma co-co-cobra? – ele ficou pálido, parecia que ia desmaiar.

- Sim, por?

- Eu tenho fobias à cobras, mas tudo bem... – falou voltando um pouco ao normal – Então... Você disse que tem que dividir o apartamento com dois caras né?

- É sim, porque?

- Eu não divido com ninguém então, quer vir morar aqui comigo? DIZ QUE SIM! DIZ QUE SIM! DIZ QUE SIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIM! – gritou dando pulinhos, coisa mais gay.

- Ai ta bom bicha, mas você vai ter que trazer todos meu móveis para cá e é você que vai ter que arrumar meu quarto ok?

- É CLARO QUE SIIIIIIIIIIIIIM. – ele me abraçou, eu gosto de ter amigos gays. Por quê? Não sei.

- Você é gay? – devo ter ficado com uma cara tipo “WTF??” pra ele ter me soltado do abraço.

- Não, você acha? – ele cruzou os braços.

- Quem? Eu? HHAHAHAHAHA Mas é claro que não! – ele me olhou um pouco desconfiado, mas tudo bem. – Ah, tome aqui a chave do meu apartamento – entreguei-lhe a chave –, não se esqueça de dar comida para a Alisssssssss e trazê-la para cá. Volto daqui a duas horas que quando eu voltar eu quero ver meu quarto todo arrumado, do jeito que você quiser é claro, mas tem que estar arrumado. – falei pegando minhas roupas do chão, sim eu achei. Saí e mandei pelo ar logo em seguida fechando a porta.

Eu não me lembrava em que prédio era mas eu me lembrava o que tinha na frente, quer dizer, um pouco então vamo na sorte porque né. Eu segui pelo caminho convencional, é tipo uma calçada larga, mas é lisinha podendo assim, transitar carros. Tinha muito garotos bonitos nessa escola, sinto que me dei bem porque até agora uns cinco já pediram onde eu estava e olha que eu não estou nem no meio do caminho. Estou podendo hoje! Comecei a rir sozinha até que eu tropecei. Pessoa mais desajeitadamente atrapalhada do que eu? Não existe. Eu caí em cima do meu braço, beleza isso. Um garoto veio me ajudar, o reconheci. Era a moita, digo, o Saul.

- Ei tudo bem? – ele me ajudou a levantar, quer dizer, ele me levantou. – Está indo aonde?

- Estou bem e estou indo lá ver meu irmão. – falei dando um sorriso e seguindo em frente.

- Espera! – eu me virei devagar pra ele e esperei ele dizer algo – É melhor você não aparecer lá...

- Porque, mataram ele e você não quer que eu o veja atirado no chão coberto de sangue? Pois saiba que seria uma cena tão boa que mereceria uma festa! – falei fazendo gestos exagerados com as mãos.

- Nossa, desculpa aí. Eu só não queria que você visse cenas fortes, você ainda é muito criança para isso.

- Ui, falou o adulto! Escuta, vai te fuder, na moral véi. – falei empurrando-o

- Vai te fuder tu sua vaca, e para de me empurrar se não... – ele alterou a sua voz apontando um dedo para a minha cara.

- E o que vai acontecer se eu não parar de te empurrar hein? E não aponta esse dedo pra minha cara! – o empurrei de novo só que dessa vez foi mais forte.

- EU JÁ FALEI PRA TI PARAR DE ME EMPURRAR, PORRA! – ele gritou me dando um soco logo em seguida.

- AI! ISSO DOEU, SEU INSENSÍVEL! – falei empurrando só que agora foi tão forte que ele caiu no chão.

- AGORA CHEGA SUA VADIA! – ele pulou em cima de mim e começou a me socar. Eu só conseguia pensar em proteger minha barriga e minha cara.

Logo começou a juntar mais e mais garotos, todos curiosos para saber quem estava apanhando. Uns dizendo que era uma guria (no caso, eu) e outros dizendo que era só um guri com uma aparência afeminada e que deve ser por isso o motivo da briga. Ninguém pra me ajudar e eu só gritando cada vez mais alto. Já estou perdendo a consciência, daqui a pouco eu vou apagar, mas eu consigo ser forte não quero que aconteça comigo o que aconteceu com o meu irmão.

- AI MEU DEUS! SAUL SAI DE CIMA DA MINHA IRMÃ! – eu ouvi meu irmão gritar e logo pararam os socos. – SEU FILHO DA PUTA, COMO OUSA ENCOSTAR NA MINHA IRMÃ? – um guri veio me ajudar a levantar enquanto meu irmão estava batendo no filho da puta do Saul.

- Você está bem? – perguntou um guri que eu não conheço, mas ele é bonito e eu pegaria vou até pedir o...

- SAI! SAI DA FRENTE! TO PASSANDO! SAI PORRA! – logo apareceu o Felipe ali empurrando o guri bonito que veio me socorrer, Meister você me paga! – ANNEEEEEEEEE! – gritou me abraçando e fazendo nós dois cairmos. – Você está bem? Ele te bateu muito? Foi onde? – apenas o ignorei levantando rápido e indo impedir o André que mate o Saul.

- André, para de bater nele! Para! – eu tentei puxá-lo, mas foi em vão. –PORRA ANDRÉ, DÁ PARA PARAR? ASSIM VOCÊ VAI MATÁ-LO!

- É ISSO QUE EU QUERO, EU QUERO VÊ-LO MORTO PORQUE NINGUÉM, NINGUÉM, NINGUÉM E NINGUÉM ENCOSTA EM VOCÊ! – falou dando vários socos e chutes mais ou menos na região da barriga – ELE VAI TER O QUE MERECE!

- Porra André, ele não me matou e nem me deixou desacordada. Agora da para você parar de dar uma de machão na frente deles? Porque você está me protegendo tanto? Foi porque a mamãe morreu? Ela morreu por sua causa e agora você quer dar um de protetor? – ele parou de socar o Saul e olhou pra mim, eu estava chorando.

- A mamãe morreu? – ele me perguntou pasmo

- Seu insensível! – falei e dei as costa à ele. Ouvi um “UUUUUUUUUUUUUUH” dos garotos que estavam à nossa volta, mas eles que se fodam eles não tinham nada que estar ali pra ver briga. Porra, o André não ajuda também né? A pessoa burra aqui achando que ele ia pelo menos tentar me confortar por causa disso, mas ele nem sabia! Eu nunca deveria ter aceitado vir para essa escola de bosta. Agora eu estaria com a Alice, ela me fazia me fazia muito bem, só de estar perto dela eu já ficava feliz. Mas e agora que eu estou a uns 200Km dela? Isso só me fez ficar mais triste. Logo tentei pensar em tentar acabar com tudo isso, tipo morrendo. Mas para que isso se eu posso simplesmente fugir? Eu me lembro que próximo ao prédio vinte tinha um muro de mais ou menos cinco metros de altura, sim cinco metro, mas nada que eu não possa pular do prédio para lá. E assim saí correndo e invadi o apartamento do segundo andar, era um nerdizinho de merda, fácil de ser ameaçado. Sorri. Logo pulei, eu quase caí, mas consegui me manter firme em cima do muro e assim pulei para fora. Aquela bosta dava para o nada mas era só seguir o muro, eu acho. – Nos vemos algum dia, filhos da puta. Adios! – Acenei para o muro e saí correndo fazendo o contorno dele, sinto que isso vai demorar...

Notas finais
Me desculpem se eu fiz vocês perderem seus tempos lendo isso *desvia das facas*
EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEENFIM, a história se passa em 2012. Sim, em 2012 u.u imagina que sonho eles com 16 anos agora? Aiai Enfim
Eu queria convidar um de vocês (leitores) para escrever comigo. Se alguém se interessar é só me mandar um MP com o seu msn e que quer me ajudar a escrever pá. Alguém? CRI CRI CRI CRI CRI okay se ninguém quer então até o próximo o/