Little Snowflake
6 Dinner
Notas iniciais
Tinham se passado alguns dias e Jack não aparecia, Elsa já estava mais descontraída. Fora obrigada a concentrar-se e a acalmar-se por ter discutido com a irmã. Esse incidente atormentava-a todos os dias.
Elsa não queria ser assim com Anna, mas precisava ser para a proteger.
Mas havia algo mais que Elsa não conseguia tirar da cabeça. Arendelle. Seria verdade que ela congelara a cidade?
Elsa estava na sala com a varanda olhando o por do sol, preocupada, passava as mãos pelos cabelos brancos…
– como é que vou resolver isto? – perguntava-se Elsa, respirando pesadamente.
Hum? – Elsa ouviu um barulho vindo de dentro do palácio.
Virou curiosa a cabeça para trás, olhando para dentro do palácio. Ficou desconfiada, será que Anna tinha voltado?
Deslizando a mão direita pelo corrimão da varanda ela afastou-se da mesma e entrou no palácio, cautelosa, atenta a qualquer barulho que ela voltasse a ouvir.
Eram pequenos barulhos, parecia que alguém estava no seu palácio.
Elsa colocava as mãos em frente ao peito, voltadas para frente, com a palma das mãos bem abertas, pronta para atacar a qualquer momento.
Ela passou por algumas divisões e os barulhos pareciam que se intensificavam a medida que se aproximava.
Ela notou um vulto por trás de uma das paredes do palácio e apressou-se para lançar gelo a quem ali estivesse.
Qual não é a sua admiração quando – que? – perguntou Elsa espantada, as mãos tinham caído sobre o corpo, ela tinha os olhos azuis muito abertos. Na verdade, ela não conseguia acreditar no que via.
Surpresa! – disse Jack com o mesmo rosto divertido de sempre. Ele andava a pé de um lado para o outro, estava a trazer as últimas travessas para a mesa.
O que era aquilo? Era uma espécie de comida estranha, aos quadrados.
Elsa aproximou-se e perguntou – o que é isto? – apoiava as mãos sobre uma das cadeiras feitas de gelo algumas semanas atrás por ela e decoradas por Jack.
Jack levantou a cabeça e sorrio dizendo – sushi! Já provas-te? Vais gostar, é muito bom.. Elsa interrompeu o e perguntou um pouco nervosa – nãoo! O que é isto tudo?
Jack parou, olhou a mulher a sua frente a apoiou-se no machado como sempre costumava fazer. – eu achei que ias ficar mais animadas se eu fizesse uma surpresa para agradecer, teres me deixado ficar aqui – disse ele olhando diretamente para ela e sorrindo como um garoto que fez alguma coisa mas tenta ser perdoado por ser querido.
Elsa corou de leve, aquele sorriso, aquele sorriso derretia-a. Por momentos ela pensava que teria sido melhor ele nunca ter se revelado para ela. A sua voz já mexia com ela de mais!
Elsa olhava para a mesa posta com prato, o tal sushi, copos, tudo de vidro – preparas-te tudo sozinho? Foi por isto que foste embora? – perguntou ainda um pouco incrédula com aquilo tudo.
Jack saio de perto da mesa. Deu as costas a Elsa e foi buscar duas velas brancas – eu voltei a casa, pensei em ir a cidade aqui perto mas eu não a conheço e ela está toda congelada, achei estranho por isso fui até casa.
Elsa assombrou-se com o que Jack dissera – congelada?
Jack acendeu as velas com um fosforo continuava a falar distraído – sim, até o rio em volta das montanhas. Aqui o inverno é muito rigoroso, nem eu consigo fazer nada assim!
Elsa nesse momento assustou-se Jack olhara fixamente para ela. Será que ele tinha descoberto? Tinha percebido que tinha sido ela a fazer aquilo?
Foi ai que para seu alivio Jack começou a rir e disse – ahahaha se calhar até consigo, mas nunca tentei!
Elsa não resistiu e acabou por rir, pois estava tão em pânico com aquilo tudo que o comentário de Jack tinha lhe parecido irónico e engaçado de mais.
Elsa adorava Jack mas achava-o estranho. Ora estava com a cabeça na lua, ora fazia tudo para a chatear e fazia-lhe partidas, ora era estranhamente ternurento, simpático, quase sedutor de certa forma.
E um desses momentos que deixavam Elsa tão baralhada estava acontecer nesse preciso momento.
Jack sorrio e esticou a mão, indicando a cadeira da mesa – o jantar está servido! Podes te sentar – ele falava sorrindo, satisfeito do que conseguira fazer. Um belo jantar de velas, com sushi.
Elsa assentiu e sentou-se, não sabia por onde começar mas ao tocar num talher ela olhou Jack e disse – não voltes a ir embora, eu, eu fico muito sozinha.
Jack sentiu que pela primeira vez alguém queria a sua presença, ela, Elsa queria a sua presença e algo ganhou cor instantaneamente dentro dele – não tenho a onde ir, eu fui só buscar o sushi mas para a próxima levo-te comigo- disse com um olhar fixo em Elsa e confiante.
Elsa perguntou – moras muito longe? Jack colocou o bastão no chão e tentou-se sentar mais confortável na mesa, olhou para Elsa respondendo – não, a voar é muito perto.
Elsa sorrio e disse – voar? Eu não voou Jack.
Jack sorrio divertido – ahaha isso resolve-se, peço a Wind para te ajudar
Elsa achava aquela historia toda muito disparatada – Wind? Jack começou a colocar sushi no seu prato e respondeu – sim, o vento é meu amigo, ele de certeza que nos ajuda a voares.
Elsa colocou um pouco de vinho no copo cristalino e respondeu – se tu o dizes…
Jack preparava-se para atacar com os pauzinhos quando vê Elsa completamente perdida a olhar para a mesa e ele não resiste em rir dela.
Jack! Para de rir! Eu nunca comi disto! – disse Elsa envergonhada porque Jack se ria dela. Jack sorri para ela e responde – é uma comida japonesa. É eixe em arroz avinagrado, temperado com molho de vinagre, açúcar e sal, que se combina com algum tipo de peixe ou fruto do mar, vegetais, frutas ou ovo.
Elsa estava surpreendida com tanto conhecimento – foste tu que cozinhas-te? Jack riu e respondeu – ahaha não, trouxe de onde vivo, normalmente come-se com os pauzinhos, como tu tens ai, mas podes usar garfo e faca como qualquer outra pessoa.
Elsa espetou com o garfo um pouco de sushi e levou a boca – peixe é? (ela prova e começa a mastigar até engolir, Jack observava curioso se ela ia gostar, ou não) é bom! Realmente muito bom! Obrigada Jack – exclamou Elsa depois de engolir o bocado de sushi.
Elsa finalmente estava descontraída e começou a comer mais sushi. Jack tinha tido uma ótima ideia. Ele era o melhor amigo que ela podia ter naquele momento. E o jantar era uma forma maravilhosa de ela esquecer todos os problemas que tinha em mente.
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