Live And Let Die

4 Capítulo 4 - Snuff


Notas iniciais
Olá pessoas lindas e divas! Eu achei que esse capítulo ficou uma bela porcaria mas um pouquinho melhor que o outro, é. Enfim boa leitura e pá o/

Meu celular começou a tocar, eu fui ver quem era só que deixei cair ele no chão e ele se desmontou todo, RAIVA! Montei-o de novo e esperei pra ver se a pessoa ligava de novo, foi o que aconteceu. Eu olhei no identificador e vi que era meu pai, resolvi atender vai que é alguma coisa importante. Mal atendi e já veio àquela notícia. A notícia que ninguém nunca quer receber. Só senti minhas pernas tremerem. E depois não senti mais nada... Mais nada.

Acordei em um lugar estranho e me assustei quando vi que um guri estava me olhando, ele tem cabelo preto, é mais branco que bunda de bebê e tem os cabelos mais ou menos na altura dos ombros com uma franja que cobriam seus olhos.

- Oi, está melhor? – ela perguntou rindo um pouco da minha cara.

- Quem é você? – me sentei na cama, ou pelo menos tentei né porque tudo em doía.

- Jeffrey Dean Isbell, meus amigos me chamam de puta do Will, mas pode me chamar de Jeff! Prazer! – ele falou estendendo a mão.

- Eu sou Anne Müller Way, mas pode me chamar de, hum... Anne, prazer! – ele riu e eu apertei a mão dele.

- Então Anne, o que você está fazendo nessa escola que até onde eu sei é só para garotos? — ele perguntou enquanto tentava deixar a franja para o lado para tudo nos olhos.

- Minha presença te desagrada? – o olhei com um olhar mortal.

- Não, muuuuuuito pelo contrário, agrada até demais... – ele me olhou com um olhar malicio e eu corei. – Então, o que você estava fazendo caída ali na frente?

- Caída? Eu não s... Meu celular! – ele me entregou o aparelho e eu olhei a foto da tela e eu me lembrei do ocorrido e pra variar comecei a chorar.

- O que houve? – ele perguntou pegando minha mãe esquerda com as suas mãos e me olhando preocupado.

- É que assim, meu pai e disse...

Flashback on ~

- Al...

- Anne, eu não sei como te contar isso, mas vamos lá. Suamãemorreu! – ele disse rápido

- Que?

- Suamãemorreu. – eu parei de “funcionar” quando ele falou isso, senti meu corpo queimando como se eu tivesse sendo queimada, minhas pernas começaram a tremer e eu fiquei parada que nem uma idiota olhando pro nada. – Anne! Fala comigo Anne, por favor! – ele começou a chorar. – Me desculpa meu anjo. ANNE! FALA COMIGO PELO AMOR DE DEUS! – ele começou a gritar e eu consegui ouvir coisas quebrando do outro lado da linha até que eu deixei cair meu celular e depois eu não sei o que aconteceu, é...

Flashback off ~

Jeff ficou parado chocado me olhando, eu acho que ele não sabia o que falar. Ficamos assim por uns longos minutos, eu tentando enxugar as lágrimas e ele parado me olhando talvez pensando no que falar até que ele me abraçou.

Logo em seguida meu celular tocou, não sei quem é mas vou antender.

Conversa no celular on ~

- Alô?

- Oi Anne, onde ‘cê tá? – pela voz é o Hug.

- Ooi Hug lindo, to aqui no apê do Jeff, acho que tu conhece ele.

- É a puta do Will?

- É, esse mesmo. – começamos a rir

- Estou indo praí, em que prédio é?

- É O 14! – gritou o Jeff

- Ok, estou indo praí! – e desligou o telefone.

Conversa no celular off ~

Só o Hug pra me fazer rir mesmo...

- E ae, vai querer uma pizza ou sei lá alguma coisa? – perguntou o Jeff levantando-se e indo direto à cozinha.

- Ah, eu quero pizza, na certeza! – exclamei o seguindo.

Ele tirou do congelador uma pizza de calabresa e mais umas coisas lá que eu nem me dei o trabalho de ler. Colocou-a no forno e me levou para sala para nós assistirmos algum filme enquanto a pizza não fica pronta. Se passaram dez minutos e o Hug chegou se atirando em cima de mim, pra variar...

- OOOOI ANNELÍCIIIAAAAAAA! – gritou me abraçando.

- OOOO STIELY! – gritei no ouvido dele, a vingança é um prato que se come frio, só que né, eu errei e me queimei.

- EEEEEEEUUUUUUU TIIIIIIIIIIIII AAAAAAAAAAAAAAAMUUUUUUUUUUUUUU! – gritou ainda mais alto, filho da puta.

- AAAAAAAAAAI SEU FILHO DA PUTA, MEU OUVIDO! – joguei ele no chão e me curvei colocando a mão na minha orelha.

- Desculpa Annezinha. – disse fazendo carinha de choro, que coisa mais fofa geeeente.

- Awwwwwww que coisa fofinha – apertei suas bochechas com força – meeu ursinho lindinho e fofinho – apertei mais ainda até que ele começou a gritar.

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH ME SOLTA SUA LOUCAAAA! – ele começou a se debater, mas eu não iria soltá-lo.

- Tá gente, vamos parar, se vocês quiserem gritar, a porta de saída é a cortesia. – ele disse meio irritado.

- Ok Jeff – falamos em uníssono.

Ficamos assistindo O Massacre da Serra Elétrica até a pizza ficar pronta, depois eu e o Hug fomos pôr a mesa enquanto o Jeff tirava a pizza do forno. Só que né, o imbecil do Steven colocou o pé na frente do Jeff, que tropeçou, daí a pizza voou na cara de quem? Isso aí, a minha!

- AI SEUS FILHO DA PUTA! – tirei a pizza da minha cara e joguei neles.

- Ai, mais uma fresca que tem um ataque de pelancas quando encostam no cabelo dela. – falou Jeff se levantando.

- Não é meu cabelo seu imbecil, a pizza acabou de sair do forno, ENTÃO ELA ESTÁ QUENTE, CARALHO! – abri a torneira da pia e enfiei minha cara embaixo daquela água gelada, sensação boa, sim ou claro?

- Me desculpa Anne, eu não queria te machucar. – o Steven falou com uma voz chorosa vindo em minha direção e logo em seguida me abraçou.

- Me solta! – empurrei-o contra o Jeff que bateu as costas na parede. Steven me lançou um olhar magoado e eu pude ver seus olhos enchendo de lágrimas, mas logo em seguida eu saí porta afora com uma expressão com certeza não muito agradável, mas o que eu poderia fazer? Minha mãe arrecem tinha morrido e eu estou longe da minha melhor amiga. A única pessoa que eu amo que está perto de mim agora é o André, mas eu não estava com muito saco pra aguentar uma das causas da morte da minha mãe. Porque tinha que ser assim? Porque eu não estava do lado da minha mãe quando ela mais precisou? Ah, me esqueci de que o vadio do meu pai me colocou nessa escola maldita dos infernos. Que vontade de pegar uma metralhadora e matar todos só para eu finalmente poder ficar sozinha e me afundar nos meus pensamentos. Apenas me deitei na grama e fiquei formando desenhos nas estrelas como eu fazia com a minha mãe quando eu tinha oito anos de idade. Sim já era de noite, como passa rápido esse tempo de merda, como eu queria ter o poder de pará-lo. Senti meu rosto arder e meus olhos se encherem de lágrimas. Logo quase não conseguia enxergar devido as lágrimas. Não me lembro a ultima vez que eu chorei, Não lembro a ultima vez que eu abracei minha mãe, não me lembro a ultima vez que eu disse à ela que eu a amava, mas acho que nunca fiz isso. Como isso dói, dói muito. Eu vou me odiar eternamente por deixar a pessoa que eu mais amo nesse mundo morrer sem ao menos dizer uma única vez o quanto eu a amava. Eu quero morrer!

- Oi, você é um travesti né? Só pode! – disse um guri filho da puta que gargalhava depois do que ele mesmo disse. Como ele se atreve de me tirar dos meus devaneios? Apenas me sentei e o encarei com um olhar mortal.

- Oh, me desculpe se eu ofendi você garoto! – minha vontade naquele momento era de pula no pescoço dele, ele tem muita sorte de eu estar tão fraca agora.

- Eu não sou um travesti, seu inútil! – respondi seca ainda com aquela cara de morre diabo.

- Ah ok, já fez a cirurgia lá então... Como te deixaram entra nessa escola? – ele perguntou se sentando do meu lado.

-Eu já disse que eu não sou um garoto, tá difícil de entender é? Precisa que eu desenhe ou que eu te mostre? – falei me levantando, eu é que não iria ficar ao lado daquele bosta!

- Ai, eu prefiro que você me mostre... – me olhou com um sorriso malicioso.

- Em que andar é o seu apartamento? – perguntei mudando drasticamente de assunto.

- Terceiro. Por quê?

- Me leva até lá?

- Opaa, é claro! – me olhou com aquele sorri malicioso de merda. – Mas pra que?

- Pra mim me jogar da janela!

- Opa, quem morreu? – ele riu

- Minha mãe. – senti lágrimas insistindo em cair, mas consegui segurá-las enquanto ele me olhava sério e vermelho.

- Ah, me desculpa. É sério, eu não devia ter falado isso, por favor, me desculpe! – ele implorou.

- Só te desculpo se você tiver bebidas no teu apartamento! – sorri fraca.

- No meu apartamento tem... Hum... Ah! Tem um monte de cervejas, garrafas de Jack e também tem várias drogas! Pretendo ficar rico na escola já que é só de garotos, eu acho, então deve ser tudo drogado...

- Me leva no seu apartamento agora! – ele abriu um sorriso pequeno mas feliz.

- Me siga, ã?

- Anne. Anne Müller!

- Ah prazer, Felipe Meister. Agora me siga Anne. – ele falou se levantando e saindo caminhando em direção as árvores, eu apenas o segui. Demorou um pouco até chegarmos ao prédio dele que era o número 20. Eu estava cansada pra caralho e ainda tinha que subir aquelas malditas escadas até o terceiro andar, cu isso. Agente entrou no “apê” dele e meu Deus, é uma bagunça só! Mas pelo menos tem bebida e drogas de graça e, aliás, ele é lindo que meu Deus. Ele me entregou uma garrafa de Jack e eu rapidamente abri e tomei um gole gigante, fazia um tempo que eu não sentia aquele gosto que me tirava dos meus problemas por um dia. Quer dizer, muito tempo pra mim porque eu tomei isso ontem, mas parece que já se passaram um mês. Quando notei já tinha acabado aquela garrafa, como o tempo passa rápido quando a gente fica se afogando nos nossos pensamentos. Por fim eu de novo não lembro o que aconteceu devido à quantidade de álcool que eu tomei, só sei que foi uma noite triste e feliz, é. O Felipe parece ser uma pessoa muito legal e companheira mas eu ainda desconfio um pouco dele, não sei de que nem porque, só sei que ele não é bem o que digamos uma “boa influência”.

Notas finais
Eenfim, o que acharam? Se estiver uma porcaria a história (que eu sei que está), não pense duas vezes antes de me falar o que precisa ser melhorado! Eenfim, até o próximo o/
Bjs Nana ;*